Reclamação Colectiva à EMEL enviada para Livro de Reclamações e com o registo ROR00000000000880060.

1
Crescem os relatos de moradores com dísticos EMEL que não conseguem renovar os mesmos: Indiferentes à situação os fiscais continuam a autuar os veículos. Quando confrontados com os problemas na renovação respondem (por vezes) para “colocar uma impressão do mail no carro (com o formulário juntamente com o dístico expirado)” apesar dessa indicação a multa continua e nada garante que não seja renovada.

2
A EMEL parou de enviar avisos alertando para a expiração dos dísticos: Contactada sobre a situação alegou que “é uma cortesia e não são obrigados a isso”. Como consequência, muitos moradores que se habituaram a receberem os avisos não vão renovar o dístico e serão multados. Há dúvidas quanto à legalidade desta suspensão de alertas.
Outros moradores, contudo, estão a receber estes alertas: não é claro porque há esta diferença de critérios.

3
Não está a haver atendimento presencial sem marcação e muitas mensagens enviadas para agendamentos@emel.pt não estão a ter qualquer resposta.

4
Há moradores que receberam marcação de agendamento para dia 22 e que haveria um contacto dentro de 72 Horas mas 8 dias volvidos não houve esse contacto e os dísticos entretando expiraram.

5
A EMEL parece estar a enviar os alertas para renovação (os que são enviados) para o carro “ principal “ os secundários ou de empresa tem que se agendara com antecedência.

6
Estão a ser reportados grandes atrasos no envio dos dísticos após pagamento: alguns estão a ser recepcionados quase no dia do prazo ou já mesmo depois dele.

7
Há carros a serem rebocados por causa do dístico expirado: num contexto de dificuldades de serviço e de prazos ultrapassados não faz sentido.

Onde está o Regulamento para Arrumadores no Areeiro?

Recentemente, por email e presencialmente, na Assembleia de Freguesia do Areeiro questionámos o Executivo da Junta e os demais eleitos, de todos os partidos, na Assembleia de Freguesia. Em resposta o presidente da Junta respondeu que o regulamento não deveria ser elaborado a nível da autarquia mas a nível da Câmara Municipal tendo a Junta esperado pelo mesmo, sem sucesso, e consequentemente não haveria nenhum regulamento para a actividade de arrumadores no Areeiro (como existe, por exemplo, nos Olivais).

Ora, segundo foi possível apurar, não existe, nunca existiu nem existirá um regulamento municipal para o Licenciamento da atividade arrumador de automóveis. Sendo que o diploma que regula o regime jurídico do licenciamento da atividade de arrumador de automóveis encontra-se previsto no Decreto Lei n.º 310/2002, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 105/2015 de 25 de agosto.

O licenciamento da atividade arrumadores de automóveis é uma competência própria, pelo que ao abrigo do disposto na alínea h) do n.º 1 e alínea b) do n.º 3, do artigo 16.º do Regime Jurídico das Autarquias Locais, aprovado e publicado como Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, na sua redação atual, as Juntas de Freguesia, tem competência para elaborar e submeter à aprovação da assembleia de freguesia projetos de regulamentos.

Assim sendo, parece que existe uma lacuna no Areeiro.
Os subscritores propõe, assim, que esta lacuna seja resolvida através da redação e aprovação de um regulamento semelhante ao que já existe nos Olivais

Subscrevem:

Rui Martins
Cláudia Casquilho
Ilda Cruz
Elvina Maria Reis Rosa
Stela Correia
Ana Costa
Zélia Brito
Margarida Moreira
Francisco Lopes da Fonseca
Graça Leal
Clotilde Lima
Lidia Monteiro
Pedro André
Nanda Ruaz
Maria Da Conceiçao Batista
Antonieta Soares Ribeiro

Resposta de 11.12.2019:
“Exmos. Senhores,

Em face do exposto por V. Exas. cumpre informar que, a legislação aplicada aos arrumadores de automóveis não se encontra restringida pelo regulamento de estacionamento de lisboa, nem é obrigatória a sua adopção. Uma vez que, a legislação tem âmbito nacional, cabe a cada autarquia local, caso se justifique a adopção de um regulamento e aprovação das zonas delimitadas nas quais podem ser licenciados arrumadores, passando estes a exercer a actividade de forma identificável e regular.

