Sugestão para a criação de estacionamento no Logradouro da Av Manuel da Maia

Sugerimos que a CML realize uma intervenção no separador central do Logradouro da Av Guerra Junqueiro que recupere aqui alguns dos 20 lugares de estacionamento que foram perdidos aquando da criação da ciclovia.
Esta seria uma pequena intervenção (sem afectar as árvores aqui existentes) com um custo relativamente baixo e que poderia também adicionar um pequeno parque infantil a este espaço.

Subscrevem:
Luis Seguro
Rui Pedro Martins
Anabela Nunes
António Aguiar Costa
Nuno Miguel Cabeçadas
Susana Beirão
Patrícia Matos Palma
Teresa Raposo
Ana Costa
Margarida Magalhães
Carla Sofia Duarte
Dulce Amaral
Tiago Leitão
Duarte Santos
José Filipe Toga Soares
José Vieira Mesquita
Carlos S Silva
Ines Viegas
Luisa Teresa
Fernando Anjos
Rui Costa
Maria Teresa Barbosa
Ricardo Amoedo
António Maia
Renato Calado Rosa
Irene Coelho
António Dias Antunes
Armindo Miguel Matos
Pedro Boleta
Joao Cardoso Alves
João Ribafeita
Ana Sofia Sampedro
Manuel Barata Simões
Andreia Enes Godinho
Ana Sofia Rosa
Carina Arrojado
Miriam Ribeiro
Antonio Sequeira
Ana Paula Da Silva
Francisca Villas
Cristina Crespo
Ruy Redin
Paula Cristina Santos
Jaime Amores

“Ciclovia na Avenida Guerra Junqueiro, a ligar a Alameda à Praça de Londres, vai mesmo avançar” [O Corvo]

É só uma questão de esperar até que o novo asfalto esteja devidamente consolidado. Ainda este mês, começarão as obras de construção de uma ciclovia na Avenida Guerra Junqueiro, a qual assegurará a circulação de bicicletas no sentido ascendente, entre a Alameda Dom Afonso Henriques e a Praça de Londres. Depois dos trabalhos de repavimentação daquela artéria, realizados no início de fevereiro, chegará então a vez de criar um canal exclusivo, para que os ciclistas provenientes da zona da Avenida Almirante Reis acedam de forma mais fácil ao corredor da Avenida de Roma. A via será criada do lado direito, entre o passeio e os lugares de estacionamento, no sentido contrário à circulação rodoviária, que se manterá na direcção Praça de Londres-Alameda. Tal intervenção implicará que o estacionamento automóvel, junto à ciclovia, passe a ser feito em paralelo à mesma. O que obrigará à supressão de cerca de uma vintena de lugares.

Uma informação confirmada a O Corvo pelo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Fernando Braancamp Freire (PSD), no final de uma semana em que abundaram rumores sobre a suposta desistência do projecto, por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Tanto que um grupo de activistas das bicicletas pintou no asfalto marcações ilegais de ciclovia, prontamente apagadas pela CML. “Pelo que sei, está-se apenas à espera que o novo tapete de asfalto fique devidamente assente e seco, para que, então sim, se possa fazer a intervenção da ciclovia. O alcatrão não pode ser pintado nas semanas seguintes a ser colocado”, explica o autarca, referindo-se à solução técnica encontrada para implementar a ciclovia. Tal como noutros locais da cidade, e a Avenida Visconde de Valmor é disso um exemplo, a opção recairá pela delimitação de um canal de circulação de bicicletas, entre o passeio e o parqueamento automóvel em paralelo, através da pintura em verde do piso alcatroado e da colocação de pilaretes plásticos. Uma solução mais económica do que a tradicional obra sobre o passeio.

Tal escolha traz consigo, porém, a inevitabilidade de perda de alguns lugares de estacionamento automóvel, uma vez que este passa a ser feito não “em espinha”, mas sim lado-a-lado com a ciclovia. No caso da Avenida Guerra Junqueiro, serão duas dezenas os lugares para viaturas que se perderão em virtude da colocação da nova infraestrutura, situada do lado esquerdo para quem desce a artéria – ou seja, junto ao passeio que começa nas imediações da pastelaria Mexicana. Do outro lado da avenida, o direito para quem desce, o estacionamento manter-se-á “em espinha”, se bem que com mudanças substanciais na forma de o fazer: ao contrário do que sucede agora, o parqueamento passará ser realizado com a traseira do automóvel encostada ao passeio e a dianteira virada para a faixa de rodagem. “Acho uma medida acertada, trata-se de aplicar uma lógica de protecção e segurança para quem estaciona, pois ao tirar o carro do lugar não tem de o fazer marcha-atrás”, considera o presidente da junta.

Esta será, além disso, uma forma de proteger os ciclistas que realizarão o percurso descendente da avenida, em direcção à Alameda. Deixarão também eles de correrem o risco de serem surpreendidos pela saída repentina de uma carro em marcha-atrás. Esse será, portanto, um percurso partilhado entre automóveis e bicicletas. Ao contrário do que sucederá com a nova ciclovia ascendente, a qual funcionará como um canal dedicado. Uma tipologia com a qual o autarca concorda, defendendo a solução encontrada pelos serviços camarários. Mesmo que isso custe alguns lugares de estacionamento. “Se somos uma cidade europeia, temos de perceber que o espaço público não pode ser só para o estacionamento automóvel. Tem de haver lugar para outras soluções, como as bicicletas”, afirma Fernando Braancamp Freire, desvalorizando qualquer contestação que possa surgir entre residentes e comerciantes. Além disso, explica, “com as obras que serão feitas pela câmara no espaço público da Avenida do México , vamos, com certeza, recuperar diversos dos lugares de estacionamento perdidos”.

