“Há uma onda de crime no Areeiro, em Lisboa. Agora, foi a Padaria Portuguesa que foi assaltada” [MAAG]

A zona do Areeiro pode estar a ser alvo de uma onda de crimes e de atos de vandalismo. Começou com os furtos nos carros em abril. Agora são as montras dos estabelecimentos de comércio local.

Quem faz parte da comunidade de Facebook Os Vizinhos do Areeiro já deve ter dado conta dos contínuos assaltos e atos de vandalismo que nos últimos meses têm vindo a acontecer nesta freguesia de Lisboa. Além dos vidros partidos em viaturas, são várias as lojas que têm sofrido com esta onda de crime. Só na noite de terça-feira, 27 de maio, houve duas vítimas: a famosa Padaria Portuguesa na Avenida João XXI e ainda um Laboratório de Análises Clínicas, na Avenida Sacadura Cabral, junto da Avenida de Roma. Dias antes, foi a vez de estabelecimento de estética na mesma rua.

Uma notícia do “Público” em janeiro já dava conta de um pico de criminalidade acima do normal nesta zona residencial. Apesar do crescimento face ao período homólogo, naquela altura do ano é costume haver mais ocorrências. É que, tal como nos meses de verão, em que também se registam mais crimes, há menos pessoas na cidade, como reflexo das viagens que os cidadãos fazem, ora para celebrar o fim do ano, ora para passar férias.

Por outro lado, nos meses de primavera não é costume estar a acontecer aquilo que se tem vindo a verificar. De acordo com os dados recolhidos por esta associação, referentes à criminalidade e insegurança nesta freguesia (ocorrências relatadas pelos vários vizinhos), em abril houve 17 furtos (ou atos de vandalismo) em viaturas, 14 furtos ou atos de vandalismo noturnos em lojas.

Em maio, a tendência é muito semelhante: apesar de terem decrescido as acções contra os carros, registam-se já 11 assaltos ou atos de vandalismo às lojas da freguesia. Aos lesados anteriores, somam-se também a Pastelaria Rosa Doce ou a Clínica Veterinária, ambas na Avenida João XXI, o mesmo local em que na noite passada houve um assalto à Padaria Portuguesa. Um dia antes, houve uma tentativa de assalto à loja Ópticas Gaspar na Avenida de Paris, junto à Praça de Londres.

“Isto não está a acontecer em Arroios ou nas Avenidas Novas. Isto está acontecer apenas aqui, numa média de 1 a 2 casos por noite”, diz à MAGG Rui Martins, presidente e membro do concelho dos Vizinhos em Lisboa e administrador do núcleo Vizinhos do Areeiro. “A época e duração desta vaga é atípica em relação às anteriores, assim como o tipo de crime, que tem uma tipologia muito característica [utilização de uma pedra da calçada], quase como se fosse um grupo específico a praticá-lo. O tipo de crime é o mesmo, a zona e sempre a mesma.”

Contrariamente àquilo que tem sido a interpretação de alguns residentes do bairro, Rui Martins não vê relação entre o aumento da criminalidade neste bairro e o aumento no número de pessoas sem-abrigo, na origem do alojamento temporário que foi criado no Pavilhão Casal Vistoso, para dar resposta a pessoas em situações de vulnerabilidade social e, em simultâneo, para dar resposta a problemas sociais desencadeados pela pandemia COVID-19.Cuidado se usa MB Way. Esquema de burlas já roubou mais de três milhões de euros em PortugalVer artigo

O presidente dos Vizinhos em Lisboa conhece bem a realidade deste centro de acolhimento, porque é um dos voluntários que trabalha no espaço. Sustenta em vários factos a crença de que o aumento dos sem-abrigo e o aumento da criminalidade são dois acontecimentos diferentes: primeiro, “esta vaga do crime começou duas semanas antes de o Casal Vistoso ter começado a receber os sem-abrigo”; depois, “nas detenções que já foram feitas, nenhum deles era do Casal Vistoso”; e, por último, a população deste centro de abrigo estar sempre a rodar, o que significa que tem sempre pessoas diferentes — enquanto que os assaltos e atos de vandalismo parecem ser sempre protagonizados pelos mesmos autores.

A isto soma-se o facto de os números de pessoas ali alojadas serem muito variáveis. “A população do casal vistoso, as pessoas que estavam em março, não está lá hoje”, diz. “Começou por haver 101 sem-abrigo e agora são 70. Já o crime a mantém-se na mesma intensidade.”

