Solis – Iniciativa da Agência de Energia e Ambiente de Lisboa

A https://www.lisboaenova.org (Agência de Energia e Ambiente de Lisboa) pediu-nos para divulgar entre os moradores a iniciativa “Solis – a Plataforma Solar de Lisboa”.Através da Solis, pretende a agência incentivar a instalação de sistemas solares fotovoltaicos na cidade.

Para tal, é crucial para identificar as instalações que já existem em Lisboa, de forma a entender o impacto da Solis nas metas da cidade para 2030. A agência pede a nossa colaboração neste mapeamento de sistemas fotovoltaicos. Assim sendo quem tiver sistemas fotovoltaicos nos seus edifícios podem comunicar diretamente para geralsolis@lisboaenova.org com as seguintes informações: localização do edifício em coordenadas geográficas; qual a potência instalada/de ligação; e quando é que o sistema começou a produzir.

Intervenção no piso da Av Guerra Junqueiro – Posição Colectiva dos Vizinhos do Areeiro

Em 16 de Abril de 2019, após uma sondagem aos moradores, sugerimos que a CML fizesse uma série de intervenções de “reconstrução de passeios, substituição de calçada por pavimentos confortáveis e de reparação de caldeiras de árvore e sobre-elevação de passadeiras” tendo a Câmara escolhido como arruamentos a intervir

 a Av. Almirante Reis, a Av. de Paris, a Av. Padre Manuel da Nóbrega e a Av. Guerra Junqueiro. Em nenhum momento indicámos especificamente onde, como ou se a intervenção seria de “reparação” (competência da Junta) ou de “pavimento confortável” (CML).

Depois da intervenção recente de instalação de “Pavimento Contínuo em Betão Branco “Uni-Lisboa”, na Praça de Londres, que foi bem acolhida por utentes com dificuldade de mobilidade, dizem-nos alguns técnicos  que este pavimento tem problemas a nível da reposição que resulta, por vezes, em remendos que desvirtuam a estética dos arruamentos e que há dificuldade em obter o Betão Branco com a especificação adequada em pequenas quantidades para reparações. Ao invés, a obra na Guerra Junqueiro optou pela utilização da Lajeta de Betão Branco do tipo “Uni Lisboa”, que deveria garantir resistência e continuidade nos percursos pedonais, mas também que pode ser retirada para eventuais reparações e reposta nas condições iniciais.

Depois de termos contactado vários comerciantes e moradores da avenida e dos bairros em redor é nossa posição colectiva de que:

1. É predominante a opinião de que o piso da avenida foi “descaracterizado” (fazendo-se a comparação com o anterior piso em calçada portuguesa que, aliás, ainda subsiste – sem intervenção no lado oposto da Avenida).

2. É predominante a opinião de que o piso em calçada portuguesa não estava bem mantido (como sucede, aliás, na maioria da freguesia) com frequentes depressões e elevações que motivam tropeções e quedas.

3. Há muitos moradores que preferiam uma intervenção idêntica à realizada na Praça de Londres e Av. da República com “calçada e bermas devidamente arranjados” dado que esta garante uma boa mobilidade pedonal, sobretudo a pessoas com mobilidade reduzida.

4. A solução aumenta a qualidade geral da mobilidade pedonal mas parece ser opinião geral que não é visualmente agradável e que se suja bastante frequentemente e é de limpeza difícil (algo que tenderá a agravar-se com o tempo), tal como acontece com os pavimentos referidos no ponto anterior e que é sobejamente evidente no pavimento da Abade Faria.

5. Questionam a ocorrência de várias intervenções sucessivas na mesma Avenida quando em muitas outras tais intervenções ainda não ocorreram (Av João XXI, Av de Roma, Sacadura Cabral, etc): a competência da manutenção cabe à Junta mas as grandes intervenções têm sempre sido feitas pela CML.

6. Um número significativo de moradores concorda com a intervenção em Lajetas de Betão Branco do tipo “Uni Lisboa” e reconhecem as vantagens da solução utilizada para quem tem mobilidade reduzida.

7. Um número representativo de quem defende a intervenção em “Uni Lisboa” entende que as lajes foram mal aplicadas havendo várias dezenas de lajes já com danos nos cantos antes da aplicação, existindo várias, agora que apresentam esses danos (depois da aplicação), depressões e elevações e que a qualidade da aplicação na zona superior parece superior à da zona inferior da avenida. Com o tempo, a circulação automóvel e a chuva, os desníveis entre lajes tendem a aumentar (já há várias marcas de pneus no piso).

8. Muitos moradores teriam preferido uma reposição niveladora da Calçada Portuguesa (como se fez, p.ex., frente à Livraria Bertrand), invocando inclusivamente a candidatura da Calçada Portuguesa a Património Mundial.

9. Questiona-se se a calçada junto aos prédios deveria ser mais larga para efectivamente permitir intervenções técnicas sem mexer no pavimento (água, gás, electricidade e andaimes).

10. Deveria ter sido aproveitado para colocar uma calha técnica para enterrar os cabos de telecomunicações. 

11. O pavimento uniforme, comparativamente a uma calçada com irregularidades naturais, dá uma sensação de maior inclinação que conduz as pessoas mais fortemente para a zona baixa da avenida.

