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A histórica “Livraria Barata” de Lisboa

Remoção de cartazes PCP, BE, CDS e PDR depois das eleições

Agora que terminaram as campanhas eleitorais das Europeias e Legislativas os abaixo subscritos moradores da freguesia do Areeiro apelam aos partidos que instalaram cartazes e outdoors, na Praça Francisco Sá Carneiro e na Alameda Afonso Henriques que procedam – eles próprios – à sua retirada destes locais que, ademais, são monumentos nacionais e porque agora, além de inúteis, interferem com o “sistema de vistas” desses locais o que viola a Lei 97/88 que prescreve que a propaganda eleitoral não deve “prejudicar a beleza ou enquadramento de monumentos nacionais”.
Saudamos os partidos Aliança, Iniciativa Liberal e Livre por terem removido os seus cartazes na Alameda Afonso Henriques e Praça Francisco Sá Carneiro decorridas menos de 48H sobre as Eleições Legislativas: Bem Hajam por isso. Aguardamos agora que o seu exemplo seja seguido por CDS, PDR, BE e PCP.

Subscrevem:
Rodolfo Franco
Cláudia Casquilho
Ilda Cruz
Teresa Sarmento
Elvina Maria Reis Rosa
Teresa Raposo
Cristina Azambuja
Pedro Pinto
Stela Correia
Anabela Nunes
Pedro Gaurim Fernandes
Ana Benavente
Gabriela Lago
Zélia Pereira
Nuno Miguel Cabeçadas
Ana Costa
Irene Coelho
Zélia Brito
Maria Teresa Inglês Agostinho
Teresa Aroso
Carlos Matias
Duarte Amado
Joao Santos Silva
Maria João Morgado
Jacinto Manuel Apostolo
Leonor Duarte
Fátima Apolinario Monteiro
Pedro Gomez
Anabela Gouveia
Alexandra Maia Mendonça
Fatima Lammar
Bruno Beja Fonseca
José Vieira Mesquita
Isabel Gameiro
Luiza Cadaval de Sousa
Fernando Barroso de Moura
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Dulce Amaral
Belicha Geraldes
Carla Caló
Mariana Bettencourt
Francisco Lopes da Fonseca
Rui Martins
Jean Ricardo
Jaime Amores
Carlos Alberto Vieira
Rute Rodrigues
Miguel Ângelo Santarém
Eduardo Santos Ferreira
Marco Jesus
Maria Luísa Lanita
Beca Guedes Da Silva
Clara Ribeiro
Margarida Sousa E Silva
Eulalia Justino
Maria Adelaide Nogueira
Margarida Ferreira da Silva
Margarida Reis
Paula Oliveira
Maria Cortez Caetano
Maria Claro Ribeiro
Daniel Fernandes
1 amigo em comum
Walter Perdigão
Lidia Monteiro
Ana Teresa Santos
João Maria Vilar
Paula Alvim
Ana Cerqueira
João Pedro Araújo
Maria Manuela Nobre
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Cristina Lacerda
Maria Teresa Castro
Ricardo Castro
Lourdes Walk
Jorge Fernandes
Manuela Melo
Paulo Silva
Margarida Agostinho
Susana Castanheira
Daniel Varela
Gonçalo Azevedo
Pedro André
Joana Ribeiro
Diogo Baptista
José Maia de Loureiro
Cláudia Maria
Amália Parente
Julieta Martins
Cristina Casaleiro
Isabel Martins
Rui Dias
Maria Lemos
Isabel Tomás
Amélia Marcos
Ana Vicente
Joaquim Fonseca
Ana Paula Bárcia
João A. R. Sovelas
Tiago Miranda
José Cabrita
Patricia Saldanha da Gama
Maria Yañez
Ana Cristina Martins
Paula Chilão
Leonor Santa Bárbara
Marta Moreira
Manuela Paixão
Sofia Rita Fernandes
Cristina Manuela Silva
Fernando De Sousa Ferreira
Maria Da Conceiçao Batista
Antonieta Soares Ribeiro
Miguel Cambão
Gonçalo Pousão
Rui Pedro da Ponte
Antonio Sequeira
Catarina Teixeira
Carolina Costa
Marta Filipe
Emanuel Genovevo Costa
Vítor Frade
Helder Miranda
Ruy Redin
Nuno Saraiva Rego
Pedro Santos
João Paulo Marto Pereira
Ines Pintado Maury

