Sugestão de reformulação do espaço da Alameda Afonso Henriques

Os subscritores apelam à CML que o espaço verde da Alameda Afonso Henriques seja reformulado por forma a tornar mais reduzidos o consumo de água (que se estimam ser de 100 mil euros anuais): Há que ter em conta que a água é, e será cada vez mais, um luxo e um recurso que exige uma gestão muito cuidadosa.
Sugerimos ainda que o novo piso seja mais resistente aos eventos que, frequentemente, têm aqui lugar (o que reduziria os custos de manutenção) e a reposição de árvores, passadeiras centrais para reduzir a quantidade de relva e umas quantas (muitas) árvores de copa densa (se houver sombra há mais retenção de água no solo, e menos rega) para além de canteiros e arbustos os quais seriam, ademais, um retorno ao projecto original.
Sugerimos ainda que seja avaliada a construção de cisternas e sistemas de retenção de águas pluviais bem inseridos na paisagem.

Subscrevem
Rui Pedro Martins
Nuno Dinis Cortiços
Filipe Guedes Ramos
Elvina Maria Reis Rosa
Luis Seguro
Ana Benavente
Anabela Nunes
Miguel Madeira
Patrícia Matos Palma
Joana Taborda Amores
Ana Costa
Rui M. Sousa
Rita Jacobetty
Mariana Bettencourt
Mariana Tavares
Pedro Pinto
Maria Cereja
Rosário Puga
Herculano Rebordao
Bruno Beja Fonseca
Porfírio Sampaio
Francisco Lopes da Fonseca
Ana Paula Bárcia
Thaisa Boleta
Cristina Franco
Belicha Geraldes
Manuela Viegas
Jacinto Manuel Apostolo
Fernando Anjos
Sophia Macedo
Ricardo Araújo
Zélia Pereira
Adelia Martins Alexandre Martins
Filipe Oliveira
Susana Soares
Manuel Cipriano
Ilda Cruz
Maria Adelaide Sebastião
Helena Juliao
Yoseph Santos
Teresa Nogueira Santos
João Santos
Maria Leonor Gregório
Helena Amaral
Isabel Da Costa Correia
Amélia Maria Ribeiro
Margarida Reis
Beatriz Granja
Maria Claro Ribeiro
Manu Lange
António José Domingues Ramos
José Domingos
Mário Baptista
Sofia Araújo
Filomena Videira
André Calado Coroado
Maria Martins da Silva
Paulo Castro
Fátima Caldeira
Pedro Fortunas
Joana Furtado Carvalho Silva
David Filipe Rocha
Maria Luisa Ferreira
Susana Martins
Sofia Carvalho Coelho
Eduardo Pessoa Santos
Pedro Boléo-Tomé
Maria Margarida Catarino Baião
Mafalda Sequeira
Ana Queiroz
Simão Farias
Gonçalo Vitorino
Alexandra Amaral
João Silva
João da Bernarda
Teresa Silva
Filipe Palha
Nanci Rosa
Antonieta Soares Ribeiro
Pedro Amaral
Margarida Paiva
João Firmino
Bernardino Aranda
Antonio Sequeira
Ana Cruz
Paulo Morgado
Alexandra Batista
Miguel Pombal
Miguel Araújo
Luisa Castro Correia
Paulo Fonseca
Marta Soares
Maria Fernanda Costa
Maria Conceição Silva
Manuela Graças Graças

O Portugal Novo e a Petição “Pela MUNICIPALIZAÇÃO do Bairro Portugal Novo” na SIC [Linha Aberta com Hernâni Carvalho]

Assine! http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PortugalNovo

Para ver o vídeo: clicar AQUI (sobretudo a partir do minuto 26:00)

