Carta Aberta à Iberdrola Portugal


Na sequência de várias campanhas de promoção dos vossos produtos que, através do método de venda directa, têm sido levadas a cabo com deslocações não-solicitadas “porta-a-porta”, vimos por este meio expor o seguinte:

  1. Os vossos colaboradores não utilizam identificação visível e imediatamente reconhecível como associada à vossa empresa
  2. É habitual introduzirem-se dentro dos prédios e patamares, gritando ambiguidades como “Electricidade!”, o que não clarifica desde o início o intuito promocional do apelo
  3. Pedem frequentemente informações de forma encapotada, utilizando tácticas que parecem visar em especial os cidadãos mais crédulos, entre as quais julgamos serem dignas de atenção da vossa parte:
    1. Sugerir que pretendem efectuar uma “redução” ou “verificação da factura”
    2. Solicitar dados pessoais sobre o agregado familiar e hipotéticos consumos energéticos
    3. Requisitar a visualização de facturas anteriores respeitantes ao serviço de electricidade
    4. Não clarificar que a aceitação de qualquer uma das alterações sugeridas pressupõe a mudança de contrato e de empresa de comercialização de energia
  4. Ao contrário de outras empresas e entidades que também levam a cabo acções “porta-a-porta”, nenhum dos vossos colaboradores se identifica imediatamente como representando a vossa empresa – prática que só encontra paralelo em acções com propósitos fraudulentos/criminais.

Assim, e considerando que

  • esta circunstância se arrasta há anos
  • os vossos colaboradores não se têm mostrado cooperantes para alterar este tipo de prática
  • o comércio “porta-a-porta” implica grande responsabilidade, pelos riscos e considerações que lhe são inerentes

Vêm os abaixo-assinados solicitar que a vossa empresa dê resposta a esta situação, visto que esta circunstância em nada contribui para o bom-nome da mesma, dá uma imagem de irresponsabilidade social, emula o comportamento habitualmente ligado a associações de pendor questionável e representa riscos vários, nomeadamente para os cidadãos mais vulneráveis.Propomos que seja criado um número de telefone e um endereço de e-mail para onde se possa prontamente denunciar esta actuação e que seja feito um esforço, na vossa empresa, para que os vossos colaboradores compreendam que este tipo de prática não é socialmente, eticamente nem comercialmente aceitável; ou que sejam alteradas as orientações superiores existentes – caso seja daí que derivam estas práticas – que os vossos colabores têm sido incentivados a seguir, porventura por não se poderem dar ao luxo de pôr em causa o seu posto de trabalho.Subscrevem esta carta-aberta os abaixo-assinados, da qual será entregue cópia à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e ao Ministério do Ambiente e Transição Energética.”

(fotografia: https://lojaluz.com/fornecedores/iberdrola/opinioes)

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