Na cidade de Lisboa, o estacionamento na via pública está entregue à empresa municipal EMEL, a quem cabe regulamentar os locais de estacionamento. No caso concreto da freguesia do Areeiro, com excepção de parte da Rua Aquiles Machado, toda a área da Freguesia já se encontra regulamentada e tarifada pela EMEL e a que está em falta deverá passar a estar também brevemente.

Assim, não parecer existir fundamento nem justificação plausível para regulamentar a actividade de arrumador de automóvel na Freguesia, visto que as áreas já se encontram devidamente delimitadas, não sendo necessário arrumador para “passe o pleonasmo” auxiliar a arrumar os veículos nos lugares de estacionamento em zonas delimitadas. Tal só se justificaria em zonas onde houvesse parques ou zonas amplas de estacionamento sem lugares definidos.

Com os melhores cumprimentos,

Fernando Braamcamp

Presidente da Junta de Freguesia de Areeiro


Estacionamentos Mobilidade Suave

Os subscritores sugerem à Câmara Municipal de Lisboa que desenvolva mecanismos junto das empresas de meios de mobilidade suave, nomeadamente de aluguer de Bicicletas e Trotinetes, de forma a não permitir o seu estacionamento fora de locais previamente designados para o efeito.A actual falta de ordenação permite que bicicletas e trotinetes sejam largadas em qualquer lugar, criando um embaraço notório à circulação pedonal.É possível georreferenciar os locais já existentes para parquear e de seguida marcar no mapa das aplicações as zonas onde seria permitido terminar viagens (1), sendo os actuais níveis de precisão do sistema GPS adequados a esta necessidade. Criar penalização para os utilizadores que deixassem fora das zonas autorizadas, como aliás já acontece numa parte de Lisboa num desses operadores.Este bloqueio de zonas deveria ser progressivo, acompanhando as renovações nos arruamentos que estão a acontecer, e a instalação de novos locais para estacionamento de bicicletas e trotinetes. Foi realizado um levantamento, que acompanha esta subscrição, de lugares existentes e de possíveis novas localizações, tendo tido o cuidado de evitar a supressão de estacionamento automóvel sem prejudicar o trânsito pedonal (2).Nota 1: “the government commits to broadcasting the GPS signal in space with a global average user range error (URE) of ≤7.8 m (25.6 ft.), with 95% probability. Actual performance exceeds the specification. On May 11, 2016, the global average URE was ≤0.715 m (2.3 ft.), 95% of the time.”https://www.gps.gov/systems/gps/performance/accuracy/Nota 2: https://drive.google.com/open?id=1DoM76KY4BVEFLAYg5a99vcQtzO5KQiu4&usp=sharing 

Subscrevem:
Rodolfo Franco
Cláudia Casquilho
Nuno Dinis Cortiços
Elvina Maria Reis Rosa
Ilda Cruz
Ana Benavente
Anabela Nunes
Ana Costa
Maria De Lurdes Canto
Leandro Sanches
Margarida Moreira
Irene Coelho
Alexandra Maia Mendonça
José Vieira Mesquita
Fátima Mayor
Ana Sampedro
Rui Martins
Maria Jerónimo Costa Zita
Isabel O. Sousa
Lezíria Couchinho
Isabel Noya Oliva
Isabel Correia
Maria Adelaide Nogueira
Maria Jesus Pereira Gambino
Maria Claro Ribeiro
Maria Ferreira Pires
Beta Marinheiro
Paulo Assunção
Margarida Pouseiro
Jorge Fernandes
Maria De Lurdes Machado
Helena Passaporte
Andreia Leiria
Pedro André
Teresa Raposo
Carlos Cunha
Cristina Inacio
Joana Santos Patrocinio
Isabel Tomás
Pedro Reis
Alexandra Costa
Leonilde Ferreira Viegas
Belicha ViVi Geraldes
Marta Moreira
Mário Rui André
Manuela Paixão
Teresa Silva
Antonieta Soares Ribeiro
Gonçalo Pousão
Diogo Bello
Antonio Sequeira
Gustavo Hernández
Duarte Albuquerque

