Obras na Livraria Bertrand da Av de Roma

Os subscritores estão preocupados com a escala da intervenção das obras que agora decorrem na Livraria Bertrand da Avenida de Roma.
O seu interior datava na sua esmagadora maioria do projecto original anos 50, da construção do Plano de Alvalade sendo que as fotografias em anexo testemunham uma total remoção do interior, em madeira, uma intervenção profunda a nível do tecto e do piso e a total obliteração do mural da imprensa de Guttenberg.
Questionamos se
toda esta intervenção está a ser acompanhada pela CML,
qual é o projecto apresentado pelo proprietário e
se tudo está conforme ao estatuto de Loja com História e respectivos benefícios.
P.S.: A 19.02.2021 via ENT/266/GVRV/CML/2021 já havíamos pedido este projecto tendo sido o mesmo encaminhado para a DMU: mas ainda não obtivemos resposta.

Subscrevem 35 moradores

Semaforologia no Areeiro

Ficheiro de dados: Clicar AQUI

Reflexões:
* Do 23 semaforos analisados 15 abaixo dos 25 segundos para os peões.
O tempo dos semáforos para peões é cerca de 4 vezes inferior ao tempo para automóveis.
* As únicas exceções são quando a via analisada se cruza com uma outra via e por isso os tempos de semáforo superior para os peões são apenas consequência dos tempos superiores de verde para os automóveis na outra via.
* Tratando-se das principais vias que cruzam a freguesia do Areeiro, e estando as mesmas com obras de reestruturação previstas, seria uma boa oportunidade para alterar a situação actual.
* O aumento dos tempos de passagem, bem como o aumento das dimensões das ilhas, têm um efeito estrangulador no trânsito e comprovada diminuição na velocidade de circulação.
* A alteração ou aproximação da hierarquia entre peão e veículos automóveis promove a melhor convivência e redução de acidentes.

Sete propostas à CML dos Vizinhos do Areeiro:
* menos temporização para os carros: com mais tempo para atravessamento de peões fazendo com que, num cruzamento, todos os semáforos automóveis fiquem a vermelho.
* afixação de sinalética especial (visível para automóveis e peões) nos atravessamentos mais perigosos.
* colocar todas as passadeiras ao nível do passeio: isto reduziria a velocidade e serviria, também, para chamar a atenção do condutor.
* Rever as temporizações deste estudo aumentando, no geral, o tempo e a segurança do atravessamento pedonal (sobretudo nos amarelos para carros).
* colocar sinalizações sonoras nos cruzamentos com maior densidade de atravessamento pedonal.
* aumentar a quantidade de passadeiras acessíveis no Areeiro, especialmente nos atravessamentos onde nos últimos anos se têm registado mais acidentes.
* instalar radares de controlo de velocidade nas vias principais do Areeiro: Av de Roma, Av João XXI, Gago Coutinho e Almirante Reis.
* Aumentar o tamanho das ilhas de forma a tornar as mesmas um lugar de estrangulamento de trânsito e diminuição da velocidade.

Intervenção dos Vizinhos do Areeiro na audição dos Peticionários sobre a vaga de insegurança no Areeiro (em 2020) na Assembleia Municipal de Lisboa de 09.02.2021

Intervenção de Rui Mary:
“Bem, quanto à insegurança no Areeiro
e porque já passou muito tempo desde a apresentação da petição
(que foi em Junho de 2020)
por enquanto, para já, mas provavelmente não para sempre
a situação melhorou:
(de 37 casos totais em Maio de 2020

  • que foi o pico máximo de sempre desde Novembro de 2017 –
  • passámos a 9 em Janeiro)

Contudo é preciso não esquecer que a partir de fins de Janeiro e Fevereiro
já tornaram a ser vandalizados carros, alguns foram roubados e
há relatos continuados de roubos de bicicletas e peças.
Mas a verdade é que felizmente:
os roubos a lojas e os assaltos na rua
parecem ter parado desde Julho de 2020
Dito isto: Contudo:
Queria dizer – muito rapidamente – algumas coisas:

