Calçada Artística desaparecida nas obras da Praça Francisco Sá Carneiro

Tendo em conta que:

  1. A Praça Francisco Sá Carneiro, também conhecida como Praça do Areeiro, é uma das mais nobres da Cidade;
  2. a Praça Francisco Sá Carneiro estava rodeada de calçada artística de 1940s e que esta continua a existir nos quarteirões nascente e poente;
  3. o arranjo de superfície feito pelo Metropolitano de Lisboa, em lajes de cimento é árido, visualmente desinteressante e que contribuiu para o aquecimento e impermeabilização do solo;
  4. a zona pedonal da praça é plana e não tem árvores que possam deformar o chão;
  5. uma calçada bem aplicada pode durar anos com pouca manutenção;
  6. se trata de uma valorização artística, histórica e turística da zona.
    Os subscritores apelam a que a CML avalie uma opção mista com calçada acessível nas zonas de passagem das pessoas e artística onde ela existia em 1940.

Subscrevem 256 moradores em
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/2544876472491811/

Recuperação e relocalização das “Três Graças” na Praça de Londres

Os Subscritores requerem à CML que proceda à reparação da estátua das “Três Graças” (faltam as mãos sendo que estas já haviam desaparecido uma vez) e a sua transferência para o jardim central da Praça de Londres, na ponta oposta à estátua de Guerra Junqueiro no mesmo local onde estava a magnólia que morreu há uns anos.
Ficaria virada para a Av de Roma e permitiria enriquecer, sem grande custo nem projecto uma parte nobre na freguesia que está desfeada pelo grande painel luminoso da ATL.
De recordar que no Jardim onde está actualmente esta estátua já existe o conjunto escultórico do antigo cinema Monumental.

Subscrevem:
133 cidadãos em
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/2522717888041003/

“Lisboa quer criar 16 ciclovias até setembro” [JN]

Lisboa quer criar 16 ciclovias até setembro
Moradores dizem que número de bicicletas é “residual” e inseguro em avenidas centrais

A Câmara de Lisboa quer criar 16 ciclovias em avenidas estruturantes da cidade até setembro. A Almirante Reis foi a primeira avenida da capital a receber uma ciclovia e seguem-se outras, como a 24 de Julho, a da Liberdade e da Índia, de Roma e de Berna, Marechal Gomes da Costa, Lusíada, José Malhoa, das Descobertas e de Ceuta. O alargamento da rede ciclável tem gerado polémica, principalmente junto de quem acredita que o número de bicicletas a circular “ainda é residual” e não justifica alterações em avenidas centrais.

CICLOVIAS “POP-UP”
A maior parte das ciclovias serão “pop-up”, ou seja, instantâneas e de menor custo e construídas segundo o mesmo método: suprimindo-se uma de duas faixas de rodagem automóvel existentes e substituindo-a, através de linhas brancas
pintadas no chão e pilaretes de plástico, por uma via destinada a bicicletas.

Rui Martins, da associação de moradores Vizinhos do Areeiro, andou durante um mês a contar carros, bicicletas e outros veículos a “horas diferentes do dia” para avaliar o impacto da nova ciclovia na Avenida de Roma.

O morador concluiu que a redução de vias de trânsito terá “um forte impacto no fluxo de trânsito, criando uma situação de acumulação com repercussões para os moradores”. “Contei 2665 veículos (carros particulares, táxis, autocarros, camionetas, entre outros), 120 bicicletas, 246 motorizadas e motocicletas e 18 trotinetes. O tráfego automóvel ainda representa a esmagadora maioria de veículos naquela que é uma das principais vias estruturantes da cidade e um eixo fundamental para o acesso a outros pontos de Lisboa e ao seu exterior”, explica.

Segundo Rui Martins, a percentagem de bicicletas registada “foi surpreendentemente baixa tendo em conta que ali mesmo, junto à Assembleia Municipal de
Lisboa, está uma estação da rede municipal de bicicletas partilhadas Gira e que, não muito longe, na Praça de Londres e Avenida de Paris, existem outras duas”. Para o representante da associação Vizinhos do Areeiro “ainda é inseguro circular de bicicleta na Avenida de Roma, tal é a intensidade da circulação automóvel e a atitude agressiva de alguns condutores”. Considera, porém, que uma ciclovia “bem instalada e devidamente ponderada poderá fazer migrar para a bicicleta alguns destes utilizadores de automóveis”.