Contagem de Pombos no Areeiro – Março de 2018

Durante todos os últimos 3 sábados de Março, de manhã e seguindo sempre o mesmo percurso, realizámos uma contagem da população de pombos na freguesia do Areeiro.
3 de Março: 258
10 de Março: 240
24 de Março: 267
30 de Março: 383
As aves parecem deslocarem-se em bandos de entre 10 a 30 indivíduos e concentram-se nos espaços verdes da freguesia, sobretudo na Alameda (que reúne geralmente perto de metade da população), Jardim Fernando Pessa, Jardim da Afonso Costa e Jardim da Praça de Londres.
Sendo certo que sendo aves é fácil passarem de uma freguesia para outra, a constância destes números indica uma certa estabilidade e apesar de uma certa margem de erro que numa contagem deste tipo tem sempre, necessariamente que existir (e que o recurso aos mesmos dias, horas e percursos visou minimizar) mas indica também que o valor considerado como margem para a classificação de “praga” está muito aquém da realidade no Areeiro: Não temos, nem de perto, 25% da população de pombos por comparação com a de humanos (cerca de 20 mil habitantes logo, teria que haver 5 mil pombos para se poder falar em “praga”).
Isto não quer dizer, naturalmente, que se devam alimentar (não se deve) estes animais silvestres (que encontram, naturalmente, a sua própria alimentação), nem que não provoquem danos em propriedade ou criem situação de insalubridade. Mas praga: não. Não são.

Protesto pelo uso de tags (pichagens) para promover evento “Rock in Riot”

Os subscritores desta mensagem protestam à organização do Rock in Riot pela utilização de “tags” ou “pichagem” de paredes e muros para promoverem o evento.
Este evento vai deixar no mármore das estações do Metro da Alameda, nos muros da Alameda Afonso Henriques e nas passadeiras da Almirante Reis (entre outros locais?) durante ANOS a publicidade a um evento que terá lugar num ÚNICO DIA.
O conteúdo da mensagem ou os objectivos do evento não estão em causa (e os Vizinhos do Areeiro têm produzido muitas posições sobre o tema: https://vizinhosdoareeiro.org/category/habitacao) os métodos utilizados para o promover: SIM e merecem o nosso repúdio.
Apelamos que, findo o evento, colaborem na remoção destas pinturas e que parem, imediatamente, de fazer novas tags ou “pichagens”.
Obrigado!

Subscrevem:
Rui Martins
Jorge Oliveira
Rodolfo Franco
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Filipe Guedes Ramos
Rui Pedro Barbosa
Madalena Matambo Natividade
Elvina Maria Reis Rosa
Gustavo Ambrósio
Anabela Nunes
Luis Seguro
Rogério Martins
Jorge Santos Silva
António Aguiar Costa
Nuno Miguel Cabeçadas
Susana Beirão
Elsa Felizardo
Maria Cortez Caetano
Rui M. Sousa
Joana Taborda Amores
Luisa Castro Correia
Patrícia Matos Palma
Carmosinda Veloso
Isabel Tomas Rodrigo
Zélia Brito
Rui Daniel
Ana Mónica
Teresa Raposo
Ana Bravo
Catarina Garrau
Cristina Azambuja
Ana Costa
Leonilde Ferreira Viegas
Gabriel Osório de Barros
Carla Caló
Pedro Pinto
João J Martins
Teresa Sarmento
Emilio Santos Pinto
Tiago Leitão
Duarte Amado
Dulce Amaral
Ana Paula Sampedro
Alexandra Maia Mendonça
Herculano Rebordao
Thaisa Boleta
Ana Martins da Cruz
Maria Concepcion
José Luz
Luis Manuel Mesquita Dias
Pedro Ventura
José Vieira Mesquita
José Pedro S. Carvalho
Gonçalo C. da Silva
Rui Martinho
Helena Esteves
Luis Gomes
Maria Martins da Silva
Zélia Pereira
Adelia Martins Alexandre Martins
Celestina Costa
Jaime Amores
Rita Melo
João Santos
Maria Fernanda Ribeiro Lopes
Marcial Sá
Irene Coelho
Ana Conceição
André Calado Coroado
Zira Marcelino
Carolina Guerreiro
Maria Gregório
Maria Luisa Ferreira
Eduardo Pessoa Santos
Elsa Santos Alípio
Eurico Santos
José Biu
Carolina Lemos E Sousa
Pedro Ferreira Dos Santos
Inês Marques
Daniel Portugal
Pedro Diniz de Sousa
Margarida Rocha de Oliveira
Antonieta Soares Ribeiro
Margarida Paiva
Filipe Ruivo
Rita Dias Costa
João Firmino
Maria Santos Pereira
Antonio Sequeira
Pedro Costa Pinto
Bruno Beja Fonseca
Margarida Soares
Céu Caetano
Paulo Santos Costa
Luís Pereira Dos Reis
Inês Andrade
Dina Faria
Ruy Redin
Rita Amores
Raquel Vieira
João Paulo Marto Pereira
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1904577003188431/