Gostava que soubessem que no decurso do processo de recolha das assinaturas em espaços comerciais no Areeiro nos disseram – mais que uma vez – que ninguém fala com eles
nem da Junta nem dos partidos
a não ser quando estão em campanha: dizem estes lojistas
e isto – com eleições autárquicas este ano – pode merecer reflexão…

Fico sempre surpreendido quando no relatório desta petição vejo eleitos locais a estabelecer uma relação directa entre Sem Abrigo e a vaga de Crime apesar de nada o demonstrar.
Pode ser Popular dizer isto: Mas não é Correcto.
Isto não quer dizer que alguns Sem Abrigo não sejam turbulentos
Mas daí a dizer que são criminosos: vai um grande salto…

Dizem-me moradores que em campanha se prometeu ou deu a entender que a freguesia iria pagar um Guarda Nocturno para vigiar a freguesia
mas, depois, negou-se tê-lo feito e alega-se que tal seria ilegal
mas não compreendo esta argumentação e não vejo quais seriam as suas bases.
Compreendo que em campanha às vezes se fala em excesso: mas é preciso ter cuidado para não criar falsas expectativas nos cidadãos.

Não estamos bem quando temos que lançar uma petição para que o Estado responda a uma vaga de insegurança e reforce (provisoriamente) o policiamento (que continua a não se ver: até neste período de confinamento)
Com a petição atraímos a atenção negativa para a freguesia: que, no fundo, até é injusta porque fora dos picos de insegurança: viver no Areeiro é seguro.
Também não estamos bem quando a esquadra das Olaias tem tão poucos meios humanos e más condições físicas e não há sinais de que isso mude a curto prazo. E há informações de que por vezes fica mesmo sem pessoal para enviar a ocorrências.

Não compreendo porque é que o MAI não responde aos cidadãos e à própria Assembleia Municipal (assim diz o relatório).
Por exemplo: não conseguia saber no IHRU nem na Secretaria de Estado como estava a situação do Bairro Portugal Novo (que é um foco de insegurança pela sua ligação ao consumo e tráfico de droga):
Sei agora – através da intervenção do Sr. Presidente da Câmara nesta Assembleia – que se está a identificar os antigos moradores – um processo complicado dado o conhecido historial de ocupação de casas – para, finalmente, normalizar a situação.
Espero que agora, finalmente, o processo se desbloqueie.
E estranho ninguém – no Estado Central – ter respondido: não é Normal.
É tudo o que queria dizer: Obrigado.”

Intervenção de Jorge Oliveira:
https://youtu.be/G8tMb-nTbJs?t=20161

Contador de Peões em Confinamento no Areeiro (Comparações e Conclusões ao Momento)

No Actual Confinamento:
Entre 18.01.2021 e 13.02.2021
na Av Padre Manuel Nóbrega
foram contados em média 19 peões
na Av de Roma (parte Areeiro)
foram contados em média 54,25 peões

No Anterior Confinamento:
Entre 18.01.2021 e 13.02.2021
na Av Padre Manuel Nóbrega
foram contados em média 32,66 peões
na Av de Roma (parte Areeiro)
foram contados em média 79,4 peões

No Google Street View nas imagens captadas em 2009, 2014, 2018 e 2019
na Av de Roma foram contados em média 165 peões.

Comentários dos Vizinhos do Areeiro:

1
Estes números resultam de contagens cidadãs feitas em varandas nos dois arruamentos de referência para o Areeiro: em duas das avenidas mais comerciais e com ligações mais densas entre meios de transporte público (Metro, CP e Carris): Avenida de Roma e Avenida Padre Manuel da Nóbrega

2
Estas contagens foram feitas uma vez por dia, entre as 1730 e as 1900 (hora de ponta do tráfego pedonal). Os valores de 2009, 2014, 2018 e 2019 foram obtidos a partir do Google Street View)

3
Infelizmente não fizemos este tipo de contagens de peões na rua no Areeiro (Lisboa) antes da actual crise pandémica COVID-19 mas, contudo, acedendo aos dados históricos e meramente como comparação mas tendo em conta que os carros do Google Street View passam a meio da manhã e meio da tarde na Av de Roma contámos, nos 4 anos aqui registados uma média de 165 peões. Como a contagem que fizemos foi, uma vez, entre as 17h30 e as 19h00 e isso corresponde aos períodos em que o carro da Google é muito provável que esse número (165) corresponda, mesmo, ao tráfico pedonal num fim de tarde antes da actual crise sanitária.