SOFIA CRISTINO

CTT: Reclamação Colectiva

Com o Irá processo nº ROR00000000000891516.

Os Vizinhos do Areeiro (www.vizinhosdoareeiro.org) – núcleo local da associação Vizinhos em Lisboa – enviaram à ANACOM (via Livro de Reclamações) a seguinte queixa relativa à fraca qualidade global do serviço dos CTT na freguesia do Areeiro:

1
“Eu aqui ainda aguardo pela conta da EDP, já decerto bem fora de prazo. Sei de vizinhos daqui que receberam a carta no dia a seguir ao fim do período de pagamento.”

2
“Eu também aguardo pela factura da EDP de junho e da autoridade tributária igualmente de junho, e agora quem paga o prejuízo se houver.”

3
“É péssimo todos os dias há cartas trocadas, basta o carteiro ir de férias ou colocarem outro (não percebo o motivo de tantas trocas) para aparecerem cartas de outras moradas.”

4
“Comigo, nem assumem a responsabilidade, chegam ao absurdo de insinuar que a entrega da correspondência seria da responsabilidade de outra empresa. A correspondência de uma seguradora já vem registada, mesmo a mais comum, porque de outra forma não sabem quando e se é entregue.”

5
“Ainda à espera de uma ventoinha de laptop que mandei vir da china e entrou em Portugal há um mês…”

6
“Todos os meses, nos últimos 4 meses, pelo menos, várias contas chegaram já depois de terminados os prazos de pagamento. Houve várias semanas em que nem houve distribuição. Quem depende dos CTT para receber as suas contas ( outras coisas importantes), está em maus lençóis.”

7
“a minha nota de cobrança do Imi nunca apareceu, já é a segunda vez que aconteceu”

8
“Demoras,enganos na colocação de correspondência,tanto faz ser o número 34,36,38. Há dias fui entregar uma carta da Caixa Nacional de Pensões,a uma vizinha que mora 2 números antes do meu prédio.”

9
“Por aqui, até já cartas endereçadas para a zona de Telheiras apareceram…”

10
“Tive de reclamar 3 vezes e depois de cada reclamação lá foram entregando cartas em atraso”

11
“Aqui até às cartas das finanças não têm sido entregues…”

12
“Comigo foi a EPAL, chegou no dia do prazo limite”

13
“Cheguei a abrir a porta ao carteiro e quando fui à caixa do correio no dia seguinte tinha um aviso a dizer que não estava em casa. Aconteceu 3 vezes. À 3ª (sou muito paciente) disse na estação que para a próxima apresentava queixa. Mudaram o carteiro.”

14
“A minha experiência tem sido péssima, infelizmente. Cartas registadas não entregues, letras de carteiro ilegíveis, Queixas por escrito que nem resposta recebem”

15
“O horário é pouco adequado, saio antes de abrir e chego do trabalho depois de fechar. Nunca consigo receber as encomendas (que já quase não mando para a minha morada – mas o correio oficial tem que vir). As alternativas a voltar a receber em 2ª oportunidade não são viáveis.”

16
“Um encomenda vinda da China comprada online a 20 de Fevereiro, recebi o dinheiro do seguro por extravio ( Paypal) e acabei por receber o artigo 23 de junho…”

17
“todos os dias a fila da estação da Av de Roma tem entre 15 a 30 mns de duração…”

18
“Continuo à espera de duas encomendas da China feitas no início de abril”

19
“CTT – Deixei de usar simplesmente porque não funciona. Já recebi uma liquidação de IRS três dias depois do prazo para pagar, com as consequências associadas a essa incapacidade e incompetência.”

