Remoção de cartazes PCP, BE, CDS e PDR depois das eleições

Agora que terminaram as campanhas eleitorais das Europeias e Legislativas os abaixo subscritos moradores da freguesia do Areeiro apelam aos partidos que instalaram cartazes e outdoors, na Praça Francisco Sá Carneiro e na Alameda Afonso Henriques que procedam – eles próprios – à sua retirada destes locais que, ademais, são monumentos nacionais e porque agora, além de inúteis, interferem com o “sistema de vistas” desses locais o que viola a Lei 97/88 que prescreve que a propaganda eleitoral não deve “prejudicar a beleza ou enquadramento de monumentos nacionais”.
Saudamos os partidos Aliança, Iniciativa Liberal e Livre por terem removido os seus cartazes na Alameda Afonso Henriques e Praça Francisco Sá Carneiro decorridas menos de 48H sobre as Eleições Legislativas: Bem Hajam por isso. Aguardamos agora que o seu exemplo seja seguido por CDS, PDR, BE e PCP.

Subscrevem:
Rodolfo Franco
Cláudia Casquilho
Ilda Cruz
Teresa Sarmento
Elvina Maria Reis Rosa
Teresa Raposo
Cristina Azambuja
Pedro Pinto
Stela Correia
Anabela Nunes
Pedro Gaurim Fernandes
Ana Benavente
Gabriela Lago
Zélia Pereira
Nuno Miguel Cabeçadas
Ana Costa
Irene Coelho
Zélia Brito
Maria Teresa Inglês Agostinho
Teresa Aroso
Carlos Matias
Duarte Amado
Joao Santos Silva
Maria João Morgado
Jacinto Manuel Apostolo
Leonor Duarte
Fátima Apolinario Monteiro
Pedro Gomez
Anabela Gouveia
Alexandra Maia Mendonça
Fatima Lammar
Bruno Beja Fonseca
José Vieira Mesquita
Isabel Gameiro
Luiza Cadaval de Sousa
Fernando Barroso de Moura
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Dulce Amaral
Belicha Geraldes
Carla Caló
Mariana Bettencourt
Francisco Lopes da Fonseca
Rui Martins
Jean Ricardo
Jaime Amores
Carlos Alberto Vieira
Rute Rodrigues
Miguel Ângelo Santarém
Eduardo Santos Ferreira
Marco Jesus
Maria Luísa Lanita
Beca Guedes Da Silva
Clara Ribeiro
Margarida Sousa E Silva
Eulalia Justino
Maria Adelaide Nogueira
Margarida Ferreira da Silva
Margarida Reis
Paula Oliveira
Maria Cortez Caetano
Maria Claro Ribeiro
Daniel Fernandes
1 amigo em comum
Walter Perdigão
Lidia Monteiro
Ana Teresa Santos
João Maria Vilar
Paula Alvim
Ana Cerqueira
João Pedro Araújo
Maria Manuela Nobre
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Cristina Lacerda
Maria Teresa Castro
Ricardo Castro
Lourdes Walk
Jorge Fernandes
Manuela Melo
Paulo Silva
Margarida Agostinho
Susana Castanheira
Daniel Varela
Gonçalo Azevedo
Pedro André
Joana Ribeiro
Diogo Baptista
José Maia de Loureiro
Cláudia Maria
Amália Parente
Julieta Martins
Cristina Casaleiro
Isabel Martins
Rui Dias
Maria Lemos
Isabel Tomás
Amélia Marcos
Ana Vicente
Joaquim Fonseca
Ana Paula Bárcia
João A. R. Sovelas
Tiago Miranda
José Cabrita
Patricia Saldanha da Gama
Maria Yañez
Ana Cristina Martins
Paula Chilão
Leonor Santa Bárbara
Marta Moreira
Manuela Paixão
Sofia Rita Fernandes
Cristina Manuela Silva
Fernando De Sousa Ferreira
Maria Da Conceiçao Batista
Antonieta Soares Ribeiro
Miguel Cambão
Gonçalo Pousão
Rui Pedro da Ponte
Antonio Sequeira
Catarina Teixeira
Carolina Costa
Marta Filipe
Emanuel Genovevo Costa
Vítor Frade
Helder Miranda
Ruy Redin
Nuno Saraiva Rego
Pedro Santos
João Paulo Marto Pereira
Ines Pintado Maury

As Passadeiras mais Perigosas do Areeiro

A zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Praça Francisco Sá Carneiro
27 feridos ligeiros

A segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Alameda 18 feridos ligeiros
1 ferido grave

A terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente à Altice da Afonso Costa
17 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quinta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Palácio Galveias e a Rua do Arco do Cego
14 feridos ligeiros

A sexta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av João XXI (antes da Wilson)
9 feridos ligeiros e 2 mortos

A sétima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av Roma junto a CP Roma-Areeiro 6 feridos ligeiros e 1 morto
A oitava zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Oh Pereira
12 feridos ligeiros

A nona zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro: Zona do McDonalds
11 feridos ligeiros

A décima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao C Com Olaias
12 feridos ligeiros

A décima primeira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Hotel da Arantes
10 feridos ligeiros

A décima segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Pavilhão do Casal Vistoso
1 ferido grave
9 feridos ligeiros

A décima terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Afonso Costa
9 feridos ligeiros

“Cartazes pré-modernos num mundo pós-moderno” [Jornal Público]

OPINIÃO

Há alternativas à colonização do espaço público pelos cartazes partidários. Num mundo novo, de redes sociais, devemos exigir mais e melhor aos partidos na forma como tentam fazer passar a sua mensagem.24 de Setembro de 2019, 2:45Partilhar notícia