Reunião com Vereador Miguel Gaspar (e equipa) de 10.03.2021

1 Grandes temas: Comércio Local, Estacionamento e Ciclovias no Areeiro

2 Propostas VA (apresentação)

  1. Em 2016 propusemos uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ 
  2. Propusemos em Março de 2020:
  1. Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:
    1. o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado
    2. o IRS de lojas arrendadas a longa duração (+ de 3 anos) seja reduzido
  2. A CML subsidie a 100% senhas para estacionar nos parques EMEL e EMPARK descontados, p. ex., em facturas ou senhas no comércio local
  3. Reforçar a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Pç de Londres que servem o comércio
  4. Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos).
  5. Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra
  6. A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.
  7. Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17

Consulta nos VA: Comércio Local

  1. Governo: Baixar fiscalidade sobre comércio local
  2. Campo Pequeno, Sacadura Cabral e um pouco por todo o lado, esplanadas vazias e fechadas. Agora que fechou o parque da Sacadura Cabral

  1. Ciclovia Afonso Costa
  1. Porque não foi construída no lado Norte da avenida?
  2. Sendo construída no lado Norte:
  1. Não iria eliminar qualquer estacionamento
  2. A avenida tem à mesma 3 faixas, sendo que a entrada na rotunda do Areeiro tem comparativamente menos trânsito devido à presença do túnel e ao desvio para a Av Gago Coutinho via Rua Alves Torgo
  3. Iria evitar o atravessamento da Av Afonso Costa para entrada no Parque da Quinta do Vale da Montanha, local de possível maior conflito com automobilistas.
  4. Serviria directamente o pavilhão desportivo do Casal Vistoso.
  1. Estas questões foram ponderadas? Foi decidido o lado Sul por razões importantes? Quais foram? Não sabemos as respostas a isto porque não houve qualquer forma de discussão do projecto, o que leva ao ponto seguinte.
  2. A forma da comunicação da CML fomenta guerras e polémicas, colocando parte da população em confronto com a outra parte.
  1. Anunciar obras com alterações relevantes aos moradores sem lugar a opinião ou crítica, como facto consumado e sem alternativa;
  2. Bons e extremamente necessários projectos como por exemplo a ciclovia da av de Berna são focos de polémica quando deveriam ser os mais fáceis de promover devido à sua óbvia necessidade como ciclovia de ligação;
  1. Para isso contribui a recusa de compensar os moradores pelo estacionamento perdido, por exemplo com a utilização dos parques subterrâneos para uso de moradores.
  2. O argumento utilizado por exemplo na av de Berna que os lugares de estacionamento são recuperados com as bolsas de estacionamento exclusivo para moradores nas ruas adjacentes é recebido com natural cepticismo e desconfiança devido aos precedentes de comunicação.
  1. A integração é fundamental, só pudemos empurrar as pessoas até um certo ponto até elas começarem a empurrar de volta. Consultar o Mikael Colville Anderson é bom, mas é apenas uma opinião, consultar os moradores e quem terá de conviver com as alterações é ainda melhor.
  2. De uma forma geral, por exemplo, onde estão os passeios contínuos como na rua Abade Faria? A subida da passadeira para o nível do passeio e não ao nível do asfalto é importantíssimo a nível de redução de velocidade no cruzamento, a nível psicológico porque é o automóvel que está a invadir o passeio e não o contrário. Vai ser replicado na avenida de Roma e Gago Coutinho sempre que possível? Isso leva-nos ao ponto 3.

Ciclovias na avenida de Roma e avenida Gago Coutinho.

  1. Poderemos consultar o projecto antes do anúncio público de forma a poder dar sugestões de melhoramento?
  2. Os projectos das ciclovias tendem a não ser aproveitados para melhoramentos na circulação pedonal. Estes projectos teriam mais apoio se fossem envolventes ao peão também e largasse a guerra bicicletas-automóveis.
  3. O projecto da Gago Coutinho pretende devolver o passeio aos peões? O estacionamento em cima do passeio legalizado pela CML vai finalmente acabar? Adivinhando o descontentamento dos moradores, está prevista a libertação para moradores de alguns lugares no parque de Estacionamento da Miguel Gouveia?
  4. No projecto da ciclovia da Av de Roma está previsto o aumento de passadeiras? De forma a, por exemplo, os peões que saiam da paragem de autocarro na esquina da Rua Edison não tenham de cruzar 3 passadeiras por não haver passadeira directa em direção Oeste.
  5. Da mesma forma quem sai da estação de comboios de Roma-Areeiro na avenida de Roma em direção Oeste também tem de cruzar 3 passadeiras para se deslocar em direção Oeste. Foram previstas novas passadeiras?
  6. Foram criadas condições para que nos cruzamentos onde o trânsito automóvel cruza a ciclovia existir boa visibilidade quando para o condutor evitando “ganchos” com perigo para os ciclistas? A ciclovia da rua Castilho tem várias armadilhas onde é impossível a um condutor conseguir ver a ciclovia. Não convém repetir os mesmos erros.
  7. As temporizações dos semáforos têm de ser drasticamente alteradas, tanto na av Roma como na Gago Coutinho. Para os automobilistas a sequência de verdes, a green-wave é apenas possível a velocidades altas, o que convida a passagem em vermelhos ou a maiores velocidades (https://vizinhosdoareeiro.org/semaforologia-no-areeiro/)
  8. As temporizações para os peões também, o tempo de passagem é muito baixo e reflecte uma prioridade errada na mobilidade.