20
“Recebi cartas de fornecimento de luz ou gás fora de prazo, já com ameaça de corte. Fiz queixa no livro de reclamações, não serviu para nada”

21
“Ainda ontem reclamei sobre encomenda que veio da Holanda e está parada em Lisboa no centro de distribuição desde 24 Junho. Responderam que vai demorar no mínimo 15 dias úteis. A última que veio de Inglaterra chegou a Portugal a 25 de Maio e nunca apareceu ,já me devolveram o dinheiro.”

22
“As contas têm chegado sempre após o prazo terminar, incluindo o IMI.”

23
“Temos assinaturas de Revistas semanais e frequentemente recebemo-las com atraso e por vezes nem sequer as recebemos.”

24
“Tenho correio perdido há 3 meses…”

25
“No domingo, vindo de férias tirei tudo o que havia na caixa do correio, no dia seguinte tinha um aviso para levantar uma encomenda onde o carteiro anotou a data de sábado…”

26
“Péssimo serviço. Quase todos os dias recebemos correspondência endereçada a outros prédios; aqui por vezes falham contas.”

27
“Continuo a espera da factura da NOS do mês de Junho”

28
“Dia 6 de Maio enviei uma carta registada para Macau. Passado um mês soube que ainda não tinha chegado e que não havia problema com os correios de lá. No fim de Junho fiz reclamação para os ctt e obtive resposta, pedindo-me vários dados de referência e prometendo averiguar. Nova reclamação a 10 de Julho e, finalmente, soube , por Macau, que a carta tinha acabado de chegar”

29
“Há dias fiz uma queixa no Portal da Queixa para investigarem se o problema do atraso sistemático das contas e da EDP, da companhia que usam como distribuidor (PGM) ou dos CTT. Contudo a EDP recusou-se a responder pois segundo eles nao posso fazer a reclamação sem que a minha mãe de 84 anos, titular da conta me passe uma proclamação. Ou seja nao quiseram responder, pelo que talvez mais gente que seja titular de contas os possa obrigar a investigar devidamente esta situação.”

30
“Eu também aguardo pela factura da EDP de junho e da autoridade tributária igualmente de junho, e agora quem paga o prejuízo se houver.”

31
“É péssimo todos os dias há cartas trocadas, basta o carteiro ir de férias ou colocarem outro (não percebo o motivo de tantas trocas) para aparecerem cartas de outras moradas.”

32
“Desde dia 24 de Junho que possuo um envelope para entrega em Lisboa estando ainda sem a sua recepção. Este tipo de situações têm ocorrido constantemente com outros envelopes não registados, mas este podemos bem documentar o que se passa nestas entregas.”

33
“Nos últimos meses também as facturas das contas EDP e EPAL, bem como os respectivos avisos de corte, têm vindo também consecutivamente fora de prazo, tendo hoje dia 27, por exemplo, recebido uma factura enviada a dia 07 e com data limite de pagamento a dia 19.”

34
“no começo de agosto tinha umas 6 cartas do número 33 da João Villaret colocadas no 31, depois lá fui eu entregar o correio”


Nova Ciclovia na Avenida de Roma

Pela primeira vez, nos Vizinhos do Areeiro, usámos uma ferramenta de votações externa (Lime Survey) em substituição das muito limitadas mas de alto alcance sondagens do Facebook. Durante oito dias foi possível participar nesta votação e, graças a três mecanismos diferentes de segurança, procurando garantir que a visão dos que participaram correspondia – tanto quando era possível – a um quadro representativo da opinião dos moradores e trabalhadores (os “Vizinhos do Areeiro”) sobre a questão da nova ciclovia na Avenida de Roma. A anterior sondagem (usando o Google Forms) foi anulada porque começou a ser partilhada em grupos de activistas e absorveu uma grande quantidade de votos inválidos (de fora de Lisboa), pois baseava-se apenas na boa fé dos participantes (onde se dizia que apenas deveriam participar moradores e trabalhadores de empresas com instalações no Areeiro). Infelizmente, isso não bastou e houve necessidade de encontrar e desenvolver outra forma de construir uma posição colectiva sobre a nova ciclovia na Av. de Roma.