Em dezembro de 2016 os Vizinhos do Areeiro apelaram ao PCP e ao BE para deslocassem os outdoors que mantêm na Alameda Afonso Henriques e que tapam as vistas do monumento nacional (nº 4806). Algum tempo depois o PCP seria o primeiro a responder alegando que “PCP no âmbito da sua actividade política não pode admitir quaisquer restrições abusivas à mesma, pelo que aproveita para os enquadrar no conceito de propaganda política e no seu quadro legal” e citando a Constituição (Art. 37): “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento” e comparando qualquer restrição a – infere-se – à livre afixação de cartazes e outdoors como uma “forma de censura”. Segundo a opinião expressa na resposta do PCP a colocação do cartaz não “afecta a beleza e enquadramento” da Fonte Monumental da Alameda. Ao exprimir esta opinião o partido assume que a instalação do dito outdoor não interfere com o sistema de vistas e que não colide com o 4º art. da Lei 97/88 que, no ponto 1 prescreve: “b) Não prejudicar a beleza ou o enquadramento de monumentos nacionais, de edifícios de interesse público ou outros susceptíveis de ser classificados pelas entidades públicas” mas quem passar pela Alameda, vindo da Avenida Almirante Reis verá que é precisamente este enquadramento que é prejudicado pela colocação do dito outdoor (ao lado de outros do PDR e BE) entre quem se coloca a meio da Alameda e tenta observar a Fonte (de 1948) ou, do lado oposto, o IST (de 1936), oculto por detrás do cartaz de IL. A resposta do BE, que surgiu dias depois, é de sentido e conteúdo idênticos acrescentando contudo que “entendendo que esta forma de divulgação pode gerar ocasionais descontentamentos – e pretendemos salientar que tomamos nota, agora, do pedido que nos fazem chegar – porém, é a forma mais eficaz que temos de passar mensagem política, aplicável a todos os partidos, dentro ou fora de campanha. Quando no futuro surgir uma reestruturação das nossas localizações em Lisboa, teremos certamente em conta o pedido infra”. Esta resposta de Fevereiro de 2018 não teve eco e aos cartazes do PCP e do BE vieram, entretanto, somar-se os do PDR e da IL que ali ficam até pelo menos às legislativas de 2019.

Não há dúvida de que a Fonte Monumental é um monumento nacional. Também não se duvida que os jardins da Alameda têm o mesmo grau de protecção (Monumento Nacional n.º 27035) e que estes cartazes interferem directamente com o sistema de vistas da Fonte, do Jardim, e do IST. E que a Lei 97/88 tem que ser aplicada por inteiro incluindo o ponto em que defende o sistema de vistas destes monumentos.

Não muito longe da Alameda encontramos outro caso semelhante, mas talvez ainda mais intenso: a Praça Francisco Sá Carneiro (outrora “Praça do Areeiro”) que é o centro do “Bairro do Areeiro” (monumento nacional n.º 7788): nesta praça (que serve de logotipo à própria freguesia do Areeiro e que já tem no centro um monumento a Sá Carneiro com um logotipo gigante do PSD com 20 metros de altura acotovelam-se agora cartazes de vários tamanhos e feitios de Livre, Aliança, PDR, CDS e BE. Tecnicamente, talvez ainda mais um ou dois: talvez – dada a popularidade deste local entre partidos – até ao absurdo de 21 cartazes para cada um dos partidos que concorre às eleições deste ano.

Exemplos não faltam no resto da cidade, que é de todos: Entrecampos, Campo Pequeno e o exemplo mais revoltante: Marquês de Pombal – porque os vários representantes partidários na CML comprometeram-se, aqui há uns anos, a não colocarem cartazes nesse local.

Os cartazes e outdoors (cartazes de grande dimensão) são considerados pelos especialistas de marketing político como uma forma eficaz de chegar aos eleitores: isto é, numa relação custo/benefício são a forma mais económica de chegar a um maior número de pessoas mas não faltam exemplos de campanhas eleitorais onde se realizaram investimentos massivos em outdoors para recolher votações muito abaixo das de outros candidatos sem cartazes e outdoors ou quase sem os ditos (ver, p.ex. as presidenciais que opuseram Fernando Nobre e Manuel Alegre). Por isso é que os partidos continuam a apostar num meio de propaganda que recua à época romana (foram encontrados exemplos de grafitis políticos em Pompeia) em pleno século XXI e apesar de – quando sairmos da “bolha de conformidade” partidária dos aparelhos e das redes de militantes os cartazes e outdoors serem, quase unanimemente, detestados pela esmagadora maioria dos cidadãos e independentemente dos partidos ou das mensagens políticas que tentam transmitir. Em 1999, o então líder do CDS/PP, Paulo Portas, sobre estes meios de campanha declararia que “os outdoors e pendões são dois meios inúteis, porque o custo é infinitamente superior ao efeito” (Público 25/11/99) e sugerindo, mesmo, que se criasse um pacto entre partidos por forma a que não fosse usada publicidade comercial nas campanhas e admitindo que “a mania dos pendões que sujam as vilas, aldeias e cidades de Portugal são gastos desnecessários”. O apelo não teve eco entre os demais partidos e o próprio partido de Portas continuou a apostar neste tipo de meios (como se vê, por exemplo, na Praça Francisco Sá Carneiro) e estima-se que cerca de metade de todas as despesas de campanha sejam consumidas, precisamente, neste tipo de meios.