A possibilidade de construção da ciclovia, mas sobretudo a sua previsível consequência directa de supressão de uma vintena de lugares de estacionamento automóvel, tem sido objecto das conversas entre os moradores e os comerciantes daquela artéria, conhecida pela suas lojas. Há queixas de falta de informação sobre o projecto e sobre as mexidas trazidas pelo mesmo ao quotidiano da avenida. Ainda na semana passada, o dono de um dos cafés situados do lado onde será criada a via de bicicletas dizia a O Corvo que “pouco se sabe”. “Eles andaram para aí a asfaltar, espero que desistam dessa ideia da ciclovia”, dizia, manifestamente pouco agradado com a possibilidade de ver o números de lugares para os carros encolher.

Ante a aparente indefinição sobre o avanço do projecto – e já depois de, a 25 de fevereiro, activistas pelo uso das bicicletas terem feito marcações no asfalto da Avenida Guerra Junqueiro, criando a ideia de que a via já estaria a funcionar -, o grupo cívico Vizinhos do Areeiro tornou públicas, nesta quinta-feira (1 de março), as suas críticas à forma como o mesmo está a ser implementado. Isto já depois de uma recolha de assinaturas, com o mesmo teor, por si dinamizada e endereçada à CML. Uma iniciativa que a Vizinhos do Areeiro considera ter sido decisiva para travar, pelo menos para já, o avanço de uma obra que contesta, sobretudo pela perda de lugares de estacionamento – mas também pelo que diz ser a falta de transparência na implementação do projecto.

O Corvo questionou, na tarde desta quintra-feira (1 de março), o gabinete do vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, sobre a prossecução deste projecto. Até ao momento da publicação deste artigo, não conseguiu, porém, obter uma resposta.”

http://ocorvo.pt/ciclovia-na-avenida-guerra-junqueiro-a-ligar-a-alameda-a-praca-de-londres-vai-mesmo-avancar/

A Guerra da Guerra Junqueiro e a Democracia Participativa do Orçamento Participativo de Lisboa [Opinião]

Nos começos de Fevereiro, a Câmara de Lisboa repavimentou a Avenida Guerra Junqueiro. Nos dias que precederam as obras foram afixados avisos que indicavam este objectivo mas, a partir do arranque das obras, tornou-se mais ou menos claro que a intervenção não se limitaria a restaurar o betuminoso desta avenida comercial do Areeiro mas, também, instalaria uma ciclovia ascendente (actualmente o trânsito é apenas descendente) à custa do sacrifício de 20 lugares de estacionamento (usados de dia por clientes das lojas da avenida e por moradores durante a noite). Durante o fim-de-semana foi possível organizar um abaixo-assinado contra, não a ciclovia, mas sobre a aparente intenção de construir a ciclovia, com essa redução, sem que tivessse havido uma adequada e atempada informação à população. Tivesse havido ou não essa intenção por parte da autarquia (nunca foi claro), o certo é que as obras terminaram e, na Avenida Guerra Junqueiro tudo ficou na mesma no que respeita ao estacionamento e a à não existência de ciclovia ascendente. Nunca foi totalmente nítido se a autarquia tinha mesmo a intenção de aproveitar esta obra para instalar aqui e agora a dita ciclovia, mas isso pareceu provável desde o começo já que o betume se apresentava em boas condições e que era conhecido o plano de aqui a construir. Sendo isso incerto, algo, contudo, parece certo: uma ferramenta da democracia participativa, a petição, promovida por um grupo organizado (neste caso, uma associação de moradores) foi aparentemente capaz de influenciar um órgão eleito em democracia representativa.

Quando se tornou evidente que não haveria, para já, uma ciclovia à custa do fim de lugares de estacionamento para moradores (nas obras do Bairro do Arco do Cego já foram reduzidos alguns, tendo acontecido o mesmo nas da Avenida da República e na instalação de algumas das novas estações GIRA (bicicletas partilhadas) o grupo que organizou o protesto contra esta retirada de lugares de estacionamento (os “Vizinhos do Areeiro”) começou a receber reclamações (em diversos tons) de opositores à expressão dos moradores em defesa dos lugares de estacionamento. Surgiram então várias referências à “legitimidade” da autarquia em construir aqui uma ciclovia à custa de lugares de estacionamento sacrificando no processo os interesses dos moradores e comerciantes pela manutenção da quantidade de lugares de estacionamento. Na bateria, densa e pesada, de argumentação deste grupo de críticos surgiu várias vezes o argumento de que a rede de ciclovias teria sido “votada democraticamente por todos os lisboetas” num “orçamento participativo” (OP).

Em primeiro lugar importa sublinhar que na edição do OP de Lisboa de 2017 os quatro projectos apresentados que se referiam a ciclovias não reuniram sequer 200 votos e que nenhum deles logrou sair vencedor desta edição. O projecto OP que se aplicaria à Guerra Junqueiro seria assim anterior, de 2014: O “54 – Mobilidade Ciclável” que tanta celeuma na Avenida Guerra Junqueiro, entre “defensores das bicicletas” e moradores (criando uma dicotomia que nada tem de saudável porque extremou posições e limitou o diálogo) recebeu em 2014 apenas 204 votos num total – nessa edição – de 36032, ou seja, colheu apenas 0.5% de todos os votos dessa edição (e isto apesar do elevado grau de organização e activismo dos seus promotores). Esses votantes escolheram apoiar “Criar condições para a mobilidade ciclável no eixo Av. Almirante Reis/Av. Guerra Junqueiro/Av. Roma. Esta proposta implica: a criação de um espaço canal próprio para bicicletas na Av. Almirante Reis (ou em faixas Bus onde não for possível); a criação de condições para a circulação de bicicletas em ambos os sentidos na Av. Guerra Junqueiro, e a implementação de um percurso ciclável na Av. de Roma”. Isto não implicava (no texto) o sacrifício de lugares de estacionamento sendo possível outras soluções técnicas que incorporassem. Mas ainda que assim não fosse, seria democrático e legítimo fazer com que esses 204 votantes impusessem a sua vontade a todos os lisboetas e, em particular, aos mais de mil moradores desta avenida e das ruas circundantes que residem numa zona comercial onde os lugares são sempre mais disputados e onde muitos prédios não têm garagens próprias?