Os votos foram recolhidos entre 6 e 14 de Julho visando auxiliar a Câmara Municipal a implementar um ponto do seu programa de governo (que a previa) no devido cumprimento do mandato representativo que assumiu em 2017.

A nossa posição colectiva não visa (nunca visou) ditar se haverá ou não obra: 

Mas introduzimos uma questão que mede o quanto ela é ou não favorável para os Vizinhos.

A votação visou, sempre e assim como todas as nossas petições e subscrições, construir o que é a nossa visão da questão.

Todos os membros deste grupo tiveram oportunidade de participar e para tal tinham (os que ainda não o haviam feito) que se inscreveram por mail, tendo sido feita uma publicação que o anunciava (aqui: https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/2490948944551231/).

Eis assim a nossa posição colectiva sobre a Nova Ciclovia na Avenida de Roma:

Concorda com a instalação de uma ciclovia na Av. de Roma?
Não 56 37,09%
Sim 95 62,91%

Optando-se por instalar ciclovia: A ciclovia deve ser uma ciclovia dedicada – transformando uma das vias de circulação numa ciclovia bidireccional – ou uma ciclovia partilhada (com redução de velocidade), como já sucede, p.ex., na Av Sacadura Cabral?

Dedicada 64 43,24%
Partilhada 84 56,76%

A ciclovia – se for dedicada – deve ser no sentido Pç Londres-Alvalade ou no inverso?

Pç Londres>Alvalade 87 59,59%
Alvalade>Pç Londres 59 40,41%

Devido à ciclovia, considera ser aceitável a redução de lugares de estacionamento na Av de Roma?

Sim: mas com compensação via redução de preços/novas avenças no Parque do Pessa e da Pç de Londres
63 42,00%

Sim: sem compensações
18 12,00%

Não: não é aceitável a redução de lugares
69 46,00%

Para aumentar a largura da ciclovia, considera que a CML deve suprimir a faixa central (separador) da Av de Roma?

Sim 75 50,68%
Não 73 49,32%

Se a nova ciclovia suprimir uma via de trânsito, devem ser reforçados os espaços para cargas e descargas, sacrificando outros estacionamentos?

Sim 81 54,73%
Não 67 45,27%

A ciclovia – sendo dedicada – deve ter pilaretes ou ter uma faixa de segurança (“buffer lane”) para permitir a circulação de veículos de emergência?

Pilaretes 37 25,00%
Faixa de Segurança 111 75,00%

Reclamação Colectiva à EMEL enviada para Livro de Reclamações e com o registo ROR00000000000880060.

1
Crescem os relatos de moradores com dísticos EMEL que não conseguem renovar os mesmos: Indiferentes à situação os fiscais continuam a autuar os veículos. Quando confrontados com os problemas na renovação respondem (por vezes) para “colocar uma impressão do mail no carro (com o formulário juntamente com o dístico expirado)” apesar dessa indicação a multa continua e nada garante que não seja renovada.

2
A EMEL parou de enviar avisos alertando para a expiração dos dísticos: Contactada sobre a situação alegou que “é uma cortesia e não são obrigados a isso”. Como consequência, muitos moradores que se habituaram a receberem os avisos não vão renovar o dístico e serão multados. Há dúvidas quanto à legalidade desta suspensão de alertas.
Outros moradores, contudo, estão a receber estes alertas: não é claro porque há esta diferença de critérios.

3
Não está a haver atendimento presencial sem marcação e muitas mensagens enviadas para agendamentos@emel.pt não estão a ter qualquer resposta.

4
Há moradores que receberam marcação de agendamento para dia 22 e que haveria um contacto dentro de 72 Horas mas 8 dias volvidos não houve esse contacto e os dísticos entretando expiraram.

5
A EMEL parece estar a enviar os alertas para renovação (os que são enviados) para o carro “ principal “ os secundários ou de empresa tem que se agendara com antecedência.

6
Estão a ser reportados grandes atrasos no envio dos dísticos após pagamento: alguns estão a ser recepcionados quase no dia do prazo ou já mesmo depois dele.

7
Há carros a serem rebocados por causa do dístico expirado: num contexto de dificuldades de serviço e de prazos ultrapassados não faz sentido.