Numa notícia do PÚBLICO de 25 Novembro de 1999, é dito que o CDS/PP, na campanha para as legislativas de 1999, gastou cem mil contos. “Desses cem mil contos que o CDS-PP diz ter gasto, mais de metade, exactamente 51%, foram despendidos em publicidade estática, ou seja, na colocação de outdoors durante um mês e meio, a que se deve juntar mais de cinco mil contos da produção dos cartazes”. Nas Legislativas de 2009 os partidos gastaram 2,3 milhões de euros em cartazes. Nas legislativas de 2019, o valor total será de 8,1 milhões de euros com os grandes partidos a apostarem em logística e acções de rua e os pequenos em outdoors e cartazes. Falamos assim portante de um valor total em declínio, num reconhecimento implícito da perda de eficácia deste meio num contexto em que já mais de 5 milhões de portugueses são utilizadores regulares das redes sociais e a elas recorrem como principal fonte noticiosa: embora o consumo de jornais e televisão esteja em queda: as redes sociais (Youtube e Instagram) continuam em crescimento, sobretudo entre os mais jovens (e o Facebook entre os mais idosos). Edson Athayde (JN 10.5.2011), um publicitário de profissão concordaria “Os cartazes são um meio de síntese, não explicam nada – apenas sublinham. Resultaram bem num mundo a preto e branco, quando um candidato era claramente diferente do outro”. Sem dúvida que os milhões que são assim dados a ganhar às dezenas de empresas especializadas em “marketing político”, gráficas, empresas de serviços de instalação e colagem de cartazes, e que quase sempre são propriedade ou geridas por militantes partidários serão defendidos por estas como “inevitáveis” ou como um ataque ilegítimo à livre capacidade de os partidos propagarem a sua mensagem.  

Num regime de austeridade “permanente” existe algo de imoral em continuar a ver os partidos políticos a investirem milhões de euros num tipo de propaganda política que já provou que não consegue inverter ou alterar resultados eleitorais. Talvez se possa começar por não financiar nenhuma forma de publicidade comercial dos partidos (o CDS/PP chegou a levar essa proposta à Assembleia da República) e clarificar o art. 4 da Lei 97/88 no que respeita à protecção do sistema de vistas dos monumentos nacionais e alargar essa protecção aos “Imóveis de Interesse Municipal”. Quanto ao uso do Facebook: está vedado em períodos de campanha eleitoral, mas aqui pode ser uma via para começar a mudar este meio forçando, por exemplo, todas as redes sociais que querem facturar em Portugal a serem obrigadas a conceder um determinado potencial de visualizações e anúncios não pagos a todos os partidos que se apresentam a eleições, replicando no mundo virtual aquilo que as câmaras municipais já fazem com zonas especiais. Importa também reflectir se estas “telecampanhas” feitas à distância, com doses mínimas de contacto dos candidatos com os eleitores (em fugazes arruadas e sempre rodeados por seguranças e pelo aparelho partidário) e em comícios e jantares para militantes e concebidos para conquistarem alguns segundos de atenção nos telejornais são, ainda, a forma mais eficaz de chegar aos eleitores ou se, pelo contrário, os partidos devem começar a fazer campanhas ao estilo anglo-saxónico do porta-a-porta, com pequenas equipas de 2 ou 3 elementos e um candidato e organizarem debates e sessões de esclarecimento para os indecisos ou não convencidos em casas de apoiantes ou em colectividades e associações com pegada local.

Há alternativas à colonização do espaço público pelos cartazes partidários. Não temos que continuar a fazer campanhas políticas como se fazia até há 15-20 anos. Num mundo novo, de redes sociais, de “tempo real”, de contacto directos entre eleitos e eleitores, devemos exigir – todos – mais e melhor aos partidos na forma como tentam fazer passar a sua mensagem até aos eleitores.

O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico

Rui Martins
Membro do Fórum Cidadania Lx e fundador dos Vizinhos do Areeiro

https://www.publico.pt/2019/09/24/local/opiniao/cartazes-premodernos-mundo-posmoderno-1887626?fbclid=IwAR3O2DXwMMu3KCkblUO3cWE8VHxtjII-eF-jhAKzB0pmRoBtdtn1lCEORCQ

Beatas frente à PT Altice da Av Afonso Costa

Quando vão parar de aparecer beatas, copos de café, manchas negras (pastilhas e açúcar) no piso frente às instalações da Altice na Avenida Afonso Costa?
(enviada a 15.07.2019)

(este cinzeiro foi dado – como exemplo – pelos Vizinhos do Areeiro)

Enviada a 13 de Outubro de 2019:
“Carta Aberta à Altice,

Os Vizinhos do Areeiro preocupados com excessiva presença de “beatas”, cigarros, copos de café e pastilhas no passeio público frente às vossas instalações, na Av. Afonso Costa, nº 4, propõem as seguintes medidas para a proteção do ambiente e o desejável asseio do passeio contíguo. 

À consideração da gestão do edifício, medidas aferidas em consulta pública:

– consignação de um espaço dedicado ao fumo no interior daquele edifício;

– distribuição de cinzeiros portáteis aos colaboradores que se desloquem ao exterior para fumar (medida imediata); ou,

– em alternativa, a instalação de cinzeiros e papeleiras fixas  junto da entrada do edifício com recolha assegurada por V. (similares aos instalados pela Junta de Freguesia de Alvalade ou aqueles que, por exemplo, a CGD, colocou no exterior das suas instalações onde disponibilizou cinzeiros para os seus funcionários na zona das arcadas)

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada, aguardamos a vossa posição sobre o problema.”

Actualização:
A 27 de Novembro de 2019 a Altice colocou dois cinzeiros verticais neste local

Pedido à CML de remoção de quiosque abandonado junto ao nº 9 da Av de Roma

Junto ao nº 9 da Av de Roma existe um quiosque que está encerrado há vários anos (desde 2009: ou seja desde há mais de 10 anos): este quiosque, abandonado, está associado à situações de insegurança, havendo relatos de assaltos a idosos que saem dos CTT com as suas reformas e indicações de assaltos frequentes à máquina de venda de selos.
Os subscritores (comerciantes e moradores) pedem assim à CML que reavalie a necessidade da existência deste quiosque fechado, neste local, e que considere a sua remoção (recordamos que, bem perto, existe outro, frente ao 10, outro junto ao 10, um novo que a Junta de Freguesia vai abrir em breve no muro do IST, e outro, ainda frente ao Supera e outro frente ao 16 além de duas livrarias, tudo num raio de 100 metros!