E será que podemos proclamar que este projecto OP (ou outro) se traduzia numa “legítima vontade dos lisboetas” (como alguns afirmaram) que deveria ser seguida pela autarquia? Infelizmente não podemos fazer essa transição de forma automática e absoluta. E não porque não são todos os lisboetas que votam nos orçamentos participativos e porque muitos dos votantes no OP de Lisboa não são, sequer, moradores na cidade… Com efeito, a edição do OP de Lisboa de 2017 teve, no total, 37.673 votos (entre mais de 500 mil habitantes) sendo que no processo actual (em revisão para 2018) existem formas de influenciar a votação. Em primeiro lugar qualquer cidadão em qualquer local de Portugal ou até no estrangeiro pode votar no OP o que permite que determinados grupos de pressão de escala nacional possam influenciar eleições OP. Por outro lado, como a votação por SMS garante apenas que cada nº de telemóvel possa votar pelo menos uma vez quem tem acesso a mais do que um cartão pode votar mais do que uma vez nos projectos de sua eleição o que colide com um dos mais básicos princípios da democracia contemporânea: “um Homem um Voto”. Esta distorsão é tanto maior quanto mais fracturante for a proposta ou quanto mais activista for o grupo que a apoiar permitindo assim que grupos bem organizados (ou até Juntas de Freguesia ou Associações ou grupos de pressão empresariais) condicionem o processo e determinem, de facto, quem são os vencedores (dada a escala de votos de alguns projectos vencedores umas dezenas de votos a mais podem fazer toda a diferença). Estas possíveis distorções têm diluído alguma da credibilidade do mecanismo participativo lisboeta e podem explicar – parcialmente – porque é que algumas freguesias vencem, todos os anos, o OP de Lisboa estando sempre na lista de projectos vencedores, todos os anos, desde 2013. Por fim, e além destas dificuldades (bem menores que em edições anteriores do OP) é comum que os projectos vencedores não tenham um amplo apoio entre os votantes. Por exemplo o “Polo Cultural de Carnide” que venceu a edição de 2017 reuniu 5922 votos num total de cerca de 35 mil votos. Ou seja, o projecto vencedor teve apenas 16.9% do total de votos… Pouco, por comparação, até para a capacidade de mobilização já demonstrada por essa junta lisboeta.

Uma possível solução para resolver o problema da concentração de projectos pode passar por impedir que o projecto vencedor seja da mesma freguesia ano após ano por forma a que uma única freguesia de Lisboa não receba mais de 2.2 milhões de euros em projectos OP e outras freguesias da cidade… Nem um euro (por exemplo: Areeiro). Para resolver esta aresta bastaria limar o processo fazendo com que a mesma freguesia não pudesse ganhar um OP dois anos seguidos. Outra solução para reforçar a equidade do processo poderia passar por adoptar o voto preferencial onde, agora, se escolhe apenas um projecto estruturante e um projecto local, divindo, por exemplo dez votos por vários dois ou três projectos. Isto diluiria a influência dos grupos organizados e garantiria que cada projecto vencedor teria o apoio de um maior número de votantes. Outra reforma importante ao processo do OP poderia passar por garantir que apenas os lisboetas votam, de facto, no OP: enviando por via postal um número de registo para votação online, SMS ou presencial, acabando assim com os votos de quem não reside no Concelho e com os votos múltiplos para quem tem mais do que um telemóvel.

Importa também perceber que a “Democracia Participativa” não se esgota nos Orçamentos “Participativos” (especialmente com as condicionantes quanto ao sistema de voto que acima enunciámos) e que tem que atender, sempre, os legítimos interesses das populações locais (“democracia de proximidade”) que não podem ser “esmagados” por um qualquer lobby ou votos em massa provenientes de fora da cidade. Qualquer projecto de OP, na fase de avaliação técnica teria também que incorporar uma avaliação política, com diálogo até com os órgãos eleitos nas juntas de freguesia por forma a garantir que esses interesses locais estariam assegurados.

Importa, por fim, esclarecer que não sou “contra” a rede ciclável. Nem sequer me oponho à instalação de uma ciclovia ascendente nesta avenida do Areeiro, acreditando que a primeira é essencial para viabilizar a utilização de bicicletas em Lisboa e que a segunda pode ser importante para esta rede seja realmente funcional e intensamente utilizada. Repudio, contudo, de forma veemente qualquer opção “vigilante” que passe pela pintura, de madrugada, de marcações falsas de “ciclovia” por um grupo “cicloactivista” (como sucedeu na noite de 25 de fevereiro) que criam graves riscos de segurança para algum ciclista incauto que acredite nestas e suba a avenida em contra-mão ou do extremar de posições por parte de alguns destes activistas que nada mais fazem do que criar afastamento e repúdio na generalidade dos cidadãos. Esta dicotomia que estas atitudes extremistas criam não pode fazer mais do que dificultar o desenvolvimento da rede ciclável em Lisboa.

