Proposta à CML para contentor de Compostagem Comunitária no Areeiro

Os subscritores propõem à CML que no âmbito do seu novo programa para “Compostagem Comunitária” instalem – durante a fase piloto – um contentor para este tipo de resíduos orgânicos no Jardim Fernando Pessa. (A compostagem consiste na decomposição dos resíduos domésticos por acção de microrganismos que na presença de oxigénio (processo aeróbio) e que originam uma substância designada composto. O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado como adubo, uma vez que melhora substancialmente a estrutura do solo)

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Elvina Maria Reis Rosa
José João Leiria-Ralha
Luis Seguro
Vitor Martins
Teresa Raposo
Patrícia Matos Palma
Isabel Tomas Rodrigo
Ana Costa
João J Martins
Mariana Bettencourt
Raquel Leite
Carla Caló
Zira Marcelino
Manuela Viegas
Luisa Teresa
Maria Saraiva
Antonieta Moëllon
João Almeida
Maria Do Carmo Batalha
Fernando Anjos
Isabel O. Sousa
Helena Amaral
Margarida Seguro
Gonçalo Peres
Antonio Coelho
Mafalda Sequeira
Daniel Portugal
Sofia Serrano
Nuno Fox
Pedro Barata
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1900855253560606/

Actualização de 16 de Março (Resposta da Direção Municipal da Estrutura Verde, do Ambiente e Energia):
No seguimento do contacto estabelecido por e-mail do passado dia 15 de Março, cumpre-nos informar, relativamente ao pedido de instalação de um contentor para Compostagem Comunitária, que a Câmara Municipal de Lisboa tem em curso o desenvolvimento do Projeto “Lisboa a Compostar”, um projeto de incentivo à compostagem doméstica e à redução de resíduos orgânicos, destinado a todos os residentes na cidade de Lisboa desde que tenham uma habitação em Lisboa com logradouro, quintal ou jardim. 
Mais informações em http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/temos-um-compostor-para-si/
Informamos, também, que a Câmara Municipal de Lisboa vai proceder, como experiência-piloto, à instalação de um compostor comunitário na Freguesia dos Olivais, lançando, desta forma, um desafio aos moradores desta Freguesia para que ali depositem resíduos urbanos biodegradáveis e que contribuam para a melhoria ambiental da cidade.

Quanto à colocação de um contentor para compostagem comunitária no Jardim Fernando Pessa, a proposta será alvo de apreciação por parte dos Serviços competentes da CML e, após a avaliação do projeto implementado na Freguesia dos Olivais, existe intenção de a replicar em outros locais na cidade de Lisboa. Assim, também o Jardim Fernando Pessa poderá ser um local para a instalação de um contentor para Compostagem Comunitária.”

Sugestão às embaixadas italiana, romena e britânica

“Os subscritores desta mensagem pedem aos embaixadores de todos os países da União Europeia em Lisboa que têm arruamentos (Praças e Avenidas) nesta freguesia de Lisboa que sigam o exemplo de Madrid, na década de 1970 que, e da cidade do México nas avenidas de mesmos nomes, encetem contactos com a CML e Junta de Freguesia no sentido de instalarem peças de arte urbana nos arruamentos e avenidas com o seu nome”

Subscrevem os moradores na freguesia do Areeiro (Lisboa):
Rui Pedro Martins
Ilda Cruz
João Chambers
Celestina Costa
Ana Mónica
Anabela Gouveia
Maria Teresa Inglês Agostinho
Dulce Amaral
Cristina Milagre
Zélia Pereira
João Santos
Lezíria Couchinho
Helena Amaral
Vitor Martins
Margarida Seguro
Alexandra Marina Mendes
Beatriz Granja
Ana Conceição
Margarida Botelho
Teresa Clara Durão
Jorge Oliveira
André Calado Coroado
Emilio Santos Pinto
Jacinto Manuel Apostolo
Zira Marcelino
Manuela Manon
Dina Correia
Isabel Costa
Maria Cristina Lacerda
Maria Martins da Silva
Maria Dulce Sousa
Ricardo Rosado
Rogério Martins
Ana Costa
Teresa Raposo
Nuno Dinis Cortiços
Maria Luisa Ferreira
Cláudia Casquilho
Jorge Basto
Helena Fonseca
Pedro Pinto
Luis Seguro
Eduardo Pessoa Santos
Suzete Reis
Elvina Maria Reis Rosa
Anabela Nunes
Ana Benavente
Leonilde Ferreira Viegas
Mira de Lacerda
Paulo Curto de Sousa
Patrícia Matos Palma
Mariana Bettencourt
Isabel Real
Alexandra Amaral
Pedro Gomez
Rui Martinho
Sandra Gaspar
João J Martins
Eva Falcão
Genoveva Rebordão de Sousa
Antonieta Soares Ribeiro
Rute Pereira
Francisco Lopes da Fonseca
Teresa Sarmento
Rita Dias Costa
Nuno Miguel Cabeçadas
Pedro Costa Pinto
Bruno Beja Fonseca
Beatriz Maia
Inês Gomes Beirão
Ricardo Ferreira
Mariana Tavares
Luís Pereira Dos Reis
Ruy Redin