4
A primeira conclusão que podemos tirar (com os dados limitados que temos) é que os cidadãos do Areeiro confinaram, de facto, reduzindo severamente as suas saídas no primeiro período de confinamento (Abril e Maio de 2020) com uma redução de mais de 50% das saídas normais (dados para a Avenida de Roma: parte Areeiro)

5
A segunda conclusão possível é que a comparação com a média do actual confinamento e os dados médios de pré-crise sanitária indicam uma redução de cerca de 3/4 da circulação pedonal no primeiro confinamento. Comparando com o segundo e actual a redução ainda é maior: 4/5 dos cidadãos ficaram em casa.

6
A comparação entre os dois períodos de confinamento (Abril e Maio de 2020) indica uma redução de sensivelmente metade: os cidadãos estão agora a confinar mais do que no período anterior de 2020

7
O pico registado no primeiro dia (18.01.2021) que distorce a média (para cima) corresponde ao primeiro dia útil do novo confinamento pelo que pode resultar de um período de adaptação dos cidadãos

8
Os dias da semana em que menos se confina são os dias de semana: o que se explicará por quem vem de fora da freguesia para trabalhar e mais que nos fins-de-semana

9
A partir de 12.02.2021 registou-se um aumento da presença de peões nestes dois arruamentos: provavelmente devido às notícias que, desde há alguns dias, dão sinais da redução da pressão nos internamentos e falecimentos de doentes COVID no SNS. Este aumento de circulação nas ruas parece também coincidir com a melhoria geral do tempo (temperatura e pluviosidade)

10
A visibilidade da PSP e da Polícia Municipal (que tem actividade na área da sensibilização para o cumprimento das regras de confinamento) é nula: Embora passem de carro (por vezes no novo carro eléctrico cedido pela Junta de Freguesia) não se viu, uma única vez, nem neste período de confinamento nem no anterior, policiamento a pé, ou mesmo, uma acção de fiscalização no território da freguesia (houve na Av da Igreja, no Saldanha e na Alameda

Lojas sem Uso no Areeiro


em 2018 contámos 292 lojas vazias
em 2019 contámos 241
em 2020 contámos 182

Desde 2018, quando começámos a contar anualmente as lojas vazias na área da Freguesia do Areeiro, até 2020, contámos sucessivamente 292, 241 e 182. Esta evolução aparenta ser positiva mas não inclui todos os fechos de lojas que terão ocorrido depois de dezembro de 2020 e onde já registámos vários encerramentos resultantes do impacto da COVID no pequeno comércio.

Na verdade (e actualizaremos este levantamento no fim do actual período de confinamento: talvez em fins de Março ou começos de Abril) já se registam alguns encerramentos de lojas associados ao impacto do confinamento e à incapacidade (ou falta de vontade) por parte de alguns senhorios em baixarem as rendas comerciais e assim, darem o seu contributo para a sobrevivência de muitos negócios locais nesta e noutras freguesias de Lisboa.

Alguns comentários mais genéricos:

1. Os levantamentos dos Vizinhos do Areeiro incorporam uma certa margem de erro (trata-se de um levantamento voluntário) mas estes números, que globalmente estarão correctos, parecem indicar uma grande flutuação da actividade comercial na freguesia, uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro e isto apesar de, pela metodologia seguida, não conseguirem detectar as numerosas que abrem e fecham num espaço de 2 ou 3 meses (o que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior).