Rui Martins

(dirigente associativo e vereador suplente da CML)

“A HISTÓRIA DA 1ª CICLOVIA ILEGAL DE LISBOA” [Shifter]

A HISTÓRIA DA 1ª CICLOVIA ILEGAL DE LISBOA

CICLOVIA NA AVENIDA GUERRA JUNQUEIRO FOI VOTADA NO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE 2014. OBRA COMEÇOU ESTE MÊS, MAS A PRESSÃO DOS MORADORES TERÁ FEITO A CÂMARA MUNICIPAL RECUAR.

Lisboa Ciclovia Ilegal
 

Para ir de bicicleta da Avenida Almirante de Reis para a zona da Avenida de Roma, em Lisboa, existem duas opções: pela Alameda Afonso D. Henrique que apresenta uma inclinação máxima de 15%, ou seguir pela Almirante de Reis até ao Areeiro, cuja inclinação é de 7%. Mas pode existir uma terceira possibilidade: a Avenida Guerra Junqueiro, que apresenta uma inclinação de apenas 4%. Mas, para tal, seria preciso que Câmara Municipal, ciclistas e moradores se entendam quanto à criação de uma pista ciclável em contra-fluxo naquela artéria de sentido único.

Essa obra está prevista no plano ciclável da Câmara Municipal de Lisboa e foi ainda uma das propostas vencedoras do Orçamento Participativo de 2014. Sendo a Avenida Guerra Junqueiro de sentido único, permitindo apenas a circulação no sentido descendente entre a Praça de Londres e a Alameda, os ciclistas são obrigados a optar por trajectos de grande declive, a levar a bicicleta pela mão no passeio ou até a circular em contra-mão no sentido ascendente.

A Avenida Guerra Junqueiro assinalada no plano ciclável da Câmara Municipal de Lisboa

Uma pista em contra-fluxo naquela artéria resolveria o problema: a descer, os utilizadores de bicicleta partilhariam a estrada com os restantes veículos; para subir, teriam uma faixa própria (em contra-fluxo) de cerca de um metro de largura entre o passeio e o estacionamento automóvel, que em vez de transversal teria de passar a longitudinal. As obras arrancaram no início de Fevereiro com a repavimentação da Avenida Guerra Junqueiro e, ao que apurou o Shiftera criação da tal pista ciclável estava prevista no projecto de renovação daquela artéria. Contudo, a pressão dos moradores, preocupados com a perda de 20 lugares de estacionamento, terá levado a Câmara Municipal de Lisboa a desistir ou a adiar o plano.

A inclinação das três opções (foto via MUBI/Facebook)

Certo é que a Guerra Junqueiro conta, por agora, com um novo pavimento e marcações no chão de que tudo vai ficar na mesma. Mas houve quem não se tenha contentado com o aparente recuo da Câmara e tenha deitado mãos à obra. No início desta semana, foram feitas à revelia duas marcações de ciclovia naquela Avenida, através de um molde e de stencil. As marcações pareciam tão realistas que enganaram alguns ciclistas em grupos de Facebook, mas um olhar mais atento não deixava margens para dúvidas: eram falsas.

As marcações na Guerra Junqueiro na segunda-feira à noite

A Vizinhos do Areeiro, núcleo desta freguesia que integra um movimento associativo de moradores, enviou uma queixa à PSP e à Polícia Municipal de Lisboa esta terça-feira, dando conta das marcações feitas naquela artéria, considerando o acto de “vandalismo gratuito”. Nessa nota, publicada online, é referido que foram feitas por “alguém, entre 25 e 26 de Fevereiro, durante a noite”, podendo “induzir utilizadores de bicicletas a acreditar que se trata de uma marcação verdadeira, submetendo-se assim a um grave risco contra a sua saúde e integridade física”.

Apesar de ilegais, as marcações podem ser, contudo, entendidas como activismo – uma forma de passar uma mensagem à Câmara Municipal e/ou aos moradores daquela zona, que, através do Vizinhos do Areeiro e do respectivo grupo no Facebook, contestaram a introdução de uma pista ciclável naquela artéria, através de um abaixo-assinado. Segundo pôde o Shifter verificar, as marcações de ciclovia na Guerra Junqueiro já lá não estavam na terça-feira à tarde – segundo o Vizinhos do Areeiro, foram removidas por volta das 12 horas.

As marcações removidas na terça-feira à tarde

A criação de uma ciclovia “à socapa” não é inédita no mundo, tendo em algumas cidades servido para pressionar as autoridades locais e tido resultados positivos. Em Lisboa, contudo, é a primeira vez que acontece. No grupo de Facebook “Vizinhos do Areeiro”, a questão da ciclovia na Guerra Junqueiro tem sido bastante debatida, com alguns membros a defenderem a ideia. Outros, todavia, questionam a supressão do estacionamento à superfície e os preços das opções subterrâneas que existem na zona, nomeadamente na Alameda e na Praça de Londres.

Certo é que “a criação de condições para a circulação de bicicletas em ambos os sentidos na Avenida Guerra Junqueiro” consta do Orçamento Participativo de 2014 e foi uma das ideias vencedoras da edição daquele ano. A proposta incluí também a criação de condições cicláveis na Avenida Almirante de Reis e na Avenida de Roma, algo que está também no plano da Câmara Municipal. Em 2015, esses troços estariam em estudo.

A popularidade das diferentes artérias daquela zona, segundo o heatmap da Strava

Uma boa infraestrutura ciclável é imprescindível para o aumento de utilizadores de bicicleta numa cidade, sendo a renovação da Avenida da República exemplo disso mesmo. Dados apurados de forma independente indicam que, em apenas um ano, o número de ciclistas naquela artéria mais que duplicou. Se em 2017 tinham sido contabilizadas 174 ciclistas em duas horas numa manhã de Fevereiro, um ano depois foram contadas, no mesmo intervalo de tempo e no mesmo dia do mês, 466 ciclistas, dos quais 40% em bicicletas do sistema partilhado Gira. A transformação da Avenida da República foi polémica, mas, perante desafios desta envergadura, as vozes políticas gostam de falar em “coragem”.