Fernando Braancamp, presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, já tinha falado sobre os problemas associados à vinda dos sem-abrigo para esta zona da cidade. “Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP”, disse, em declarações à Agência Lusa, acrescentando que “a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso – onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de COVID-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência”.

À MAGG, Fernando Braancamp reitera aquilo que disse nesta altura. “Ao virem quase 100 pessoas em situação de sem-abrigo espalhados pela cidade [para o Casal Vistoso] arrastaram-se também os outros, à procura dessas mesmas condições, à procura de uma cama para dormir, de banhos, de comida. É natural”, diz o Presidente da Junta de Freguesia “A Câmara Municipal de Lisboa arranjou uma solução para parte do problema. Ficou a faltar o resto: os sem-abrigo que não entraram no pavilhão. Agora há barracas espalhadas à volta dos pavilhão, há pessoas a dormir à porta de prédios e nos vãos de escada da freguesia.”

Sobre a onda de criminalidade, o Fernando Braancamp avança que, com base em conversas que tem tido com outros autarcas e com as forças de segurança pública, esta não está circunscrita ao Areeiro, estando a afetar outras zonas da cidade. “Na cidade toda, têm vindo a aparecer casos de violência maior.  Os reclusos que foram colocados cá fora, os sem-abrigo aumentaram, há os desempregados que estão numa situação desesperada, há várias hipóteses”, diz. “Eu tenho de me preocupar com o Areeiro. E é preocupante.”

Rui Martins considera que o aumento no tráfico e consumo de droga são causas mais plausíveis e lógicas para o aumento da insegurança no bairro, até pelo agravamento da situação do Bairro de Portugal, desde março de 2018. “Na Afonso Costa há pessoas a injetarem-se às 19 horas. Junto ao Parque do Rock in Rio [Parque da Bela Vista] há uma sala de chuto improvisada”, conta. “O consumo e tráfico de droga podem explicar parte do surto de criminalidade que está a acontecer aqui.”

Por outro lado, Rui Martins identifica um problema no fraco policiamento, que torna a zona mais susceptível à criminalidade. “Pode haver uma percepção do fraco policiamento”, diz, realçando que, apesar de ainda estar aquém do necessário, houve agora um reforço no número de agentes, quer visíveis, quer invisíveis. Mesmo assim, não deixa de referir que a freguesia é servida pela Esquadra das Olaias, que tem também de servir a zona do Beato. Rui Martins fala num número de agentes muito reduzidos e disponíveis em cada turno, que torna impossível a concretização de um trabalho que seja eficaz e rápido.

Para ajudar as forças policiais e as freguesias que delas dependem, a Junta de Freguesia do Areeiro orçamentou um carro elétrico para a esquadra das Olaias. A PSP ainda não o foi buscar. “Porquê? É um mistério”, considera Rui Martins, que destaca o facto de que a esquadra fica no limite da freguesia, no lado oposto às zonas onde estão a ocorrer os crimes, o que dificulta operações de segurança eficazes.

Reconhecendo as fragilidades no policiamento, Fernando Brancaamp chama também a atenção para a importância de os crimes serem reportados à polícia. “Se não houver participação, não conseguem resolver os problemas”, diz. “Já uma vez os alertei [PSP] para a vaga de assaltos a carro que houve na freguesia e eles só tinham tido uma ocorrência.”

A MAGG entrou em contacto com a Polícia de Segurança Pública e não obteve resposta a tempo à data da publicação do artigo.

https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/ha-uma-onda-de-crime-no-areeiro-em-lisboa-agora-foi-a-padaria-portuguesa-que-foi-assaltada

Onde estão os azulejos do edifício da Rua Abade Faria?

Recentemente registámos que nas intervenção reconstrutiva ocorrida no prédio sito no número 16 da Rua Abade Faria (Bairro dos Actores) e aprovado em junho de 2017 os azulejos de começos do século XX que existiam no nível térreo do dito edifício e que eram únicos no Bairro e raros em toda a freguesia do Areeiro foram removidos e substituídos por azulejos brancos.
Ora se o projecto foi aprovado depois da lei de 2012 isso obrigava o construtor a repor os azulejos originais e a reparar as falhas que – antes da obra – estes já apresentavam.
Apelamos assim ao Exmo. Sr. Vereador Ricardo Veludo com conhecimento da Assembleia Municipal de Lisboa que intervenham no sentido de repor os azulejos originais.

