Notas da reunião dos Vizinhos do Areeiro com o Vereador Sá Fernandes (Espaços Verdes)

Intervenção (por abate) de freixos na Praça de Londres e Avenida Guerra Junqueiro de Abril de 2017 (12)

Abate dos Freixos da Praça de Londres e Avenida Guerra Junqueiro:
1. O abate que estava previsto nos avisos afixados nas árvores (freixos) na passada sexta e removidos durante a noite de 11 JÁ NÃO VAI ACONTECER (como pedia a petição http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=abatefreixosguerraju)
2. Os Serviços competentes da CML vão fazer uma avaliação de risco e uma monitorização constante durante os próximos meses sobre a condição destas 26 árvores (Guerra Junqueiro e Praça de Londres)
3. A maior parte dos problemas que hoje se registam no arvoredo destas duas artérias do Areeiro resultam da intervenção de 2015, que fez crescer novas ramagens onde estas não deviam existir o que ameaçou a solidez estrutural de árvores que já tinham problemas
4. No Inverno vai fazer-se uma intervenção no arvoredo. É provavel que muitas destas árvores sejam abatidas (isso depende da avaliação que será feita durante os próximos meses)
5. Nenhuma das 26 árvores da Guerra Junqueiro ou da Praça de Londres apresentam um risco iminente de queda. Todas (com uma excepção na Praça de Londres) têm podridões diversas e ataque de besouros broca cinza-esmerald. As árvores de risco elevado de queda já foram abatidas em 2015.
6. A CML vai criar uma ficha online para cada uma destas 26 árvores que todos poderemos ir acompanhando. No Outono far-se-á outra avaliação.
7. Os freixos da Avenida de Paris também apresentam os mesmos problemas mas serão alvo de tratamento posterior.
8. Apresentámos as nossas reservas sobre a data da afixação (tarde de sexta e durante as férias da Páscoa).
9. Reiterámos que a altura de uma intervenção de poda não era adequada
10. As plantações de novas árvores (Ginko Biloba) vão prosseguir na Guerra Junqueiro, nomeadamente nas duas caldeiras vazias no começo da avenida. Esta plantação será feita muito em breve.
11. O cuidado (manutenção) deste arvoredo desta duas artérias será feito directamente pela CML (rega e podas) pelo menos durante esta fase de avaliação da intervenção.
Regulamento do Arvoredo:
1. Questionámos o vereador sobre a contradição: se a CML pode executar intervenções no arvoredo, mas as Juntas travaram o novo Regulamento do Arvoredo não será altura de devolver – de vez – a competência do arvoredo à CML e acabar com estas questões e constantes atropelos ao arvoredo da cidade? O vereador respondeu que em breve haveria novidades a respeito do regulamento.
Replantações no Areeiro:
1. Foram replantadas muitas árvores até março (compromisso assumido pela CML aos Vizinhos em Dezembro de 2016) mas não se terminou. O processo vai continuar durante os próximos meses, com várias espécies plantadas: Ginko Bilobas e Olaias, nomedamente.
Logradouro da EB Luis de Camões e Rua Vítor Hugo:
1. Estes são os dois locais com maior taxa de árvores mortas ou de caldeiras vazias. Confirmou que a CML já vistoriou a Vitor Hugo e que o Logradouro é competência da Junta, mas vai contactá-la no sentido de apurar em que pode ajudá-la nessa replantação.
Podas na freguesia:
1. Reiterámos o nosso protesto pela forma como têm sido feitas algumas podas na freguesia, nomeadamente na Brás Pacheco, no Autoparque Madrid e, claro, nos plátanos do INE (este último, contudo, não é competência da CML)
Parque do Vale da Montanha:
1. Foi dada resposta à nossa mensagem de 2016 informando que a obra estará pronta em finais (?) de Julho de 2017. A CML vai enviar o projecto. Esta obra foi atrasada por diversos obstáculos desde a existência de um plano de urbanização, à presença de um grande colector de esgotos (de traçado desconhecido e junto à linha da Refer). Terá uma escada de acesso à Sarmento Beires e ir-se-á trabalhando em vários caminhos neste parte que terá também uma praça.
Uso de árvores como apoio de decoração de Natal:
1. Em relação ao nosso protesto de Dezembro sobre o uso destes freixos (com mais de 60 anos) como apoios para decorações de Natal, informou o vereador que esta era uma competência da Junta mas que iria enviar uma recomendação à mesma para que se abstivesse deste tipo de uso nestas árvores (pelos riscos estruturais que apresenta).
Actualização
“Como irão funcionar as hortas urbanas no Parque Urbano da Quinta do Vale da Montanha e quando será inaugurado?”
Vizinho do Areeiro Jorge Oliveira
“Existe um Parque Casal Vistoso que parte da Rua Afonso Costa e que desce e que desce até outro parque que se chama Parque do Vale da Montanha: portanto: dois parques. O Parque do Vale da Montanha será inaugurado no próximo dia 21 de março, com plantação de árvores. (que abrange Areeiro e Marvila). Vai ter um parque infantil e um quiosque a funcionar.  O Parque Casal Vistoso que chega à ponte “Rock in Rio” (porque foi uma das contrapartidas) vai demorar mais tempo (…) 37:47. As hortas urbanas são atribuídas às pessoas que já lá estavam. Mas o Vale da Montanha, portanto o parque que está debaixo da ponte em que uma grande parte foi agora feito vai demorar mais tempo por causa do caminho e da iluminação pública (…) o Vale da Montanha é a segunda linha de água mais importante para a cidade (…) vem do aeroporto, passa pela Gago Coutinho e vira para o Vale da Montanha e vem até ao rio e portanto conseguimos salvar uma linha de água e não construir aqui. 38:30 Na próxima reunião de CML vamos levar a aquisição da parte que falta do Vale da Montanha e aí sim poderá haver uma parte com hortas (na parte já por baixo da linha do metro) e aí sim poderá haver talhões que se possam colocar a concurso público”
Vereador José Sá Fernandes