Os Vizinhos em Lisboa (que integra vários núcleos de Vizinhos de Lisboa como os do Areeiro, Arroios e Avenidas Novas: entre outros) estiveram presentes na reunião do Conselho Consultivo do Plano Municipal de Segurança Rodoviária de 2 de Julho nos Paços do Concelho

Os Vizinhos em Lisboa (que integra vários núcleos de Vizinhos de Lisboa como os do Areeiro, Arroios e Avenidas Novas: entre outros) estiveram presentes na reunião do Conselho Consultivo do Plano Municipal de Segurança Rodoviária de 2 de Julho nos Paços do Concelho.

Presentes estiveram Rui Martins e Luis Castro da direcção da Associação. Foram recolhidos elementos para a boa implementação do Plano de Segurança e elementos (p.ex. A informação de que entre 2010 e 2018 houve 168 mortos e 734 feridos graves (com internamento superior a 24H) sobre o diagnóstico da actual situação tendo sido partilhado o ambicioso objectivo de reduzir a zero (“Missão Zero”) a mortalidade rodoviária e reduzir a 36 os feridos graves até 2030. Foram mencionados ainda os programas “Escola 100% Segura” (com intervenções junto a escolas como a EB Luís de Camões), e o “Bairro 100% Seguro” em parceria e com CDCs com as Juntas de Freguesia.

Alguns dados:

Como as três maiores tipos de atropelamentos foram indicados, por ordem:

1º sobre zebras sem semáforo (mais em verde que em vermelho)
2º rua fora da zebra
3º Quando seguiam pela rua

Grupos etários:

1º adultos (contabilizar quem trabalha mas não vive na cidade)
2º idosos (mais de 65 anos) com 1/3 a 28% do total (o que não conta com os adultos que entram na cidade para trabalhar)
3º crianças

Acidentes:

Mais acidentes com motas (grande aumento)

Mais acidentes com bicicletas (subida ligeira)

Peões atropelados: estável 60% dos sinistros ocorreram em zonas residenciais: Mas são números (demasiado) elevados

60 a 80% são utilizadores vulneráveis

60% sobre zebras ou a menos de 50 m 1 em 10 lisboetas já foram atropelados (1/2 foram hospitalizados) 1 a 3 foram “quase atropelados”

Pedido de reavaliação de cedência de 10 lugares de estacionamento na Av Marconi ao Ministério do Trabalho

Os subscritores apelam ao Ministério do Trabalho e à CML que reavaliem a cedência de 10 lugares de estacionamento na Av Marconi aos funcionários do dito ministério que se irão, assim, somar aos 2 já aqui existentes ou que, pelo menos, consagrem a um limite horário toda ou parte desta reserva de estacionamento.
Recordamos que nos últimos meses foram perdidas várias dezenas de lugares de estacionamento em locais para ecoilhas enterradas, estacionamentos para motas e bicicletas e ciclovias sem as correspondentes criações de lugares de estacionamento de compensação agravando uma situação que já era bastante difícil para os moradores de uma das freguesias com o rácio de dístico-estacionamento mais baixos de Lisboa.
Recentemente (julho de 2018) tivemos a polémica da cedência de um número de lugares semelhantes à cantora Madonna por cerca de 720 euros. Ignoramos qual será o pagamento feito pelo Ministério à CML, mas a ser semelhante questionamos porque é que este Ministério não estaciona os seus veículos no Parque Empark a alguns metros de distância que está muito longe da ocupação total da sua capacidade.

