Oferta de trabalho voluntário e sugestão para Logradouro da Luís de Camões [Indeferida e Reaberta] e Contra-proposta

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Os subscritores propõem à Junta de Freguesia do Areeiro que permita que um grupo de voluntários da freguesia possa reflorestar o Logradouro da Escola Básica Luis de Camões ou que instale aqui a horta comunitária que antes propusemos para o Logradouro do Fernando Pessa.
Neste espaço verde poderia funcionar uma “food florest” com um pomar intercalando com alguns jogos e “desafios” na Natureza dedicados às crianças da escola perto.

Subscrevem:
Rui Martins
Belicha Geraldes
Clara Ribeiro
Isabel Simões
João J Martins
Jacinto Manuel Apostolo
Luis Seguro
Teresa Raposo
Anabela Nunes
Filipa Ramalho Rickens
Maria Georgina Carreira Reis
Cátia Mendes
Raquel Leite
Catarina Rebelo
Bea Maia
Luz Cano
Isabel Tomas Rodrigo
Pedro Pinto
Pedro Silva
Teresa Sarmento
José João Leiria-Ralha
Laura Villaverde
Filipe Palha
Clara Melo
John Burney
Elvina Maria Reis Rosa
Antonio Marta
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Maria Anabela Melo Egídio
João Amores Trindade
Alexandre Montenegro

Actualização de 21 de Março de 2017:
Resposta da Junta de Freguesia:
“Em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que essa zona não possui agua pelo que não parece viável esse tipo de actividades”

Contra-proposta de 27 de Março de 2017:
Em relação ao assunto em epigrafe, encarrega-me o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de informar que essa zona não possui agua pelo que não parece viável esse tipo de actividades”
Agradecendo a resposta, os moradores que a subscrevem estão disponíveis para colaborar reiterando a sua oferta:
1) o local poderia começar por ser uma “zona piloto” de âmbito limitado e fácil acessibilidade dentro do logradouro
2) os voluntários assumem a responsabilidade de regar – eles próprios – estas plantas (através do estabelecimento de uma escala de rotação)
3) através da escolha de espécies com baixos níveis de necessidade de água
2) tendo em conta que existe rede pública de abastecimento neste local sugerimos à autarquia que instale no local um ponto de acesso ou bica pública (p.ex. no pequeno espaço de lazer, com bancos que existe neste logradouro) sendo que a opção não inviabliza as anteriores.”

 

Actualização de 27.07.2017:

A 10 de Março de 2017 fizemos uma oferta de plantação de árvores no Logradouro da Luis de Camões.
Resposta da autarquia: “Informamos que nos foi solicitado era autorização para plantar arvores e não o fornecimento das mesmas”. Em Assembleia de Freguesia reiterei a oferta de trabalho e aceitei a oferta de árvores para plantarmos (com a devida autorização da JFA). Esta árvore entrará no projecto #AdopteUmaÁrvore no #Areeiro

Iniciativa “Papel (Quase) Zero”

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Os subscritores deste pedido à Junta de Freguesia do Areeiro propõe que esta adopte uma iniciativa “Papel (Quase) Zero” estabelecendo uma meta para a utilização total de papel reciclado e uma data para uma desmaterialização quase completa de todos os processos administrativos. Desta forma a Junta seguiria as melhores práticas ambientais pela via da reciclagem pela via paralela da redução de consumos e seria um exemplo nacional no campo da protecção e defesa do Ambiente.
Os subscritores propõem uma meta de redução de pelo menos 20% do valor gasto por ano à semelhança do que foi aprovado recentemente para a Administração Pública sendo que estes níveis de redução só podem ser alcançados através da desmaterialização de processos internos e externos, incluindo a comunicação com outras entidades públicas, com os cidadãos e as empresas.
Por forma não prejudir a qualidade ou eficiência do serviço prestado aos cidadãos info-excluídos sugerimos que sejam estabelecidas parcerias com associações que se desloquem a casa desses cidadãos para acompanharem os mesmos na sua ligação com os serviços da autarquia e que existem sempre, nos balcões das instalações da JFA computadores públicos com funcionários qualificados que possam assistir os cidadãos que careçam desse apoio.
Todos estes processos devem, também contemplar sempre uma forma de recurso em papel para os cidadãos que, manifestamente, não tenham condições para usar os sistemas virtualizados.

Subscrevem
Rui Martins
Fernando Seabra
Anabela Nunes
Mira de Lacerda
Vitor Manuel Teixeira
Teresa Raposo
Vasco Ribeiro
Cátia Mendes
Luis Seguro
Jorge Oliveira
Clara Melo
John Burney

 

Prémio “Melhor Entrada (vestíbulo) do Areeiro”

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Este prémio pretende funcionar como um estímulo à preservação do património urbano da freguesia destacando as entradas (vestíbulos) que combinem melhor os critérios: riqueza e qualidade artística da decoração; antiguidade da mesma; a porta de ferro forjado é original ou foi adulterada; o elevador original e idade do prédio)
Parabéns aos condóminos premiados!