Obrigado

Enviado a Vereador Ricardo Veludo com CC da AML

Resposta da CML a 28.05.2020:
“ENT/353/GVRV/CML/2020
Encarrega-me o Senhor Vereador Ricardo Veludo de acusar a receção do e-mail abaixo, que desde já agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção.
Atendendo ao assunto em causa, foi a mesma encaminhada para o Departamento de Apoio à Gestão Urbanística (Tel. 21798 8403 /9112 /8983; e-mail: dmu.dagu@cm-lisboa.pt), para verificação/fiscalização, e resposta”

Propostas à CML para o Parque Urbano do Vale da Montanha: Cuidadores, Cobertura Verde e Rede de Parcerias

Enviada a 18 de Maio de 2020:

Propostas à Direcção de Espaços Verdes da CML: Cuidadores, Cobertura Verde e Rede de Parcerias

Gostaríamos de solicitar o apoio da Direção de Espaços Verdes (DEV) da CML para as seguintes áreas de atuação:

  • apoio na dinamização de um grupo de moradores do Areeiro que se interesse por cuidar dos Espaços Verdes da Freguesia nomeadamente das diversas árvores recém-plantadas no novo Parque Urbano do Vale da Montanha,
  • agilização do processo de replantação de árvores em caldeiras que se encontram desocupadas nas nossas ruas, existindo para tal um meio próprio para contacto de forma a evitar a demora que se tem verificado
  • definição conjunta (com a DEV) de manuais de “boas práticas” para cuidar dos Espaços Verdes e que poderá ser utilizado pelos moradores, mas também pelos funcionários da CML e das Juntas de Freguesia e pelas empresas contratadas pela CML
  • alguns exemplos de boas práticas poderão ser a utilização de “cobertura verde” (“mulching”) junto às árvores recém-plantadas, a rega de algumas árvores e o ser seletivo em relação ao corte das ervas do parque (por exemplo, procurar deixar ficar as plantas com bastantes flores)
  • vigilância de alguns aspectos de tutoragem a precisar de manutenção e pedindo a respectiva intervenção;
  • poder-se-á também pedir o apoio de algumas Universidades e empresas de consultadoria (em agricultura biológica, permacultura, etc) para dar algum apoio na elaboração dos manuais de “boas práticas” e, também, para realizar alguns ensaios científicos, por forma a compreender melhor quais as práticas mais eficazes (ou seja, que produzem melhores resultados).

Proposta elaborada a partir de sugestão de um residente do Areeiro e frequentador regular do Parque do Vale da Montanha

Subscrevem este pedido de reunião:
Rui Martins
Ilda Cruz
Stela Correia
Nico Lion
Aruna Nathoo
Maria Helena Rino Moraes
Cristina Azambuja
Zélia Pereira
Marilia Pedro
Duarte Silva Manuel
Amélia Maria Ribeiro
Sandra Henriques
Isabel Gameiro
Teresa Correia
Carmen Padrão
Maria Saraiva
Adelina Bibe
Jorge Oliveira
Maria Saramago
David Greer
Manuela Melo
Ana Costa
Madalena Matambo Natividade
Pedro André
Isabel Petronilho Almeida
Teresa Raposo
Lina Nathoo
Jorge Zúniga Almeida Santo
Gonçalo Peres
Sofia Carvalho Coelho
Elvina Maria Reis Rosa
Carla Camara
Anabela Nunes
Patricia Saldanha da Gama
Teresa De Almeida Pires
Sousa Ilda
Margarida Boto
Teresa Sarmento
João Firmino

Vamos ajudar a Livraria Barata !

Livraria Barata está em dificuldades e precisa da nossa ajuda:

Não deixe morrer uma Lojas com História Lisboa.

Pelas nossas memórias na luta contra a censura e o Antigo Regime e pela dinamização cultural no Areeiro:

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Obrigado!

A histórica “Livraria Barata” de Lisboa

Doação de Livros a Sem Abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso

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Alguns dos muitos livros e revistas em russo doados pela Embaixada aos Sem Abrigo de língua russa no Pavilhão do Casal Vistoso.