Vila Áspera (breve história)

Agora que se vivem os derradeiros dias da última Vila do Areeiro é o momento que reunir alguma informação sobre a Vila Áspera que se vê hoje entre a Rua Margarida de Abreu e a Avenida Gago Coutinho. Em primeiro lugar, falamos de uma das duas últimas Vilas Operárias que alguma vez existiram no Areeiro (na Graça e em Arroios eram muito mais comuns). Estas vilas nasceram nos terrenos das quintas que começaram a surgir nesta zona na época do reinado de Dom João I e que faziam parte de um “anel verde” que rodeava e abastecia os mercados de Lisboa e que eram especialmente numerosas nas zonas de melhores solos e com amplos fornecimentos de água, conforme sucedia aqui nesta zona do Areeiro.

Pouco, quase nada, se sabe da Vila das Varandas excepto que dava para a Barão de Sabrosa, sobre a Vila Aspera, contudo, já se sabe um pouco mais da Vila Aspera: Data do século XVIII o primeiro grande período de povoamento da zona da Vila Áspera. São desta épocas a Quinta do Pina (que daria nome ao “Alto do Pina”), a Quinta do Mendonça, a Quinta do Monte Coxo (que existia em 1989 havendo notícia de um incêndio na RTP e que era fronteira à Rua Alberto Pimentel e em cujos terrenos seria construído o Bairro Gebalis junto aos prédios da Cooperativa Portugal Novo), a Quinta dos Passarinhos que tinha casario na zona do Alto de São João e onde existia o “Retiro Manuel dos Passarinhos”, a Quinta da Holandesa, que foi fotografada por Arnaldo Madureira, já em ruínas e cuja população – de maioria hindu – foi realojada em finais dos anos de 1990 no Bairro do Armador, em Marvila e, alguma, no Bairro da Gebalis junto ao Portugal Novo, assim como as Quintas da Noiva, do Pilão e do Pombeiro ou ou de N. Sra. da Conceição em cuja casa senhorial norte, recuperada funciona hoje a Casa de Acolhimento Para Crianças Refugiadas e onde em 2010 ainda se viam restos de uma ermida (perto desta ermida há registos de duas outras a dos Aciprestes (à Fonte do Louro) e a das Ameias cujas ruínas ainda resistem e que serão, também, da mesma época, ou seja de começos do século XVIII. Esta quinta teria pertencido a um lavrador de nome Joaquim Augusto Pombeiro mantendo a tradição de designar estas quintas com o nome do seu proprietário origina e que a terá construído no século XVIII. As suas ruínas, designadamente com a zona dos jogos de água ainda hoje podem ser vistas no parque Urbano do Vale da Montanha. Em praticamente todas estas quintas durante as décadas de 1980 e 1990 surgiram vários bairros de barracas que tomaram os seus nomes. A Quinta dos Pacatos, onde está hoje a Rua Abade Faria seria usada para construir as habitações sociais do Bairro Carmona. Na Azinhaga Fonte do Louro residem ainda cinco famílias em condição de relativo abandono de limpeza e cuidados urbanos por parte da CML e da Junta de Freguesia. No seguimento destas quintas encontramos ainda as ruínas da Quinta das Olaias ou do Casal Vistoso (onde nasceu a urbanização de mesmo nome) e que no século XVII pertencia aos Abreus e Castros e por onde terá, alegamente passado o Rei Dom Fernando II e a condessa de Edla a sua segunda esposa.

Em finais de 1990 e começos de 2000 começam os realojamentos das barracas destas quintas agrupadas sobre a designação de “Vale do Areeiro” sendo os moradores de maioria indiana (especialmente de Diu ou, melhor, de Fudam no Oeste deste território da Índia Portuguesa) que chegaram a Portugal, sobretudo, em finais da década de 1970. Em 1991 viviam aqui perto de 1400 pessoas, quase todas em condições muito precárias.

