Abates de árvores frente ao Filipa de Lencastre no Logradouro da Praça Pasteur: questões e aparentes faltas de informação

Árvores do Areeiro Perguntas à CML Perguntas à JFA Por Resolver

A 13 de fevereiro, uma empresa de jardinagem ao serviço da Junta de Freguesia do Areeiro (?) realizou várias operações de poda e abate na freguesia.
Ora não só os avisos não foram afixados com a antecedência de 10 dias (como determina o art. 24 do Regulamento do Arvoredo), nem constam no site da Câmara Municipal.
Os abates realizados (pelo menos 2: talvez 4) frente ao Filipa de Lencastre e um (figueira) no Logradouro da Praça Pasteur além de não cumprirem esse prazo também não foram sustentados por relatórios fitosanitários afixados nas árvores alvo deste abate como é regulamentar nestes casos.
Dadas estas aparentes faltas de informação verificamos que o regulamento do arvoredo poderá não estar a ser cumprido. O abate e poda de árvores é um assunto que move paixões entre os cidadãos pelo que deve ser abordado com total transparência para evitar sobressaltos e desconfiança quanto à justeza das intervenções a efectuar.
Solicitamos que os abates sejam interrompidos (nomeadamente na Pç João do Rio) até à publicação dos respectivos relatórios fitossanitários.
Questionamos ainda se estes abates foram “urgentes” por as árvores representarem “um risco para pessoas e bens, considerando o seu estado de conservação fitossanitária, devidamente avaliado por técnico da Freguesia ou do Município, de laboratório público ou de instituição de ensino superior ou de empresa habilitada para o efeito” (art. 25) ou se se verificou uma condição de “emergência” em que “a Autarquia [Junta?] pode proceder ao abate de árvores por indicação do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa”.
Questionamos ainda as entidades responsáveis se já estão em condições de responder ao nosso pedido
http://vizinhosdoareeiro.org/abate-de-arvores-na-rua-marga…/
(que pede a alteração do projecto deste parque de estacionamento por forma a evitar o abate de várias árvores)

Segundo o Regimento da Assembleia Freguesia do Areeiro “o prazo máximo para fornecimento de informação aos cidadãos recenseados na freguesia é de 10 dias, se outro prazo mais curto não for possível cumprir

Subscrevem
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Ana Benavente
Paulo Ferrero
Nuno Dinis Cortiços
Jorge Santos Silva
José João Leiria-Ralha
Teresa Raposo
Raquel Leite
Sofia Pinheiro
Ilda Cruz
Dulce Amaral
Ana Miguel
João Santos
José Filipe Toga Soares
Emilio Santos Pinto
Zira Marcelino
Eduardo Duarte Coelho
Nuno Domingos
Olimpio Fernandes
Ana Paula Sampedro
Eduardo Pessoa Santos
Rosa Casimiro
Cristina Franco
Teresa Sarmento
Bruno Beja Fonseca
Luís Pereira Dos Reis
Gloria Morales Delos Rios

Actualização de 20.02.2018

Quanto aos abates de plátanos realizados pela Junta de Freguesia do Areeiro:
questionámos a CML recebendo a resposta:
“Sobre o abate em causa, somos a remeter informação sobre o assunto: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/Noticias/ficheiros/Ficha_17-_R._Ladislau_Picarra.pdf:
“Fundamentação:. Ramos e pernadas com grandes lesões com lenho exposto apodrecido”
O mesmo foi autorizado pela CML conforme fundamentos descritos.
A Junta de Freguesia do Areeiro deveria ter guardado o período estipulado para informação antes da execução dos abates, facto que não aconteceu.
Vamos elaborar uma circular informativa para afinar os procedimentos com as diferentes entidades que gerem o arvoredo na cidade”

 

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