 

Proposta à CML para contentor de Compostagem Comunitária no Areeiro [Resolvido]

Os subscritores propõem à CML que no âmbito do seu novo programa para “Compostagem Comunitária” instalem – durante a fase piloto – um contentor para este tipo de resíduos orgânicos no Jardim Fernando Pessa. (A compostagem consiste na decomposição dos resíduos domésticos por acção de microrganismos que na presença de oxigénio (processo aeróbio) e que originam uma substância designada composto. O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado como adubo, uma vez que melhora substancialmente a estrutura do solo)

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Elvina Maria Reis Rosa
José João Leiria-Ralha
Luis Seguro
Vitor Martins
Teresa Raposo
Patrícia Matos Palma
Isabel Tomas Rodrigo
Ana Costa
João J Martins
Mariana Bettencourt
Raquel Leite
Carla Caló
Zira Marcelino
Manuela Viegas
Luisa Teresa
Maria Saraiva
Antonieta Moëllon
João Almeida
Maria Do Carmo Batalha
Fernando Anjos
Isabel O. Sousa
Helena Amaral
Margarida Seguro
Gonçalo Peres
Antonio Coelho
Mafalda Sequeira
Daniel Portugal
Sofia Serrano
Nuno Fox
Pedro Barata
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1900855253560606/

Actualização de 16 de Março (Resposta da Direção Municipal da Estrutura Verde, do Ambiente e Energia):
No seguimento do contacto estabelecido por e-mail do passado dia 15 de Março, cumpre-nos informar, relativamente ao pedido de instalação de um contentor para Compostagem Comunitária, que a Câmara Municipal de Lisboa tem em curso o desenvolvimento do Projeto “Lisboa a Compostar”, um projeto de incentivo à compostagem doméstica e à redução de resíduos orgânicos, destinado a todos os residentes na cidade de Lisboa desde que tenham uma habitação em Lisboa com logradouro, quintal ou jardim. 
Mais informações em http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/temos-um-compostor-para-si/
Informamos, também, que a Câmara Municipal de Lisboa vai proceder, como experiência-piloto, à instalação de um compostor comunitário na Freguesia dos Olivais, lançando, desta forma, um desafio aos moradores desta Freguesia para que ali depositem resíduos urbanos biodegradáveis e que contribuam para a melhoria ambiental da cidade.

Quanto à colocação de um contentor para compostagem comunitária no Jardim Fernando Pessa, a proposta será alvo de apreciação por parte dos Serviços competentes da CML e, após a avaliação do projeto implementado na Freguesia dos Olivais, existe intenção de a replicar em outros locais na cidade de Lisboa. Assim, também o Jardim Fernando Pessa poderá ser um local para a instalação de um contentor para Compostagem Comunitária.”

Sugestão às embaixadas italiana, romena e britânica

“Os subscritores desta mensagem pedem aos embaixadores de todos os países da União Europeia em Lisboa que têm arruamentos (Praças e Avenidas) nesta freguesia de Lisboa que sigam o exemplo de Madrid, na década de 1970 que, e da cidade do México nas avenidas de mesmos nomes, encetem contactos com a CML e Junta de Freguesia no sentido de instalarem peças de arte urbana nos arruamentos e avenidas com o seu nome”

Subscrevem os moradores na freguesia do Areeiro (Lisboa):
Rui Pedro Martins
Ilda Cruz
João Chambers
Celestina Costa
Ana Mónica
Anabela Gouveia
Maria Teresa Inglês Agostinho
Dulce Amaral
Cristina Milagre
Zélia Pereira
João Santos
Lezíria Couchinho
Helena Amaral
Vitor Martins
Margarida Seguro
Alexandra Marina Mendes
Beatriz Granja
Ana Conceição
Margarida Botelho
Teresa Clara Durão
Jorge Oliveira
André Calado Coroado
Emilio Santos Pinto
Jacinto Manuel Apostolo
Zira Marcelino
Manuela Manon
Dina Correia
Isabel Costa
Maria Cristina Lacerda
Maria Martins da Silva
Maria Dulce Sousa
Ricardo Rosado
Rogério Martins
Ana Costa
Teresa Raposo
Nuno Dinis Cortiços
Maria Luisa Ferreira
Cláudia Casquilho
Jorge Basto
Helena Fonseca
Pedro Pinto
Luis Seguro
Eduardo Pessoa Santos
Suzete Reis
Elvina Maria Reis Rosa
Anabela Nunes
Ana Benavente
Leonilde Ferreira Viegas
Mira de Lacerda
Paulo Curto de Sousa
Patrícia Matos Palma
Mariana Bettencourt
Isabel Real
Alexandra Amaral
Pedro Gomez
Rui Martinho
Sandra Gaspar
João J Martins
Eva Falcão
Genoveva Rebordão de Sousa
Antonieta Soares Ribeiro
Rute Pereira
Francisco Lopes da Fonseca
Teresa Sarmento
Rita Dias Costa
Nuno Miguel Cabeçadas
Pedro Costa Pinto
Bruno Beja Fonseca
Beatriz Maia
Inês Gomes Beirão
Ricardo Ferreira
Mariana Tavares
Luís Pereira Dos Reis
Ruy Redin