Não longe destas quintas e muito perto da antiga Estrada de Sacavém (cujos últimos troços, hoje abandonados e cobertos de vegetação, ainda se observam junto à Azinhaga da Fonte do Louro) nasceu a Vila Aspera nos terrenos de uma desconhecida Quinta Aspera situada muito perto da Rua Alves Torgo (troço junto à Avenida Gago Coutinho no Areeiro). Esta quinta, seguindo a regra das demais, seria propriedade de uma família Aspera, cujo nome está associado à pequena nobreza italiana de começos do século XVII da zona de Bergamo e que surge mais tarde perto de Fuente Arcada, perto de Caceres (Estremadura) e perto da nossa Serra da Malcata. Hoje a Vila Aspera está dividida em duas metades, separadas por uma rua a calçada que pertence a dois irmãos espanhóis, descendentes do antigo proprietário.

Antes de 1959 a zona era abrangida pela extinta freguesia de Beato António a partir do nome do Convento de São Bento de Xabregas ou “Convento do Beato António”. Nesse ano a zona foi integrada na freguesia do Alto do Pino e, em 2012 na nova freguesia agregada do Areeiro. Em 1978 a Câmara Municipal de Lisboa realizava um levantamento aerotofográfico da zona da Vila constando numa planta do Instituto Geográfico e Cadastral de 1951. Em 2005 faleceu perto da Quinta Aspera um cidadão cabo-verdiano, na zona da Quinta das Holandesas tendo então ficado várias pessoas sem alojamento. A barraca que ardeu estaria “paredes meias” com a Vila Aspera cujos moradores se queixavam do “ruído” e perturbação constante nessa zona. Em 2008 veio para aqui a primeira família moldava que, nos anos seguinte, foi seguida por outras. Em 2013 quase todas as casas eram habitadas ou por reformadas portuguesas, que viviam sozinhas depois do falecimento dos seus maridos ou por famílias moldavas. A degradação da Vila era já notória em 2016 tendo a Câmara Municipal declarado alguns edifícios como “devolutos” e determinado a necessidade de os proprietários realizarem obras de conservação.

A última habitante portuguesa desta última vila do Areeiro deixou a sua casa em 2017 para um lar de terceira idade e a outra (Rosa Ramos) havia falecido pouco antes. Em 2018 a maioria das casas da Vila já estavam vazias

Actualmente resta apenas um contrato de arrendamento na Vila Aspera e, mesmo este, está em processo de despejo (contestado pelo inquilino). As uvas que hoje podemos ver entre as casas são de castas moldavas e foram plantadas por emigrantes desse país do Leste europeu. A maioria das famílias moldavas trabalhava no sector da construção civil (os homens) e das limpezas domésticas (as mulheres). Hoje, apenas passam aqui muito pontualmente, sobretudo para cuidar da vinha e apenas a igreja evangélica com origem em Minas Gerais do “Ministério Filhos da Promessa” funciona aqui no mesmo edifício do antigo restaurante Molha Pão (2009) precisamente onde começa a localização “oficial” da Vila Aspera, o 346 da Rua Alves Torgo (antiga Estrada de Sacavém) que é a localização correcta da vila e não a “Rua Humberto da Cruz” do Google Maps.

É para aqui, e para a zona fronteira da Alves Torgo que se diz que será o investimento do “The Edge Group” noticiado em Agosto de 2018 que refere “dois prédios na zona de Alvalade e Areeiro onde vão nascer apartamentos para habitação” num investimento no Areeiro que rondará os 35 milhões de euros em 300 casas na forma de “pequenos apartamentos destinados ao arrendamento de média duração, de um ou dois anos” e com serviços complementares como limpeza (?) ou ginásio. As obras devem começar em 2019, assim que estiver concluído o licenciamento (informação de agosto de 2018).

“O Rossio na Betesga #24: as placas da Avenida de Madrid” [TimeOut]

O Rossio na Betesga #24: as placas da Avenida de Madrid
“@ Duarte Drago

Chamava-se Rua C, mas o Edital de 29 de Julho de 1948 veio acabar com esta cinzentice e deu-lhe o nome de Avenida de Madrid. Outras colegas cheias de sorte foram a Rua D2, que passou a Rua Cervantes, a F, que ganhou o nome de Edison e a B, baptizada como Vítor Hugo.

Terão estas últimas ganho nomes de homens de grande prestígio internacional, mas foi a Avenida de Madrid que ganhou umas das placas de rua mais bonitas de Lisboa. São únicas na cidade e replicam o estilo das que, a partir dos anos 30, começaram a ser instaladas no centro histórico de Madrid, com pinturas alusivas à história de cada rua. As de Lisboa retratam monumentos madrilenos como a Puerta de Alcalá, o Monumento a Cervantes na Plaza de España, a Plaza Mayor e a Fonte de Cibeles.