Consulta nos VA: Ciclovias no Areeiro 

  1. Fiscalização a bicicletas que circulam nos passeios e não respeitam sinalização
  2. Ampliação de ciclovias
  3. Mais vias partilhadas
  4. Projecto Av Roma, Almirante Reis, Madrid e Manuel da Nóbrega?
  5. Projeto António José de Almeida?
  6. Ciclovia Av Roma: Ciclovia unidirecional em frente à igreja?
  7. Criar rede ciclável ininterrupta: Completar a ciclovia da Alm Reis, ciclovias, na João XXI e na Avenida de Roma, Av EUA e Gago Coutinho

Consulta nos VA: Estacionamento

  1. É necessário limitar a entrada de carros de não residentes
  2. PDS de negociações de reduções de preço nos Parques existentes?
  3. Fiscalização de sinais de reserva e retirada dos que já não se justificam
  4. Mais parques de estacionamento subterrâneos
  5. Estacionamento em espinha: onde 3 passam a 4: avaliar
  6. Retirar floreiras que estão a ocupar lugares no Bº Arco do Cego
  7. Rever zonas de estacionamento: uma zona passou a duas

Consulta nos VA: Mobilidade

  1. Limitar a velocidade em toda a cidade a 30 km/h, redesenhando os próprios arruamentos para desincentivar a aceleração
  2. Os semáforos para bicicletas na Praça de Londres junto à Av. de Paris são tantos que se tornam enganadores
  3. Muitos parquímetros avariados
  4. Recuperação do passeio da Manuel da Maia
  5. Lomba na João XXI frente à farmácia: pedido de reavaliação

