Intervenção no piso da Av Guerra Junqueiro – Posição Colectiva dos Vizinhos do Areeiro

Em 16 de Abril de 2019, após uma sondagem aos moradores, sugerimos que a CML fizesse uma série de intervenções de “reconstrução de passeios, substituição de calçada por pavimentos confortáveis e de reparação de caldeiras de árvore e sobre-elevação de passadeiras” tendo a Câmara escolhido como arruamentos a intervir

 a Av. Almirante Reis, a Av. de Paris, a Av. Padre Manuel da Nóbrega e a Av. Guerra Junqueiro. Em nenhum momento indicámos especificamente onde, como ou se a intervenção seria de “reparação” (competência da Junta) ou de “pavimento confortável” (CML).

Depois da intervenção recente de instalação de “Pavimento Contínuo em Betão Branco “Uni-Lisboa”, na Praça de Londres, que foi bem acolhida por utentes com dificuldade de mobilidade, dizem-nos alguns técnicos  que este pavimento tem problemas a nível da reposição que resulta, por vezes, em remendos que desvirtuam a estética dos arruamentos e que há dificuldade em obter o Betão Branco com a especificação adequada em pequenas quantidades para reparações. Ao invés, a obra na Guerra Junqueiro optou pela utilização da Lajeta de Betão Branco do tipo “Uni Lisboa”, que deveria garantir resistência e continuidade nos percursos pedonais, mas também que pode ser retirada para eventuais reparações e reposta nas condições iniciais.

Depois de termos contactado vários comerciantes e moradores da avenida e dos bairros em redor é nossa posição colectiva de que:

1. É predominante a opinião de que o piso da avenida foi “descaracterizado” (fazendo-se a comparação com o anterior piso em calçada portuguesa que, aliás, ainda subsiste – sem intervenção no lado oposto da Avenida).

2. É predominante a opinião de que o piso em calçada portuguesa não estava bem mantido (como sucede, aliás, na maioria da freguesia) com frequentes depressões e elevações que motivam tropeções e quedas.

3. Há muitos moradores que preferiam uma intervenção idêntica à realizada na Praça de Londres e Av. da República com “calçada e bermas devidamente arranjados” dado que esta garante uma boa mobilidade pedonal, sobretudo a pessoas com mobilidade reduzida.

4. A solução aumenta a qualidade geral da mobilidade pedonal mas parece ser opinião geral que não é visualmente agradável e que se suja bastante frequentemente e é de limpeza difícil (algo que tenderá a agravar-se com o tempo), tal como acontece com os pavimentos referidos no ponto anterior e que é sobejamente evidente no pavimento da Abade Faria.

5. Questionam a ocorrência de várias intervenções sucessivas na mesma Avenida quando em muitas outras tais intervenções ainda não ocorreram (Av João XXI, Av de Roma, Sacadura Cabral, etc): a competência da manutenção cabe à Junta mas as grandes intervenções têm sempre sido feitas pela CML.

6. Um número significativo de moradores concorda com a intervenção em Lajetas de Betão Branco do tipo “Uni Lisboa” e reconhecem as vantagens da solução utilizada para quem tem mobilidade reduzida.

7. Um número representativo de quem defende a intervenção em “Uni Lisboa” entende que as lajes foram mal aplicadas havendo várias dezenas de lajes já com danos nos cantos antes da aplicação, existindo várias, agora que apresentam esses danos (depois da aplicação), depressões e elevações e que a qualidade da aplicação na zona superior parece superior à da zona inferior da avenida. Com o tempo, a circulação automóvel e a chuva, os desníveis entre lajes tendem a aumentar (já há várias marcas de pneus no piso).

8. Muitos moradores teriam preferido uma reposição niveladora da Calçada Portuguesa (como se fez, p.ex., frente à Livraria Bertrand), invocando inclusivamente a candidatura da Calçada Portuguesa a Património Mundial.

9. Questiona-se se a calçada junto aos prédios deveria ser mais larga para efectivamente permitir intervenções técnicas sem mexer no pavimento (água, gás, electricidade e andaimes).

10. Deveria ter sido aproveitado para colocar uma calha técnica para enterrar os cabos de telecomunicações. 

11. O pavimento uniforme, comparativamente a uma calçada com irregularidades naturais, dá uma sensação de maior inclinação que conduz as pessoas mais fortemente para a zona baixa da avenida.

Semaforologia no Areeiro

Ficheiro de dados: Clicar AQUI

Reflexões:
* Do 23 semaforos analisados 15 abaixo dos 25 segundos para os peões.
O tempo dos semáforos para peões é cerca de 4 vezes inferior ao tempo para automóveis.
* As únicas exceções são quando a via analisada se cruza com uma outra via e por isso os tempos de semáforo superior para os peões são apenas consequência dos tempos superiores de verde para os automóveis na outra via.
* Tratando-se das principais vias que cruzam a freguesia do Areeiro, e estando as mesmas com obras de reestruturação previstas, seria uma boa oportunidade para alterar a situação actual.
* O aumento dos tempos de passagem, bem como o aumento das dimensões das ilhas, têm um efeito estrangulador no trânsito e comprovada diminuição na velocidade de circulação.
* A alteração ou aproximação da hierarquia entre peão e veículos automóveis promove a melhor convivência e redução de acidentes.

Sete propostas à CML dos Vizinhos do Areeiro:
* menos temporização para os carros: com mais tempo para atravessamento de peões fazendo com que, num cruzamento, todos os semáforos automóveis fiquem a vermelho.
* afixação de sinalética especial (visível para automóveis e peões) nos atravessamentos mais perigosos.
* colocar todas as passadeiras ao nível do passeio: isto reduziria a velocidade e serviria, também, para chamar a atenção do condutor.
* Rever as temporizações deste estudo aumentando, no geral, o tempo e a segurança do atravessamento pedonal (sobretudo nos amarelos para carros).
* colocar sinalizações sonoras nos cruzamentos com maior densidade de atravessamento pedonal.
* aumentar a quantidade de passadeiras acessíveis no Areeiro, especialmente nos atravessamentos onde nos últimos anos se têm registado mais acidentes.
* instalar radares de controlo de velocidade nas vias principais do Areeiro: Av de Roma, Av João XXI, Gago Coutinho e Almirante Reis.
* Aumentar o tamanho das ilhas de forma a tornar as mesmas um lugar de estrangulamento de trânsito e diminuição da velocidade.

As Passadeiras mais Perigosas do Areeiro

A zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Praça Francisco Sá Carneiro
27 feridos ligeiros

A segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Alameda 18 feridos ligeiros
1 ferido grave

A terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente à Altice da Afonso Costa
17 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quinta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Palácio Galveias e a Rua do Arco do Cego
14 feridos ligeiros

A sexta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av João XXI (antes da Wilson)
9 feridos ligeiros e 2 mortos

A sétima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av Roma junto a CP Roma-Areeiro 6 feridos ligeiros e 1 morto
A oitava zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Oh Pereira
12 feridos ligeiros

A nona zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro: Zona do McDonalds
11 feridos ligeiros

A décima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao C Com Olaias
12 feridos ligeiros

A décima primeira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Hotel da Arantes
10 feridos ligeiros

A décima segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Pavilhão do Casal Vistoso
1 ferido grave
9 feridos ligeiros

A décima terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Afonso Costa
9 feridos ligeiros