A Guerra da Guerra Junqueiro e a Democracia Participativa do Orçamento Participativo de Lisboa [Opinião]

Nos começos de Fevereiro, a Câmara de Lisboa repavimentou a Avenida Guerra Junqueiro. Nos dias que precederam as obras foram afixados avisos que indicavam este objectivo mas, a partir do arranque das obras, tornou-se mais ou menos claro que a intervenção não se limitaria a restaurar o betuminoso desta avenida comercial do Areeiro mas, também, instalaria uma ciclovia ascendente (actualmente o trânsito é apenas descendente) à custa do sacrifício de 20 lugares de estacionamento (usados de dia por clientes das lojas da avenida e por moradores durante a noite). Durante o fim-de-semana foi possível organizar um abaixo-assinado contra, não a ciclovia, mas sobre a aparente intenção de construir a ciclovia, com essa redução, sem que tivessse havido uma adequada e atempada informação à população. Tivesse havido ou não essa intenção por parte da autarquia (nunca foi claro), o certo é que as obras terminaram e, na Avenida Guerra Junqueiro tudo ficou na mesma no que respeita ao estacionamento e a à não existência de ciclovia ascendente. Nunca foi totalmente nítido se a autarquia tinha mesmo a intenção de aproveitar esta obra para instalar aqui e agora a dita ciclovia, mas isso pareceu provável desde o começo já que o betume se apresentava em boas condições e que era conhecido o plano de aqui a construir. Sendo isso incerto, algo, contudo, parece certo: uma ferramenta da democracia participativa, a petição, promovida por um grupo organizado (neste caso, uma associação de moradores) foi aparentemente capaz de influenciar um órgão eleito em democracia representativa.

Quando se tornou evidente que não haveria, para já, uma ciclovia à custa do fim de lugares de estacionamento para moradores (nas obras do Bairro do Arco do Cego já foram reduzidos alguns, tendo acontecido o mesmo nas da Avenida da República e na instalação de algumas das novas estações GIRA (bicicletas partilhadas) o grupo que organizou o protesto contra esta retirada de lugares de estacionamento (os “Vizinhos do Areeiro”) começou a receber reclamações (em diversos tons) de opositores à expressão dos moradores em defesa dos lugares de estacionamento. Surgiram então várias referências à “legitimidade” da autarquia em construir aqui uma ciclovia à custa de lugares de estacionamento sacrificando no processo os interesses dos moradores e comerciantes pela manutenção da quantidade de lugares de estacionamento. Na bateria, densa e pesada, de argumentação deste grupo de críticos surgiu várias vezes o argumento de que a rede de ciclovias teria sido “votada democraticamente por todos os lisboetas” num “orçamento participativo” (OP).

