Conclusões possíveis do Levantamento de Lojas Vazias de 2019 (actualizado)

(a vermelho as lojas vazias de 2018, a azul as de 2019)

1. Os levantamentos de 2018 e de 2019 incorporam uma certa margem de erro (trata-se de um levantamento voluntário) mas estes números, que globalmente estarão correctos, parecem indicar uma grande flutuação da actividade comercial na freguesia, uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro e isto apesar de, pela metodologia seguida, não conseguirem detectar as numerosas que abrem em fecham num espaço de 2 ou 3 meses (o que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior)

2. Os números de 2018 (236) e agora os de 2019 (170) reflectem aquilo que se observa nas ruas mas especialmente nas mais comerciais (João XXI, Roma e Guerra Junqueiro/Praça de Londres): a percentagem de lojas vazias é relativamente pequena. Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como o Bairro dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto tem a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos Bairros existente nessas zonas e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado nessas zonas.

3. Em 2016 propusemos à Junta de Freguesia que, como faz a de Campolide, lançasse uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ um projecto deste tipo poderia ter um impacto significativo no regresso de muitas destas lojas à actividade comercial, gerando emprego e diversidade económica no Areeiro.

4. O facto de existirem menos lojas vazias é um efeito da melhoria da condição económica da maioria dos lisboetas e do reforço dos padrões de consumos desde 2017.

5. no site https://www.idealista.pt/arrendar-lojas_ou_armazens/lisboa/areeiro/ apenas constam 71 lojas ou armazéns por arrendar (no Areeiro a maioria dos “armazéns” são lojas ou garagens convertidas). Isto significa que a maioria das lojas vazias não estão no mercado fazendo aumentar o preço das que estão por redução da oferta e explicando a inflação de preços que se regista actualmente (motivada, também, pelo fenómeno lateral do Turismo e do aumento explosivo e contagioso a todos os sectores dos preços da habitação).

6. Algumas destas lojas são conversões de antigas garagens mas continuam reservando estacionamento (que usam de forma possivelmente abusiva) conforme levantamento: http://vizinhosdoareeiro.org/falsas-garagens-e-estacionamento-no-areeiro/

7. Uma percentagem significativa de lojas continua a ser usada como sede de empresa e não como um estabelecimento comercial clássico

8. O levantamento dos Vizinhos do Areeiro peca por algo que não está ao nosso alcance: a dimensão dos espaços vazios. Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura. Aliás, um levantamento desta escala deveria ser feito pela CML ou pela Junta de Freguesia, ser regular (trimestral), registar o tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia: Fica a sugestão aos nossos autarcas.

9. A procura tende para lojas de reduzida dimensão/renda: situação mais favorável em Campo de Ourique. No Areeiro existem demasiados espaços de dimensão/renda média e grande/elevada para arriscar um qualquer negócio.

10. Vamos actualizar esta contagem, provavelmente, com mais métricas, em 2020.

Levantamento de Abril de 2018:
http://vizinhosdoareeiro.org/lojas-sem-uso-abandonadas-devolutas-ou-a-venda-ou-por-arrendar-no-areeiro/

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