Conta-se no grupo de Facebook Vizinhos do Areeiro que as placas terão sido uma doação do Ayuntamento de Madrid e que terão sido inauguradas em meados dos anos 80, na presença do presidente da CML à época, Krus Abecasis, e de um representante espanhol.

Duarte Drago

E, de facto, o nº 18 da Lisboa, revista municipal, de 1986, dá notícia de ter sido “descerrada uma nova placa toponímica” na Avenida de Madrid, na presença do presidente da CML e do alcaide de Madrid. Ficamos sem saber quando terão sido colocadas as restantes placas, mas todos os painéis de azulejo têm a mesma assinatura, “R. Del Olmo”, o que parece confirmar que terão sido uma oferta do Ayuntamento madrileno. A memória dos lisboetas está de parabéns.”

https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/o-rossio-na-betesga-24-as-placas-da-avenida-de-madrid-042719

Recuperação do Monumento a Afonso Costa (e envolvente) na Avenida de mesmo nome

A Junta de Freguesia chegou a ter no seu orçamento uma verba para a reparação do Monumento a Afonso Costa. Aparentemente, terá perdido o interesse nessa reparação e removido o pedido de transferência de competências da CML permanecendo assim nesta autarquia a responsabilidade pelo monumento a um dos maiores políticos da 1ª República Portuguesa.

Os subscritores apelam assim à Câmara Municipal que recupere este monumento na Av Afonso Costa:
1. Repondo as placas evocativas furtadas e o lago com o sistema de circulação de água (resolvendo o problema de transbordo da mesma para o passeio público)
2. Valorizando o espaço envolvente pela adição, nomeadamente, de bancos
3. Removendo os tags do monumento
4. E à Junta de Freguesia: que providencie a limpeza regular do monumento.

De notar que este monumento recebeu um prémio Secil há mais de 25 anos (1991).

Com contributos de Jorge Oliveira, Luis Cavaleiro Madeira, Sara Piloto e Essi Silva Ribeiros

Para saber mais:
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1759963454316454/
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/lago-do-monumento-a-afonso-costa
https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2017/04/12/monumento-a-afonso-costa-ha-planos-para-renovar/

Descentralizada de 2019

1:07:57: “há uma série de monumentos na freguesia que parecem mal amados (…) o monumento da Afonso Costa que foi oferecido pela Secil e que está completamente ao abandono, grafitado, desfigurado. Precisamos de alguém que dê uma chamada telefonica à Secil e a alerte para a situação e lhes pergunte se não querem recuperar este monumento. Temos também o topo da Fonte Luminosa que da parte de baixo está muito interessante mas do lado de cima é melhor não chegarem lá porque é uma desgraça: os pavimentos estão levantados, pisos desnivelados”

Nuno Dinis Cortiços

1:12:12: “A Fonte Luminosa é um projecto prioritário que foi alvo agora de uma delegação de competências para ser recuperado. O lago está neste momento em recuperação. Falta reestabelecer a parte eléctrica e fazer os testes (…) já foi enchimento do lago e testes nas ligações da energia mas ainda vai demorar algum tempo” (…) “Em relação ao monumento da Afonso Costa vou ver isto com a minha colega Catarina Vaz Pinto (…) é também uma quesão de limpeza (…) vou ver também com o vereador Carlos Castro não me parece que seja algo de complicado de vermos o que vamos fazer”

Vereador José Sá Fernandes

1:09:07: “continuamos com muitos tags e grafitos nas paredes da freguesia e gostaríamos de saber em que ponto está esse malfadado concurso que parece parou no Tribunal de Contas. Chamo a atenção que este tipo de poluição cria insegurança nos mais idosos que quando vêm o espaço publico grafitado e com trotinetes caídas por todo o lado cria um sentimento de insegurança”

Nuno Dinis Cortiços

1:09:52 “estamos com necessidade de recuperar esta situação e de facto tivemos as questões jurídicas que referiu e bem mas a partir de 16 de outubro começámos com as intervenções que neste momento estão a decorrer na Alameda Afonso Henriques (…) a paragem permitiu o alastramento e estamos neste momento a recuperar o tempo perdido. Esperamos a médio prazo ter a situação devidamente sanado”

Vereador Carlos Castro

 

Alguns testemunhos sobre a Quinta das Ameias (Av Afonso Costa)

1

“Quando era pequena visitava essa casa porque era colega dos filhos (e netos) da quinta. Era lindissima com jardins e aves raras, azulejos, fonte, capela, pérgolas. Andava no Liceu Francês com eles (lembro-me que era a

família Dinis) e mais tarde perdemo-nos de vista.”