Uma iniciativa dos “Vizinhos das Avenidas Novas” que os Vizinhos do Areeiro Subcrevem: “descontrolo absoluto em que a cidade de Lisboa se encontrava em matéria de cabos de telecomunicações fixados nas fachadas dos edifícios” [respondida]

“A 29 de Março de 2013, na sequência de várias reclamações e solicitações de movimentos cívicos e cidadãos, viria a Provedoria de Justiça a transmitir à Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma recomendação acerca do descontrolo absoluto em que a cidade de Lisboa se encontrava em matéria de cabos de telecomunicações fixados nas fachadas dos edifícios (recomendação em anexo).
A 24 de Setembro de 2014, o jornal Público noticiava: “A Câmara de Lisboa quer que todos os cabos de electricidade e de telecomunicações que hoje em dia estão espalhados pelas fachadas dos edifícios sejam removidos ou enterrados, até ao fim de maio de 2017. Esta é uma das medidas previstas no Regulamento de Obras na Via Pública, que o vereador do Urbanismo e da Reabilitação Urbana não tem dúvidas de que irá merecer “uma fortíssima oposição” das empresas do sector. Referindo-se à obrigatoriedade de os cabos passarem a estar no subsolo, Manuel Salgado afirmou que “o município tem de impor esta regra com força” e defendeu a aplicação de “sanções pesadas para quem não cumprir”.” 
Até ao momento, nem uma nem outra tiveram qualquer efeito prático, não tendo havido qualquer desenvolvimento que seja do conhecimento público, mantendo-se e agudizando-se, inclusive, o desrespeito habitual daquelas operadoras pelo edificado, pela regulamentação em vigor e, pior, pela estética da cidade de Lisboa, que se pretende aprumada e motivo de orgulho para todos nós, que a habitamos e nela trabalhamos e para aqueles que a visitam.
Ora, considerando que o artigo 49.º do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa no seu nº 1 impõe que “É interdita a instalação à vista de ductos, cablagens, caixas, equipamentos e maquinarias no exterior das fachadas e nas coberturas dos edifícios.”, consideramos lamentável e inexplicável que esta situação se mantenha, que a CML assim o permita, e que todas as recomendações e os prazos por vós estabelecidos não tenham sido cumpridos.

Requeremos, assim, a Vossa Excelência, que:
1. Informe a população acerca da efectiva implementação das medidas por si anunciadas em 2014 e supostamente concretizáveis até Maio de 2017.
2. Se comprometa publicamente com metas e prazos realistas para a remoção (ou enterramento) de facto dos cabos que desfeiam os edifícios da nossa cidade.
3. Que as medidas a implementar pela CML contemplem não apenas os cabos pendurados nas fachadas dos edifícios mas também as caixas exteriores instaladas nos passeios, obstáculos à boa mobilidade dos peões, não poucas vezes factor de insegurança pelo perigo que representam.
4. Que estas medidas sejam acompanhadas por uma fiscalização eficaz e permanente, colocando-nos à disposição da CML, enquanto abaixo assinados deste requerimento, para vos ajudarmos a esse desiderato.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

Vizinhos das Avenidas Novas – membro fundador da “Vizinhos em Lisboa – Associação de Moradores”
Comissão de Moradores do Bairro Azul
Forum Cidadania Lx
Associação de Moradores do Bairro do Alto do Parque
Vizinhos do Areeiro – membro fundador da “Vizinhos em Lisboa – Associação de Moradores”

A enviar a
Exmo Sr. Vereador Arquiteto Manuel Salgado,
CC. Presidente da CML, Presidente da AML, Presidente da ANACOM, Directora-Geral do Património Cultural

Os Vizinhos do Areeiro que subscrevem esta iniciativa dos Vizinhos das Avenidas Novas:
Rui Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Elvina Maria Reis Rosa
Filipe Guedes Ramos
Rogério Martins
Rodolfo Franco
Ana Benavente
Luis Seguro
Ana Costa
Mira de Lacerda
Marta Soares
Mariana Bettencourt
Pedro Pinto
Gabriel Osório de Barros
Teresa Sarmento
Francisco Lopes da Fonseca
Dulce Amaral
Tiago Leitão
Sofia Pinheiro
Cristina Azambuja
Alexandra Maia Mendonça
Ana Miguel
Zira Marcelino
Luis Pina Amaro
Rita Jacobetty
Belicha Geraldes
Rosarinho Quina
Elisabete Carvalho
Maria Lourdes Alves Gouveia
José Luz
Teresa Sarmento
Nitucha Jacques
João Santos
Maria Salomé
Walter Perdigão
João Ribafeita
Teresa Lavin Jácome
Helena Passaporte
Rita Brito Pires
Ana Oliveira
Eduardo Pessoa Santos
Sónia Maia
Simão Farias
Daniel Portugal
Rui Pedro Henriques
Fernando De Sousa Ferreira
Nuno Raimundo
Bernardino Aranda
Antonio Sequeira
Bruno Beja Fonseca
Ines Domingos

 

Actualização

“Foram feitas obras neste bairro do Arco do Cego e não se aproveitou para fazer a implantação subterrânea dos cabos de comunicação (…) temos os fios e os cabos todos à vista”

Eduardo da Neves, Vizinho do Bairro do Arco do Cego

“relativamente ao cabos das operadoras estamos a tentar resolver ou pelo menos minorar a situação” (26:14)

Fernando Medina respondendo a Eduardo das Neves  (cabos de comunicações no Bairro do Arco do Cego)

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

“em relação aos cabos de comunicações temos um regulamento que foi aprovado por unanimidade e que prevê que sejam retirados todos os cabos de telecomunicações e de electricidade das fachadas. Infelizmente, são muitas as operadoras (…) e muitos subempreiteiros que o fazem ao fim-de-semana e fora-de-horas e é particularmente difícil controlar esta situação. O que a CML tem feito é nas intervenções de espaço público, nomeadamente das praças temos instalado tubagens no subsolo para que as operadoras transfiram os cabos das fachadas para o subsolo. Isso já foi conseguido em [vários locais fora do Areeiro]. (…) não ao ritmo de que nós gostaríamos. No caso concreto do Bairro do Arco do Cego houve uma reunião recente porque existem aqui 2 postes de madeira que suspendem cabos de telecomunicações e já foi acordado para se retirarem estes cabos e os passar para o subsolo. E está  agendada uma reunião com todos os outros operadores para fazer o mesmo (subsolo), de uma forma sistemática em tubagens que serão instaladas nos passeios” 28:47

Vereador Manuel Salgado respondendo a Eduardo das Neves (cabos de comunicações no Bairro do Arco do Cego)

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018
https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

Descentralizada de 2019

“Cabos de comunicação nas fachadas dos prédios: qual é o ponto de situação?
Há 4 anos levei, pela primeira vez, este tema a uma Descentralizada.
O ano passado voltei à carga.

Sei que – como as varandas fechadas e as antenas de TV abandonadas – é um problema de solução complexa (muitos agentes, muitos cabos, muitos prédios) mas os cabos estão à vista de todos… Os prédios onde o problema se resolveu (com calhas), também (Manuel da Maia, Cervantes, Campo Pequeno, Arco do Cego, etc)

Os operadores de comunicações têm que ser responsabilizados.”
Rui Martins

“desde 2016 quando a CML aprovou o regulamento de infraestruturas em espaço público que não são autorizadas as instalações de qualquer infraestrutura de comunicações electrónicas nas fachadas ou a colocação de postes para esse efeito. Há um conjunto de trabalhos que estão a ser feitos neste momento pela CML não só ao nível do reforço das infraestruturas de subsolo mas também nas fachadas dos bairros municipais onde estamos a retirar as cablagens que estão nessas fachadas e a colocá-las onde deviam estar que é no subsolo. Foram muitos anos a colocar estas infraestruturas nas fachadas e nas paredes e demorará também, certamente, algum tempo a tirá-los. O que é importante dizer é que não serão colocados novos cabos nas fachadas e há um trabalho sistemático da CML para que eles sejam retirados.”