Notas da Reunião

  1. Muito em breve (próximos dias) será reforçada a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Pç de Londres que servem o comércio local por forma a informar melhor os clientes desta zona desta possibilidade de estacionamento (o parque da Alameda tem um piso inteiro sempre vazio).
  2. Os lugares de Cargas e Descargas estão regulados no Código da Estrada: embora não possam ser usados como lugares de estacionamento de curta duração (como sugerimos) podem ser usados para cargas e descargas também por particulares desde que não saiam do carro (sairá outra pessoa) ou que saiam apenas para recolher um artigo já comprado (embora isso depende do critério e bom senso da fiscalização no local).
  3. CML vai responder brevemente a http://vizinhosdoareeiro.org/semaforologia-no-areeiro/ 
  4. A CML tem um programa ativo de monitorização da atividade comercial através do uso de MB e terminais de pagamentos. Nesta rede confirmou um aumento da atividade comercial até janeiro/fevereiro acima da média de 2019. Quebras de 60% em algumas zonas de Lisboa. Zonas e empresas ligadas ao turismo foram das mais afectadas. Zonas mais residenciais, como a Almirante Reis, Campo de Ourique e Alvalade (Av Igreja) resistiram melhor e são mais resilientes porque dependem menos dos serviços e do turismo do que outras.
  5. Efeito teletrabalho tirou muita atividade ao comércio local e isso explica porque é que no desconfinamento o comércio de Lisboa não recuperou tanto como o de outras zonas do país (onde há menos empresas de serviços e, logo, teletrabalho): 500 mil pessoas entravam e saiam todos os dias de Lisboa: agora muitas não o fazem (estão em teletrabalho) e faltam também os 50 mil turistas que alimentavam boa parte do comércio local.
  6. As questões de Fiscalidade não dependem da CML mas a CML está sensível aos argumentos que defendem o aumento dos estímulos que coloquem mais lojas no mercado por forma a baixar os preços do arrendamento comercial (IMI e IRS) como aquelas que os Vizinhos propuseram.
  7. CML isentou de Derrama todos os negócios locais até 1,2 milhões de euros de faturação
  8. Sobre IMI e Lojas vazias haverá conversas entre vereações na CML (nossa proposta mais acima) e vão avaliar fazer uma proposta concreta ao Governo.
  9. Sobre a proposta das senhas de estacionamento pagas a 100% pela CML: já existem pacotes de senhas de estacionamento na Empark: mas ser a CML a financiar a 100% parece desproporcionado à CML. Estes pacotes de senhas permitem estacionamento a 40 centimos por meia hora e a 60 por uma hora. Foram oferecidos como opção à associação local de comerciantes e à Junta de Freguesia do Areeiro mas ambos não mostraram (até agora) disponibilidade para apoiar essa distribuição de senhas. A Zara Home já as usou para dar a alguns clientes e a CML está disponível para comprar os lotes de 100 senhas redistribuindo-os depois por comerciantes mas precisa de uma entidade local que faça essa distribuição.
  10. A principal prioridade da CML é o andar a pé e o uso dos transportes públicos: não outras formas de mobilidade.
  11. A App de estacionamento da EMEL vai em breve ter um código promocional que pode ser usado para acesso a zonas comerciais
  12. Em https://www.2filanaoeopcao.pt/ pode ver-se quais e onde são os lugares de cargas e descargas e pedir novos lugares deste tipo.
  13. CML isentou de taxas para ocupação do espaço público e esplanadas sendo que estas últimas serão essenciais para a reabertura da economia.
  14. A CML vai promover a criação de zonas de estacionamento reservado para moradores nas ruas transversais à Sacadura Cabral
  15. Estamos numa das zonas de Lisboa com maior densidade e oferta de parques de estacionamento e nenhum destes parques está cheio: o da Alameda tem um piso fechado, o da Praça de Londres está a 70% e o do Forum Roma a 60% ocupado.
  16. A intenção da CML é ter cada vez mais zonas reservadas a moradores em torno dos parques por forma a que estes sejam mais usados por visitantes e trabalhadores nas freguesias.
  17. O primeiro dístico é agora gratuito para quem só tem um carro.
  18. CML está a negociar com a Empark melhores condições para o estacionamento por moradores e a 24 H
  19. CML vai rever os 15 lugares de estacionamento reservados pelo Ministério do Trabalho na Av de Roma (uma reclamação dos Vizinhos)
  20. Passagem da estação de camionagem para a zona do parque de estacionamento na Gago Coutinho. Mencionámos que era importante ter uma passagem pedonal directa para a Pd Manuel da Nóbrega
  21. Será criada um via mista/pedonal/automóvel na Rua Lucinda do Carmo sendo chamada a atenção para entrar em conta com a importante zona comercial da Rua Actriz Virgínia: CML apresentará projecto oportunamente.
  22. Foi mencionado de que há muitas lojas fechadas nos bairros Gebalis nas Olaias e que era importante ver se conseguem recuperar esses espaços comerciais.
  23. Em Lisboa entravam, antes da pandemia, 500 carros por mil habitante. Agora entram 350.
  24. A CML apoia a entrega em casa de produtos do comércio local.
  25. O comércio local deve ter em conta o mecanismo “apoiar rendas” do Governo: https://www.iapmei.pt/Paginas/Ficha-APOIAR-RENDAS.aspx  (6 meses de renda)
  26. Existe o Balcão Lisboa Empreende Mais: http://www.areadocomerciante.dgae.gov.pt/documentacao1/documentos/lisboaprotege–medidas-extraordinarias-de-apoio-a-economia-da-cidade-de-lisboa-pdf.aspx que apoia – com uma série de medidas – o comércio local. Este balcão centraliza todas as medidas de apoio existentes.
  27. Existe na CML um Fundo de Apoio à Instalação e Melhoramento de Esplanadas (parte do Lisboa Protege): https://apps.cm-lisboa.pt/LisboaProtegeEsplanadas/ 
  28. Não existe um plano para uma intervenção na António José de Almeida
  29. Manuel da Maia: não existe um plano de reparação da calçada mas isso será avaliado via CDC com a Junta de Freguesia ou com a própria.
  30. Os Vizinhos farão um levantamento/atualização dos Lugares de estacionamento reservados ou já desactualizados.
  31. Programa “Lisboa Protege” https://www.lisboa.pt/lisboaprotege da CML:
    1. apoio ao comércio de Lisboa
    2. é o maior programa de apoio ao comércio local que existe em Portugal
    3. lançada em Novembro uma 1ª geração de medidas e os pagamentos começaram a ser feitos em fins de Dezembro: dados a 3 mil empresas (com 10 mil empregos directos)
    4. 2ª geração de medidas com 16 milhões de euros a fundo perdido aumentou de 500 mil euros para 1 milhão o apoio máximo e cobre agora mais atividades económicas (cultura, pequena indústria, etc). Abertas as inscrições até 31 de Março.
    5. CML vai manter isenção de taxas e isenções a esplanadas e onde a CML é senhoria vai manter moratórias (p.ex. a quiosques)
    6. As candidaturas são simples e os pagamentos são rápidos tendo lugar alguns dias (cerca de uma semana) depois da apresentação da candidatura.
    7. Há escalões por volume de negócios (<100 mil, 100-300, 300-500, 500-1000)
    8. a perda de faturação mínima para que haja recebimento de apoios é de mais de 25% (versus a 2019)
    9. As empresas apoiadas têm que ter sede e domicílio fiscal em Lisboa
  32. O projecto de melhoramento na Avenida de Roma vai incluir ciclovia e melhoramento do passeio

Índice de Digitalização e Transparência Digital das Juntas de Freguesia de Lisboa

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1oRyqU1E2Dk9RRa5BJ77CK5MiA1EXwVFtLgQUkRqxzN0/edit?usp=sharing

1. A ideia surgiu de um twitt do estudante de IT Rui Teixeira em que este dizia que tinha consultado os sites dos municípios portugueses e descoberto que 25% não publicaram os seus orçamentos.
https://twitter.com/ruipfteixeira/status/1365362759769214976
E, de facto, neste índice encontrei que 9 das 24 Juntas de Lisboa não tinham também o orçamento de 2021 (já em execução) publicado: Há certamente razões para isto acontecer, e algumas têm a ver com o momento especial em que nos encontramos mas 1 Junta tinha publicado o último orçamento em 2016, outra em 2019, 6 em 2020 e uma nunca o publicou (embora tivesse as opções do plano actualizadas para 2021)