Subscrevem:
Jorge Oliveira
Rodolfo Franco
Cláudia Casquilho
Gabriel Osório de Barros
Nuno Dinis Cortiços
Elvina Maria Reis Rosa
Nuno Miguel Cabeçadas
Pedro Tito de Morais
Ana Benavente
Anabela Nunes
Elisabete Carvalho
Ana Costa
Ana Coelho
Antonio Viegas
Luisa Castro Correia
Sofia Carvalho Coelho
Gabriela Lago
Mariana Tavares
Zélia Pereira
Maria De Lurdes Canto
Pedro Gaurim Fernandes
Jacinto Manuel Apostolo
Luisa Teresa
Márcia Salgueiro
Bruno Beja Fonseca
Filipa Ramalho Rickens
Irene Coelho
Fernando Anjos
Carla Caló
José Vieira Mesquita
Manuel Jesus
Dulce Amaral
Maria Estima
Denise Mendes
Ana Sampedro
Rita Costa
João Silva
Fernando Barroso de Moura
Zé Pedro Leitão
José Pedro S. Carvalho
Filipe Guedes Ramos
Luís Franco
Maria Mar
Lilia Morais
Patrícia Garcia
Sílvio Bairradas Rodrigues
Maria Jerónimo Costa Zita
Fatima De Andrada Pinto
Maria Teresa Martins
Eduardo Júlio
Stela Correia
Marta Nogueira
Jaime Amores
Rute Rodrigues
Jaime Correia Rêgo
Paula Mendes
Luis Monteiro
Anabela Gouveia
Cristina Azambuja
Cristina Milagre
Conceicao Fonseca
Maria João Trindade
Cristina Dimas
Maria Luísa Lanita
Lezíria Couchinho
Isabel Noya Oliva
Rui Oliveira
Elisabete Henriques
Ana Sofia Matias
Margarida Seguro
Maria Adelaide Nogueira
Rita Santos Vieira
Maria Jesus Pereira Gambino
Francisco Dias
Zita Rosado Costa
Lurdes Farrusco
Antonio Martins
Francisco Morgado
Maria José Moura
Beta Marinheiro
Joana Isabel
Rita Moura
Nuno Vieira
Marta Ferreira
Teresa Lourenco
António Carlos Teixeira Duarte
Luis Cunha
Maria Manuela Nobre
Eugenia Maria Sobreiro
Isabel Costa
Catarina Coelho
Bruno Tendeiro
Ricardo Castro
Mafalda Oeber
José Rocha
Paula Cardoso
Paulo Silva
Isabel Mendes
Paula Ferreira
Luís Rodrigues
Pedro André
Carlos Santos
Tiago Neves
Teresa Raposo
Pedro Morgado
José Maia de Loureiro
Joana Cardoso
Ana Cardão
Cristina Casaleiro
Sara Gonçalves Caria
Hugo Bastardo
Maria Luisa Ferreira
Cristina Inacio
Paula Monteiro
Susana Martins
Maria J. Ferrão
Joana Santos Patrocinio
Salsinha Ricardo
Sandra Jacob
Maria Concepcion
Lucilia Guimaraes
Ceu Ventura
Teresa Castro Correia
Teresa Braamcamp Mancellos
Ana Cardoso Santos
Maria Feliz Amorim Silvestre
Maria Duarte Silva
Cristina Tomás
Vera Roquette
Alexandra Costa
Dinis Campos Ferreira
Leonilde Ferreira Viegas
Maria Regina Caldeira
Cláudia Piconarte
Carmen Domingues
Tiago Miranda
José Biu
Patricia Saldanha da Gama
Belicha ViVi Geraldes
Antonieta Moëllon
Maria Delfina Vasconcelos
Joao Pina Cardoso
Patrícia Matos Palma
Joana Viana Lopes
Marta Moreira
Fernando Mora de Oliveira
Manuela Paixão
Filomena Figueiredo
Manuel Barata Simões
Tiago Neves
Ana Sofia Lobato
Gonçalo Vitorino
Daniel Portugal
Rita Lemos
Inês Martinho
Zoka Saragoça
Maria Vitória Lopes
Teresa Maria Braga Abecasis
Jorge Esteves da Silva
Sofia Pereira
Isabel Teixeira
Ana Sofia Mendes
Luís Barros
Gonçalo Pousão
Francisco Lopes da Fonseca
Teresa Sarmento
Pedro Paulouro
Rita Dias Costa
Mafalda Costa Macedo
João Firmino
Vanessa Correia Marques
Nathalie Chatelain Antunes-Ferreira
Antonio Sequeira
Francisca Villas
Sofia Silva
Rita Pato
Selita Maria
Cissa Luisa Nazareth
Liliana Navarra
Marta Filipe
Catarina Casquilho Dias
Andrea Guimarães
Emanuel Genovevo Costa
Angela Veiga
Rosário Belmar da Costa
Helder Miranda
Paula Cristina Santos
Ivo Castro
Pedro Santos
Ines Pintado Maury
(assim como 7 lojas em redor devidamente identificadas e certificadas)

Intervenção da CML na Alameda, aumento de vigilância e de meios para a PSP Lisboa

1. Tendo em conta o agravamento das situações de ruído e perturbação da ordem pública que começam a ser frequentes na zona superior da Alameda Afonso Henriques, os subscritores apelam à CML que instale junto a esta ventilação do Metropolitano de Lisboa o mesmo tipo de sistema que colocou nos muros do Jardim do Arco do Cego e que dissuade a presença e consumo de álcool e substâncias neste local, com grave perturbação para os moradores que vivem nos prédios fronteiros.

2. Apelamos ainda a um reforço da vigilância policial nos períodos nocturnos, designadamente neste local e, de forma relacionada, a um aumento dos efectivos da PSP em Lisboa (pedimos que a CML pressione o MAI nesse sentido) por forma a libertar os recursos necessários para esse tipo de reforço.

Recordamos ainda que a intensificação recente deste fenómeno parece estar associada ao aumento de eventos neste local da Alameda conforme nossa petição entregue à AML:

Os subscritores defendem este reforço para que não se instale a ideia de que os jardins em áreas residenciais se vão progressivamente tornando em focos de problemas de ruído, convivência malsã, produção descontrolada de resíduos e locais de consumos regulares de substâncias e álcool.