Paralelamente recolhemos e entregámos também muitas outras dezenas de livros e revistas em português doados por moradores e houve ainda outros que entregaram essas doações directamente no Pavilhão.

Obrigado a todos e, em particular, à Embaixada da Rússia em Portugal!

“Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa” [Notícias ao Minuto]

Um aumento da atividade criminosa tem vindo a ser registado na freguesia do Areeiro, em Lisboa, durante o período de pandemia da covid-19, verificando-se vandalismo e assaltos a carros e a lojas, através da quebra de vidros.

Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa

© Getty Images

18:09 – 07/05/20 POR LUSA

De acordo com o presidente da Associação Vizinhos de Lisboa, Rui Martins, o pico de criminalidade naquela freguesia é o mais alto desde 2017.

O que está a acontecer aqui é o mesmo tipo de crime repetido várias vezes: vidros partidos. Partem vidros de carros para terem acesso ao interior e, outras vezes, partem os vidros apenas por vandalismo gratuito“, realçou o também fundador do núcleo Vizinhos do Areeiro, que pertence à Associação Vizinhos de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins disse que todos os dias há lojas com vidros partidos e roubos. Acontecem sobretudo de madrugada, quando a freguesia “se torna numa selva”.

Há furtos de lojas, desde caixas roubadas até produtos com exposição, como tabaco. Noutros casos, parece haver apenas o intuito de destruir – como vidros partidos – e não furto aparente“, referiu o dirigente.

“De dia paz, à noite guerra. Não há memória de uma coisa tão intensa aqui”, acrescentou, adiantando que também “há casos de pedintes agressivos”, tendo sido já chamada a polícia para os conter.

A associação acredita que o bairro Portugal Novo é um foco de insegurança na freguesia, já que em torno dele “há uma presença de tráfico de droga que é evidente para toda a gente”.

Consciente da situação encontra-se o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Braamcamp (PSD), que tem feito “todos os esforços” para resolvê-la.

Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP, mas nada disso aconteceu“, referiu.

Para Fernando Braamcamp, a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso — onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de covid-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência.

“Houve um surto de assaltos a carros, inclusive a pessoas, e um consumo de droga à descarada. Em qualquer sítio se drogam, sem pudor nenhum. E há alguns atos violentos contra os cidadãos”, realçou.

Em resposta enviada à agência Lusa, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP informou que “tem conhecimento das situações relatadas”, mas referiu que “são desconhecidas as causas para o aumento das ocorrências”.

“O aumento da circulação da população sem-abrigo na freguesia do Areeiro tem levado à existência de algumas queixas relacionadas com situações de ameaças para obtenção de dinheiro”, indicou, defendendo, contudo, que não existe “necessariamente uma relação direta entre estes dois fatores”.

De acordo com o Cometlis, o aumento da criminalidade pode estar “a servir como meio de financiamento ao consumo de produtos estupefacientes e bebidas alcoólicas, dependências amplamente conectadas com a população sem-abrigo”.

O comando acrescentou que foram adotadas medidas preventivas, tendo sido direcionado policiamento, através da esquadra responsável pela área da freguesia do Areeiro (a das Olaias) e de outras “valências mais específicas da Polícia de Segurança Pública”.

“O policiamento levado a cabo, o qual tem por objetivo ser o mais integral possível, absorve um conjunto de diversas valências da Polícia de Segurança Pública, para as quais concorrem todos os recursos humanos e logísticos necessários e considerados adequados”, concluiu.

Em abril, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, Manuel Grilo (BE), propôs que as pessoas em situação de sem-abrigo acolhidas em centros de emergência, devido à pandemia da covid-19, continuem a ter respostas e não regressem à rua.

O propôs também um reforço das respostas nas áreas do consumo de álcool e drogas e da saúde mental, e a manutenção dos projetos de animação e intervenção nestes espaços de acolhimento e nos que possam vir a ser criados.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1473994/assaltos-e-vandalismo-aumentam-na-freguesia-do-areeiro-em-lisboa

“Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa” [Sapo 24]

“Um aumento da atividade criminosa tem vindo a ser registado na freguesia do Areeiro, em Lisboa, durante o período de pandemia da covid-19, verificando-se vandalismo e assaltos a carros e a lojas, através da quebra de vidros.

Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa
24

De acordo com o presidente da Associação Vizinhos de Lisboa, Rui Martins, o pico de criminalidade naquela freguesia é o mais alto desde 2017.