2. As métricas (com “explicador”) podem ser lidas diretamente no Índice. Não foi fácil fazer isto mas como estou de férias e confinado em casa acabei por aproveitar desta forma produtiva – assim acredito – este tempo estranho em que todos vivemos

3. A partir da ideia de Rui Teixeira e porque no grupo que fundei em 2016, os Vizinhos do Areeiro, já levamos 5 anos de escrutínio intenso sobre o trabalho da nossa Junta de Freguesia tendo levado a dita a abrir-se cada vez mais, designadamente na quantidade e qualidade do material que publica online surgiu a ideia de fazer uma comparação da nossa Junta com as outras para perceber melhor se num índice digital a Junta de Freguesia do Areeiro estava bem ou mal posicionada.

4. Com a ideia original e com a ajuda de alguns coordenadores dos outros grupos de Vizinhos em Lisboa e da coordenação do Grupo do Areeiro foram criadas várias métricas, com valor relativo que poderiam compor um Índice de Digitalização e Transparência Digital das Juntas de Freguesia de Lisboa que foi enviado às 1000 de 02.03.2021 às 24 Juntas de Lisboa para que pudessem corrigir algum erro do índice (são 35 métricas sendo que algumas agregam outras métricas) ou, até, colocarem mais dados online (o que duas acabaram por fazer).

5. Os resultados da métrica estão na folha ao lado “Ordenador de Juntas Digitais” e colocam no top 3:
https://www.jf-alvalade.pt/
https://www.jf-parquedasnacoes.pt/
https://jf-areeiro.pt/
o que foram duas boas surpresas: Alvalade porque é a Junta onde trabalho e Areeiro porque foi a Junta onde vivo e que serviu de base a esta iniciativa são, respectivamente, a primeira e terceira junta do Índice. Curiosamente, Parque das Nações (que não tem nenhum núcleo de vizinhos ao contrário das outras das) foi uma freguesia onde trabalhei mais de 10 anos…

6. O Objectivo é tornar a repetir, todos os anos, este índice, por forma a acompanhar a evolução dos sites das Juntas de Lisboa e a promover as boas práticas que o índice valoriza.

7. Depois da mensagem com o link dinâmico ter sido enviado às 1000 de 02.03.2021 (foi fechado às 2400 de 04.03.2021) houve Juntas que responderam e colocaram mais conteúdos no seu site, o que teve reflexos nas métricas do índice, mas não alterou a ordenação sendo que isso já foi um efeito positivo da existência deste índice.

8. É igualmente curioso que só 11 em 24 abriram a mensagem (segundo o mailchimp: plataforma usada para enviar a mensagem), sendo certo que algumas receberam o link do Índice através de outras e que esta métrica não é fiável a 100% razão pela qual acabou por não constar do próprio índice (como era intenção inicial) mas é algo que não podemos descartar no futuro. É igualmente curioso que apenas uma tenha respondido ao mail com uma mensagem automática confirmando o bom recebimento da mensagem.

Rui Martins
fundador dos www.vizinhosdoareeiro.org
presidente da associação Vizinhos em Lisboa

Obras na Livraria Bertrand da Av de Roma

Os subscritores estão preocupados com a escala da intervenção das obras que agora decorrem na Livraria Bertrand da Avenida de Roma.
O seu interior datava na sua esmagadora maioria do projecto original anos 50, da construção do Plano de Alvalade sendo que as fotografias em anexo testemunham uma total remoção do interior, em madeira, uma intervenção profunda a nível do tecto e do piso e a total obliteração do mural da imprensa de Guttenberg.
Questionamos se
toda esta intervenção está a ser acompanhada pela CML,
qual é o projecto apresentado pelo proprietário e
se tudo está conforme ao estatuto de Loja com História e respectivos benefícios.
P.S.: A 19.02.2021 via ENT/266/GVRV/CML/2021 já havíamos pedido este projecto tendo sido o mesmo encaminhado para a DMU: mas ainda não obtivemos resposta.

Subscrevem 35 moradores

Semaforologia no Areeiro

Ficheiro de dados: Clicar AQUI

Reflexões:
* Do 23 semaforos analisados 15 abaixo dos 25 segundos para os peões.
O tempo dos semáforos para peões é cerca de 4 vezes inferior ao tempo para automóveis.
* As únicas exceções são quando a via analisada se cruza com uma outra via e por isso os tempos de semáforo superior para os peões são apenas consequência dos tempos superiores de verde para os automóveis na outra via.
* Tratando-se das principais vias que cruzam a freguesia do Areeiro, e estando as mesmas com obras de reestruturação previstas, seria uma boa oportunidade para alterar a situação actual.
* O aumento dos tempos de passagem, bem como o aumento das dimensões das ilhas, têm um efeito estrangulador no trânsito e comprovada diminuição na velocidade de circulação.
* A alteração ou aproximação da hierarquia entre peão e veículos automóveis promove a melhor convivência e redução de acidentes.