Em primeiro lugar importa sublinhar que na edição do OP de Lisboa de 2017 os quatro projectos apresentados que se referiam a ciclovias não reuniram sequer 200 votos e que nenhum deles logrou sair vencedor desta edição. O projecto OP que se aplicaria à Guerra Junqueiro seria assim anterior, de 2014: O “54 – Mobilidade Ciclável” que tanta celeuma na Avenida Guerra Junqueiro, entre “defensores das bicicletas” e moradores (criando uma dicotomia que nada tem de saudável porque extremou posições e limitou o diálogo) recebeu em 2014 apenas 204 votos num total – nessa edição – de 36032, ou seja, colheu apenas 0.5% de todos os votos dessa edição (e isto apesar do elevado grau de organização e activismo dos seus promotores). Esses votantes escolheram apoiar “Criar condições para a mobilidade ciclável no eixo Av. Almirante Reis/Av. Guerra Junqueiro/Av. Roma. Esta proposta implica: a criação de um espaço canal próprio para bicicletas na Av. Almirante Reis (ou em faixas Bus onde não for possível); a criação de condições para a circulação de bicicletas em ambos os sentidos na Av. Guerra Junqueiro, e a implementação de um percurso ciclável na Av. de Roma”. Isto não implicava (no texto) o sacrifício de lugares de estacionamento sendo possível outras soluções técnicas que incorporassem. Mas ainda que assim não fosse, seria democrático e legítimo fazer com que esses 204 votantes impusessem a sua vontade a todos os lisboetas e, em particular, aos mais de mil moradores desta avenida e das ruas circundantes que residem numa zona comercial onde os lugares são sempre mais disputados e onde muitos prédios não têm garagens próprias?

E será que podemos proclamar que este projecto OP (ou outro) se traduzia numa “legítima vontade dos lisboetas” (como alguns afirmaram) que deveria ser seguida pela autarquia? Infelizmente não podemos fazer essa transição de forma automática e absoluta. E não porque não são todos os lisboetas que votam nos orçamentos participativos e porque muitos dos votantes no OP de Lisboa não são, sequer, moradores na cidade… Com efeito, a edição do OP de Lisboa de 2017 teve, no total, 37.673 votos (entre mais de 500 mil habitantes) sendo que no processo actual (em revisão para 2018) existem formas de influenciar a votação. Em primeiro lugar qualquer cidadão em qualquer local de Portugal ou até no estrangeiro pode votar no OP o que permite que determinados grupos de pressão de escala nacional possam influenciar eleições OP. Por outro lado, como a votação por SMS garante apenas que cada nº de telemóvel possa votar pelo menos uma vez quem tem acesso a mais do que um cartão pode votar mais do que uma vez nos projectos de sua eleição o que colide com um dos mais básicos princípios da democracia contemporânea: “um Homem um Voto”. Esta distorsão é tanto maior quanto mais fracturante for a proposta ou quanto mais activista for o grupo que a apoiar permitindo assim que grupos bem organizados (ou até Juntas de Freguesia ou Associações ou grupos de pressão empresariais) condicionem o processo e determinem, de facto, quem são os vencedores (dada a escala de votos de alguns projectos vencedores umas dezenas de votos a mais podem fazer toda a diferença). Estas possíveis distorções têm diluído alguma da credibilidade do mecanismo participativo lisboeta e podem explicar – parcialmente – porque é que algumas freguesias vencem, todos os anos, o OP de Lisboa estando sempre na lista de projectos vencedores, todos os anos, desde 2013. Por fim, e além destas dificuldades (bem menores que em edições anteriores do OP) é comum que os projectos vencedores não tenham um amplo apoio entre os votantes. Por exemplo o “Polo Cultural de Carnide” que venceu a edição de 2017 reuniu 5922 votos num total de cerca de 35 mil votos. Ou seja, o projecto vencedor teve apenas 16.9% do total de votos… Pouco, por comparação, até para a capacidade de mobilização já demonstrada por essa junta lisboeta.

Uma possível solução para resolver o problema da concentração de projectos pode passar por impedir que o projecto vencedor seja da mesma freguesia ano após ano por forma a que uma única freguesia de Lisboa não receba mais de 2.2 milhões de euros em projectos OP e outras freguesias da cidade… Nem um euro (por exemplo: Areeiro). Para resolver esta aresta bastaria limar o processo fazendo com que a mesma freguesia não pudesse ganhar um OP dois anos seguidos. Outra solução para reforçar a equidade do processo poderia passar por adoptar o voto preferencial onde, agora, se escolhe apenas um projecto estruturante e um projecto local, divindo, por exemplo dez votos por vários dois ou três projectos. Isto diluiria a influência dos grupos organizados e garantiria que cada projecto vencedor teria o apoio de um maior número de votantes. Outra reforma importante ao processo do OP poderia passar por garantir que apenas os lisboetas votam, de facto, no OP: enviando por via postal um número de registo para votação online, SMS ou presencial, acabando assim com os votos de quem não reside no Concelho e com os votos múltiplos para quem tem mais do que um telemóvel.