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Rodolfo Franco
Jorge Oliveira
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Pedro Pinto
Luis Seguro
Teresa Aroso
Anabela Nunes
Pedro Gaurim Fernandes
Elvina Maria Reis Rosa
Ana Costa
Rui M. Sousa
Luisa Castro Correia
Cristina Azambuja
Fernando Anjos
Maria De Lurdes Canto
Manuela Melo
Clara Ribeiro
Ilda Cruz
Stela Correia
Francisco Pedroso
Luisa Galvão
Marco Neves
Lidia Monteiro
Ana Teresa Santos
Teresa Capela
Margarida Granjo Dos Reis
Pedro Stichini Vilela
Pedro Dias
Madalena Matambo Natividade
Amália Parente
Maria Concepcion
Tuti Andrade Rocha
Jorge Garcia
Andreia Cunha Dias
Elisabete Carvalho
Leonor Braz Teixeira
Margarida Suárez
Belicha Geraldes
Leonor Santa Bárbara
Maria Da Conceiçao Batista
Margarida Egea
Gonçalo Pousão
Teresa Sarmento
Antonio Sequeira
Sofia Silva
Emanuel Genovevo Costa
Ines Pintado Maury

Estacionamentos Cobertos para Bicicletas

Os subscritores apelam à Junta de Freguesia a instalação de parques de estacionamento cobertos para bicicletas particulares, à semelhança das que existem em outras partes de Lisboa. As mudanças na cidade de Lisboa como a construção de ciclovias têm motivado ao uso deste meio de transporte, mas é necessário complementar com este tipo de infraestrutura , no sentido de promover o uso da bicicleta a quem não tem local onde a guardar. Apesar da boa iniciativa ao fazer uma parceria com a empark para estacionar no parque do Jardim Fernando Pessa, é necessária a existência de estacionamento mais distribuído pela freguesia (acessível a todos) e em maior quantidade para que a bicicleta se torne plenamente viável como o meio de transporte que pode ser.
Apelamos igualmente a que o acordo para lugares para bicicletas nos parques da Empark e EMEL seja estendido aos restantes parques da freguesia (não só no parque do Fernando Pessa) e que seja aberto a todos os moradores e não apenas aos que estão actualmente recenseados.
fotografia:

https://www.facebook.com/Vizinhos.do.Areeiro/photos/gm.2158917497754379/2098207226974287/?type=3&permPage=1&ifg=1

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Rodolfo Franco
Luis Seguro
Patrícia Matos Palma
Ana Costa
Elvina Maria Reis Rosa
Ana Coelho
Zélia Pereira
Gisela Stricker
Carla Caló
Herculano Rebordao
Ana Sampedro
José João Leiria-Ralha
Manuela Melo
Clara Ribeiro
Maria Mar
Ilda Cruz
Stela Correia
Henrique Ferro
Nuno Cruz Garcia
Lezíria Couchinho
Maria Adelaide Nogueira
Marco Neves
Hugo Freire
Ana Teresa Santos
Miguel Pires
Joana Isabel
Teresa Clode
António Santos
Rosa Rebelo
Jose Cruz
Margarida Agostinho
Pedro Nóbrega da Costa
Jose Alves
Nuno Domingos
Paula Cardoso
Rui Dias
António Puppe
Maria Concepcion
Gonçalo Peres
Tuti Andrade Rocha
Rita Luis
Leonor Braz Teixeira
Ana Cristina Martins
Maria Helena Ferro
Gonçalo Pousão
Filipe Chapman Garrido
Carlos Tito Mendes
David Vale
Joao Bernardino
Nuno Carvalho
Ruy Redin
Ana Ribeiro
Ines Pintado Maury

Actualização de 07.05.2019
GAP/ 4108 /2019
Exmos. Senhores,
Em referência ao assunto em epígrafe, encarrega-me o Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, de acusar e agradecer a sugestão de V. Exa que nos mereceu a melhor atenção e informar que quanto aos outros parques, dado não terem acesso (porta de homem) não é possível a recolha após o fecho do parque ao público, nem zona para o efeito.
Grata pela atenção.
Com os melhores cumprimentos,
Carla Marques
Gabinete de Apoio à Presidencia”

Adenda:
Este sistema já funcionou no Oceanário de Lisboa. No entanto, após obras de ampliação, eles optaram por não o voltar a colocar à disposição dos utilizadores de bicicletas. Também pode ser encontrada a mesma estrutura de parqueamento na freguesia de Moscavide, na Rua João Pinto Ribeiro, junto à estação de metro. Ambas são fabricadas e fornecidas pela Biciway.