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

Petição: “NÃO AO ABATE dos últimos freixos da Av. Guerra Junqueiro e Praça de Londres” [Respondido]

 

Assine e Partilhe! http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=abatefreixosguerraju

Fomos surpreendidos esta 6ª feira, dia 7 Abril de 2017, pela alarmante afixação nos troncos das árvores de avisos de “Intervenções no Arvoredo”, consistindo estes no abate de dezenas de freixos na Av. Guerra Junqueiro e na Praça de Londres, aqui plantados há cerca de 70 anos, recorde-se, em homenagem a Freixo-de-Espada-à-Cinta, terra natal de Guerra Junqueiro.

Trata-se de uma comunicação surpreendente, uma vez que as árvores agora marcadas para a morte se apresentam viçosas e pujantes de verde, como resultado de uma poda selvagem de que foram vítimas há 2 anos.

Face a esta surpreendente comunicação, os subscritores, moradores e comerciantes do Areeiro apresentam a seguinte petição:

1. A poda radical de 2015 deixou a Avenida Guerra Junqueiro completamente irreconhecível, tendo sido realizada numa altura errada do ano e o processo que conduziu a essa poda foi marcado pela falta de informação generalizada, pela ausência de discussão pública e por um comprovado despropósito (vejam-se as árvores agora exuberantes)

2. Volta, agora, a não existir qualquer audição, auscultação, apresentação ou explicação pública, técnica ou fitossanitária sobre a necessidade de novo abate

3. Mais uma vez volta a ser profundamente errada a época do ano escolhida para a operação

Pelo teor dos avisos afixados desconhece-se a proveniência da ordem de abate/poda, se da CML se da Junta pelo que os abaixo-assinados exigem que:
a. Esta operação de Poda/Abater seja imediatamente suspensa e arquivada
b. Que deixem estes freixos em PAZ

Se CONCORDA, assine e divulgue !
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=abatefreixosguerraju

Uma iniciativa:
Movimento Cívico “Vizinhos do Areeiro”
Associação de Comerciantes “Bairro em Movimento”

Fórum Cidadania Lx
Plataforma em Defesa das Árvores

 

Parcialmente resolvido a 11.04.2017:
https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2017/04/11/notas-da-reuniao-dos-vizinhos-do-areeiro-com-o-vereador-sa-fernandes-espacos-verdes/