Primeira classificada da votação da “Melhor Entrada do Areeiro
Avenida Guerra Junqueiro, 11
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Segunda classificada foi a Entrada (Vestíbulo) da
Av. São João de Deus, 15

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Terceira classificada foi a Entrada (Vestíbulo) da
Av. João XXI, 20

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Resposta ao artigo do Vereador Carlos Moura no Jornal de Lisboa sobre a Moeda Local de Campolide

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Exmo. Sr. Francisco Morais Barros
“Ao ler o artigo do vereador Carlos Moura (PCP) e na qualidade de propulsor da proposta para a criação de uma Moeda Local para o Areeiro (através do Movimento de Cidadãos “Vizinhos do Areeiro”) gostaria de responder ao vereador em algumas breves palavras.
Nada a contradizer na primeira metade do artigo (onde se exalta o direito ao trabalho e a remunerações dignas). Na segunda metade, contudo, o vereador abate-se sobre o inovador projecto de Campolide de troca de resíduos recicláveis por “vales” (moeda local) a “descontar” no comércio local. E é aqui que entramos no campo da polémica:
1. Quando o vereador Carlos Moura escreve que a moeda local consiste num “programa de troca de lixo por vales a descontar no comércio tradicional” comete o erro de confundir a “moeda local” com “vales”: não são vales. São unidades de troca que só podem ser usadas na freguesia de Campolide e a “troca” não é um escambo de lixo por vales realizado no comércio local. Esta troca (a injecção de moeda local) ocorre apenas em locais operados pela Junta de Freguesia e não nos estabelecimentos comerciais.
2. Nesta ofensiva contra a moeda de Campolide o vereador não valoriza o facto de este programa visar o desenvolvimento do comércio tradicional local, protegendo-o contra a voracidade das grandes superfícies (que pagam impostos no estrangeiro) e que concentram em poucas mãos a riqueza. Uma Moeda Local visa manter a riqueza dentro da comunidade e não exportá-la para uns quantos (poucos) privilegiados ou para umas quantas (raras) multinacionais. O vereador não valoriza o facto desta moeda de Campolide estar já a circular no bairro (com sucesso e acolhimento popular) em transacções correntes de produtos e serviços sem servir, apenas, como forma de troca de “lixo por vales” como escreve.
3. O vereador Carlos Moura valoriza muito a vertente de poupança em recursos humanos que a Junta pode obter através do sucesso desta moeda (se os cidadãos forem entregar o seu lixo reciclável e os serviços autárquicos não tiverem que o recolher haverá poupanças em recursos humanos e técnicos). Mas a recolha de resíduos urbanos em Lisboa não é eficiente, como todos concordarão (Carlos Moura inclusivé) algo que se deve a muitas causas sendo entre estas, a maior, a falta de civismo de muitos cidadãos. Ora há duas vias para combater este problema ou doença cívica: ou usamos a via bruta do “pau” (Policia Municipal e Coimas) ou a via suave da “cenoura”, através de estímulos a comportamentos cívicos e de respeito para a comunidade. Este programa é uma resposta, eficaz, na segunda via, ao problema da sensibilização dos cidadãos para estas matérias e nesse sentido é inovar e merece o apoio de todos os que sentem que, em Lisboa, algo vai mal com o lixo urbano…
4. Por fim, quanto à objecção (adequada) de que esta iniciativa da Junta pode criar uma nova categoria profissional de “catadores de lixo”: a Moeda Local de Campolide determina um máximo de 10 moedas, por dia, em cada operação de troca de resíduos recicláveis por moeda. Por outro lado, impede-se também, que alguém tenha mais do que 20 moedas locais de cada vez por forma de evitar o aforramento e de assim limitar a esse valor as compras nas lojas tradicionais aderentes.
Em suma: as Moedas Locais (como a que propusemos à Junta de Freguesia do Areeiro) podem servir como ferramentas de dinamização e protecção das economias locais contra o império das grandes superfícies ou das redes de supermercados: permitem defender o emprego local, as microempresas, reduzem as deslocações para fora da comunidade, reforçam os laços entre os cidadãos e podem – como no modelo de Campolide – promover e estimular comportamentos cívicos como a reciclagem de resíduos urbanos. São, assim, algo a defender e o exemplo de Campolide deve ser seguido por outras freguesias lisboetas e até, eventualmente, pela própria Câmara Municipal de Lisboa.”

Rui Martins