Vereador Miguel Gaspar

https://www.youtube.com/watch?v=T5GcF7QQnJs

 

“Dia Verde” para a Carris: Sugestão à CML

Os subscritores sugerem à CML (enquanto gestora da Carris) que esta avalie os modelos inovadores em ensaio, por exemplo, em Londres pela Citymapper e que, através de uma app de telemóvel permitirão reservar antecipadamente lugares nos miniautocarros de oito lugares para percursos urbanos e o modelo que a Uber está a experimentar nos EUA e que permite que veículos reservados numa app aguardem num dado local até à chegada de quem fizer a reserva e que se aplicaria, igualmente, a este tipo de miniautocarros.
Sugerimos ainda à Carris que esta empresa teste durante algum tempo um “Dia Verde”, por exemplo, a primeira segunda-feira de cada mês em que o transporte fosse gratuito por forma a aferir o impacto na cidade, poluição e circulação urbana de uma eventual gratuitidade do transporte público em Lisboa”

para saber mais:
https://www.newscientist.com/article/2161961-why-do-firms-like-uber-and-citymapper-keep-reinventing-buses/

Subscrevem:`
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Elvina Maria Reis Rosa
Anabela Nunes
José João Leiria-Ralha
Luis Seguro
Teresa Raposo
Ana Costa
Mira de Lacerda
João J Martins
Mariana Bettencourt
Pedro Pinto
Francisco Lopes da Fonseca
Carla Caló
Sampedro Ana Paula
Duarte Amado
Rui Coimbra
Herculano Rebordao
Mafalda Toscano Rico
Elsa Felizardo
Ilda Cruz
Zélia Pereira
Margarida Seguro
Victor Costa
Maria Claro Ribeiro
Adelia Martins Alexandre Martins
Maria Conceição Silva
Eduardo Pessoa Santos
Carolina Lemos E Sousa
Daniel Portugal
Antonio Sequeira
Rita Tojal Quintela
Bruno Beja Fonseca
Luis Miguel Ferreira

“Ciclovia na Avenida Guerra Junqueiro, a ligar a Alameda à Praça de Londres, vai mesmo avançar” [O Corvo]

É só uma questão de esperar até que o novo asfalto esteja devidamente consolidado. Ainda este mês, começarão as obras de construção de uma ciclovia na Avenida Guerra Junqueiro, a qual assegurará a circulação de bicicletas no sentido ascendente, entre a Alameda Dom Afonso Henriques e a Praça de Londres. Depois dos trabalhos de repavimentação daquela artéria, realizados no início de fevereiro, chegará então a vez de criar um canal exclusivo, para que os ciclistas provenientes da zona da Avenida Almirante Reis acedam de forma mais fácil ao corredor da Avenida de Roma. A via será criada do lado direito, entre o passeio e os lugares de estacionamento, no sentido contrário à circulação rodoviária, que se manterá na direcção Praça de Londres-Alameda. Tal intervenção implicará que o estacionamento automóvel, junto à ciclovia, passe a ser feito em paralelo à mesma. O que obrigará à supressão de cerca de uma vintena de lugares.

Uma informação confirmada a O Corvo pelo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Fernando Braancamp Freire (PSD), no final de uma semana em que abundaram rumores sobre a suposta desistência do projecto, por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Tanto que um grupo de activistas das bicicletas pintou no asfalto marcações ilegais de ciclovia, prontamente apagadas pela CML. “Pelo que sei, está-se apenas à espera que o novo tapete de asfalto fique devidamente assente e seco, para que, então sim, se possa fazer a intervenção da ciclovia. O alcatrão não pode ser pintado nas semanas seguintes a ser colocado”, explica o autarca, referindo-se à solução técnica encontrada para implementar a ciclovia. Tal como noutros locais da cidade, e a Avenida Visconde de Valmor é disso um exemplo, a opção recairá pela delimitação de um canal de circulação de bicicletas, entre o passeio e o parqueamento automóvel em paralelo, através da pintura em verde do piso alcatroado e da colocação de pilaretes plásticos. Uma solução mais económica do que a tradicional obra sobre o passeio.

