Participação dos “Vizinhos do Areeiro” no Seminário “Viver em Lisboa” da Universidade Nova de Lisboa

Institucional

 

Resumo da intervenção dos Vizinhos do Areeiro no Seminário Morar em Lisboa (Universidade Nova) de 02.02.2018

1. Somos um movimento que agrega Causas Locais
2. Os cidadãos não participam nas formas convencionais de fazer polícia e, em particular, de fazer política local
3. Os Partidos estão a ficar sem militantes. Não têm redes locais ou têm redes locais muito fracas. Têm altas abstenções nas eleições internas (frequentemente acima dos 80%!)
4. Os movimentos de cidadania local podem preencher esse vácuo, mas sem se substituirem aos partidos, nem se deixaram colonizar ou absorver por eles: trabalham ao lado, em vias paralelas mas comunicantes.
5. Em Portugal existe uma Sociedade Civil e uma vida cívica e associativa tradicionalmente muito fraca
6. Mas é também certo que quem participa menos na vida da cidade é também quem pior pensa da democracia local
7. Apesar disso observa-se uma aspiração para a participação por parte dos cidadãos (nas causas locais e nas redes sociais) mas existe pouca participação eficiente (em resultados)
8. Mais proximidade corresponde a mais participação: os cidadãos estão mais disponíveis para uma causa quanto mais próxima for esta
9. Começámos em meados de 2016 no facebook, a partir do primeiro grupo (Areeiro) estendemos o conceito até Penha de França, Alvalade, Avenidas Novas e Arroios
10. Os Vizinhos do Areeiro são um movimento informal mas que se materializa/formaliza em cada posição pública, proposta ou iniciativa: recolhe apoiantes (subscritores) produz um texto coletivo (sob proposta de moradores), envia a quem de direito, e “dissolve-se” até à próxima intervenção: modelo muito fléxivel, rápido e participado que tem conseguido vários bons resultados
11. O que fazemos?
a. Contactos, pedidos, sugestões e reclamações junto de autarquias e empresas públicas e privadas.
b. Intervimos na Assembleia Municipal, somos ouvidos em plenário e em comissões
c. Organizamos petições para entregar à Assembleia Municipal (EMEL, Portugal Novo, Freixos da Guerra Junqueiro, etc) e à Assembleia da República (Esquadra da PSP)
d. Pugnamos por uma Governação Aberta na Junta de Freguesia analisando contratos públicos, orçamento e ajustes directos. Pedimos dados sobre projectos da Junta (Parque Canino, Precários)

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