Actualização

“Sabemos que a maioria dos freixos da Guerra Junqueiro / Praça de Londres / Av de Paris estão atacados por um parasita pelo que o abate será, provavelmente, inevitável. A pergunta é: quando serão plantadas as árvores nestas caldeiras vazias? E qual o plano de substituição dos freixos doentes?”
Vizinho do Areeiro Jorge Oliveira 28:53
“As árvores da Guerra Junqueiro vão ser plantadas – ainda quero articular isto com o presidente da Junta de Freguesia – dia 17 de março às 09:30 (…) será colocado num dos sítios, provavelmente, um banco do Bordalo Pinheiro (que pode não ser já instalado)  e os cepos que ainda lá existem serão retirados quinta-feira. Havia algumas caldeiras perigosas na Rua do Arco do Cego e preferimos actuar aqui primeiro (as que não tinham lancis). Os freixos têm parasitas e vão ser abatidas não todas ao mesmo tempo mas de uma forma escalonada. Peço desculpa que o último abate não foi avisado com a antecedência que está prevista mas já articulei com o sr. Presidente da Junta que os dez dias serão estabelecidos”

Vereador José Sá Fernandes

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

 

Abate de Freixos na Avenida Guerra Junqueiro [Respondido]

(enviada à Junta de Freguesia do Areeiro):
Vai ser feito mais um arboricídio na Freguesia do Areeiro:
Como se pode ver em
A totalidade (?) dos 16 freixos com mais de 60 anos que sobreviveram ao grande massacre de meados de 2015:
vai ser agora abatida.
As razões não parecem plausíveis mas pedimos à Junta informações adicionais assim como a data prevista e a justificação para a razão pela qual se pede a dispensa dos prazos (que súbita urgência é esta?)
Por outro lado, qual é a participação da Junta de Freguesia do Areeiro neste processo que conduziu em 2015 dado que a manutenção do arvoredo é uma competência sua?

Resposta à Junta sobre plantação cidadã de árvores no Logradouro da EB Luís de Camões

A 10 de Março um grupo de voluntários dos “Vizinhos do Areeiro” disponibilizou-se para plantar algumas árvores no Logradouro que mais árvores mortas tem na freguesia: o Logradouro da EB Luís de Camões. A 31 de Março a Junta respondeu que “em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que essa zona não possui agua pelo que não parece viável esse tipo de actividades”. Foi assim, com alguma consternação que, a 28 de Março encontrámos na Página da Junta de Freguesia fotografias de uma plantação de árvores no mesmo local feita por escuteiros e com a presença e participação do próprio Presidente da autarquia (ver fotografias).
Começámos (antes de 28 de Março) por responder à recusa da autarquia com a contra-proposta: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2017/03/10/oferta-de-trabalho-voluntario-e-sugestao-para-logradouro-da-luis-de-camoes/ e, após terem sido publicadas as fotografias da plantação de árvores pelo Presidente de Junta neste mesmo local pedimos esclarecimentos sobre esta aparente contradição. A 31 de Março recebemos a seguinte resposta (que agradecemos):
“Em resposta ao seu email que mereceu a nossa devida atenção, por incumbência do Sr. Presidente da Junta Freguesia informamos que em principio damos o nosso acordo considerando o seguinte:
1º que no último ponto não existe rede publica no logradouro.
2º Que os interessados devem localizar em pormenor o espaço pretendido.”
Assim sendo, agradecemos a alteração em relação à primeira resposta inicial da Autarquia (uma flexibilidade que louvamos) e indicamos como “espaço pretendido” uma zona em triângulo, contígua à zona onde a Junta e os escuteiros realizaram as suas plantações e que constam das fotografias em anexo (já que aqui, aparentemente, existe água).
Subscrevem o pedido original:
Rui Martins
Belicha Geraldes
Clara Ribeiro
Isabel Simões
João J Martins
Jacinto Manuel Apostolo
Luis Seguro
Teresa Raposo
Anabela Nunes
Filipa Ramalho Rickens
Maria Georgina Carreira Reis
Cátia Mendes
Raquel Leite
Catarina Rebelo
Bea Maia
Luz Cano
Isabel Tomas Rodrigo
Pedro Pinto
Pedro Silva
Teresa Sarmento
José João Leiria-Ralha
Laura Villaverde
Filipe Palha
Clara Melo
John Burney
Elvina Maria Reis Rosa
Antonio Marta
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Maria Anabela Melo Egídio
João Amores Trindade
Alexandre Montenegro

