Propostas para a CML sobre respostas às “Ondas de Calor”

Porque as “ondas de calor” constituem perigo para a vida, subscreva.
Resultado directo das alterações climáticas e consideradas na carta de “Lisboa Verde 2020”, iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, solicita-se apoio para as medidas abaixo descritas com vista à instituição de um “sistemas de sombras”.
Em 2003, apenas dois fenómenos contribuíram com mais de 34.802 mortes prematuras, França (14.802) e Itália (+20.000).
À consideração da CML e Ministério do Ambiente:

  1. Instalação de reservatórios subterrâneos de águas pluviais: para lavagem urbana, rega, repuxos e aspersores. Sistemas que contribuem para a atenuação das temperaturas elevadas em espaço público através da humidificação do ar – recurso há muito presente em cidades do sul da Europa – Sevilha (Expo), Valeta, Atenas, e até no Campo Pequeno, “jogo de água”, entretanto abandonado por razão desconhecida.
  2. Introdução de espécies de árvores resilientes aos períodos de seca, incentivar o plantio através de convite à participação dos mais próximos usufrutuários, na garantia da defesa das daquelas e suas caldeiras, onde tantas vezes servem para depositar lixo, nomeadamente, nas artérias de maior actividade comercial. Estabelecer a continuidade arbórea/“corredores verdes”.
  3. Promover pérgolas com trepadeiras de baixo consumo de água e folha caduca, localizadas em arruamentos e jardins (ex. Avenidas, Jardim F. Pessa, Irmã Lúcia, laterais da Alameda): articulados com ilhas de bancos para estadia e descanso, estrategicamente, colocados à sombra nas horas de maior calor durante o verão.
  4. Instalação de estruturas com recurso a perfilados de alumínio ou outros materiais de baixa degradação e manutenção com lâminas posicionadas para deflectir a radiação solar por forma permitir sombras e reduzir o efeito provocado pelas “ilhas de calor”.
  5. Termómetros de rua em candeeiros com partilha das leituras para instituírem um sistema de alerta do calor em espaço urbano, em tempo real; aos quais se poderiam adicionar medidores da qualidade do ar (humidade, partículas leves, etc).
  6. Gestão de arvoredo em regime de cuidados partilhados, por residentes (regime de voluntariado ou contrato social): de momento, em curso na Xavier Cordeiro, Nunes Claro e Vítor Hugo. Os moradores das ruas são contactados porta-a-porta pela divisão de espaços verdes da CML e subscrevem um “contrato” em que assumem a manutenção de uma caldeira de árvore perto de sua residência, onde poderão plantar espécies de pequeno porte e dimensão, com formação e apoio da CML. Avaliar a possibilidade de apoio/patrocínio de entidades privadas, tipo, “Hortos do Campo Grande” ou outros fora do ramo, em troca de publicidade, “esta sombra tem o patrocínio da X”.
  7. Substituição dos limitadores e pilaretes por floreiras com espécies de baixo consumo de água, p.ex. tradicionais chorões, importantes para a atenuação térmica local, promovida sob o efeito evotranspiração (transporte de água das raízes para a folhagem), p.ex. Bº do Arco do Cego, onde a “floresta” de pilaretes deu lugar a floreiras, também na Almirante Reis ou Manuel da Maia.
  8. Transformar todas as zonas expectantes (p.ex. na Sarmento de Beires) em “plantação de transição” com plantio de baixo consumo (lúdico ou agrícola) com a possibilidade de transferências para outros locais em iguais condições, p.ex. floreiras “Arco do Cego”.
  9. Promoção de coberturas verdes para retenção das águas pluviais (humidificação do ar), oxigenação, atenuação térmica e ruído, absorção da radiação solar, redução do consumo energético, contribuição para a diversidade de vistas, tão características de Lisboa e valorização da propriedade, p.ex., em equipamentos inicialmente em edifícios camarários (começando p.ex. no Pavilhão do Casal Vistoso) ou como “muros verdes” favorecidos pelo declives da cidade. Considerar a aplicação da medida a edifícios existentes com recurso a fórmula de cálculo para avaliação dos custos/benefícios, casa a caso.
  10. Planear o plantio arbóreo para reduzir o efeito de massa térmica/libertação de calor em períodos nocturno, bermas das grandes vias, p.ex., Av. Gago Coutinho. Considerar um sistema de intensidade variável, através de sensor de movimento, para ajustar a iluminação de rua.
  11. Estudar a introdução de vegetação sobre as coberturas de pequenos equipamentos, p.ex., paragens de autocarro, introduzido pela Holanda, com espécies ajustada à pluviosidade.
    Algumas destas propostas tem por base a “Cool Neighborhoods, New York”,
    https://www1.nyc.gov/assets/orr/pdf/Cool_Neighborhoods_NYC_Report_FINAL.pdf

Subscrevem:

Nuno Dinis Cortiços
Paula Borges
Rodolfo Franco
Jorge Oliveira
Manuel Jesus
Ilda Cruz
Elvina Maria Reis Rosa
Maria Teresa Rodrigues
Stela Correia
Madalena Matambo Natividade
Zélia Pereira
Anabela Nunes
Ana Costa
Luisa Teresa
Maria Teresa Inglês Agostinho
Irene Coelho
Teresa Aroso
Duarte Amado
Alexandra Rg
José João Leiria-Ralha
Anabela Gouveia
Márcia Salgueiro
Fatima Lammar
Ana Judite Peres
Belicha Geraldes
Rui Martins
Manuel Amaral
Catarina Syder Fontinha
Maria Jerónimo Costa Zita
Maria Silva
Alberta Lopes
Francisco Pedroso
Anibal Santos
Maria Luísa Lanita
Lezíria Couchinho
Helena Amaral
Maria Adelaide Nogueira
Maria Joao Gouveia
Virginio António Briote
Maria Helena Sacadura Simoes
Maria Manuela Nobre
António Pires Sargento
Maria Cristina Lacerda
Eduardo Duarte Coelho
Pedro André
Rafael Pereira
Sandra Simas
Joana Santos Patrocinio
Jorge Zúniga Almeida Santo
Gonçalo Peres
Ana Azevedo
Rita Luis
Maria Duarte Silva
Sofia Correia
Leonilde Ferreira Viegas
Patricia Saldanha da Gama
Maria Yañez
Fátima Silva
Maria Da Conceição Abreu
Anita Patrício
Cristina Manuela Silva
Teresa Maria Braga Abecasis
Maria Da Conceiçao Batista
Margarida Caldeira da Silva
Ana Filipa Gonçalves
João Firmino
Antonio Sequeira
Selita Maria
Cristina Leal
Eva Monteiro
Paula Veiga
Rui Coimbra
Filipe Brandão
Sofia Pinheiro

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