Resposta da EMEL de 10 de Junho de 2020

https://documentcloud.adobe.com/link/review?uri=urn:aaid:scds:US:43b3a541-28c8-415e-b809-0655a85ee1c5

Apelo dos Vizinhos do Areeiro aos operadores com Lojas Online: Origem dos Produtos

s subscritores acreditam que, em resultado da crise COVID-19, foram adoptadas novas práticas a que a maior parte da população ainda não tinha aderido, nomeadamente a realização de compras de supermercado através da Internet.

No entanto, verificámos que nos sites dos diversos operadores (Continente, Pingo Doce, Auchan, Lidl, etc), não se encontra facilmente a proveniência dos produtos, não sendo claro se são nacionais ou de outros países.

Assim sendo, os subscritores propõem aos operadores com lojas online que:

  1. Adicionem de forma clara e visível a origem dos seus produtos;
  2. Promovam a visibilidade e a venda de produtos de origem nacional, nomeadamente nos frescos (vegetais, carne e peixe), em mercearia, de higiene e limpeza, de vestuário ou produtos para o lar.

Subscrevem:

Rui Martins
Ilda Cruz
Teresa Antunes
Rahyara De Sousa
Eduardo Júlio
Stela Correia
Henrique Ferro
Rui Ferreira Lopes
Rui Bras
Teresa Sotto Mayor Carvalho
Rita Pontes
Alexandra Dias
Maria Teresa Inglês Agostinho
Cristina Azambuja
Zélia Pereira
Duarte Silva Manuel
Zita Rosado Costa
Maria Claro Ribeiro
Teresa Correia
Carmen Padrão
Margarida Rodrigues
Teresa Clara Durão
Catarina Caetano
Jorge Oliveira
Pedro Marques
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Martins da Silva
Anabela Matos
Valter Martins
Margarida Agostinho
Ana Costa
Madalena Matambo Natividade
Pedro André
Rodolfo Franco
Lina Nathoo
Marisa Macedo
Nuno Dinis Cortiços
Julieta Martins
Cláudia Casquilho
Sami Capela
Teresa Peixoto
Paula Saragoça
Ana Amaro Fernandes
Rita Luis
Maria Duarte Silva
Anabela Nunes
Danuia Pereira Leite
Belicha Geraldes
Carmosinda Veloso
Vanessa Correia Marques
Susana Carmona
Ruy Redin
Sílvia Regina DiMarzio
Leonor Santa Bárbara
Mariana Bettencourt
António Gonçalves da Silva
Mário Jorge Ramos
Fatima Lammar
Antonio Luis da Bernarda
Antonieta Soares Ribeiro
Rute Pereira
Francisco Lopes da Fonseca
Eunice Sousa Patrício
Rita Dias Costa
Maria João Duarte

“Há uma onda de crime no Areeiro, em Lisboa. Agora, foi a Padaria Portuguesa que foi assaltada” [MAAG]

A zona do Areeiro pode estar a ser alvo de uma onda de crimes e de atos de vandalismo. Começou com os furtos nos carros em abril. Agora são as montras dos estabelecimentos de comércio local.

Quem faz parte da comunidade de Facebook Os Vizinhos do Areeiro já deve ter dado conta dos contínuos assaltos e atos de vandalismo que nos últimos meses têm vindo a acontecer nesta freguesia de Lisboa. Além dos vidros partidos em viaturas, são várias as lojas que têm sofrido com esta onda de crime. Só na noite de terça-feira, 27 de maio, houve duas vítimas: a famosa Padaria Portuguesa na Avenida João XXI e ainda um Laboratório de Análises Clínicas, na Avenida Sacadura Cabral, junto da Avenida de Roma. Dias antes, foi a vez de estabelecimento de estética na mesma rua.

Uma notícia do “Público” em janeiro já dava conta de um pico de criminalidade acima do normal nesta zona residencial. Apesar do crescimento face ao período homólogo, naquela altura do ano é costume haver mais ocorrências. É que, tal como nos meses de verão, em que também se registam mais crimes, há menos pessoas na cidade, como reflexo das viagens que os cidadãos fazem, ora para celebrar o fim do ano, ora para passar férias.