à CML e à Assembleia da República:

3. Segundo tem vindo a público, os meios humanos da PSP têm sido severamente desfalcados ao longo dos últimos anos, quer pela passagem para a Polícia Municipal, quer por saídas por motivo de aposentação. Um estudo realizado em 2015 indicava a necessidade de renovar 800 profissionais até 2020, mas apenas 400 agentes deverão entrar ao serviço. Com o fim do sistema de reforma por quotas a partir de 2020, os agentes com mais de 55 anos terão que entrar automaticamente em pré-reforma e os com mais de 60 entrarão em regime obrigatório de reforma, deixando a PSP, em Lisboa, ainda mais desfalcada do que hoje se encontra (algumas esquadras têm menos de metade do pessoal de há dez anos).

Os subscritores apelam assim aos deputados da Assembleia da República que tomem as medidas necessárias para compelir o Governo a agir, por forma a suprir esta incompreensível falta de meios humanos no comando distrital de Lisboa da PSP.

Subscrevem:
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Nuno Dinis Cortiços
Ilda Cruz
Stela Correia
Teresa Raposo
Nuno Miguel Cabeçadas
Pedro Pinto
Anabela Nunes
Gabriela Lago
Pedro Gaurim Fernandes
Luisa Castro Correia
Ana Cardoso Santos
Cristina Azambuja
Gabriel Osório de Barros
Carlos Matias
Manuel Jesus
Bruno Beja Fonseca
Carla Caló
Fernando Anjos
José Vieira Mesquita
Mariana Bettencourt
Anabela Gouveia
Clara Ribeiro
Fernanda Maria Gouveia
Maria João Gracio
Rui Martins
Maria Mar
Filipa Macedo
Eduardo Júlio
Albertina Cruz
Maria Teixeira
Lezíria Couchinho
Isabel Noya Oliva
Rui Fragoso
Isabel Correia
Miguel André
Maria Adelaide Nogueira
Maria Jesus Pereira Gambino
Maria Claro Ribeiro
Maria Gaspar
Francisco Morgado
Ana Martins Rodrigues
Carmen Padrão
Conceicao Vasconcelos
Paulo Fonseca
Victor M Almeida
Susana Duarte Queiroz
Teresa Lourenco
Eugenia Maria Sobreiro
Margarida Coimbra
Maria Godinho
Pedro André
Rosário Martins
Pedro Morgado
José Maia de Loureiro
Joana Santos Patrocinio
Ana Canha
Lucilia Guimaraes
Teresa Castro Correia
Ana Paiva
Rita Luis
Maria Ofélia Rodrigues
José Pedro S. Carvalho
Marta Cabral Morgado
Leonilde Ferreira Viegas
Tiago Miranda
Belicha ViVi Geraldes
Patrícia Matos Palma
Jorge Almeida
Patricia Roby Gonçalves
Manuela Bastos
Fernando De Sousa Ferreira
Margarida Caldeira da Silva
Gonçalo Pousão
Francisco Lopes da Fonseca
Teresa Sarmento
Filipe Ruivo
Vanessa Correia Marques
Antonio Sequeira
Vanessa Santos
Selita Maria
Andrea Guimarães
Catarina Feijó Rodrigues
Nuno Saraiva Rego
Diogo Magalhães Santos
Lourenço Sousa Botelho
Raquel Vieira
João Paulo Marto Pereira

Proposta à CML para que avalie a criação de um sistema idêntico ao “Citypoints” de Cascais que permite que os cidadãos acumulem “pontos ao realizar acções predefinidas e trocar os pontos por vales de produtos ou serviços oferecidos pelos parceiros locais

Os Vizinhos do Areeiro propõem à CML que avalie a criação de um sistema idêntico ao “Citypoints” de Cascais que permite que os cidadãos acumulem “pontos ao realizar acções predefinidas e trocar os pontos por vales de produtos ou serviços oferecidos pelos parceiros locais que adiram à CITYPOINTS.

Como se ganham pontos? A listagem de ações a valorizar e de vales disponíveis são apresentadas na APP e são regularmente atualizadas. Neste momento pode ganhar pontos, por exemplo:

– Ao fazer dádivas de sangue

– Ao adotar um animal

– Pela utilização de transportes públicos

– Em ações de voluntariado

– Através da troca de livros escolares

– …

O que valem as ações de cidadania? Recompensam-se ações nas áreas do meio ambiente, cidadania, responsabilidade social e mobilidade sustentável. Por exemplo, podem trocar-se os pontos por:

– Produtos Biológicos à venda na Quinta do Pisão

– Aquisição do Passe de transporte Mobi

– Bilhetes para concertos e espetáculos

– Entradas em equipamentos culturais

– Atividades de natureza em diversos locais

– …

À medida que novos parceiros integrem à CITYPOINTS CASCAIS, outros produtos e serviços ficarão disponíveis.

Cascais é o 1º concelho a utilizar a aplicação, mas pretende-se que outros municípios venham a aderir ao sistema, o que permitirá potenciar sinergias e alargar a rede de oportunidades para os cidadãos.

Desenvolvida pela CMC em parceria com a empresa InnoWave Technologies, a APP está já disponível em versão Android e IOS”

Ao que somamos a obtenção de pontos através das métodos que já funcionavam na App da CML “Sharing Lisboa” que atribuia pontos a vários pontos desde questionários sobre poupança de água e energia, consumos energéticos e quantidade de metros consumidos andando a pé na cidade de Lisboa.