2
“Tinham uma alameda ladeada de amoreiras, onde nós miudos íamos ás folhas para os bichos da seda.”

3

“A casa da família era habitada e com capela e ameias, bancos de jardim em azulejo e tudo o resto era antigaoe talvez brasonada (..) era uma casa fidalga. Os pais dos miúdos penso que estariam em África e haveria talvez negócios de família. Os avós e eles e família e empregados eram uns seres doces, amigáveis, simpáticos e aparentemente muito boas pessoas e bastante endinheirados”

4

“na década de 1980 já estava em ruínas e com acampamentos de ciganos”

5
“D
e acordo com a minha mãe, que tem 79 anos e veio viver para esta zona com 3 anos, em 1941, toda a zona da João do Rio para cima eram quintas com hortas onde ia passear com o avo”

6

“A casa habitada por caseiros na década de 1960 (anexo) junto à capela”11

Praça Francisco Sá Carneiro: Várias situações (Actualização)

Os subscritores apelam à CML que quanto à Praça Francisco Sá Carneiro atente às seguintes situações:
1. A instalação luminosa na Rosa dos Ventos com cesto de gávea da torre do Arqt Luís Cristino da Silva (1938) foi devidamente licenciada pela CML? (aparentemente: sim dado que respeita a instalação original)
2. A manutenção do espaço verde do separador central
3. A estrutura em cimento do monumento que está com fungos que, a prazo, podem comprometer a sua solidez
4. O piso em cimento (lado Alm Reis) está quebrado em vários (estacionamento recorrente de veículos e inadequação do piso aos mesmos)
5. As obras dos cais do Metro tardam em começar e as escadas estão a acumular lixo
6. O piso está muito degradado (calçada e betuminoso)
7. As guias para cegos nas passadeiras junto à Gago Coutinho continuam mal direccionadas
8. As caravelas das torres junto à Almirante Reis continuam desaparecidas
9. As arcadas junto à Gago Coutinho estão plenas de dejectos de pombos e pastilhas elásticas
10. A lanterna da década de 1940 da torre na Padre Manuel da Nóbrega continua sem a porta de acesso (desde as obras)
11. Junto à praça de táxis encontra-se uma rampa de cimento feita por desconhecidos
12. Junto ao hotel da João XXI encontramos um segmento de piso a cimento
13. Algumas árvores mortas não foram, ainda, substituídas e outras têm tutores mal cuidados

Assim sendo, recomendamos à Câmara Municipal de Lisboa que adicione esta central Praça do Areeiro (e importante símbolo da Arquitectura Modernista dos anos 40-50) ao Programa “Uma Praça em Cada Bairro”, com urgência, e resolvendo as situações acima listadas por forma a devolver a esta Praça a dignidade que ela merece.

Subscrevem:
Jorge Oliveira
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Luis Seguro
Anabela Nunes
Patrícia Matos Palma
António Aguiar Costa
Elsa Felizardo
João J Martins
Alexandra Rodrigues
Ana Costa
Fernando Faria
Cristina Azambuja
Mira de Lacerda
Mariana Bettencourt
Carla Caló
José Pedro Leitão
Elsa Felizardo
Emilio Santos Pinto
Porfírio Sampaio
Bruno Beja Fonseca
Alexandra Maia Mendonça
Tiago Leitão
Francisco Lopes da Fonseca
Ana Paula Sampedro
Jacinto Manuel Apostolo
Nuno Franco Caiado
Gonçalo C. da Silva
Catarina Coelho
João Girbal
Maria Claro Ribeiro
Celestina Costa
Cristina Milagre
Alexandre Manuel Prata da Silva
Rui Fragoso
Isabel Da Costa Correia
Graciano Venâncio Morais
Margarida Reis
Walter Perdigão
Isabel Athayde E Mello
Catarina Coelho
José Albano Figueiredo
Humberto Gaspar
Maria Fernanda Moura
Pedro Morgado
Cristina Casaleiro
Sofia Carvalho Coelho
Eduardo Pessoa Santos
Pedro Correia
Sónia Maia
Leonor Braz Teixeira
Paulo Silva
Fernando Mora de Oliveira
Simão Farias
Pedro Melro e Silva
Bruno Peres
Miguel Jorge
Gonçalo Vitorino
Rui Pedro Henriques
Alexandra Galha
Luis Rego Carneiro
Alexandra Amaral
Miguel Varela
João Leonardo
Filipe Ruivo
Antonio Sequeira
Margarida Soares
Paula Cristina Santos
Luis Miranda