“O que está a acontecer aqui é o mesmo tipo de crime repetido várias vezes: vidros partidos. Partem vidros de carros para terem acesso ao interior e, outras vezes, partem os vidros apenas por vandalismo gratuito”, realçou o também fundador do núcleo Vizinhos do Areeiro, que pertence à Associação Vizinhos de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins disse que todos os dias há lojas com vidros partidos e roubos. Acontecem sobretudo de madrugada, quando a freguesia “se torna numa selva”.

“Há furtos de lojas, desde caixas roubadas até produtos com exposição, como tabaco. Noutros casos, parece haver apenas o intuito de destruir – como vidros partidos – e não furto aparente”, referiu o dirigente.

“De dia paz, à noite guerra. Não há memória de uma coisa tão intensa aqui”, acrescentou, adiantando que também “há casos de pedintes agressivos”, tendo sido já chamada a polícia para os conter.

A associação acredita que o bairro Portugal Novo é um foco de insegurança na freguesia, já que em torno dele “há uma presença de tráfico de droga que é evidente para toda a gente”.

Consciente da situação encontra-se o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Braamcamp (PSD), que tem feito “todos os esforços” para resolvê-la.

“Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP, mas nada disso aconteceu”, referiu.

Para Fernando Braamcamp, a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso – onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de covid-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência.

“Houve um surto de assaltos a carros, inclusive a pessoas, e um consumo de droga à descarada. Em qualquer sítio se drogam, sem pudor nenhum. E há alguns atos violentos contra os cidadãos”, realçou.

Em resposta enviada à agência Lusa, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP informou que “tem conhecimento das situações relatadas”, mas referiu que “são desconhecidas as causas para o aumento das ocorrências”.

“O aumento da circulação da população sem-abrigo na freguesia do Areeiro tem levado à existência de algumas queixas relacionadas com situações de ameaças para obtenção de dinheiro”, indicou, defendendo, contudo, que não existe “necessariamente uma relação direta entre estes dois fatores”.

De acordo com o Cometlis, o aumento da criminalidade pode estar “a servir como meio de financiamento ao consumo de produtos estupefacientes e bebidas alcoólicas, dependências amplamente conectadas com a população sem-abrigo”.

O comando acrescentou que foram adotadas medidas preventivas, tendo sido direcionado policiamento, através da esquadra responsável pela área da freguesia do Areeiro (a das Olaias) e de outras “valências mais específicas da Polícia de Segurança Pública”.

“O policiamento levado a cabo, o qual tem por objetivo ser o mais integral possível, absorve um conjunto de diversas valências da Polícia de Segurança Pública, para as quais concorrem todos os recursos humanos e logísticos necessários e considerados adequados”, concluiu.

Em abril, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, Manuel Grilo (BE), propôs que as pessoas em situação de sem-abrigo acolhidas em centros de emergência, devido à pandemia da covid-19, continuem a ter respostas e não regressem à rua.

O propôs também um reforço das respostas nas áreas do consumo de álcool e drogas e da saúde mental, e a manutenção dos projetos de animação e intervenção nestes espaços de acolhimento e nos que possam vir a ser criados.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/assaltos-e-vandalismo-aumentam-na-freguesia-do-areeiro-em-lisboa

Propostas em defesa da Saúde Pública e Segurança no Areeiro (Lisboa)

Os vizinhos têm registado um aumento de cidadãos, aparentemente sem-abrigo, a mendigar ou a consumir droga – condições não cumulativas ou associadas -, conforme documentado pelas publicações e comentários no grupo “Vizinhos do Areeiro”, com maior incidência nas Olaias e as proximidades do Pavilhão do Casal Vistoso. No seguimento das iniciativas anteriores, os subscritores solicitam ao:

– Comando da PSP de Lisboa;

– Presidente da CML; e

– Presidente da JFA.

Atenção para os seguintes pontos:

PSP

1. Aumentar o patrulhamento de proximidade.

JFA:

1. Reforçar a Higiene Urbana em meios e frequência das limpezas nas áreas circundantes ao Pavilhão; e,

2. Contratar um Serviço de Guarda Noturno, com base nos excedentes orçamentais, até que haja efetivo reforço dos meios de policiamento conforme recomendação votada em Assembleia de Freguesia.