 

Oferta de trabalho voluntário e sugestão para Logradouro da Luís de Camões [Indeferida e Reaberta] e Contra-proposta

Screen Shot 03-10-17 at 12.41 PM

Os subscritores propõem à Junta de Freguesia do Areeiro que permita que um grupo de voluntários da freguesia possa reflorestar o Logradouro da Escola Básica Luis de Camões ou que instale aqui a horta comunitária que antes propusemos para o Logradouro do Fernando Pessa.
Neste espaço verde poderia funcionar uma “food florest” com um pomar intercalando com alguns jogos e “desafios” na Natureza dedicados às crianças da escola perto.

Subscrevem:
Rui Martins
Belicha Geraldes
Clara Ribeiro
Isabel Simões
João J Martins
Jacinto Manuel Apostolo
Luis Seguro
Teresa Raposo
Anabela Nunes
Filipa Ramalho Rickens
Maria Georgina Carreira Reis
Cátia Mendes
Raquel Leite
Catarina Rebelo
Bea Maia
Luz Cano
Isabel Tomas Rodrigo
Pedro Pinto
Pedro Silva
Teresa Sarmento
José João Leiria-Ralha
Laura Villaverde
Filipe Palha
Clara Melo
John Burney
Elvina Maria Reis Rosa
Antonio Marta
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Maria Anabela Melo Egídio
João Amores Trindade
Alexandre Montenegro

Actualização de 21 de Março de 2017:
Resposta da Junta de Freguesia:
“Em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que essa zona não possui agua pelo que não parece viável esse tipo de actividades”

Contra-proposta de 27 de Março de 2017:
Em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que essa zona não possui agua pelo que não parece viável esse tipo de actividades”
Agradecendo a resposta, os moradores que a subscrevem estão disponíveis para colaborar reiterando a sua oferta:
1) o local poderia começar por ser uma “zona piloto” de âmbito limitado e fácil acessibilidade dentro do logradouro
2) os voluntários assumem a responsabilidade de regar – eles próprios – estas plantas (através do estabelecimento de uma escala de rotação)
3) através da escolha de espécies com baixos níveis de necessidade de água
2) tendo em conta que existe rede pública de abastecimento neste local sugerimos à autarquia que instale no local um ponto de acesso ou bica pública (p.ex. no pequeno espaço de lazer, com bancos que existe neste logradouro) sendo que a opção não inviabliza as anteriores.”

 

Actualização de 27.07.2017:

A 10 de Março de 2017 fizemos uma oferta de plantação de árvores no Logradouro da Luis de Camões.
Resposta da autarquia: “Informamos que nos foi solicitado era autorização para plantar arvores e não o fornecimento das mesmas”. Em Assembleia de Freguesia reiterei a oferta de trabalho e aceitei a oferta de árvores para plantarmos (com a devida autorização da JFA). Esta árvore entrará no projecto #AdopteUmaÁrvore no #Areeiro

Protesto sobre as intervenções no arvoredo realizadas no Logradouro Autoparque Madrid e na Rua Brás Pacheco [Fechado]

As intervenções no arvoredo realizadas no Logradouro Autoparque Madrid e na Rua Brás Pacheco em Fevereiro não padeceram da radicalidade de outras podas (Av de Paris e Guerra Junqueiro, ou, mais recentemente, INE) mas exibem vários excessos e erros que estas experiências passadas deveriam ter evitado…

Em particular registamos nas fotos em anexo o corte de troncos saudáveis com um diâmetro superior a 10 cm assim como a execução de “rolagens” uma prática em que se faz a amputação total de Ramos saudáveis e que deveria ter sido já completamente abandonada em Lisboa estando inclusivamente listada como “proibida” no artigo 10º do “Regulamento Municipal do Arvoredo” ponto g): “Efectuar rolagem de árvore, em quaisquer circunstâncias”.

Assim sendo os subscritores apresentam este protesto à Junta de Freguesia do Areeiro e à Câmara Municipal de Lisboa (entidades referenciadas nos cartazes que anunciavam a intervenção).