 

Questões repetidas em AF:

“5.       Praça Francisco Sá Carneiro:
A manutenção do espaço verde do separador central já está na Junta?
As obras dos cais do Metro tardam em começar e as escadas estão a acumular lixo: Podem limpar?
As guias para cegos nas passadeiras junto à Gago Coutinho continuam mal direccionadas: Podem corrigir?
Junto à praça de táxis encontra-se uma rampa de cimento feita por desconhecidos: Podem corrigir?”

1ª resposta da Junta: “5-A) O espaço ainda não foi entregue à JFA.

B) Desconhecemos. A última informação era o início em junho corrente. As escadas pedimos autorização ao Metro para limpar e aguardamos.

C) Vamos comunicar à CML sobre as guias dado ter sido esta a responsável pela obra.”

> Ainda está com a CML: Compreendo. Então é ela que tem limpo o espaço verde e assegura a rega: registado.  Quando espera a Junta receber essa delegação de competências e o que tem feito para este processo seja, finalmente, concluído?

> O lixo acumula-se: Se as equipas da Junta descerem a escada e recolherem lixo certamente que ninguém lhes dará ordem de prisão… Sugiro que o façam já que a própria imagem da freguesia (e da Junta) que está assim em causa. Nota: os vossos serviços de limpeza têm uma boa imagem! Importa não a erodir…

Ao que sei são as Juntas que têm corrigido algumas guias (Alvalade, p.ex.). Noutros casos a CML (as que estão em garantia de obra?…) de qualquer forma é algo a que a Junta pode certamente adicionar pressão
Quanto à rampa de cimento: algo a comentar?

2ª resposta da Junta: “A) A Praça Francisco Sá Carneiro não será alvo de delegação de competências, permanecendo na esfera da CML. B) Não iremos colocar os trabalhadores numa situação de risco. O espaço não é da competência da JFA. Continuaremos a insistir numa resposta do Metropolitano de Lisboa. C) As guias para cegos serão corrigidas em breve pela JFA. D) A JFA não fará obras de requalificação de um espaço público para o qual não tem competência. Esta permanecerá da CML, que assim decidiu recentemente, pelo que caberá a esta esse encargo.”

Enviada a 3.Jan.2019 (CML):

Em relação à alteração de fachada das torres da Praça Francisco Carneiro:
http://vizinhosdoareeiro.org/praca-francisco-sa-carneiro-varias-situacoes/
(ponto 8)
já estão em condições de responder?

Actualização da CML de 28 de Março:
“Encarrega-me o Senhor Vereador Manuel Salgado de acusar a receção do e-mail acima mencionado, o qual mereceu a nossa melhor atenção, e enviar em anexo o OF/229/GVMS/CML/19 em resposta ao mesmo”

Alameda Dom Afonso Henriques, 64: Protesto

Alameda Dom Afonso Henriques, 64 - Está prevista para aqui a expulsão de moradores e a conversão (com demolição total do interior) num novo hotel (11)

