Carta da Plataforma Em Defesa das Árvores à Presidente do Instituto Nacional de Estatística sobre as Podas no logradouro do Instituto:

“Vimos pelo presente requerer a V. Exa. esclarecimentos sobre o contrato de “trabalhos de arboricultura no logradouro do edifício Sede do INE, os quais envolvem limpeza, poda, abate e plantação de árvores”, em particular se os abates inscritos neste contrato http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/229941 receberam a devida autorização da Câmara Municipal de Lisboa, designadamente do seu Presidente, e se:

a) Uma vez que é dito que “O presente contrato tem por objecto uma empreitada para trabalhos de arboricultura no logradouro do edifício Sede do INE, os quais envolvem limpeza, poda, abate e plantação de árvores.”, quantas árvores serão abatidas e porque razões?

b) Onde se pode consultar o “relatório de diagnóstico e avaliação do potencial risco de rutura de exemplares arbóreos, apresentado em Dezembro de 2O15, pela firma Horto do Campo Grande (HCG), previamente disponibilizado.”, e se este relatório é legal e serve de justificativo técnico-fitossanitário para os referidos abates?

c) Estranhamente, quando é dito “Intervenção de poda de limpeza nos indivíduos C.L 1, 3, 5, 6, 7,8,9,10, 11, L2, L3t L6, 17, L8, L9,22,23,25,27,28,29,3û,31,32,33,34,35,36,37,39,40,43,44,45,46,48,50,52,54, 55, 56, 57,58 visando a supressão de ramos secos, mal conformados e doentes;”, não se listarem nenhuns abates.

d) Bem como quando é dito que “O volume total de material a retirar, durante esta intervenção, não excederá os 30% da massa foliar inicial de cada copa, por forma a evitar eventuais desequilíbrios fisiológicos”, quando se constata in loco que na maioria esmagadora dos espécimenes a poda excedeu em muito tal percentagem (vide fotos)

e) Igualmente, ao “dever-se-á efectuar o atarraque do ramo em conflito na axila de um ramo lateral selecionado de acordo com a sua orientação e vigor, de modo a se produz¡r uma silhueta equilibrada, saudável e esteticamente agradável” (…) “0 total de massa verde a retirar, durante esta intervenção, não exceder os 30& da massa foliar inicial, por forma a evitar eventuais desequilíbrios fisiológicos. Caso não seja possível eliminar e/ou minimizar ao conflito através do atarraque do ramo este deverá ser suprimir na sua totalidade.”, se verifica que a maioria dos troncos foi amputada, pelo que não existe qualquer “agradabilidade” pelo sucedido, antes um verdadeiro choque perante o radicalismo da poda.

f) Finalmente, quando se refere “o fornecimento e plantação de 14 exemplares arbóreos”, tal pressuporá o abate de 14 árvores?

De salientar também que estas árvores, por se encontrarem no perímetro de protecção de edifício classificado como Monumento de Interesse Público, deveriam ser objecto de ainda maior cuidado.

Com os melhores cumprimentos,
IBB pela Plataforma

A Plataforma em Defesa das Árvores
tem como seus signatários vários cidadãos em nome individual e as seguintes organizações: Árvores de Portugal, Associação Lisboa Verde, Associação Vamos Salvar o Jamor, Fórum Cidadania Lx, GEOTA, Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades, Grupo de Amigos do Príncipe Real, Grupo Ecológico de Cascais, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Plataforma por Monsanto, Plantar Uma Árvore e Quercus.”

Reservas de Estacionamento na Rua Vítor Hugo [Actualização]

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Enviada à Polícia Municipal e à Junta de Freguesia do Areeiro:
“Não é a primeira vez que os “Vizinhos do Areeiro” se pronunciam e pedem a intervenção das autoridades sobre o estacionamento da Rua Vítor Hugo:
https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/…/redistribuicao-d…/. Infelizmente, os abusos de estacionamento prosseguem e foram recentemente reforçados pela afixação de cartazes ilegais e pinos vermelhos que pretendem privatizar o espaço de estacionamento junto às “falsas” garagens (hoje lojas comerciais).
Tratando-se de uma reserva abusiva do espaço público, reforçamos o pedido à Junta de Freguesia para que disponha os pilaretes ao longo de todo o passeio desta rua e à Polícia Municipal que contacte os proprietários destas lojas por forma a não utilizarem meios ilegais de reserva de estacionamento. Se reiterarem, pedimos à Polícia Municipal que aplique as devidas coimas.”