2. Os números reflectem aquilo que se observa nas ruas mas, especialmente nas mais comerciais (Av. João XXI, Av. de Roma e Av. Guerra Junqueiro/Praça de Londres), a proporção de lojas vazias é relativamente pequena. Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como o Bairro dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto terá a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos Bairros existente nessas zonas e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado nessas zonas.

3. Em 2016 propusemos à Junta de Freguesia que, como faz a de Campolide, lançasse uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ um projecto deste tipo poderia ter um impacto significativo no regresso de muitas destas lojas à actividade comercial, gerando emprego e diversidade económica no Areeiro;

4. O facto de existirem menos lojas vazias será um efeito da melhoria da condição económica da maioria dos lisboetas e do reforço dos padrões de consumo desde 2017. Esta tendência, contudo, parece em nítida inversão desde agosto de 2020;

5. No site https://www.idealista.pt/arrendar-lojas_ou_armazens/lisboa/areeiro/ apenas constam 36 lojas ou armazéns por arrendar (no Areeiro a maioria dos “armazéns” são lojas ou garagens convertidas) (eram 71 em fevereiro de 2019). Isto significa que a maioria das lojas vazias não estão no mercado fazendo aumentar o preço das que estão por redução da oferta e explicando a inflação de preços que se regista actualmente (motivada, também, pelo fenómeno lateral do Turismo e do aumento explosivo e contagioso a todos os sectores dos preços da habitação);

6. Algumas destas lojas são conversões de antigas garagens mas continuam reservando estacionamento (que usam de forma possivelmente abusiva) conforme levantamento: http://vizinhosdoareeiro.org/falsas-garagens-e-estacionamento-no-areeiro/

7. Uma percentagem significativa de lojas continua a ser usada como sede de empresa e não como um estabelecimento comercial clássico. Eventualmente, esta utilização de garagens para fins comerciais em vez de estacionamento automóvel, contribuirá marginalmente para a sobrecarga de estacionamento na via pública;

8. O levantamento dos Vizinhos do Areeiro peca por algo que não está ao nosso alcance: a dimensão dos espaços vazios. Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura. Aliás, um levantamento desta escala deveria ser feito pela CML ou pela Junta de Freguesia, ser regular (trimestral), registar o tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia: Fica a sugestão aos nossos autarcas.

Recordamos ainda as nossas propostas enviadas à CML e Junta de Freguesia (que ficaram sem resposta):

Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:
1a) o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado por forma a estimular o seu regresso ao mercado e pelo aumento da oferta pressionar os preços;
1b) o IRS de lojas arrendadas a longa duração (mais de 3 anos) seja reduzido.

2
A CML subsidia a 100% as senhas para  estacionar nos parques e silos da EMEL e EMPARK descontados, por exemplo, em facturas ou senhas no comércio local, tal como fazem os grandes centros comerciais a partir de compras de determinado valor. Desta forma permite retirar automóveis da via pública, quer por opção urbanística quer como por efeito directo da instalação de ciclovias, sem retirar o acesso ao comércio local e transporte de compras.

3
Reforçar a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Praça de Londres que servem o comércio do eixo Avenida Guerra Junqueiro e Praça de Londres de forma a fazer compreender a vantagem da simplicidade da utilização destes equipamentos..

4
Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos). Ponderar a possibilidade da adição de “estacionamento exclusivo a cliente da Av Guerra Junqueiro”.

5
Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra: medida com efeito retroactivos.

6
A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.

7
Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração para uso pelos clientes das superfícies comerciais: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17 (limitando a reserva entre as 09h00 e as 17h00); verificar a possibilidade de transferir alguns destes 15 lugares para o parque da Pr. de Londres, à distância de 2 min a pé, tal como os moradores, trabalhadores, comerciantes e clientes da zona são obrigados a fazer.8
Publicidade no Metro da Alameda e em conjunto com os vários hotéis da zona direcionado para o nosso comércio: O Comércio Tradicional ConVida (neste caso a Junta fez uma iniciativa que passou pela afixação de algumas faixas em postes de iluminação pública).