Actualização de 10 de maio de 2019:

“GAP/ 4156 /2019

Exmo. Senhor,

Quanto à sugestão da infraestrutura para guardar bicicletas particulares iremos analisar a sua implementação.

Em relação aos outros parques de estacionamento Emel e Empark que mencionam, não é possível parceria à semelhança do parque do Jardim Fernando Pessa, visto estes não terem uma porta lateral (porta de homem), que facilitaria a entrada e saída das bicicletas após o fecho do estacionamento.

Sem outro assunto apresentamos os nossos melhores cumprimentos,”

“Moradores e Junta do Areeiro pedem reforço da segurança nas passadeiras mais perigosas da freguesia” [O Corvo]

 

“Moradores e Junta do Areeiro pedem reforço da segurança nas passadeiras mais perigosas da freguesia

Samuel Alemão

19 Abril, 2019

O atravessamento pedonal de algumas das principais artérias daquela zona da cidade é considerado pouco seguro. Seja nas avenidas de Roma, João XXI ou Almirante Reis, a sensação de perigo é elevada, muito por culpa das velocidades atingidas pelos automóveis, mas também falta de cuidado dos peões. As estatísticas dos atropelamentos provam-no. Mas é a Avenida Manuel da Maia que suscita preocupações maiores. Tanto que a colocação de semáforos numa passadeira existente a meio daquele arruamento encabeça a lista de reivindicações de uma petição agora lançada pelo movimento Vizinhos do Areeiro. O presidente da Junta de Freguesia do Areeiro confessa também estar apreensivo, tanto que já pediu à Câmara de Lisboa (CML) que desnivele a passadeira, para obrigar ao abrandamentos dos carros. O autarca diz que a CML lhe garantiu que avançará com a obra em breve, quando ali se fizer uma ciclovia.

Um autêntico sufoco. Atravessar a passadeira instalada no troço da Avenida Manuel da Maia situado entre a Praça de Londres e o topo da Alameda Dom Afonso Henriques não é actividade que se realize de ânimo leve. A sensação de perigo está sempre presente para quem ousa fazê-lo, tal a velocidade a que se deslocam ali os automóveis, sobretudo no sentido ascendente, em direcção ao Instituto Superior Técnico (IST). Por isso, há quem ache que a melhor solução para garantir um módico de tranquilidade na circulação pedonal entre ambos os lados do arruamento passa pela colocação de semáforos naquele local. Essa é, aliás, a primeira da reivindicações de uma petição por mais segurança nas passadeiras da freguesia do Areeiro, lançada nos últimos dias, pelo agrupamento cívico Vizinhos do Areeiro. Mas a solução até poderá passar pelo alteamento dessa passagem, quando avançarem as obras de construção da ciclovia, previstas para breve, explica o presidente da junta a O Corvo.
“Aquele atravessamento é uma dor de cabeça, é perigosíssimo, recebemos imensas queixas das pessoas. Já há muito tempo que pedimos à Câmara de Lisboa uma solução para aquilo”, afirma Fernando Braancamp (PSD), presidente da Junta de Freguesia do Areeiro. E, no entender do autarca, a melhor forma de resolver de forma eficaz o problema passa pela sobrelevação da perigosa passadeira, obrigando os automóveis a abrandarem. Solução que a junta já terá indicado ao vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar (PS), ser da sua preferência – algo que também tem defendido para as passadeiras da Avenida João XXI. “Eles disseram-nos que não valia a pena estar a fazer a obra já, quando dentro em breve, em Maio ou Junho, deverão arrancar os trabalhos de construção da ciclovia da Manuel da Maia. Comprometeram-se que com isso. Se chegar a essa altura, e não tiverem feito o que prometeram, vou ter de voltar a falar-lhes disto”, promete Braancamp, que se diz preparado para, em último caso, ser a própria junta a realizar a obra de elevação da passadeira. O perigo de um “acidente grave” é grande, considera.
Um diagnóstico coincidente com o que é feito por Rui Martins, responsável pelo movimento Vizinhos do Areeiro. Ao ponto de a situação da Avenida Manuel da Maia encabeçar a lista de prioridades da petição dirigida à Assembleia Municipal de Lisboa (AML) para que inste a Câmara de Lisboa a tomar medidas. Pede-se, por isso, a colocação de semáforos naquela artéria, identificada como local de atropelamentos e onde a circulação automóvel se faz, geralmente, a alta velocidade”. Solução, aliás, reivindicada também para a Avenida João XXI, especificamente para a passadeira identificada como estando no alinhamento da farmácia, “onde existem diversos registos de atropelamentos e outros incidentes naquele atravessamento”. No texto da recolha de assinaturas, explica-se que esta avenida, por ser larga e bem nivelada, se revela convidativa ao desrespeito dos automobilistas pelo limite máximo de velocidade de circulação. Situação a que se associará a falta de cautela de muitos peões no momento de atravessar.