Sete propostas à CML dos Vizinhos do Areeiro:
* menos temporização para os carros: com mais tempo para atravessamento de peões fazendo com que, num cruzamento, todos os semáforos automóveis fiquem a vermelho.
* afixação de sinalética especial (visível para automóveis e peões) nos atravessamentos mais perigosos.
* colocar todas as passadeiras ao nível do passeio: isto reduziria a velocidade e serviria, também, para chamar a atenção do condutor.
* Rever as temporizações deste estudo aumentando, no geral, o tempo e a segurança do atravessamento pedonal (sobretudo nos amarelos para carros).
* colocar sinalizações sonoras nos cruzamentos com maior densidade de atravessamento pedonal.
* aumentar a quantidade de passadeiras acessíveis no Areeiro, especialmente nos atravessamentos onde nos últimos anos se têm registado mais acidentes.
* instalar radares de controlo de velocidade nas vias principais do Areeiro: Av de Roma, Av João XXI, Gago Coutinho e Almirante Reis.
* Aumentar o tamanho das ilhas de forma a tornar as mesmas um lugar de estrangulamento de trânsito e diminuição da velocidade.

Intervenção dos Vizinhos do Areeiro na audição dos Peticionários sobre a vaga de insegurança no Areeiro (em 2020) na Assembleia Municipal de Lisboa de 09.02.2021

Intervenção de Rui Mary:
“Bem, quanto à insegurança no Areeiro
e porque já passou muito tempo desde a apresentação da petição
(que foi em Junho de 2020)
por enquanto, para já, mas provavelmente não para sempre
a situação melhorou:
(de 37 casos totais em Maio de 2020

  • que foi o pico máximo de sempre desde Novembro de 2017 –
  • passámos a 9 em Janeiro)

Contudo é preciso não esquecer que a partir de fins de Janeiro e Fevereiro
já tornaram a ser vandalizados carros, alguns foram roubados e
há relatos continuados de roubos de bicicletas e peças.
Mas a verdade é que felizmente:
os roubos a lojas e os assaltos na rua
parecem ter parado desde Julho de 2020
Dito isto: Contudo:
Queria dizer – muito rapidamente – algumas coisas:

Gostava que soubessem que no decurso do processo de recolha das assinaturas em espaços comerciais no Areeiro nos disseram – mais que uma vez – que ninguém fala com eles
nem da Junta nem dos partidos
a não ser quando estão em campanha: dizem estes lojistas
e isto – com eleições autárquicas este ano – pode merecer reflexão…

Fico sempre surpreendido quando no relatório desta petição vejo eleitos locais a estabelecer uma relação directa entre Sem Abrigo e a vaga de Crime apesar de nada o demonstrar.
Pode ser Popular dizer isto: Mas não é Correcto.
Isto não quer dizer que alguns Sem Abrigo não sejam turbulentos
Mas daí a dizer que são criminosos: vai um grande salto…

Dizem-me moradores que em campanha se prometeu ou deu a entender que a freguesia iria pagar um Guarda Nocturno para vigiar a freguesia
mas, depois, negou-se tê-lo feito e alega-se que tal seria ilegal
mas não compreendo esta argumentação e não vejo quais seriam as suas bases.
Compreendo que em campanha às vezes se fala em excesso: mas é preciso ter cuidado para não criar falsas expectativas nos cidadãos.

Não estamos bem quando temos que lançar uma petição para que o Estado responda a uma vaga de insegurança e reforce (provisoriamente) o policiamento (que continua a não se ver: até neste período de confinamento)
Com a petição atraímos a atenção negativa para a freguesia: que, no fundo, até é injusta porque fora dos picos de insegurança: viver no Areeiro é seguro.
Também não estamos bem quando a esquadra das Olaias tem tão poucos meios humanos e más condições físicas e não há sinais de que isso mude a curto prazo. E há informações de que por vezes fica mesmo sem pessoal para enviar a ocorrências.

Não compreendo porque é que o MAI não responde aos cidadãos e à própria Assembleia Municipal (assim diz o relatório).
Por exemplo: não conseguia saber no IHRU nem na Secretaria de Estado como estava a situação do Bairro Portugal Novo (que é um foco de insegurança pela sua ligação ao consumo e tráfico de droga):
Sei agora – através da intervenção do Sr. Presidente da Câmara nesta Assembleia – que se está a identificar os antigos moradores – um processo complicado dado o conhecido historial de ocupação de casas – para, finalmente, normalizar a situação.
Espero que agora, finalmente, o processo se desbloqueie.
E estranho ninguém – no Estado Central – ter respondido: não é Normal.
É tudo o que queria dizer: Obrigado.”

Intervenção de Jorge Oliveira:
https://youtu.be/G8tMb-nTbJs?t=20161

Contador de Peões em Confinamento no Areeiro (Comparações e Conclusões ao Momento)

No Actual Confinamento:
Entre 18.01.2021 e 13.02.2021
na Av Padre Manuel Nóbrega
foram contados em média 19 peões
na Av de Roma (parte Areeiro)
foram contados em média 54,25 peões

No Anterior Confinamento:
Entre 18.01.2021 e 13.02.2021
na Av Padre Manuel Nóbrega
foram contados em média 32,66 peões
na Av de Roma (parte Areeiro)
foram contados em média 79,4 peões

No Google Street View nas imagens captadas em 2009, 2014, 2018 e 2019
na Av de Roma foram contados em média 165 peões.