A aplicação CityPoints, desenvolvida pela Câmara Municipal de Cascais, foi a vencedora do World Summitt Awards (WSA), o órgão da ONU para as questões da sociedade de informação


Subscrevem:

Rodolfo Franco
Nuno Dinis Cortiços
Ilda Cruz
Elvina Maria Reis Rosa
Stela Correia
Teresa Raposo
Anabela Nunes
Teresa Aroso
Ana Costa
Gabriela Lago
Gabriel Osório de Barros
Anabela Gouveia
Rui Martins
Isabel Kullberg
Cristina Milagre
Isabel O. Sousa
Isabel Correia
Maria Jesus Pereira Gambino
Maria Manuela Nobre
Sonia Ferrer
Maria Mira
Pedro André
Rafael Pereira
Rui Dias
Maria Ofélia Rodrigues
Maria Duarte Silva
Miguel Peixoto
João Manuel Cameira
Ana Cristina Martins
Patrícia Matos Palma
Fernando Barroso de Moura
Vanessa Correia Marques

Participação dos Vizinhos do Areeiro à Consulta Pública ao “PLANO MUNICIPAL PARA A PESSOA EM SITUAÇÃO DE SEM ABRIGO 2019|2021”

Participação dos Vizinhos do Areeiro à Consulta Pública ao
“PLANO MUNICIPAL PARA A PESSOA EM SITUAÇÃO DE SEM ABRIGO 2019|2021”
“A Câmara de Lisboa informa que se encontra em discussão publica, a partir de 25 de julho de 2019, e por um período de 30 dias, o Projeto do Plano Municipal para a Pessoa em situação de Sem-Abrigo (PMPSA) – 2019/2021.
Anúncio n.º 4/2019

1 “Medir e monitorizar o fenómeno de Pessoas em Situação Sem-Abrigo (doravante designado por PSSA) nos Estados Membros e ao nível europeu.”

> Criar um mecanismo de contagem mensal de PSSA neste local, distribuídos por freguesia e, dentro dela, por Bairro, e observar (e reagir) a flutuações com rapidez. Agregar o esforço e presença das associações de moradores nesse acompanhamento e Associações de Solidariedade Social.

2 “pelo estabelecimento de centros de serviços para Sem-Abrigo”

> Aumentar, o número e a oferta de camas dos Albergues actualmente em funcionamento e implantando-os em freguesias e zonas onde estes actualmente não existem,

3 “desenvolvimento de programas de reintegração de orientação individual”

> Criar mecanismos de apoio logístico, formação e acompanhamento de PSSA; criação de programas de integração social como orientação para o auto-emprego e orientação para a ocupação social; Estes programas devem ser orientadas às PSSA que se comprometam a pernoitar nos albergues;

4 “apoio à transição de Pessoas em Situação de Sem Abrigo de albergues para habitações independentes ou apoiadas, fornecendo kits que contenham bens essenciais à dotação de uma casa”

> Desenvolver programas de co-housing como os propostos em http://vizinhosdoareeiro.org/proposta-para-cohousing-senio…/

5 “A perceção de um fluxo sazonal, provavelmente potenciado pelo turismo, com a afluência de jovens adultos, durante os fins-de-semana e no período de verão”

> Actualmente as embaixadas (mesmo as dos países que compõem a UE) recusam acompanhar e seguir os seus cidadãos que estão na condição de Sem Abrigo. Realizar um levantamento destes cidadãos (como os citados em https://www.noticiasaominuto.com/…/turistas-agridem-casal-e…) e realizar reuniões de acompanhamento com as embaixadas destes países por forma a que existam conhecimento destas situações assim como da sua evolução.

6 “a equipa Técnica de Acompanhamento e Gestão dos Cacifos”

> Multiplicar a instalação deste tipo de equipamentos pelos locais da cidade mais frequentados e procurados por PSSA; A sua utilização poderá ser estendida a outros cidadãos nomeadamente através de uma aplicação para telemóvel ou do envio (gratuito) de um SMS.

7 “reorganização da distribuição alimentar”

> A CML deve promover, em parceria com a Refood, o lançamento de núcleos em todas as freguesias de Lisboa acautelando a existência ou disponibilização de locais onde possam funcionar os seus centros logísticos.

8 “Quiosque de Saúde – Resposta que funciona como um pequeno “consultório” com profissionais e voluntários nas áreas da medicina, enfermagem e outros.”

> Nas freguesias onde estes não operam aproveitar as “clínicas da Junta” (como a que funciona no Areeiro e utilizá-las nesse contexto tirando assim mais rentabilidade dessas estruturas de Saúde que já existem, funcionam e são suportadas por fundos públicos.

9 Identificar e encaminhar PSSA com problemas de saúde mental relevante para programas de apoio social e mental específicos;

10 Todos os programas visam como objectivo último a integração social da PSSA.

http://www.cm-lisboa.pt/…/fiche…/Projeto_PMPSA_2019_2021.pdf

11 A CML deve, gradualmente, começar a internalizar os serviços de apoio a Sem Abrigo que hoje operam em entidades externas e manter, no portal de dados abertos, todas as métricas relevantes (cidadãos apoiados, instituições apoiadas, apoios por pessoa e organização, etc)

12 A este propósito recordamos: 

“Os Subscritores da presente mensagem sugerem à Junta de Freguesia do Areeiro que, em parceria com a CML:

1. Avalie a criação de um projecto de “Cohousing senior”. Note-se que, hoje em dia, 8% da população da Dinamarca vive em cohousing. No Reino Unido existem atualmente 21 cohousing estabelecidos, na Suécia 47 e 127 apenas na cidade de Berlim. Em Espanha, o primeiro projecto de habitação colaborativa surgiu em 2007. Hoje em dia, existem à volta de 40 projetos em desenvolvimento. Recordamos que a freguesia do Areeiro é uma das freguesias de Lisboa com mais população senior (para saber mais: http://www.hacora.org)

2. Que neste projecto de CoHousing incorpore uma “República de Sem Abrigo” (como a que existe em Arroios desde 2016) e que em parceria com associações especializadas crie aqui um espaço de integração para cidadãos Sem Abrigo em que os utentes terão de fazer face às despesas fixas inerentes (água, luz, telefone, TV e limpeza), ficando a renda a cargo da Junta e a alimentação a cargo das entidades parceiras assim como todo o trabalho de acompanhamento do projecto.”
http://vizinhosdoareeiro.org/proposta-para-cohousing-senior-e-para-uma-republica-sem-abrigo/

Propostas à CML e JFA: “Não devia ser um problema, mas se temos um cão, ele come, ele defeca e urina e temos que limpar”

Não devia ser um problema, mas se temos um cão, ele come, ele defeca e urina e temos que limpar.