Marcações ilegais (vandalismo) no piso da Avenida Guerra Junqueiro

Enviada à CML e às autoridades policiais de Lisboa:
“Alguém, entre 25 e 26 de fevereiro, durante a noite, realizou duas pinturas no betuminoso da Av. Guerra Junqueiro que indiciam existir aqui uma ciclovia em contra-mão.
Esta ciclovia, não existe neste local e a marcação pode induzir utilizadores de bicicletas a acreditar que se trata de uma marcação verdadeira, submetendo-se assim a um grave risco contra a sua saúde e integridade física já que os pode levar a subir em contra-mão esta avenida.
Apelamos assim, a uma intervenção urgente por parte da CML que reponha a situação (removendo estas marcações) e a uma adequada fiscalização por parte das autoridades no sentido de tentar identificar os autores deste acto de vandalismo gratuito.”

Actualização:
Algumas horas depois desta comunicação a PSP e a Polícia Municipal já tinham registado e verificado no local a ocorrência e pelas 12:00 já se encontrava no local uma equipa da Câmara Municipal de Lisboa removendo estas “marcações”.

Incumprimento do Protocolo que estabeleceu a recente intervenção no Logradouro da Praça Pasteur (Lisboa) [Respondido]

Os Subscritores alertam as entidades responsáveis pelo Protocolo que estabeleceu a recente intervenção no Logradouro da Praça Pasteur que estão por cumprir:
1. EMEL: em falta na execução dos arranjos exteriores orçamentados, em especial nos canteiros e arvoredo;
2. IGF-SS: não obstante o limite estabelecido de 35 autorizações, neste momento, verifica-se a existência de 37 (mais os dois lugares sinalizados como exclusivos); e a
3. JFA: omissa em intervir na manutenção do espaço, mesmo após inúmeras solicitações.

Segundo o Regimento da Assembleia Freguesia do Areeiro “o prazo máximo para fornecimento de informação aos cidadãos recenseados na freguesia é de 10 dias, se outro prazo mais curto não for possível cumprir”

(iniciativa conjunta com Comissão de Moradores da Praça Pasteur, Areeiro, Lisboa)

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Nuno Dinis Cortiços
Elvina Maria Reis Rosa
Anabela Nunes
Nuno Miguel Cabeçadas
Luis Seguro
Ana Bravo
Patrícia Matos Palma
Carla Sofia Duarte
Cristina Azambuja
Francisco Lopes da Fonseca
Teresa Sarmento
Carla Caló
Thaisa Boleta
Maria Cristina Lacerda
Elisabete Carvalho
Maria Ana Capoula
Rui Costa
Manuel Mello e Castro
Teresa Nogueira Santos
Graciano Venâncio Morais
Ana Leite Pereira
João Ribafeita
Patricia S Bernardo
Maria Concepcion
Vitor Lopes
Inês Duarte Galvão Capicho
Pedro Ventura
Ines Pinto Da Costa
Ruy Redin
Ana Rita Vozone

 

Actualização

“No logradouro da Praça Pasteur foi criado uma concessão à EMEL e fez um conjunto de obras. Mas há um incumprimento por parte de todas as partes que assinaram o protocolo. O IGF tem 35 lugares mas neste momento já emitiu 37 reduzindo o nº de lugares aos logradouros. A EMEL incumpre no cuidado dos espaços verdes conforme o protocolo que tenho aqui e que posso ceder com arranjos exteriores que até agora não realizou. Ajunta apesar do texto não ser claro, tem a manutenção dos espaços cerdes e a manutenção pedonal, o que é estranho porque aquilo acaba por ser automóvel (…) no último pedido que fizemos a Junta esta passou à EMEL a reparação dos danos que têm entretanto ocorrido”

Vizinho do Areeiro Nuno Dinis Cortiços

1:22:12 “há uma grande preocupação com a falta de lugares na freguesia (…) os parques GIRA, as ciclovias e a não ocupação dos parques de estacionamento cobertos”

Vizinho do Areeiro Nuno Dinis Cortiços

“Estamos a falar com o parque do Casal Vistoso para que a EMEL lance uma tarifa mais baixa para residentes e espero que seja exemplo para que a consigamos levar a outros parques da freguesia e não só” 1:31:58

Vereador Miguel Gaspar

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

Actualização

“Os logradouros concessionados à EMEL durante a noite não têm fiscalização (…) Na Praça Pasteur com o Bingo ao lado e os seus clientes utilizam o estacionament. Os residentes que chegam mais tarde dos seus empregos não conseguem estacionar. E não há lei. A EMEL não funciona à noite. A Polícia Municipal não faz reboques naquele espaço”

Vizinho do Areeiro Nuno Dinis Cortiços

“temos informação que ainda havia um problema com as obras na Praça Pasteur e que estava a ser corrigido.Em relação aos espaços verdes não tinha essa informação mas vou confirmar. Os lugares são lugares de rotação (..) era um terreno privado do IGSS e que a EMEL fez obra e ficou disponivel para a população. Se há evidências de falta de fiscalização vou pedir um reforço” (…) “

Vereador Miguel Gaspar

https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

 

 

 

Protesto perante alterações na Av Guerra Junqueiro

Segundo informação obtida pelos Vizinhos do Areeiro a repavimentação desta avenida irá reorganizar o estacionamento num dos lados o qual passa a longitudinal com sacrifício de 20 lugares de estacionamento. Nesse sentido será colocada uma ciclovia (conforme previsto no plano de expansão das ciclovias).
Contudo, a informação dada aos moradores, por mensagem e colocada nos folhetos (ver foto) refere apenas “renovação do pavimento” e não faz qualquer menção à redução do número de lugares de estacionamento nem à alteração da utilização da via pública.
Dado o impacto destas alterações nas vidas dos moradores e comerciantes da Avenida Guerra Junqueiro, os subscritores desta mensagem à CML questionam a autarquia sobre esta contradição e protestam perante omissão de informação e, sobretudo, perante mais esta perda de lugares de estacionamento, a qual apelamos a que não tenha lugar.
Apelamos ainda a uma adequada e correcta divulgação de informação em casos semelhantes a ocorrer no futuro.