Comentários dos Vizinhos do Areeiro:

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Estes números resultam de contagens cidadãs feitas em varandas nos dois arruamentos de referência para o Areeiro: em duas das avenidas mais comerciais e com ligações mais densas entre meios de transporte público (Metro, CP e Carris): Avenida de Roma e Avenida Padre Manuel da Nóbrega

2
Estas contagens foram feitas uma vez por dia, entre as 1730 e as 1900 (hora de ponta do tráfego pedonal). Os valores de 2009, 2014, 2018 e 2019 foram obtidos a partir do Google Street View)

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Infelizmente não fizemos este tipo de contagens de peões na rua no Areeiro (Lisboa) antes da actual crise pandémica COVID-19 mas, contudo, acedendo aos dados históricos e meramente como comparação mas tendo em conta que os carros do Google Street View passam a meio da manhã e meio da tarde na Av de Roma contámos, nos 4 anos aqui registados uma média de 165 peões. Como a contagem que fizemos foi, uma vez, entre as 17h30 e as 19h00 e isso corresponde aos períodos em que o carro da Google é muito provável que esse número (165) corresponda, mesmo, ao tráfico pedonal num fim de tarde antes da actual crise sanitária.

4
A primeira conclusão que podemos tirar (com os dados limitados que temos) é que os cidadãos do Areeiro confinaram, de facto, reduzindo severamente as suas saídas no primeiro período de confinamento (Abril e Maio de 2020) com uma redução de mais de 50% das saídas normais (dados para a Avenida de Roma: parte Areeiro)

5
A segunda conclusão possível é que a comparação com a média do actual confinamento e os dados médios de pré-crise sanitária indicam uma redução de cerca de 3/4 da circulação pedonal no primeiro confinamento. Comparando com o segundo e actual a redução ainda é maior: 4/5 dos cidadãos ficaram em casa.

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A comparação entre os dois períodos de confinamento (Abril e Maio de 2020) indica uma redução de sensivelmente metade: os cidadãos estão agora a confinar mais do que no período anterior de 2020

7
O pico registado no primeiro dia (18.01.2021) que distorce a média (para cima) corresponde ao primeiro dia útil do novo confinamento pelo que pode resultar de um período de adaptação dos cidadãos

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Os dias da semana em que menos se confina são os dias de semana: o que se explicará por quem vem de fora da freguesia para trabalhar e mais que nos fins-de-semana

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A partir de 12.02.2021 registou-se um aumento da presença de peões nestes dois arruamentos: provavelmente devido às notícias que, desde há alguns dias, dão sinais da redução da pressão nos internamentos e falecimentos de doentes COVID no SNS. Este aumento de circulação nas ruas parece também coincidir com a melhoria geral do tempo (temperatura e pluviosidade)

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A visibilidade da PSP e da Polícia Municipal (que tem actividade na área da sensibilização para o cumprimento das regras de confinamento) é nula: Embora passem de carro (por vezes no novo carro eléctrico cedido pela Junta de Freguesia) não se viu, uma única vez, nem neste período de confinamento nem no anterior, policiamento a pé, ou mesmo, uma acção de fiscalização no território da freguesia (houve na Av da Igreja, no Saldanha e na Alameda

Lojas sem Uso no Areeiro


em 2018 contámos 292 lojas vazias
em 2019 contámos 241
em 2020 contámos 182

Desde 2018, quando começámos a contar anualmente as lojas vazias na área da Freguesia do Areeiro, até 2020, contámos sucessivamente 292, 241 e 182. Esta evolução aparenta ser positiva mas não inclui todos os fechos de lojas que terão ocorrido depois de dezembro de 2020 e onde já registámos vários encerramentos resultantes do impacto da COVID no pequeno comércio.

Na verdade (e actualizaremos este levantamento no fim do actual período de confinamento: talvez em fins de Março ou começos de Abril) já se registam alguns encerramentos de lojas associados ao impacto do confinamento e à incapacidade (ou falta de vontade) por parte de alguns senhorios em baixarem as rendas comerciais e assim, darem o seu contributo para a sobrevivência de muitos negócios locais nesta e noutras freguesias de Lisboa.

Alguns comentários mais genéricos:

1. Os levantamentos dos Vizinhos do Areeiro incorporam uma certa margem de erro (trata-se de um levantamento voluntário) mas estes números, que globalmente estarão correctos, parecem indicar uma grande flutuação da actividade comercial na freguesia, uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro e isto apesar de, pela metodologia seguida, não conseguirem detectar as numerosas que abrem e fecham num espaço de 2 ou 3 meses (o que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior).

2. Os números reflectem aquilo que se observa nas ruas mas, especialmente nas mais comerciais (Av. João XXI, Av. de Roma e Av. Guerra Junqueiro/Praça de Londres), a proporção de lojas vazias é relativamente pequena. Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como o Bairro dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto terá a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos Bairros existente nessas zonas e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado nessas zonas.