Não o fazer é ser anti-social, aumenta o trabalho e custo dos serviços de limpeza e espalha doenças (como a toxicaríase).

Nem todos os tutores têm este comportamento e, em Lisboa, tal como no resto do mundo, esta é uma das maiores fontes de protesto a respeito da higiene urbana.

Assim sendo os Subscritores propõe à CML e JFA:

1. Mais dispensadores com mais sacos (ou obrigatoriedade de andar sempre com 2 sacos, quando se circule com um animal)

2. Mais sinalética e reforço da actual

3. marcar cada dejecto canino com uma seta indicando (“Aqui esteve um dono irresponsável”): a ser feito pelos serviços de limpeza da Junta, assinar com um spray cor-de-rosa biodegradável (como está a ser feito em algumas cidades do Reino Unido como West Dunbartonshire e Boston Lincolnshire) e com uma tinta que se dissolve com a água.

4. Em New Taipei City (Taiwan) existe uma lotaria em que por cada saco com dejectos caninos entregue a funcionário da limpeza urbana é entregue um bilhete de lotaria (num ano foram entregues 14500 sacos de 4000 pessoas com uma redução de 50% no total deste tipo de lixo urbano).

5. Realizar acções de vigilância e sensibilização com a Polícia Municipal depois da hora de jantar e pela manhã para sensibilizar a população e, numa fase inicial e posteriormente, aplicar multas.

6. Aumentar as multas contra este tipo de comportamentos menos cívicos

7. Publicar regularmente a quantidade e o valor de multas (e os respectivos níveis de reincidência)

8. A Junta de Freguesia – através dos seus serviços de limpeza urbana e contando os marcadores em 3 – deve manter um mapa das ruas, logradouros e jardins, por intensidade de cor, onde a situação é mais grave e recorrente.

Subscrevem:


Rui Pedro Martins

Luis Castro

Jorge Oliveira

Cláudia Casquilho

Pedro Tito de Morais

Elvina Maria Reis Rosa

Stela Correia

Ana Benavente

Ana Costa

Zélia Pereira

Gabriela Lago

Ana Coelho

Jorge Santos Silva

Francisco Tellechea

Emilio Santos Pinto

Cristina Azambuja

Irene Coelho

Maria Teresa Rodrigues

Carla Caló

Fernando Anjos

Luis Pina Amaro

Mariana Tavares

Clara Ribeiro

Sofia Pinheiro

Carlos Augusto

Anabela Lages

Maria Mar

Maria Ana Neves

Zita Rosado Costa

Carmen Padrão

Lidia Monteiro

Joana Isabel

Tiago Medroa

Maria Manuela Nobre

Nuno Henriques

Pedro Dias

Pedro André

Joana Ribeiro

Diogo Mendonça

Pedro Morgado

José Maia de Loureiro

Susana Maria

Ana Paiva

Luís Lopes

João A. R. Sovelas

Maria Feliz Amorim Silvestre

Bruna Correa

Ana Cristina Martins

Nuno Ferreira

Belicha Geraldes

Leonor Santa Bárbara

Maria Delfina Vasconcelos

Patrícia Matos Palma

Fernando Barroso de Moura

Maria Da Conceiçao Batista

Eva Falcão

Teresa Cunha E Silva

Francisco Lopes da Fonseca

Porfírio Sampaio

Pedro Paulo Louro

Mafalda Costa Macedo

Vanessa Correia Marques

Carolina Costa

Tânia Matos

Nuno Carvalho

João Santiago

Nathalie Dos Santos Antunes

Emanuel Genovevo Costa

Patricia Ramalho

Lourenço Sousa Botelho

Raquel Vieira

Frederico Batista


Resposta da CML de 16.02.2020
“O Gabinete do Vereador Miguel Gaspar está, conjuntamente, com o Gabinete do Vereador Carlos Castro a preparar ações de sensibilização conjunta com a freguesia, Casa dos Animais e Polícia Municipal.”

“Caravelas vão voltar às torres do areeiro” [Sol]

Desapareceram no topo das torres da praça que tem hoje o nome de Sá Carneiro ainda nos idos anos 70 do século passado. E nunca mais ninguém soube do seu paradeiro. Passados 50 anos, as naus vão voltar a pontificar nos telhados das torres do Areeiro, como na sua origem. 

Beatriz Dias Coelho

Quem passe na Praça Francisco Sá Carneiro, em Lisboa, de carro, transportes ou em passo apressado, dificilmente repara que as simbólicas torres localizadas nos números 247 e 260 da Avenida Almirante Reis não têm as caravelas que originalmente as adornavam no topo. Mas quem mora na freguesia não as esquece e, agora, graças à ação de um grupo de moradores, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para devolvê-las àquela praça, também conhecida como Areeiro.

Foi em 2016 que o grupo Vizinhos do Areeiro procurou, pela primeira vez, esclarecimentos junto da CML. Sem resposta, insistiram. 

Só este ano, contudo, é que a autarquia pareceu dedicar-se a sério ao assunto. No dia 28 de março, o gabinete de Urbanismo da autarquia, presidido pelo arquiteto Manuel Salgado, encaminhou ao grupo de moradores uma resposta, remetendo uma carta dirigida pela autarquia à administração do condomínio da torre do número 247 dez dias antes, em 18 de março. «Tendo constatado há já algum tempo o desaparecimento da Caravela (Nau) anteriormente colocada no topo da torre do vosso imóvel, e sendo que nas peças desenhadas dos processos anteriormente licenciados ele figurava, pretendemos saber qual o motivo da sua retirada e quando será possível a sua reposição», lia-se na carta. 