Subscrevem:

Rui Martins
Jorge Oliveira
José B. Leal
Luis Seguro
Luz Cano
Marta Arnaut Pombeiro
Ana Paula Araujo
Hugo Fiuza
Pedro Stichini Vilela
Vasco Ribeiro
Virginia Pato
Rui Plácido
Teresa Raposo
Nicholas Ratcliffe
Ines Domingos
Rui Pedro Barbosa
Anabela Nunes
Ana Flor
Cátia Mendes
Luisa Pico Costa
Filipe Ruivo
João Cardoso
Fernando Faria
Ana Teresa Mota
Joana Duarte
Cristina Azambuja
Filipa Ramalho Rickens
João Marques
Filipa Leitão de Aguiar
Jacinto Manuel Apostolo
Isaias Santos
Mafalda Alegria
Joao Paulo Trindade
Isabel Athayde E Mello
John Burney
Carla Sofia Duarte

Dina Lopes

Actualização de 18.01.2017

Recentemente, demos voz a alguns moradores que requeriam às autarquias (Polícia Municipal de Lisboa e Junta de Freguesia do Areeiro) uma reorganização dos pilaretes na Rua Vítor Hugo.
Alguma coisa foi feita nos últimos dias para dando resposta a parte deste pedido.
É pouco e, logo, insuficiente, mas um primeiro passo no bom sentido.
Muito Bem, JFA
(a seguir)

Proposta: Areeiro: Freguesia Livre de Lixo

1. Sensibilização
.Campanha de sensibilização, porta a porta, especialmente focada nos cidadãos séniores, com número verde de apoio
.Campanha de informação na rua, especialmente dirigida a jovens e consumidores de álcool em ambiente de rua
.Campanha de informação dirigida a estabelecimentos comerciais (cafés, restaurantes e minimercado) procurando dissuadir a venda de copos de plástico e o consumo externo de álcool
.Campanha de informação dos fregueses quanto aos limites e fronteiras de competências de limpeza de lixos urbanos (muitos cidadãos não sabem a quem compete limpar o quê)

2. Fiscalização:
.Identificar os pontos recorrentes de deposição de lixo em via: a partir daqui contactar os moradores dos prédios circundantes e recolher elementos de prova (facturas, nomes e moradas)
.Dado que a fiscalização por parte da Policia Municipal é insuficiente reforçar a mesma com elementos dos serviços de limpeza urbana da freguesia do Areeiro
.Sensibilização dos donos de animais responsáveis por dejectos caninos na via pública

3. Recolha:
.Intensificar a recolha de lixos urbanos da competência da JFA
.Aumentar os ritmos de recolha em locais de grande concentração de pessoas (Praça Areeiro, Avenida de Roma e Guerra Junqueiro)
.Tendo em conta que lixo chama lixo ter um piquete de resposta rápida, de dois elementos, chamados aos locais, num registo 08-20 de segunda a domingo, por sms ou mail.
.Monitorizar obras em edifícios na freguesia e responsabilizar proprietários caso esta causem detritos ou criem situações de abandono e redução da qualidade do espaço público
.Identificar e tratar zonas de calçada encardida: algumas têm já alguns anos.
.Criar um programa de educação de adultos para a cidadania, porta a porta, com apoio pós-formação e eventual apoio na recolha de lixos em casos excepcionais de cidadãos idosos com dificuldades de locomoção.

4. Grafitos e Tags
.Criar uma equipa (que pode ser a mesma da reacção “rápida” ao lixo urbano, com equipamento especializado de remoção de grafitos, que funcione na base da chamada por cidadãos e da vigilância activa por forma a garantir uma resposta rápida a todos os grafitos e tags. Recolher previamente e nas propriedades particulares onde a incidência deste fenómeno é maior autorização para repintura ou remoção de grafitos e tags. Esta equipa manteria uma base de dados de autores de tags e grafitos assim como de publicidade ilegal, entregando esses elementos à Policia Municipal por forma a que esta agisse a este respeito.

5. Pressão sobre a CML:
.Aumentar o numero, capacidade e ritmos de recolha dos ecopontos
.Simplificar as recolhas tornando diárias as recolhas de lixo genérico
.Colocar na rua, numa base diária, equipas da Policia Municipal com a missão de identificar e autuar prevaricadores, particulares ou de lojas comerciais. Aumentar as coimas em caso de reincidência. Usar etiquetas, facturas e outros elementos identificadores por forma a chegar ao produtor do lixo.
.Aumentar a resposta de contenção da população de pombos por via a reduzir os seus detritos
.Em zonas de grande concentração de comercio criar recolhas especializadas e diárias de lixos recicláveis (papel e embalagens) em contentores fixos próprios e esteticamente agradáveis (Ex Av de Roma junto à Praça de Londres).
.Responsabilizar os comerciantes do ramo pelos lixos.

Subscrevem:

Rui Martins
Maria Saraiva
Ana Alves de Sousa
Luís M Matias
Maria João Morgado
Rui M. Sousa
Ana Paula Araujo
Ines Domingos
Cátia Mendes
Anabela Nunes
Teresa Raposo
Belicha Geraldes
Helena Juliao
Maria Joao Gouveia
Qju Nunes
Carlos Costa Ramalho
John Burney
Teresa Silva
Fernando Jorge Brito Ferreira
Vasco Ribeiro
Maria Graça
Manuela Melo
José Vieira Mesquita
José B. Leal
Elisabete Carvalho