Por outro lado, nos meses de primavera não é costume estar a acontecer aquilo que se tem vindo a verificar. De acordo com os dados recolhidos por esta associação, referentes à criminalidade e insegurança nesta freguesia (ocorrências relatadas pelos vários vizinhos), em abril houve 17 furtos (ou atos de vandalismo) em viaturas, 14 furtos ou atos de vandalismo noturnos em lojas.

Em maio, a tendência é muito semelhante: apesar de terem decrescido as acções contra os carros, registam-se já 11 assaltos ou atos de vandalismo às lojas da freguesia. Aos lesados anteriores, somam-se também a Pastelaria Rosa Doce ou a Clínica Veterinária, ambas na Avenida João XXI, o mesmo local em que na noite passada houve um assalto à Padaria Portuguesa. Um dia antes, houve uma tentativa de assalto à loja Ópticas Gaspar na Avenida de Paris, junto à Praça de Londres.

“Isto não está a acontecer em Arroios ou nas Avenidas Novas. Isto está acontecer apenas aqui, numa média de 1 a 2 casos por noite”, diz à MAGG Rui Martins, presidente e membro do concelho dos Vizinhos em Lisboa e administrador do núcleo Vizinhos do Areeiro. “A época e duração desta vaga é atípica em relação às anteriores, assim como o tipo de crime, que tem uma tipologia muito característica [utilização de uma pedra da calçada], quase como se fosse um grupo específico a praticá-lo. O tipo de crime é o mesmo, a zona e sempre a mesma.”

Contrariamente àquilo que tem sido a interpretação de alguns residentes do bairro, Rui Martins não vê relação entre o aumento da criminalidade neste bairro e o aumento no número de pessoas sem-abrigo, na origem do alojamento temporário que foi criado no Pavilhão Casal Vistoso, para dar resposta a pessoas em situações de vulnerabilidade social e, em simultâneo, para dar resposta a problemas sociais desencadeados pela pandemia COVID-19.Cuidado se usa MB Way. Esquema de burlas já roubou mais de três milhões de euros em PortugalVer artigo

O presidente dos Vizinhos em Lisboa conhece bem a realidade deste centro de acolhimento, porque é um dos voluntários que trabalha no espaço. Sustenta em vários factos a crença de que o aumento dos sem-abrigo e o aumento da criminalidade são dois acontecimentos diferentes: primeiro, “esta vaga do crime começou duas semanas antes de o Casal Vistoso ter começado a receber os sem-abrigo”; depois, “nas detenções que já foram feitas, nenhum deles era do Casal Vistoso”; e, por último, a população deste centro de abrigo estar sempre a rodar, o que significa que tem sempre pessoas diferentes — enquanto que os assaltos e atos de vandalismo parecem ser sempre protagonizados pelos mesmos autores.

A isto soma-se o facto de os números de pessoas ali alojadas serem muito variáveis. “A população do casal vistoso, as pessoas que estavam em março, não está lá hoje”, diz. “Começou por haver 101 sem-abrigo e agora são 70. Já o crime a mantém-se na mesma intensidade.”

Fernando Braancamp, presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, já tinha falado sobre os problemas associados à vinda dos sem-abrigo para esta zona da cidade. “Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP”, disse, em declarações à Agência Lusa, acrescentando que “a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso – onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de COVID-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência”.

À MAGG, Fernando Braancamp reitera aquilo que disse nesta altura. “Ao virem quase 100 pessoas em situação de sem-abrigo espalhados pela cidade [para o Casal Vistoso] arrastaram-se também os outros, à procura dessas mesmas condições, à procura de uma cama para dormir, de banhos, de comida. É natural”, diz o Presidente da Junta de Freguesia “A Câmara Municipal de Lisboa arranjou uma solução para parte do problema. Ficou a faltar o resto: os sem-abrigo que não entraram no pavilhão. Agora há barracas espalhadas à volta dos pavilhão, há pessoas a dormir à porta de prédios e nos vãos de escada da freguesia.”