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Rui Pedro Barbosa
Nuno Dinis Cortiços
Elvina Maria Reis Rosa
Anabela Nunes
Filipe Guedes Ramos
Rogério Martins
António Aguiar Costa
Maria Cortez Caetano
Nuno Miguel Cabeçadas
Saniviti Ferreira
Filipa Ramalho Rickens
Joana Taborda Amores
Ana Benavente
Rui M. Sousa
Ana Bravo
Maria Susel Marques
Carlos Moura-Carvalho
Teresa Raposo
Isabel Tomas Rodrigo
Ivo Gama
João J Martins
Carmosinda Veloso
Luisa Castro Correia
Jorge Martins
Pedro Stichini Vilela
Paulo Fonseca
Patrícia Matos Palma
Marta Soares
Carla Sofia Duarte
Pedro Pinto
Gabriel Osório de Barros
Maria Cereja
Rosário Puga
Maria Teresa Inglês Agostinho
Ana Costa
Francisco Lopes da Fonseca
Leonilde Ferreira Viegas
Mariana Granate Fernandes
Teresa Sarmento
Mary Millicent
Alexandra Maia Mendonça
Rita Costa
Ana Miguel
Maria Jose Diegues
Dulce Amaral
Carla Caló
Porfírio Sampaio
João P Martins
Thaisa Boleta
Tiago Leitão
Cristina Leitao
Henrique Ribeiro
Helena Martins
Jacinto Manuel Apostolo
Ines Viegas
Maria Cristina Lacerda
Manuela Viegas
Duarte Amado
Rui Martins
José de Castilho
Nuno Maldonado Tuna
José Curado Gaspar Matias
Maria Estima
Belicha Geraldes
Marta Fonseca
Luis Barata
Maria Graça
António Augusto Ventura
Eugenia Maria Sobreiro
Dora Santos Silva
Luiza Cadaval de Sousa
Ana Paula Bárcia
José Vieira Mesquita
Jorge Rodrigues
Beatriz Maia
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Isabel Freitas
José Bação Leal
Diogo Martins de Carvalho
Sampedro Ana Paula
Elisabete Carvalho
Ilda Cruz
Manuel Mello e Castro
Patrícia Garcia
Celestina Costa
Carla Fonseca
Jaime Amores
Teresa Nogueira Santos
Isabel Da Costa Correia
Irene Coelho
Victor Costa
João Ribafeita
Maria Martins da Silva
Pedro Nóbrega da Costa
Dulce Marques Ferreira
Helder Guimarães
Patrício Miguel
Jose Marques
Eduardo Pessoa Santos
Maria Pissarra
Rita Freitas
Sofia Vale
Carlos S Silva
Fernando Barroso de Moura
Rui Pedro Henriques
Ana Sofia Rosa
Francisco Braz Teixeira
Cristina Franco
Rui Alexandre Silva J
Miriam Ribeiro
Vanessa Correia Marques
Antonio Sequeira
Cláudia Almeida
Francisca Villas
Inês Gomes Beirão
Lúcia Carreira Sousa
Marta Belling Castro
Luís Pereira Dos Reis
Ruy Redin
Ines Domingos

(e mais: ver: https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1881263028853162/)

Actualização

“ciclovia e estacionamento é uma dicotomia que se está a acentuar na população. Quais são as propostas da CML para conciliar ambas as realidades? O debate interno nos Vizinhos do Areeiro sobre as obras na Av Guerra Junqueiro é um bom exemplo do interesse da população. Qualquer decisão da CML será sempre polémica mas entendemos que quando chegar a hora de actuar deverá ser sempre comunicada à população independentemente de qualquer polémica. Ficamos todos a ganhar”

Vizinho do Areeiro Jorge Oliveira

“Agradeço a questão que coloca sobre a Guerra Junqueiro porque é uma oportunidade de corrigir uma falha de comunicação por parte da CML. Como sabem foram distribuídos folhetos aos munícipes relativamente a uma obra de pavimentação e isso gerou alguma falta de informação (…) está previsto no plano de ciclovias da cidade de Lisboa 47:30 (que está online) uma ciclovia para a Guerra Junqueiro. Há um orçamento participativo que ganhou para se fazer uma ciclovia na Guerra Junqueiro no sentido ascendente e, de facto, ela está prevista e vai ser realizada quando for pintada a Guerr Junqueiro (…) o estacionamento, num dos lados, deixa de ser longitudinal e a cliclovia é criada. Ao mesmo, a obra do final da Avenida do México 48:00 que vai ser realizada ao mesmo tempo que esta intervenção na Guerra Junqueiro (…) no caso da Avenida do México o estacionamento longitudinal passa a estacionamento em espinha e há um aumento de lugares na Avenida do México (…) vamos disponibilizar o projecto (CML e JFA) (…) contacto com associação de comerciantes onde conseguimos perceber melhor os problemas do comércio o que nos permitiu despoletar um conjunto de medidas de estacionamento no ponto de vista dos comerciantes 49:02. Utilização do parque da Alameda de descontos para os comerciantes darem aos seus clientes e uma limitação que não conhecia que era a dos comerciantes terem o fundo de caixa para pagarem essas horas de estacionamento e combinei com o sr. Presidente de Junta que um de nós vai fazer esse pagamento. A Junta, CML ou EMEL vai comprar esses cartões em adiantado (…) e só serão pagos quando forem usados. Foi uma oportunidade para melhorar este aspecto (…) assim que o tempo estiver favorável arrancam as duas obras” 50:06