Tal escolha traz consigo, porém, a inevitabilidade de perda de alguns lugares de estacionamento automóvel, uma vez que este passa a ser feito não “em espinha”, mas sim lado-a-lado com a ciclovia. No caso da Avenida Guerra Junqueiro, serão duas dezenas os lugares para viaturas que se perderão em virtude da colocação da nova infraestrutura, situada do lado esquerdo para quem desce a artéria – ou seja, junto ao passeio que começa nas imediações da pastelaria Mexicana. Do outro lado da avenida, o direito para quem desce, o estacionamento manter-se-á “em espinha”, se bem que com mudanças substanciais na forma de o fazer: ao contrário do que sucede agora, o parqueamento passará ser realizado com a traseira do automóvel encostada ao passeio e a dianteira virada para a faixa de rodagem. “Acho uma medida acertada, trata-se de aplicar uma lógica de protecção e segurança para quem estaciona, pois ao tirar o carro do lugar não tem de o fazer marcha-atrás”, considera o presidente da junta.

Esta será, além disso, uma forma de proteger os ciclistas que realizarão o percurso descendente da avenida, em direcção à Alameda. Deixarão também eles de correrem o risco de serem surpreendidos pela saída repentina de uma carro em marcha-atrás. Esse será, portanto, um percurso partilhado entre automóveis e bicicletas. Ao contrário do que sucederá com a nova ciclovia ascendente, a qual funcionará como um canal dedicado. Uma tipologia com a qual o autarca concorda, defendendo a solução encontrada pelos serviços camarários. Mesmo que isso custe alguns lugares de estacionamento. “Se somos uma cidade europeia, temos de perceber que o espaço público não pode ser só para o estacionamento automóvel. Tem de haver lugar para outras soluções, como as bicicletas”, afirma Fernando Braancamp Freire, desvalorizando qualquer contestação que possa surgir entre residentes e comerciantes. Além disso, explica, “com as obras que serão feitas pela câmara no espaço público da Avenida do México , vamos, com certeza, recuperar diversos dos lugares de estacionamento perdidos”.

A possibilidade de construção da ciclovia, mas sobretudo a sua previsível consequência directa de supressão de uma vintena de lugares de estacionamento automóvel, tem sido objecto das conversas entre os moradores e os comerciantes daquela artéria, conhecida pela suas lojas. Há queixas de falta de informação sobre o projecto e sobre as mexidas trazidas pelo mesmo ao quotidiano da avenida. Ainda na semana passada, o dono de um dos cafés situados do lado onde será criada a via de bicicletas dizia a O Corvo que “pouco se sabe”. “Eles andaram para aí a asfaltar, espero que desistam dessa ideia da ciclovia”, dizia, manifestamente pouco agradado com a possibilidade de ver o números de lugares para os carros encolher.

Ante a aparente indefinição sobre o avanço do projecto – e já depois de, a 25 de fevereiro, activistas pelo uso das bicicletas terem feito marcações no asfalto da Avenida Guerra Junqueiro, criando a ideia de que a via já estaria a funcionar -, o grupo cívico Vizinhos do Areeiro tornou públicas, nesta quinta-feira (1 de março), as suas críticas à forma como o mesmo está a ser implementado. Isto já depois de uma recolha de assinaturas, com o mesmo teor, por si dinamizada e endereçada à CML. Uma iniciativa que a Vizinhos do Areeiro considera ter sido decisiva para travar, pelo menos para já, o avanço de uma obra que contesta, sobretudo pela perda de lugares de estacionamento – mas também pelo que diz ser a falta de transparência na implementação do projecto.

O Corvo questionou, na tarde desta quintra-feira (1 de março), o gabinete do vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, sobre a prossecução deste projecto. Até ao momento da publicação deste artigo, não conseguiu, porém, obter uma resposta.”

http://ocorvo.pt/ciclovia-na-avenida-guerra-junqueiro-a-ligar-a-alameda-a-praca-de-londres-vai-mesmo-avancar/