Sobre a onda de criminalidade, o Fernando Braancamp avança que, com base em conversas que tem tido com outros autarcas e com as forças de segurança pública, esta não está circunscrita ao Areeiro, estando a afetar outras zonas da cidade. “Na cidade toda, têm vindo a aparecer casos de violência maior.  Os reclusos que foram colocados cá fora, os sem-abrigo aumentaram, há os desempregados que estão numa situação desesperada, há várias hipóteses”, diz. “Eu tenho de me preocupar com o Areeiro. E é preocupante.”

Rui Martins considera que o aumento no tráfico e consumo de droga são causas mais plausíveis e lógicas para o aumento da insegurança no bairro, até pelo agravamento da situação do Bairro de Portugal, desde março de 2018. “Na Afonso Costa há pessoas a injetarem-se às 19 horas. Junto ao Parque do Rock in Rio [Parque da Bela Vista] há uma sala de chuto improvisada”, conta. “O consumo e tráfico de droga podem explicar parte do surto de criminalidade que está a acontecer aqui.”

Por outro lado, Rui Martins identifica um problema no fraco policiamento, que torna a zona mais susceptível à criminalidade. “Pode haver uma percepção do fraco policiamento”, diz, realçando que, apesar de ainda estar aquém do necessário, houve agora um reforço no número de agentes, quer visíveis, quer invisíveis. Mesmo assim, não deixa de referir que a freguesia é servida pela Esquadra das Olaias, que tem também de servir a zona do Beato. Rui Martins fala num número de agentes muito reduzidos e disponíveis em cada turno, que torna impossível a concretização de um trabalho que seja eficaz e rápido.

Para ajudar as forças policiais e as freguesias que delas dependem, a Junta de Freguesia do Areeiro orçamentou um carro elétrico para a esquadra das Olaias. A PSP ainda não o foi buscar. “Porquê? É um mistério”, considera Rui Martins, que destaca o facto de que a esquadra fica no limite da freguesia, no lado oposto às zonas onde estão a ocorrer os crimes, o que dificulta operações de segurança eficazes.

Reconhecendo as fragilidades no policiamento, Fernando Brancaamp chama também a atenção para a importância de os crimes serem reportados à polícia. “Se não houver participação, não conseguem resolver os problemas”, diz. “Já uma vez os alertei [PSP] para a vaga de assaltos a carro que houve na freguesia e eles só tinham tido uma ocorrência.”

A MAGG entrou em contacto com a Polícia de Segurança Pública e não obteve resposta a tempo à data da publicação do artigo.

https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/ha-uma-onda-de-crime-no-areeiro-em-lisboa-agora-foi-a-padaria-portuguesa-que-foi-assaltada

Onde estão os azulejos do edifício da Rua Abade Faria?

Recentemente registámos que nas intervenção reconstrutiva ocorrida no prédio sito no número 16 da Rua Abade Faria (Bairro dos Actores) e aprovado em junho de 2017 os azulejos de começos do século XX que existiam no nível térreo do dito edifício e que eram únicos no Bairro e raros em toda a freguesia do Areeiro foram removidos e substituídos por azulejos brancos.
Ora se o projecto foi aprovado depois da lei de 2012 isso obrigava o construtor a repor os azulejos originais e a reparar as falhas que – antes da obra – estes já apresentavam.
Apelamos assim ao Exmo. Sr. Vereador Ricardo Veludo com conhecimento da Assembleia Municipal de Lisboa que intervenham no sentido de repor os azulejos originais.

Obrigado

Enviado a Vereador Ricardo Veludo com CC da AML

Resposta da CML a 28.05.2020:
“ENT/353/GVRV/CML/2020
Encarrega-me o Senhor Vereador Ricardo Veludo de acusar a receção do e-mail abaixo, que desde já agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção.
Atendendo ao assunto em causa, foi a mesma encaminhada para o Departamento de Apoio à Gestão Urbanística (Tel. 21798 8403 /9112 /8983; e-mail: dmu.dagu@cm-lisboa.pt), para verificação/fiscalização, e resposta”