Subscrevem:
Rui Martins
Isabel Gameiro
Vitor Manuel Teixeira
Raquel Leite
Rosa Casimiro
Maria Cortez Caetano
Jorge Pedroso
Paula Amoroso
Luis Seguro
Pedro Vazão de Almeida
Duarte Amado
Ana Monteiro
Maria Lourdes Alves Gouveia
Filipa Ramalho Rickens
Tânia Rodrigues
Vasco Ribeiro
José Vieira Mesquita
Jorge Oliveira
Cátia Mendes
Mira de Lacerda
Cris Milagre
Maria Helena Caveiro
Isabel Primoroso
Luisa Galvão
Fernando Albuquerque
Manuela Viegas

Reclamação feita a 11.04.2017:
https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2017/04/11/notas-da-reuniao-dos-vizinhos-do-areeiro-com-o-vereador-sa-fernandes-espacos-verdes/

Carta da Plataforma Em Defesa das Árvores à Presidente do Instituto Nacional de Estatística sobre as Podas no logradouro do Instituto:

“Vimos pelo presente requerer a V. Exa. esclarecimentos sobre o contrato de “trabalhos de arboricultura no logradouro do edifício Sede do INE, os quais envolvem limpeza, poda, abate e plantação de árvores”, em particular se os abates inscritos neste contrato http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/229941 receberam a devida autorização da Câmara Municipal de Lisboa, designadamente do seu Presidente, e se:

a) Uma vez que é dito que “O presente contrato tem por objecto uma empreitada para trabalhos de arboricultura no logradouro do edifício Sede do INE, os quais envolvem limpeza, poda, abate e plantação de árvores.”, quantas árvores serão abatidas e porque razões?

b) Onde se pode consultar o “relatório de diagnóstico e avaliação do potencial risco de rutura de exemplares arbóreos, apresentado em Dezembro de 2O15, pela firma Horto do Campo Grande (HCG), previamente disponibilizado.”, e se este relatório é legal e serve de justificativo técnico-fitossanitário para os referidos abates?

c) Estranhamente, quando é dito “Intervenção de poda de limpeza nos indivíduos C.L 1, 3, 5, 6, 7,8,9,10, 11, L2, L3t L6, 17, L8, L9,22,23,25,27,28,29,3û,31,32,33,34,35,36,37,39,40,43,44,45,46,48,50,52,54, 55, 56, 57,58 visando a supressão de ramos secos, mal conformados e doentes;”, não se listarem nenhuns abates.

d) Bem como quando é dito que “O volume total de material a retirar, durante esta intervenção, não excederá os 30% da massa foliar inicial de cada copa, por forma a evitar eventuais desequilíbrios fisiológicos”, quando se constata in loco que na maioria esmagadora dos espécimenes a poda excedeu em muito tal percentagem (vide fotos)

e) Igualmente, ao “dever-se-á efectuar o atarraque do ramo em conflito na axila de um ramo lateral selecionado de acordo com a sua orientação e vigor, de modo a se produz¡r uma silhueta equilibrada, saudável e esteticamente agradável” (…) “0 total de massa verde a retirar, durante esta intervenção, não exceder os 30& da massa foliar inicial, por forma a evitar eventuais desequilíbrios fisiológicos. Caso não seja possível eliminar e/ou minimizar ao conflito através do atarraque do ramo este deverá ser suprimir na sua totalidade.”, se verifica que a maioria dos troncos foi amputada, pelo que não existe qualquer “agradabilidade” pelo sucedido, antes um verdadeiro choque perante o radicalismo da poda.

f) Finalmente, quando se refere “o fornecimento e plantação de 14 exemplares arbóreos”, tal pressuporá o abate de 14 árvores?

De salientar também que estas árvores, por se encontrarem no perímetro de protecção de edifício classificado como Monumento de Interesse Público, deveriam ser objecto de ainda maior cuidado.

Com os melhores cumprimentos,
IBB pela Plataforma

A Plataforma em Defesa das Árvores
tem como seus signatários vários cidadãos em nome individual e as seguintes organizações: Árvores de Portugal, Associação Lisboa Verde, Associação Vamos Salvar o Jamor, Fórum Cidadania Lx, GEOTA, Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades, Grupo de Amigos do Príncipe Real, Grupo Ecológico de Cascais, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, Plantar Uma Árvore e Quercus.”