Vereador Miguel Gaspar

Reunião Descentralizada da CML de 07.03.2018
https://www.youtube.com/watch?v=5sr7cjhNHZM

 

Sugestões de melhoria à requalificação do Largo do Casal Vistoso [Respondido]

A requalificação do Largo do Casal Vistoso foi efectuada pela Junta de Freguesia através de do protocolo de transferência de competências pela Câmara n°396/2016 mas existem, pelo menos, três pontos que parecem merecer, ainda, revisão e eventual correcção:
1. O atravessamento da passadeira não é feito, geralmente, pelo local determinado. Ou se colocam barreiras de impedimento de peões ou se muda o local da passadeira.
2. O separador central do estacionamento devia ser calcetado dado que os automóveis praticamente cobrem o espaço ajardinado além de ser zona de atravessamento de peões que saem dos veículos e é de dificílima manutenção.
3. Os tutores das árvores não cumprem o regulamento do arvoredo de Lisboa.
4. Reavaliar o plano de arvoredo: O largo é muito escuro e foram plantadas 7 (sete!) jacarandás – que são árvores que tem grande crescimento em altura e largura – na parte mais interior e escura do largo. Estas árvores vão causar problemas no futuro. O plano devia ser revisto e entre aquelas 7 (sete) no interior do lago deviam manter-se apenas duas ou três e transplantar as restantes”
(segundo sugestão de moradores)

Segundo o Regimento da Assembleia Freguesia do Areeiro “o prazo máximo para fornecimento de informação aos cidadãos recenseados na freguesia é de 10 dias, se outro prazo mais curto não for possível cumprir”.

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Madalena Matambo Natividade
Elvina Maria Reis Rosa
Gustavo Ambrósio
Nuno Miguel Cabeçadas
Maria Cortez Caetano
Elsa Felizardo
Luis Seguro
Mira de Lacerda
Francisco Lopes da Fonseca
Dulce Amaral
Jacinto Manuel Apostolo
Maria Saraiva
Beatriz Maia
Maria Lourdes Alves Gouveia
Fátima Mayor
Margarida Braz Pinto Coimbra
Paula Saragoça
Ana Paula Sampedro
2 amigos em comum
Ilda Cruz
Zélia Pereira
Ana Martins da Cruz
Luis Pina Amaro
Pedro Correia
Susana Castanheira
Clara Melo
Pedro Barata
Ruy Redin

 

Actualização de 18 de Janeiro de 2018:
“GAP/ 158 /2018
Exmos. Senhores
Em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que reencaminhamos a proposta ao arquiteto autor do projeto para apreciar.”

Actualização de 12 de Março de 2018
17 de janeiro
“Sugestões De Melhoria À Requalificação Do Largo Do Casal Vistoso
A requalificação do Largo do Casal Vistoso foi efectuada pela Junta de Freguesia através de do protocolo de transferência de competências pela Câmara n°396/2016 mas existem, pelo menos, três pontos que parecem merecer, ainda, revisão e eventual correcção:

1. O atravessamento da passadeira não é feito, geralmente, pelo local determinado. Ou se colocam barreiras de impedimento de peões ou se muda o local da passadeira.
2. O separador central do estacionamento devia ser calcetado dado que os automóveis praticamente cobrem o espaço ajardinado além de ser zona de atravessamento de peões que saem dos veículos e é de dificílima manutenção.
«O separador Central do Largo do Casal Vistoso foi um erro de projeto, tal como me indicou. A Junta de Freguesia do Areeiro irá realizar o calcetamento deste separador assim que a EMEL inicie a exploração do local.» – Departamento de Espaços Verdes”

  1. Os tutores das árvores não cumprem o regulamento do arvoredo de Lisboa.

«Os tutores das árvores existentes no Largo do casal Vistoso , realmente não se encontram de acordo com o regulamento do arvoredo de Lisboa, que indica:

A tutoragem deverá ser feita com 3 ou 4 varas de madeira com tratamento antifúngico, com altura de 2,5 m e diâmetro de 6 a 8 cm. As varas devem ser enterradas 1 m no solo, ficando 1,5 m desde o colo da árvore ao ponto de amarração e devem estar ligadas entre si com traves de 40 a 60 cm de comprimento ou com outra estrutura, nomeadamente metálica que permita o travamento das varas entre si, sem danificar a árvore. A amarração da árvore às varas de madeira far-se-á em três pontos (um para cada vara), com cinta elástica de 8 a 10 cm de largura. As cintas são presas com agrafos.