Citando estatísticas oficiais referentes ao período compreendido entre 2010 e 2016, a petição do Vizinhos do Areeiro refere a ocorrência de 39 atropelamentos na Avenida de Roma e 29 na Avenida João XXI. Dados que ficam ainda mais ensombrados pelo impressionante número de 160 acidentes deste género, nesses seis anos, na Avenida Almirante Reis – embora Rui Martins saliente a O Corvo que, “muito possivelmente, a grande maioria desses atropelamentos terá ocorrido na parte pertencente à freguesia de Arroios”, que é onde a avenida tem a maior extensão. Estes alertas, salienta o dirigente do movimento cívico, juntam-se a outros já lançados pelo colectivo para que se garantam melhores condições de segurança pedonal. “Nos últimos tempos, em Lisboa, tem-se falado muito de mobilidade, apostando-se numa sobrevalorização das bicicletas e trotinetas. Mas, com isto, não se tem falado daquilo que é o mais importante, que é as pessoas andarem a pé”, diz.”

https://ocorvo.pt/moradores-e-junta-do-areeiro-pedem-reforco-da-seguranca-nas-passadeiras-mais-perigosas-da-freguesia/?unapproved=17924&moderation-hash=6b563902e54fad6de5e4ab26facec8b2#comment-17924

Consulta aos Vizinhos do Areeiro sobre a intervenção (e ciclovia) na Av de Paris e Rua Edison

Comentários aos votos registados até 15 de Março de 2019:

  1. a opção mais votada (135+13) refere a transferência de circulação automóvel para a João XXI e cruzamento entre e Av de Roma e a João XXI e ligação desta com a Praça Sá Carneiro.
  2. há críticas ao custo total da intervenção na Av de Paris (29 mil euros) assim como ao seu prazo de execução (18 dias): considerados por 54 moradores como excessivos.
  3. 34 moradores entendem que as críticas às duas ciclovias são normais e decorrem de uma alteração de hábitos que irá inevitavelmente ocorrer (note-se que são cerca de 15% destas 3 primeiras respostas): isto pode indicar que a penetração da bicicleta como principal forma de mobilidade urbana no Areeiro é ainda muito fraca (será que esperar que aumente com o aumento de ciclovias).
  4. A largura da faixa na Av de Paris merece a crítica a 26 moradores: ela é patente mas encontra-se dentro dos limites legais. Poderá aumentar o número de colisões mas isso é algo a que apenas o tempo pode responder esperando que CML mantenha um registo deste tipo de ocorrências por forma a poder tomar medidas correctivas (se estas se justificarem)
  5. Todos os comerciantes contactados na Av de Paris e na Rua Cervantes concordam em dizerem que as alterações vão reduzir a atividade comercial: é certo que as ciclovias poderão atrair novo público (não há dados que isso aconteceu em resultado da intervenção na Guerra Junqueiro de 2018)
  6. Na Av de Paris não se perderam lugares de estacionamento, na Cervantes dois: o impacto nas perdas totais de lugares parecem displicientes.
  7. A intervenção na Av de Paris acabou com o estacionamento em segunda fila, o que permite regular melhor o trânsito mas que é apontado por comerciantes como um factor que está a afastar clientes (de qualquer recorde-se que é uma prática irregular e alvo de multa)