CML:

1. Destacar um posto móvel de consumos assistidos, atenuando o consumo livre (conforme registado no grupo);

2. Avaliar a vedação dos locais de consumo frequente, ex. Parque do Vale da Montanha (sob os viadutos do metropolitano), Av. Carlos Pinhão e escadas junto aos Serviços Sociais da Av. Afonso Costa;

3. Destacar elementos da Polícia Municipal (PM) para as Olaias e, sobretudo, imediações do Jardim Tristão da Silva;

4. Gerir o corpo da PM adstrito ao “policiamento turístico”, redirecionando-o para áreas residenciais com aumento de crime e/ou vandalismo;

5. Apostar numa rede de infraestrutura para o acolhimento de cidadãos sem-abrigo;

6. Instituir uma rede com locais e profissionais especializados para apoio aos cidadãos toxicodependentes e/ou com distúrbios mentais, junto das áreas de maior incidência.

Subscrevem:

Rui Martins
Elsa Pinto
Wheelie Miyagi
Eduardo Sousa
Felipe Ferreira
Maria Epifanio
Sofia Rodrigues
Manuela Manon
Ilda Cruz
Alexandra Pjn
Ricardo de Almeida
Maria Jerónimo Costa Zita
Stela Correia
Patricia Alves
Fernando Anjos
Cristina Azambuja
Mendes Garcia
Zélia Pereira
Maria Helena Veiga
Maria Luísa Lanita
Beca Guedes Da Silva
Maria Fernanda Ribeiro Lopes
Helena Amaral
Ana Martins da Cruz
Duarte Silva Manuel
Teresa Aroso
Naide Azevedo
Luis Filipe Ferreira
Maria Jesus Pereira Gambino
Ana Paula Pimenta
Maria Cortez Caetano
Teresa LC
Isabel Tomas Rodrigo
Teresa Correia
Virginio António Briote
Carmen Padrão
Catarina Caetano
Jorge Oliveira
Maria Palma
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Ana Freitas
Susana Xana
Jacinto Manuel Apostolo
João Pedro Araújo
Eugenia Maria Sobreiro
Madalena Morais Martins
Joao Figueiredo
Maria Helena Palhano
Maria Fernanda
Lourdes Walk
Anabela Nunes
Cláudia Casquilho
Patrícia Matos Palma
Nuno Dinis Cortiços
Ana Cardoso Santos
Elvina Maria Reis Rosa
Teresa Raposo
Nuno Miguel Cabeçadas
Fátima Mayor
Elisabete Carvalho
Francisco Tellechea
Maria João Morgado
Inês Santos
Manuela Melo
Carla Caló
Fatima Aparicio
Isabel Casquilho
Ana Sampedro
António Madeira Santos
Ana Margarida Carvalho
Paulo Silva
Marta Gaspar
Ricardo Lima
Madalena Matambo Natividade
Cristina Mota Capitão
Rafael Pereira
José Maia de Loureiro
Isabel Martins
Sara Gonçalves Caria
Maria Luisa Ferreira
Fátima Cònim
Jorge Zúniga Almeida Santo
Maria Concepcion
Zelinda Marouço
Teresa Peixoto
Rúben Pereira
Maria Lemos E Sousa
Ana Amaro Fernandes
Rita Luis
Alexandra Costa
Carla Camara
Marta Cabral Morgado
Tita Almeida
Sofia Vale
Margarida Fernandes
Isabel Castelo Branco
Belicha Geraldes
Palmira Reis Rocha
Raquel Soares
Mário Jorge Ramos
Lina Fernandes
Joana Maria
Paula Morais
Susana Carmona
Fatima Lammar
Gonçalo Pousão
Maria Gabriel
Mónica Pimentel Santos
Pedro Paulouro
Joana Alves de Sousa
João Firmino
Vanessa Correia Marques
Teresa Basto
Carolina Cardoso
Rosário Belmar da Costa
Isabel Costa Cabral
Maria João Duarte
Ana Martins


Propostas sobre a vaga de criminalidade e vandalismo no Areeiro (Março/Abril de 2020)

Tendo em conta que vivemos hoje um pico de criminalidade inédito desde que, em Novembro de 2017, os Vizinhos do Areeiro começaram a registar a criminalidade nesta freguesia, e que na actual circunstância de Estado de Emergência as ruas estão mais desertas do que nunca, e ainda que o fecho dos estabelecimentos comerciais os tornou mais vulneráveis e diminuiu também a circulação pedonal, os subscritores:

1
pedem – à semelhança do que fizemos em http://vizinhosdoareeiro.org/intervencao-da-cml-na-alameda-aumento-de-vigilancia-e-de-meios-para-a-psp-lisboa/ – que sejam reforçados os meios da PSP e que, desta forma, se contribua para reduzir o sentimento de insegurança que atualmente se vive na freguesia.