Entretanto, em 30 de abril, o Centro de Atendimento ao Munícipe remeteu aos interessados uma carta na qual o vereador Manuel Salgado determinava «a realização dos trabalhos necessários para a reposição dos elementos removidos da fachada dos prédios da Praça Francisco Sá Carneiro, conjunto arquitetónico classificado» e impondo que a construção das ditas caravelas seja feita em ferro forjado.

Carta aberta à procura das caravelas

Mas quando é que os moradores da freguesia deram pela falta das caravelas? Ao SOL, Rui Martins, fundador do núcleo Vizinhos do Areeiro – que pertence à associação Vizinhos de Lisboa -, recorda que «foi em 2016, quando um morador chamou a atenção para a ausência das caravelas». Rui Martins nunca se tinha apercebido, mas consultou algumas fotografias que confirmaram o alerta do morador. 

Foi então que, na altura, decidiram colocar «nas portas dos condomínios onde estariam as caravelas uma carta aberta, questionando sobre a localização das mesmas e o porquê de não serem repostas», conta.

Sem feedback, decidiram então recorrer à autarquia, que agora «intimou os proprietários  a recolocarem as caravelas de acordo com o projeto», explica Rui Martins. Inicialmente, continua, «a autarquia não encontrou o projeto no seu arquivo, mas no arquivo do arquiteto na Fundação Calouste Gulbenkian conseguiram encontraram uma cópia, na qual são visíveis as caravelas, e enviaram para os proprietários, perguntando porque é que o projeto não estava a ser cumprido», como mostra a primeira comunicação enviada pela CML aos Vizinhos do Areeiro. «É um conjunto arquitetónico classificado e é obrigatório manter o projeto», defende o morador.

Em resposta, recorda Rui Martins, «um dos proprietários justificou que parte da caravela tinha caído, estava danificada e tinha guardado a outra parte. O proprietário do outro prédio não respondeu. Suspeitamos que, ao ver a outra torre sem caravela, o proprietário optou por removê-la».

Um desaparecimento  por explicar

Prometida a recolocação das caravelas, um dos maiores mistérios desta história continua por explicar: quando terá tudo acontecido? «Há fotografias que se encontram no Arquivo Municipal de Lisboa que mostram as caravelas no topo – são da década de 40 e 50, quando a praça ainda tinha o escudo de Portugal com as quinas ao centro. Depois, há uma fotografia a cores que parece da década de 70, antes da Revolução, em que os edifícios ainda têm as caravelas», elucida Rui Martins. «Os moradores daqui, aliás, lembram-se de ver as caravelas na década de 70, mas depois desapareceram: há fotografias da década de 80 em que já não se veem caravelas. Algures nessa década terão desaparecido», suspeita.

Apesar da dúvida, o morador aplaude o desfecho, defendendo  valor da praça: «A praça do Areeiro representa o apogeu do plano de construção de Alvalade e do Areeiro. Insere-se numa zona de construção de excelência – é uma das melhores zonas de construção urbanística integrada de Lisboa, além da Expo, que é muitíssimo mais recente».

Um história de décadas

A Praça Francisco Sá Carneiro não se chamou sempre assim. 

Foi inicialmente batizada de Praça do Areeiro e a sua construção foi aprovada a 30 de dezembro de 1943. À data, Duarte Pacheco era ministro das Obras Públicas e Comunicações, cargo que acumulava também com a presidência da CML. Entre outras, o Bairro do Areeiro foi uma das zonas da cidade que foi planeada durante a tutela de Duarte Pacheco, empenhado na missão de expandir a cidade, que o eternizou além da sua morte.

O bairro foi planeado pelo arquiteto e urbanista João Faria Costa, mas as torres da Praça do Areeiro – cujo conjunto é, hoje, apontado como uma das construções exemplificativas do Português Suave, estilo arquitetónico que marcou o Estado Novo –  ficaram a cargo do arquiteto Luís Cristino da Silva, «por se quererem particularmente emblemáticas», recorda a exposição da CML na carta enviada em 30 de abril aos Vizinhos do Areeiro .

O arquiteto desenvolveu um anteprojeto entre 1941 e 1943, mas «o projeto de execução foi finalizado em 1949», tendo a construção do conjunto ficado concluída apenas «em 1955, depois de definido o desenho final da torre central entre 1951 e 1952».

No topo dos torreões, que tinham inspiração medieval, o autor colocou então um dos símbolos da cidade – a nau -, não apenas como elemento decorativo mas com um objetivo prático: servir de cata-vento, indicando a direção do vento, no alto, à vista de todos.

Caravelas desaparecidas, mas não só…

No geral, o património arquitetónico da freguesia «tem sido bem tratado», mas a praça nem por isso, o que tem levado os moradores a reclamar de diversas situações. O que é lamentável, na visão de Rui Martins, porque «a praça é tão simbólica que é o logótipo da Junta de Freguesia do Areeiro: um círculo com cinco vias», referentes às cinco estradas que partem da praça, explica ao SOL. «É uma praça que tem sido abandonada», continua. Um dos problemas é «o estado do piso, que não está adequado», começa por dizer Rui Martins. Mas não só: «Temos dois cais do Metro que estão fechados desde 2008, as obras vão a meio. Onze anos depois, garantem-nos que a obra vai recomeçar em agosto deste ano», revela. Outra queixa é o monumento no centro da praça, que «começa a expor fissuras e já são visíveis ervas. Não só é feio, como com o tempo as fissuras correm o risco de ficar mais graves», alerta Rui Martins. O morador destaca ainda o facto de a praça ter sido invadida por cartazes de propaganda política. «Quantos votos trazem estes cartazes?», questiona. B.D.C.”

https://sol.sapo.pt/artigo/664311/caravelas-vao-voltar-as-torres-do-areeiro