Importa também perceber que a “Democracia Participativa” não se esgota nos Orçamentos “Participativos” (especialmente com as condicionantes quanto ao sistema de voto que acima enunciámos) e que tem que atender, sempre, os legítimos interesses das populações locais (“democracia de proximidade”) que não podem ser “esmagados” por um qualquer lobby ou votos em massa provenientes de fora da cidade. Qualquer projecto de OP, na fase de avaliação técnica teria também que incorporar uma avaliação política, com diálogo até com os órgãos eleitos nas juntas de freguesia por forma a garantir que esses interesses locais estariam assegurados.

Importa, por fim, esclarecer que não sou “contra” a rede ciclável. Nem sequer me oponho à instalação de uma ciclovia ascendente nesta avenida do Areeiro, acreditando que a primeira é essencial para viabilizar a utilização de bicicletas em Lisboa e que a segunda pode ser importante para esta rede seja realmente funcional e intensamente utilizada. Repudio, contudo, de forma veemente qualquer opção “vigilante” que passe pela pintura, de madrugada, de marcações falsas de “ciclovia” por um grupo “cicloactivista” (como sucedeu na noite de 25 de fevereiro) que criam graves riscos de segurança para algum ciclista incauto que acredite nestas e suba a avenida em contra-mão ou do extremar de posições por parte de alguns destes activistas que nada mais fazem do que criar afastamento e repúdio na generalidade dos cidadãos. Esta dicotomia que estas atitudes extremistas criam não pode fazer mais do que dificultar o desenvolvimento da rede ciclável em Lisboa.

Rui Martins

(dirigente associativo e vereador suplente da CML)

Marcações ilegais (vandalismo) no piso da Avenida Guerra Junqueiro

Enviada à CML e às autoridades policiais de Lisboa:
“Alguém, entre 25 e 26 de fevereiro, durante a noite, realizou duas pinturas no betuminoso da Av. Guerra Junqueiro que indiciam existir aqui uma ciclovia em contra-mão.
Esta ciclovia, não existe neste local e a marcação pode induzir utilizadores de bicicletas a acreditar que se trata de uma marcação verdadeira, submetendo-se assim a um grave risco contra a sua saúde e integridade física já que os pode levar a subir em contra-mão esta avenida.
Apelamos assim, a uma intervenção urgente por parte da CML que reponha a situação (removendo estas marcações) e a uma adequada fiscalização por parte das autoridades no sentido de tentar identificar os autores deste acto de vandalismo gratuito.”

Actualização:
Algumas horas depois desta comunicação a PSP e a Polícia Municipal já tinham registado e verificado no local a ocorrência e pelas 12:00 já se encontrava no local uma equipa da Câmara Municipal de Lisboa removendo estas “marcações”.

Levantamento de tags (“Lixo Gráfico”) na Freguesia do Areeiro [respondido]


Durante 2 semanas percorremos a grande maioria da freguesia do Areeiro (e todos os seus bairros) registando e reportando à CML todos os prédios com “tags”. No total, foram identificados 292 edifícios nessas condições o que se traduz num total de aproximadamente 1200 “tags” produzidos por, aparentemente, cerca de 500 indivíduos (!).
Ao contrário do que esperava a maioria dos tags não produto de um grupo pequeno de indivíduos (organizados em “clãs”) mas por um grande número. Ou seja: a maioria dos tags são feitos por muitos “pequenos” produtores e os grandes produtores deste lixo gráfico, neste volume, têm uma presença relativamente modesta. E alguns dos mais activos, há alguns meses, parecem ter-se evaporado nas últimas semanas.
Registamos também, nestas últimas semanas um aparente agravamento do fenómeno (decorrente, talvez, dos problemas (públicos) com os contratos de limpeza por parte da CML).
Não publico nem as fotos, nem os tags, nem sequer as zonas e ruas, por forma a não servir de estímulo a novos taggings nem para promover o lixo gráfico produzido por estes indíviduos, mas os locais, tags e respectiva densidade estão a partir de agora ao dispor da CML e aguardo que a limpeza seja feita: de forma rápida e eficaz. Irei dando conta do fecho destas ocorrências (em blocos).
Sou de opinião que o fenómeno exige uma resposta mais dura e que esta resposta tem que passar por uma alteração da moldura penal criminalizando (de novo: já o foi) esta actividade e que a contenção no acesso às latas de tinta corresponde a um outro vector de resposta ao problema.
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=ANTIGRAFITOS (já assinou?) Sou igualmente de opinião que o problema não vai desaparecer amanhã, mas que a rapidez na limpeza deste lixo gráfico (“tag”) é essencial (merecendo o grau de “urgência” que o TC negou recentemente) e que os recursos para esta limpeza devem ser internos à CML, sem dependência da limpeza de empresas terceiras nem, tão pouco, na sua fiscalização.
Igualmente, na minha opinião, os recursos de limpeza não devem ser dispersos pelas freguesias (a Junta do Areeiro tem, por exemplo, equipamento de limpeza de tags) e que os proprietários devem assumir um papel crucial na prevenção (usando tintas que facilitam a remoção), limpando eles próprios este lixo gráfico ou reportando o mesmo à CML, PSP e Polícia Municipal com a máxima rapidez.
Em finais de Março actualizaremos este levantamento.
Actualização