2
Os subscritores pedem igualmente ao Executivo da Junta de Freguesia do Areeiro que execute o compromisso eleitoral de dotar a freguesia de guarda nocturno (financiado pela autarquia) que complete ou antecipe este reforço de meios da PSP.

3
Aguardamos ainda a resposta da PSP à oferta, por parte da Junta de Freguesia, de um carro eléctrico para patrulhar a área da freguesia do Areeiro.

Subscrevem:
Rui Martins
Bruno Caetano
Joao Silva
Joana Melo
Flávio Tavares
Elsa Pinto
Lailai Sales
Dulce Pinto Barriga
José Carlos Jorge
Margarida Sampaio
Zulmira Varela
Maria Odete Morais
Ana Fontes
Antonio Paulo
Pedro Barbosa de Barros
Beatriz Pacheco
Maria Bárbara
Ilda Cruz
Joao Girbal Girbal
Luís Caria
Elsa Venâncio G Gomes
Alexandra Pjn
Angelina Costa Pinto
Ana Ferreira
Cristina Valadas
Floriberto Lima
Eduardo Júlio
Luis Reis
Stela Correia
São Peixoto
Maria Helena Rino Moraes
Rosa Maria Troufa Real
Rui Ferreira Lopes
Rui Bras
Mafalda Veiga Alves
Ana Castro
Vice Nabais
Nitucha Jacques
Pedro Alves
Francisco Pedroso
Dina Gomes
Duarte Simões
Carlos Pinheiro
Claudina Diego
Fernando Anjos
Maria Teresa Inglês Agostinho
Luís Correia
Anibal Santos
Cristina Azambuja
Jorge Oliveira
Rodolfo Franco
Anabela Nunes
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Patrícia Matos Palma
Madalena Matambo Natividade
Ana Costa
Teresa Raposo
Teresa Aroso
Eduardo Pessoa Santos
Zélia Pereira
Pedro Pinto
Maria Yañez
Filipa Ramalho Rickens
Manuel Jesus
Tito Ferreira de Carvalho
Maria Helena Palhano
Bruno Beja Fonseca
Paula Veiga
Manuela Bastos
Sofia Carvalho Coelho
Pedro Gaurim Fernandes
Teresa Sarmento
Ana Figueiras
Inês Santos
Maria Cortez Caetano
Francisco Tellechea
Carlos Mat
Maria De Lurdes Canto
Luis Cavaleiro Madeira
Jacinto Manuel Apostolo
Ana Filipa Gonçalves
Ruy Redin
Maria João Morgado
Manel Barroca
Maria Lourdes Alves Gouveia
Lidia Monteiro
Dulce Amaral
Francisco Lopes da Fonseca
Margarida Reis
Teresa LC
Elisabete Carvalho
Leonor Santa Bárbara
Gonçalo Pousão
Susana Carmona
Olinda Gonçalves
Mendes Garcia
Madalena Saias
Victor M Almeida
Maria Luísa Lanita
Filomena Valente
Ana Nóbrega
Carlos Gaspar
Manuela Carvalho
Maria Fernanda Ribeiro Lopes
Gabriela Candeias de Matos
Clara Ribeiro
Martins Vieira
Inês Cotrim
Lena Batista
Duarte Silva Manuel
Grata Sombreireiro MC
Dina Santos
Margarida Seguro
Ana Veiga
Ana E Filipe Torres
Maria Adelaide Nogueira
Naide Azevedo
Elisabete Ferreira
Silvana Salvi
Alexandra Cardoso
Luis Filipe Ferreira
Anabela Marçal
Pedro Moreira
Carlos Barreira Dias
Bruno Godinho
Lôpo Afonso Albuquerque
Nazare Miranda
Joaquim Barata
Mariana Costa
Fernando Magalhaes
Carlos Castelo Branco
Teresa Correia
Paulo Puga
João F. Cacais
Virginio António Briote
Ana Martins Rodrigues
Tony Morais
Maria Ferreira Pires
Ricardo Silva
Rita Apolinário