Em geral:

  1. Toda a intervenção na Av de Paris e na Rua Edison foi feita com a participação da Junta de Freguesia
  2. Muitos moradores sentem que não houve envolvimento nem procura da sua participação (útil e não meramente formal: embora esta – em boa verdade – também não tenha ocorrido)
  3. Não foram comentadas participações inflamatórias e estéreis como “a dependência dos carros mete dó”: é um exercício de maniqueísmo que não favorece ao diálogo nem à descoberta de soluções e propostas concretas para os problemas da mobilidade urbana em Lisboa.

Encontro dos Vizinhos do Areeiro com a EMEL sobre a Rede de Bicicletas Partilhadas GIRA

No passado dia 16 de Fevereiro os Vizinhos do Areeiro e Vizinhos das Avenidas Novas foram recebidos na sede da EMEL, sobre o tema da Expansão da Rede de Bicicletas Gira.

Foram abordadas as questões referentes ao actual atraso na expansão da rede, bem como as razões para o número de bicicletas GIRA disponíveis serem inferiores ao previsto, com o mínimo registado no final do verão de apenas cerca de 300 bicicletas disponíveis.

Os objectivos para a Rede Gira irão passar no futuro por uma rede de 300 estações e um número de bicicletas disponíveis a rondar as 3000, mantendo o rácio de maioritariamente eléctricas, de forma a acompanhar a crescente procura que se pode constatar.

Foram pedidas sugestões de melhoramento para esta nova fase e a opinião dos presentes para as novas ideias que estão a ser estudadas pela EMEL. Nesse contexto foram apresentadas as sugestões recolhidas pelos Vizinhos, como a necessidade de extensão da Rede a outros pontos da cidade, a melhor identificação do número individual das bicicletas de forma a poder reportar abusos e acidentes, bem como o estudo da viabilidade de publicidade nas mesmas de forma a cofinanciar o projecto.

Foi referido por parte da EMEL que se encontra em estudo a possibilidade das novas bicicletas possuiram um tipo de cadeado que permita paragens momentâneas e a ideia da criação de docas virtuais, locais designados onde as bicicletas possam ser deixadas na ausência de docas ou no caso das mesmas se encontrarem sem lugar disponível.

Foram discutidas as novas ciclovias que estão a ser planeadas e realizadas, bem como alguns erros e problemas na sua construção.

Lime e CML: Questões sobre segurança, acidentes, avarias, pagamentos a Juicers e e-scooters mal estacionadas (proposta) [Respondido]

“Uma reportagem (audio) de 28.12.2018 do Washington Post (“The story behind a global e-scooter recall”: https://www.stitcher.com/podcast/the-washington-post/post-reports/e/57900565) levanta algumas questões sobre as e-scooters que agora se encontram, às centenas, por Lisboa. Sem dúvida que estes veículos podem representar uma grande mudança no paradigma de mobilidade em Lisboa sendo uma forma de mobilidade urbana muito rápida, flexível e económica, contudo, o artigo chama a atenção para questões de segurança que gostaríamos de saber se também se colocam em Lisboa:

1. algumas empresas, como a Skip (São Francisco) alteraram esta semana os termos de uso da aplicação por forma a protegerem-se contra acções por danos. A Lime vai fazer uma alteração semelhante em Lisboa?

2. a reportagem do Post contactou vários hospitais nos EUA (Miami, San Diego, Nashville, San Francisco, DC, Austin) e encontrou uma grande quantidade de ferimentos graves de utentes destes equipamentos. Segundo os médicos contactados os ferimentos eram muito mais graves do que os registados aquando da aparição das primeiras redes de bicicletas partilhadas e comparáveis a acidentes de motocicletas quando os capacetes não eram obrigatórios e aos acidentes de automóvel quando não existiam as medidas de segurança actuais (cintos de segurança, airbags, etc). Que informações tem a Lime sobre o que se está a passar em Lisboa?

3. onde e como estão a ser reparadas as avarias reportadas pelos Juicers?

