“Retirada de cabos das fachadas dos edifícios de Lisboa poderá ser tarefa para demorar muitos anos” [O Corvo]

“O executivo camarário foi confrontado com o mesmo assunto, durante a última reunião descentralizada da vereação, ocorrida na semana passada (3 de Abril), por parte do rosto mais visível do movimento cívico Vizinhos do Areeiro. “Certamente, se há um problema, também há uma solução. O que é que a Câmara de Lisboa está a pensar fazer em relação a esta questão?”, perguntou Rui Martins, lembrando que o assunto tem sido recorrentemente por si trazido às reuniões descentralizadas, “mas, basicamente, está quase tudo na mesma”. A tal inquietação, o vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar (PS), respondendo em substituição de Manuel Salgado (PS), Urbanismo, assegurou que a autarquia tem agido nesta matéria, sobretudo desde a aprovação do Regulamento de Infraestruturas no Espaço Público. “Há um conjunto de trabalhos que estão a ser feitos neste momento pela CML, não só a nível do reforço das infraestruturas de subsolo, mas também em relação às fachadas dos bairros municipais, onde estamos a retirar as cablagens e a colocá-las onde devem estar, que é no subsolo”.

Nessa intervenção, Miguel Gaspar admitiu a dificuldade de actuação da câmara em relação a uma realidade com uma dimensão tão vasta. “Foram muitos anos a colocar estas infratestruturas nas paredes, nas suas fachadas. Demorará, certamente, algum tempo a retirá-las”, reconheceu. Uma admissão que, no fundo, replicou aquela que Manuel Salgado fizera, há cerca de um ano, numa outra reunião descentralizada de vereação. “Infelizmente, são muitas as operadoras. E, além destas empresas, são ainda muitas as que subcontratam a empreiteiros a colocação de cabos, os quais o fazem aos fins-de-semana e fora de horas. Portanto, é particularmente difícil controlar esta situação”, dizia o autarca, em Março de 2018, quando confrontado com a questão por um munícipe. Ainda assim, prometia na altura que a câmara manteria firme o seu propósito de ajudar a acabar com o fenómeno dos fios pendurados nas paredes dos imóveis da cidade. Para isso, contribuiria a instalação de tubagens no subsolo, em todas as intervenções de reabilitação do espaço público, permitindo assim às operadoras para aí migrarem os cabos existentes nas fachadas.”

O Corvo

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