Paula Trindade
Catarina Caetano
Patrícia Alves Caetano
Maria Saramago
Teresa Capela
Luisa Cunha
Filipa Ramos
Ana Judite Peres
Rita Ribeiro
Cláudia Almeida
Fernando Lemos
Maria Helena Morais
Ricardo Quintão
Andreia Trindade
Ana Dammann
Marta Ferreira
António Carlos Teixeira Duarte
Isabel Moraes
Olinda Vieira
João Pedro Araújo
Eugenia Maria Sobreiro
Marina Vicente Cruz
Joao Figueiredo
Maria De Lurdes Machado
Anabela Matos
Maria João Coragem
António Madeira Santos
Jorge Fernandes
Paulo Silva
Valter Martins
João Miguel Gaspar
Diogo Mimoso
Sonia Adonis
Cristina Mota Capitão
Rafael Pereira
Lúcia Caetano
Vânia Sousa
Eduardo Outeiro
Cristina Neves
Nivea de Sá
Cristina Casaleiro
Isabel Martins
Ana Sampedro
Maria Luisa Ferreira
André Gomes Pereira
Catarina Borralho
Teresa Alves
Sandra Jacob
Nocas F. Costa
Ana Maria Borlido
Paulo CaféMarques
Azevedo Ana Cristina
Cristina Salvador
Daniela Aires
Maria Concepcion
Isabel Tomás
Teresa Peixoto
Francine Côrte-Real
Elena Verdasca
Ana Castilho
Maria Lemos E Sousa
Ana Fonseca Marques
Ana Macedo Azeredo
Sofia Correia
Margarida Nunes
R Alex Jesus
Francisco Martins
Carla Camara
Bruno Pardal Correia
Pedro Martins
Sérgio Manuel Cónim
Dora Nobre
Ana Marta Carreira
Tita Almeida
Carmen Domingues
Margarida Ferreira
Joana Carmo
Margarida Fernandes
Isabel Castelo Branco
Antónia Peças
Leonor Braz Teixeira
Patricia Saldanha da Gama
Belicha Geraldes
Carla Caló
Pedro Alexandre Carvalho
Fernanda Maria Gouveia
Elsa Santos
Carolina Lemos E Sousa
Paulo Baptista
Fernanda Cunha
Mariana Bettencourt
Sousa Ilda
Fernanda Ferreira
Manuel Barata Simões
Fatima Aparicio
Zé Pedro Leitão
Isabel Real
Maria Vitória Lopes
Patricia Roby Gonçalves
Maria Otilia Casquilho
Pedro Silva
Paula Emanuele Caram Poslednik
Augusto Falcão Souto
Andreia Graça
Joao Luis Canais
Pedro Gomez
Carmo Fonseca Ribeiro
João Rito
Fatima Lammar
Marta Soares
Joana Cunha
Sofia Pereira
Filipa Cabral Sacadura
Eva Falcão
Luisa Castro Correia
Rita Mathias
Fernando Nabais
Maria Graça
Rui Alexandre Silva J
Rui Pedro da Ponte
Rita Saias
Celia Botelho
Porfírio Sampaio
Rita Dias Costa
João Firmino
Cristian Sava
Vanessa Correia Marques
Luis Franco
Joao Oliveira Santos
Silvia Guedes Soares
Maria João Picoto Rodrigues
Luis Manso
Joao Rodrigues
Joana Costa
Maria Santos Pereira
Antonio Sequeira
Isabela Correia e Brito
Pedro Costa Pinto
Joana Barradas
Cuca Carvalho
Bernardo Vidal
Beatriz Maia
Ines Nascimento
Joey Guerreiro
Ricardo Santos Nogueira
Luis Miguel Gonçalves
Nathalie Dos Santos Antunes
Cristina Leal
Pedro Lagareiro
Ines Cunha Jorge
Parimal Ratilal
Emanuel Genovevo Costa
Gisela Goncalves
Lucia De Abreu
Anette Paulette
Jota Assis
Sergio Pêgo
Helder Miranda
Maggie Jacinto
Rita Torroaes Valente
Sofia Pinheiro
Raquel Vieira
Miguel Santos
João Martins
Jaime Amores
Luís Andrade