4. a reportagem menciona que – em Outubro – muitas baterias de iões de lítio das e-scooters da Lime não eram devidamente instaladas e incendiavam-se facilmente: esta informação, não terá sido divulgada (confirmam?) aos “juicers” (que são quem recolhe, carrega e repara as e-scooters). Em consequência a empresa terá organizado um recall massivo e responsabilizado o fabricante das baterias pelos problemas e não nas práticas de manutenção. Mais recentemente, houve outro recall por causa de um modelo que tendia a partir-se em depois tendo havido um recall massivo em Paris (onde este modelo era muito comum). Confirmam que estes recalls á foram feitos em Lisboa e/ou que estes modelos são apenas recarregados pela Lime? (onde?)

5. o preço mínimo por carregamento das e-scooters (e que é aplicado na grande maioria das vezes) por carregamento desceu para apenas 3 euros por unidade: a Lime entende que este valor é adequado para compensar os custos logísticos e em eletricidade por parte dos Juicers? Os carregamentos continuam a ser feitos ao mesmo ritmo de anteriormente e como explica a empresa o desfasamento de valores comparado com outras cidades europeias? (sendo que o preço de utilização é idêntico)?

6. A Lime já considerou fazer pagamentos aos Juicers que coloquem e-scooters mal estacionadas nos lugares designados para as ditas?

Note-se que apesar destas questões as e-scooters preenchem um nicho importante da mobilidade urbana e podem mudar, de facto, a forma como os cidadãos se poderão deslocar dentro de Lisboa e, por isso mesmo, é importante garantir a segurança destes veículos e que os operadores têm procedimentos de segurança adequados.”

Subscrevem:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Cláudia Casquilho
Nuno Dinis Cortiços
Anabela Nunes
Isabel Tomas Rodrigo
Elsa Felizardo
João J Martins
Ana Sampedro
Francisco Lopes da Fonseca
Essi Silva Ribeiros
Gabriel Osório de Barros
Teresa Sarmento
Rui Martinho
Maria Mar
Ilda Cruz
Stela Correia
Amelia Sousa Nunes
João Lourenço
Gabriela Lago
Paulo Barbosa
Antonio Sequeira
Liliana Azevedo
Ines Pintado Maury

Primeira resposta de 10 de Janeiro de 2019
“agradecemos o contacto. Vamos ler as questões que nos enviam e responder assim que possível.
Qualquer questão, disponham.”

 

Descentralizada de 2019:

“Começam a ser vistos polícias municipais que arrumam e recolhem Trotinetes mal estacionadas.

Eu próprio o faço todos os dias.

A imagem que fica na cidade, os obstáculos que criam à circulação pedonal, arriscam-se a destruir a possibilidade aberta por uma boa ideia.

É preciso trabalhar com os operadores na questão do estacionamento, designadamente na criação de spots virtuais (com bloqueio e registo de local em fim da viagem); multar casos exagerados e comunicar abertamente as quantidades dessas multas

É preciso convidar os operadores a passarem a remunerar também os seus parceiros (Juicers) para arrumarem trotinetes (além de as carregarem)”

Rui Martins

“Sobre se os Juicers, os “funcionários” das empresas podem ou devem reposicionar as trotinetas: temos reuniões quinzenais com estas empresas. E isto faz parte do esforço que estas empresas dizem que estão a fazer. Há três dimensões: a da sensibilização das pessoas (campanha “Lisboa na Boa”: que será reforçada), há a dimensão da fiscalização, da Polícia Municipal que remove sistematicamente trotinetes. Recebi o relatório de que ainda nesta semana foram removidas 50 num dia. Há uma revisão das regras em que nas zonas mais sensíveis (e estamos a aumentar essas zonas sensíveis: p.ex. Jardim da Estrela) não se pode parar (Bairro Alto e Castelo) e depois há o esforço junto das empresas e elas declaram que já o estão a fazer e esse esforço vai ser mais visível. Há necessidade de aumentar o número de lugares de estacionamento para este tipo de veículos e se necessário estamos a pensar aumentar as regras de estacionamento para que parem apenas nos lugares assinalados”

Vereador Miguel Gaspar