“muitos arruamentos da freguesia estão cobertos de tags durante meses e, às vezes, anos. Para quando uma limpeza no massacrado Bairro dos Actores. Qual é a estratégia da CML para combater esta prática? Sabemos que este tipo de actividade funciona como desafio e provocação pelo que as soluções terão que passar por projectos sociais nos locais de origem. De qualquer forma, dizem as boas práticas, que os tags devem ter limpeza nas 24 horas seguintes como forma de disuasão” 31:31
Vizinho do Areeiro Jorge Oliveira

“Tem razão no procedimento que identificou (a limpeza em 24h) que devia ser a norma e que nós queremos adoptar. Lançámos um concurso público que dividiu a cidade em oito lotes e que aumentou substancialmente que a cidade vai fazer na limpeza de grafitis. O concurso está em tribunal porque alguns lotes foram contestados por alguns dos concorrentes. Nós adjudicámos dois lotes e temos os outros 6 que estão a aguardar decisão em tribunal. Avancámos para um ajuste directo, recentemente, tivémos uma noticia de que o Tribunal de Contas recusou o visto para os ajustes directos por entender que não é uma matéria de urgência e desd então ficámos limitados por esta decisão do tribunal sobre estes lotes. No entanto achamos que é possível resolver algumas situações com pinturas de edificios com os mais fáceis de limpar. O objectivo quando estiver resolvido é estar montado na cidade um sistema muito robusto de limpeza de tags e de já está a vigorar na cidade um contrato de fiscalização desse mesmo sistema. Nós já avaliámos a possibilidade dessa fiscalização estar em contacto com as freguesias e é uma possibilidade colocar em contacto também com as associações de moradores”

Vice-Presidente Duarte Cordeiro

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

Pedido de instalação de nova calçada artística na Freguesia do Areeiro

Recentemente, a Assembleia da República aprovou a “valorização da calçada portuguesa”:
https://www.noticiasaominuto.com/…/parlamento-aprova-valori…
Mas no Areeiro não temos praticamente calçada artística…
Os subscritores deste pedido à Câmara Municipal de Lisboa sugerem à autarquia que promova a instalação de calçada deste tipo na freguesia, à semelhança do que aconteceu recentemente, por exemplo, nas Avenidas Novas.

Subscrevem
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Luis Castro
Anabela Nunes
Rogério Martins
Jorge Santos Silva
Luis Seguro
José João Leiria-Ralha
Mira de Lacerda
Isabel Tomas Rodrigo
Carmosinda Veloso
Luisa Castro Correia
Cristina Azambuja
Maria Teresa Inglês Agostinho
Leonilde Ferreira Viegas
Emilio Santos Pinto
Francisco Lopes da Fonseca
André Rabaça Bernardo
Porfírio Sampaio
Gonçalo C. da Silva
Ana Sofia Matias
Ana Coelho
Ana Paula Sampedro
Maria Helena Simões
Filipe Oliveira
Ana Paula Bárcia
João Miguel Gaspar
Lourdes Paz
José Rodrigues
Zélia Pereira
Lezíria Couchinho
Margarida Seguro
Dina Correia
Maria Martins da Silva
Nuno Domingos
Maria Fernandes
Isabel Barreto
Susana Martins
Sofia Carvalho Coelho
Eduardo Pessoa Santos
Isabel Casquilho
Vitor Lopes
Isabel Lacerda Machado
Rita Dias Costa
Ana Paula Da Silva
Pedro Costa Pinto