3. Em 2016 propusemos à Junta de Freguesia que, como faz a de Campolide, lançasse uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ um projecto deste tipo poderia ter um impacto significativo no regresso de muitas destas lojas à actividade comercial, gerando emprego e diversidade económica no Areeiro;

4. O facto de existirem menos lojas vazias será um efeito da melhoria da condição económica da maioria dos lisboetas e do reforço dos padrões de consumo desde 2017. Esta tendência, contudo, parece em nítida inversão desde agosto de 2020;

5. No site https://www.idealista.pt/arrendar-lojas_ou_armazens/lisboa/areeiro/ apenas constam 36 lojas ou armazéns por arrendar (no Areeiro a maioria dos “armazéns” são lojas ou garagens convertidas) (eram 71 em fevereiro de 2019). Isto significa que a maioria das lojas vazias não estão no mercado fazendo aumentar o preço das que estão por redução da oferta e explicando a inflação de preços que se regista actualmente (motivada, também, pelo fenómeno lateral do Turismo e do aumento explosivo e contagioso a todos os sectores dos preços da habitação);

6. Algumas destas lojas são conversões de antigas garagens mas continuam reservando estacionamento (que usam de forma possivelmente abusiva) conforme levantamento: http://vizinhosdoareeiro.org/falsas-garagens-e-estacionamento-no-areeiro/

7. Uma percentagem significativa de lojas continua a ser usada como sede de empresa e não como um estabelecimento comercial clássico. Eventualmente, esta utilização de garagens para fins comerciais em vez de estacionamento automóvel, contribuirá marginalmente para a sobrecarga de estacionamento na via pública;

8. O levantamento dos Vizinhos do Areeiro peca por algo que não está ao nosso alcance: a dimensão dos espaços vazios. Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura. Aliás, um levantamento desta escala deveria ser feito pela CML ou pela Junta de Freguesia, ser regular (trimestral), registar o tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia: Fica a sugestão aos nossos autarcas.

Recordamos ainda as nossas propostas enviadas à CML e Junta de Freguesia (que ficaram sem resposta):

Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:
1a) o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado por forma a estimular o seu regresso ao mercado e pelo aumento da oferta pressionar os preços;
1b) o IRS de lojas arrendadas a longa duração (mais de 3 anos) seja reduzido.

2
A CML subsidia a 100% as senhas para  estacionar nos parques e silos da EMEL e EMPARK descontados, por exemplo, em facturas ou senhas no comércio local, tal como fazem os grandes centros comerciais a partir de compras de determinado valor. Desta forma permite retirar automóveis da via pública, quer por opção urbanística quer como por efeito directo da instalação de ciclovias, sem retirar o acesso ao comércio local e transporte de compras.

3
Reforçar a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Praça de Londres que servem o comércio do eixo Avenida Guerra Junqueiro e Praça de Londres de forma a fazer compreender a vantagem da simplicidade da utilização destes equipamentos..

4
Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos). Ponderar a possibilidade da adição de “estacionamento exclusivo a cliente da Av Guerra Junqueiro”.

5
Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra: medida com efeito retroactivos.

6
A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.

7
Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração para uso pelos clientes das superfícies comerciais: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17 (limitando a reserva entre as 09h00 e as 17h00); verificar a possibilidade de transferir alguns destes 15 lugares para o parque da Pr. de Londres, à distância de 2 min a pé, tal como os moradores, trabalhadores, comerciantes e clientes da zona são obrigados a fazer.8
Publicidade no Metro da Alameda e em conjunto com os vários hotéis da zona direcionado para o nosso comércio: O Comércio Tradicional ConVida (neste caso a Junta fez uma iniciativa que passou pela afixação de algumas faixas em postes de iluminação pública).

Cabaz de Natal

Todos os anos a Junta do Areeiro investe 6400€ em ajuste directo em Cabazes de Natal à Ruderal (Amadora). Questionada:”Qual é a origem dos produtos e onde são comprados os produtos que integram o cabaz de natal que a Junta distribui todos os anos? Como são seleccionados os seus beneficiários?” respondeu: “ainda não foram consultados fornecedores” e “a lista dos beneficiários é elaborada pelo núcleo de Ação Social“. A Junta não detalhou como vai decorrer o processo do Cabaz de Natal num ano tão atípico como este mas os Vizinhos do Areeiro gostariam de sugerir:
1. a verba disponível fosse ajustada por forma a prestar um apoio significativo ao Comércio Local e às famílias mais necessitadas no Areeiro
2. as compras fossem realizadas num leque extenso de lojas do comércio local no Areeiro de base familiar ou de pequena e média dimensão
3. a lista de empresas apoiadas fosse divulgada publicamente
4. as compras do Cabaz incluíssem artigos de cultura
5. a lista de beneficiários fosse alargada dentro do possível


Subscrevem 75 moradores:
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/2602826923363432/?cft[0]=AZV0cPdifc-7GtfrvdScODTPdbiuAGnRdmQw4bOoOWGyPartZnBuW6k540MXmWDzTojgEd43Fqw7QhogGTDBpNZoEEM-p2oK_ZDkd-vfM3Z9DFEm3ygDFA5Mhj2r5KvnTRzOwMU_ggw35dgZiDsplswn&tn=%2CO%2CP-R