As árvores em questão só possuem 1 tutor, com diâmetro inferior ao pedido e as cintas também não são as apropriadas para o efeito e têm dimensões inferiores. Podemos retificar esta situação.» – Departamento de Espaços Verdes

  1. Reavaliar o plano de arvoredo: O largo é muito escuro e foram plantadas 7 (sete!) jacarandás – que são árvores que tem grande crescimento em altura e largura – na parte mais interior e escura do largo. Estas árvores vão causar problemas no futuro. O plano devia ser revisto e entre aquelas 7 (sete) no interior do lago deviam manter-se apenas duas ou três e transplantar as restantes”

«Os jacarandás são árvores de crescimento rápido, muito utilizadas na ornamentação de ruas, calçadas, praças e parques, pois suas raízes não são agressivas. Adaptam-se a uma ampla variedade de locais e  são resistente à poluição urbana e à maioria das enfermidades. A opção deste tipo de árvore para o local é adequada, no entanto foram plantadas em demasia. Em pelo menos 2 talhões existem 2 árvores muito próximas. Penso que podíamos transplantar 3 árvores, diminuindo assim problemas no futuro.» – Departamento de Espaços Verdes”

Análise às respostas ao inquérito ao estacionamento no Areeiro de Dezembro de 2017

1. A maioria dos residentes chega de carro entre as 18 e as 20 (pico de procura de lugares de estacionamento)
2. 81.1% usa lugares da EMEL, mas 11.7% têm parque de estacionamento e apenas 6.3% garagem própria
3. De manhã, a maioria dos moradores deixa o lugar de estacionamento entre as as 8:00 e as 9:00 (mais de 55%)
4. Cerca de 50% gastam entre 5 a 10 minutos à procura de lugar para estacionar
5. 43.2% declara que estaciona longe de casa por não encontrar lugar perto
6. 41.4% tem 2 dísticos EMEL a mesma percentagem que tem apenas 1 (a confirmar-se será uma média mais baixa que a da cidade de Lisboa)
7. 29.7% admite estacionar, frequentemente, fora dos lugares oficialmente consagrados para esse efeito
8. 9.9% tem uma avença num parque das redondezas
9. Apenas 1.8% tem uma avença no Parque da Junta de Freguesia
10. 64% entende que a Junta deve expandir o seu parque de estacionamento
11. 69.4% acha que os parques da Empark e EMEL são demasiado caros e 62.2% que fazem falta mais parques destes operadores
12. 74.% não quer prescindir de ter carro próprio e de o trocar por um sistema de mobilidade partilhada (mas 20.7% admite tal opção)
13. 51.4% admite ter alternativas de transporte público
14. 85.3% declara andar mais de 8 vezes de carro por mês, 13.7% entre 2 a 8 vezes
15. 88.1% usa automóvel como “veículo corrente” e apenas 3.6% a bicicleta. As outras formas de mobilidade são vestigiais
Conclusões e Propostas:
1. Lugares reservados para empresas e autarquias (CTTs, AML, Junta e CML) devem ter sempre, por regra, limitação apenas para horas laborais cessando esta pelas 19:00 e começando pelas 9:00
2. Devem ser aumentados os lugares de parque de estacionamento (nomeadamente para compensar o fim do parque Empark da Sacadura Cabral)
3. Devem ser reforçados os lugares de estacionamento, nomeadamente pela criação de “estacionamento em espinha” onde tal for tecnicamente viável e criando novos lugares sempre que isso for possível (p.ex. Bairro dos Actores e Sacadura Cabral)
4. Aumentar a quantidade de lugares do Parque de Estacionamento da Junta de Freguesia (existem terrenos livres adjacentes)
5. Realizar contactos com Empark e EMEL no sentido destas entidades descerem os preços dos seus parques (nomeadamente através de contratos de volume com a Junta de Freguesia)
6. Reforçar (muito) a oferta dos sistemas de mobilidade partilhada em Lisboa

Actualização de 10.01.2018
Este inquérito foi publicado (com autorização) no site da Junta de Freguesia do Areeiro:
http://www.jf-areeiro.pt/pt/inquerito-ao-estacionamento-na-freguesia-do-areeiro

Estacionamento depois do empreendimento a construir no terreno na Av Sacadura Cabral

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Parque de Estacionamento cheio em dezembro (é aqui que vai ser construído o novo empreendimento) – Fotografia de Jorge Oliveira

O futuro empreendimento que irá ser construído no lote de terreno entre a Av Sacadura Cabral e a linha férrea irá retirar do local um parque de estacionamento muito utilizado sendo criados, em compensação, apenas 96 novos lugares e 62 subterrâneos. Ora, apesar de o futuro empreendimento prever um parque subterrâneo com capacidade para os residentes, na prática, estes no dia a dia irão previsivelmente utilizar o estacionamento à superfície, sobrelotando ainda mais os arruamentos do bairro. Como se pode ver na foto, o parque fica lotado com cerca de 200 viaturas durante o dia.
O que tem a autarquia a comentar sobre esta situação?

Subscrevem

Rui Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Elvina Maria Reis Rosa
Madalena Matambo Natividade
Anabela Nunes
Nuno Miguel Cabeçadas
Rogério Martins
Elsa Felizardo
Luis Seguro
Teresa Raposo
Luisa Castro Correia
Pedro Pinto
Pedro Gomez
Francisco Lopes da Fonseca
Fernanda Levy
Ana Monteiro
Teresa Ferreira
Ana Benavente
Mafalda Toscano Rico
Cristina Azambuja
Teresa Sarmento
Elisabete Carvalho
Ilda Cruz
Jaime Amores
Maria Berto
Manuel Poças
Pedro Almeida
Lezíria Couchinho
Teresa Clara Durão
Susana Santos
João Ribafeita
Maria Martins da Silva
Paulo Silva
João Miguel Gaspar
Joana Duarte
Maria Luisa Ferreira
Eduardo Pessoa Santos
Luisa Almeida
Pedro Correia
Maria Anabela Melo Egídio
Sérgio Manha
Carla Caló
Fernando Mora de Oliveira
Filomena Figueiredo
João Baguecho
Isabel Primoroso
Júlio Reis Silva
Leonel Soares
João Pedro Cegonho
Maria João Rico
Tomás Da Mata Nogueira
Gonçalo Magalhães Carvalho
Filipa Magalhães Carvalho
Fátima Sá

https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1856505441328921/

pelos “Vizinhos do Areeiro”