“Enquanto cidadãos e residentes exprimimos o nosso protesto contra a demolição do edifício Alameda Dom Afonso Henriques, 64, com manutenção de fachada e vestíbulo.
Este edifício, projectado em 1943, e construído ainda na década de 1940 está inscrito, na sua totalidade (interiores inclusive), no Inventário Municipal do Património (anexo ao PDM lote 03.35) e apesar do mau estado de conservação de algumas partes do seu interior (por abandono dos proprietários) não apresenta nenhuma justificação técnica que exija esta demolição e a consequente expulsão dos seus últimos inquilinos.
O prédio (em estilo “Português Suave”) integra-se harmoniosamente num conjunto arquitectónico de época e tem uma grande qualidade de construção sendo da autoria de Lucínio Guia da Cruz. A sua reabilitação é, tendo em conta o abandono a que foi votado por vários proprietários (entre eles o Estado), é premente, mas a sua integração harmoniosa no conjunto arquitectónico da Alameda deve ser preservada assim como os seus interiores com acabamentos de grande qualidade (chão em madeiras exóticas e nichos de entrada de apartamento de primorosa qualidade).
Tendo em conta a existência de edifícios de menor qualidade que poderiam ser demolidos para este fim e de planos para a construção de dezenas de hóteis e hostels em Lisboa, a oferta alargada de Alojamento Local e o aumento brutal dos preços do imobiliário em Lisboa a recuperação deste edifício para a habitação (uso que tem actualmente) é, ademais, absolutamente racional e lógica.”

Subscrevem:

Rui Martins
Jorge Oliveira
Elvina Maria Reis Rosa
Filipe Guedes Ramos
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Rui Pedro Barbosa
Elsa Felizardo
Nuno Miguel Cabeçadas
Maria João Morgado
Cátia Mendes
Filipa Ramalho Rickens
Rodrigo Brito
Luis Seguro
Mariana Bettencourt
Zé Pedro Leitão
Teresa Raposo
Patrícia Matos Palma
Isabel Tomas Rodrigo
Ana Figueiras
Emilio Santos Pinto
Ivo Gama
Maria Teresa Inglês Agostinho
Cecília Gonçalves Bastos
Cláudia Rocha
Jacinto Manuel Apostolo
Dulce Amaral
Maria Cereja
Cristina Azambuja
Beatriz Maia
Luis Manuel Mesquita Dias
José Vieira Mesquita
Maria Lourdes Alves Gouveia
Luís Pereira Dos Reis
Mary Millicent
Diogo Martins de Carvalho
Mafalda Toscano Rico
Fernando Borges
Ilda Cruz
João Chambers
Abel Seixas
Dina Lopes
Maria Estima
Sousa Pirata
Cristina Milagre
Maria Julieta Mendes Martins
Rosa Branca Graça
Sandra Henriques
João Almeida Silva
Lezíria Couchinho
Lau C. Pereira
Alexandra Cordeiro
Maria Ana Neves
Beatriz Granja
Ana Paula Pimenta
Virginia Ribeiro Ferreira
Conceição Rebelo
Carolina Guerreiro
João Ribafeita
Dina Correia
Sónia Barbosa
Ana Saraiva
Cesaltina Ramos
Rogério Martins
Josina Almeida
Nuno Domingos
João Da Costa Tavares
Alexandra Maia Mendonça
Joana Duarte
Ana Paula Sampedro
Maria Luisa Ferreira
Luis Barata
Ana Vicente
Pedro Correia
Elsa Santos Alípio
Ana Paula Bárcia
Álvaro Tição
Maria Anabela Melo Egídio
Maria Lurdes Oliveira
José F. Marques
Sandra Leite
Ana Estorninho
Clara Melo
Paula Cabeçadas
Luisa Martins de Carvalho
Francisco João Velez Roxo
Gonçalo Correia
Joana Martins
Angelica Guarda
Helena Sá Leonardo
Julio Malaquias
Rita Martinez
Nuno Vasco Franco
Sofia Pimentel
Ana Paula Magalhaes
Nuno Ramalhete
Pedro Sanchez
Carla Rodrigues
Sara Curado Queiroz Ribeiro
João Baptista
Filipe Aparício
Fernando De Sousa Ferreira
Rui Martinho
João Paulo Feliciano
Francisco Lopes da Fonseca
Pedro Paulouro
João Firmino
Pedro Pinheiro Vaz
Luiza Cadaval de Sousa
Mau Madureira
Leonor Duarte
Sílvia Baptista
Renata Fiúza Belo
Bruno Beja Fonseca
Sofia Mira de Almeida
Marta Borges
Ana Gama Marques
Luisa Cativo
Gonçalo Magalhães Carvalho
Isabel Costa Cabral
Fátima Sá
Paulo Maia De Loureiro
Maria Inês Courela
Ines Pintado Maury
Em: