Recuperação do Monumento a Afonso Costa (e envolvente) na Avenida de mesmo nome

A Junta de Freguesia chegou a ter no seu orçamento uma verba para a reparação do Monumento a Afonso Costa. Aparentemente, terá perdido o interesse nessa reparação e removido o pedido de transferência de competências da CML permanecendo assim nesta autarquia a responsabilidade pelo monumento a um dos maiores políticos da 1ª República Portuguesa.

Os subscritores apelam assim à Câmara Municipal que recupere este monumento na Av Afonso Costa:
1. Repondo as placas evocativas furtadas e o lago com o sistema de circulação de água (resolvendo o problema de transbordo da mesma para o passeio público)
2. Valorizando o espaço envolvente pela adição, nomeadamente, de bancos
3. Removendo os tags do monumento
4. E à Junta de Freguesia: que providencie a limpeza regular do monumento.

De notar que este monumento recebeu um prémio Secil há mais de 25 anos (1991).

Com contributos de Jorge Oliveira, Luis Cavaleiro Madeira, Sara Piloto e Essi Silva Ribeiros

Para saber mais:
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/1759963454316454/
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/lago-do-monumento-a-afonso-costa
https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2017/04/12/monumento-a-afonso-costa-ha-planos-para-renovar/

Descentralizada de 2019

1:07:57: “há uma série de monumentos na freguesia que parecem mal amados (…) o monumento da Afonso Costa que foi oferecido pela Secil e que está completamente ao abandono, grafitado, desfigurado. Precisamos de alguém que dê uma chamada telefonica à Secil e a alerte para a situação e lhes pergunte se não querem recuperar este monumento. Temos também o topo da Fonte Luminosa que da parte de baixo está muito interessante mas do lado de cima é melhor não chegarem lá porque é uma desgraça: os pavimentos estão levantados, pisos desnivelados”

Nuno Dinis Cortiços

1:12:12: “A Fonte Luminosa é um projecto prioritário que foi alvo agora de uma delegação de competências para ser recuperado. O lago está neste momento em recuperação. Falta reestabelecer a parte eléctrica e fazer os testes (…) já foi enchimento do lago e testes nas ligações da energia mas ainda vai demorar algum tempo” (…) “Em relação ao monumento da Afonso Costa vou ver isto com a minha colega Catarina Vaz Pinto (…) é também uma quesão de limpeza (…) vou ver também com o vereador Carlos Castro não me parece que seja algo de complicado de vermos o que vamos fazer”

Vereador José Sá Fernandes

1:09:07: “continuamos com muitos tags e grafitos nas paredes da freguesia e gostaríamos de saber em que ponto está esse malfadado concurso que parece parou no Tribunal de Contas. Chamo a atenção que este tipo de poluição cria insegurança nos mais idosos que quando vêm o espaço publico grafitado e com trotinetes caídas por todo o lado cria um sentimento de insegurança”

Nuno Dinis Cortiços

1:09:52 “estamos com necessidade de recuperar esta situação e de facto tivemos as questões jurídicas que referiu e bem mas a partir de 16 de outubro começámos com as intervenções que neste momento estão a decorrer na Alameda Afonso Henriques (…) a paragem permitiu o alastramento e estamos neste momento a recuperar o tempo perdido. Esperamos a médio prazo ter a situação devidamente sanado”

Vereador Carlos Castro

 

Contagens Alojamento Local, Compra-Venda e Arrendamento no Areeiro

A 27.11.2018:

325 ofertas só na airbnb a 27.11.2018 (eram 67 a 27.07.2017 e 394 a 25.09.2018) e

43 ofertas de arrendamento na Imovirtual (eram 67 a 27.07.2017 e 56 a 25.09.2018)

173 ofertas de Venda na Imovirtual (eram 112 a 27.07.2017 e 172 a 25.09.2018)

106 ofertas de quartos para estudantes na Uniplaces (eram 40 a 25.09.2018)

Regista-se assim uma sensível diminuição da conversão de casas de habitação em AL (Isto pode indicar que há um excesso de oferta) e uma estabilização (estagnação?) das casas à venda talvez devido aos preços excessivos.

As ofertas de arrendamento continuam em queda (o que está por detrás do grande aumento registado nos arrendamentos nesta freguesia) e parecem agora estar a alimentar o mercado de alojamentos para estudantes (podem ocorrer outras deslocações paralelas).
Talvez por causa da época de abertura das aulas regista-se também um grande aumento da oferta de quartos para estudantes (a partir da quota de AL?)

A 25.09.2018:

394 ofertas só na airbnb a 25.09.2018 (eram 67 a 27.07.2017) e

56 ofertas de arrendamento na Imovirtual (eram 67 a 27.07.2017)

172 ofertas de Venda na Imovirtual (eram 112 a 27.07.2017)

40 ofertas de quartos para estudantes na Uniplaces

Regista-se assim um enorme aumento de conversão de casas de habitação em AL. Há também mais casas à venda do que nunca tendo em conta que não há, praticamente, nova construção no Areeiro resta apenas especular que se tratam de casas que foram abandonadas pelos antigos moradores que sairam de fora da freguesia (e, provavelmente, da freguesia) algo que se deve reflectir em mais uma perda de moradores (reforçando a tendência já registada há 2 anos nos cadernos eleitorais)

(os dados da Uniplaces e Imovirtual não pretendem ser absolutos (toda a oferta) mas indicativos)

(os dados da Airbnb não incluem os outros operadores, que se estimam ser menos de 5% dos da airbnb nem os AL ilegais que podem ascender a perto do dobro dos legais

A tendência de queda da oferta de AL parou e ocorreu uma forte inversão. Terão entrado novas casas no Mercado e com uma queda total da oferta o que pressiona ainda mais os preços sendo agora regra um aumento brutal dos preços até nos segmentos mais baixos do mercado (T0 e T1 com menos de 100 m2)

(nota: sem a pressão dos Erasmus de Alvalade nem as grandes taxas de Devolutos das Freguesias históricas o Areeiro continua a ser uma boa medida para a escala da Bolha Imobiliária em Lisboa)

A 29.06.2018:

#SabiaQue quanto a #AlojamentoLocal: existem, actualmente na freguesia do Areeiro

https://www.airdna.co/market-data/app/pt/lisboa/lisbon/alto-do-pina/overview

134 (eram 128 em 13.05.2018)

https://www.airdna.co/market-data/app/pt/lisboa/lisbon/sao-joao-de-deus/overview

149 (eram 130 em 13.05.2018)

ergo 283 AL no Areeiro no AirBnB (fora os outros sites do género… e os ilegais: claro)

E como ofertas de arrendamento no site site de referência de sempre (para manter alguma consistência nos dados).
www.idealista.pt/arrendar-casas/lisboa/lisboa/areeiro/

71 (eram 54 em 13.05.2018)

A 13.05.2018

258 AL no Areeiro (fora os outros sites do género…)

E como ofertas de arrendamento no site site de referência de sempre (para manter alguma consistência nos dados): 54

Ou seja:

253 AL vs 54 ofertas de arrendamento


A 27.07.2017:

67 ofertas só na airbnb a 27.07.2017 (eram 52 a 26.06.2017)

67 ofertas na Imovirtual (eram 62 a 26.06.2017)

112 ofertas de Venda na Imovirtual (eram 170 a 26.06.2017)

A tendência de queda da oferta de AL parou e ocorreu uma forte inversão. Terão entrado novas casas no Mercado e com uma queda total da oferta o que pressiona ainda mais os preços sendo agora regra um aumento brutal dos preços até nos segmentos mais baixos do mercado (T0 e T1 com menos de 100 m2)

(nota: sem a pressão dos Erasmus de Alvalade nem as grandes taxas de Devolutos das Freguesias históricas o Areeiro continua a ser uma boa medida para a escala da Bolha Imobiliária em Lisboa)

A 26.06.2017:

58 ofertas só na airbnb a 26.06.2017 (eram 63 a 19.06.2017)

62 ofertas na Imovirtual (eram 48 a 19.06.2017)

A tendência de queda da oferta de AL continua, assim como o aumento da oferta de arrendamento urbano.

Isto parece apontar para um excesso de oferta de AL e para um regresso das casas neste mercado a formas mais convencionais de ocupação (arrendamento e habitação em propriedade própria)

Iremos passar também a medir a oferta de Venda, já que parece estar também a acontecer algo, nesta direcção nesta freguesia:

170 ofertas de Venda

 

A 19.06.2017:

63 só na airbnb a 19.06.2017

58 na Imovirtual (Areeiro)

(há dois meses era 71 vs 40)

Isto pode significar que a oferta total entre Arrendamento e Alojamento Local é a mesma e que existem deslocações de uma direcção para a outra. E que qualquer aumento num sector advém do outro. Esta flutuação pode também indicar o começo de uma inversão de tendência que ainda não é visível a nível dos preços (que continuam a níveis especulativos).

A 03.09.2017:
178 ofertas de AL só na airbnb (90 Alto do Pina e 88 São João de Deus) a 03.09.2017

56 ofertas de Arrendamento na Imovirtual (eram 67 em Junho)

119 ofertas de Venda na Imovirtual (eram 112 em Julho)

52 ofertas de quartos para estudantes (primeira contagem)

201 ofertas de AL só na airbnb a 15.03.2017

100 ofertas de Arrendamento na Imovirtual (eram 56 em Julho)

Algo mudou na forma como este agregador lista as ofertas de AL pelo que fui forçado a alterar o mecanismo de contagem (que era manual e seguia os limites da freguesia). A nova contagem segue os filtros dos antigos nomes das duas freguesias do Areeiro e tem a vantagem de ser dada pelo agregador e não por uma contagem manual.
A forma de contagens de arrendamentos e habitações em venda não foi alterada tendo-se registado um declínio muito forte das casas no mercado para arrendamento (quase menos um sexto num único mês) e uma estabilização da oferta para compra.
De novo, a imensa oferta de AL (178 casas que estavam há menos de 2 anos no arrendamento) e feita à custa da oferta para arrendamento está a contribuir para o aumento dos preços do arrendamento (que é cada vez mais brutal e incomportável para as bolsas dos portugueses).

Continuam a multiplicar-se os relatos de arrendamentos e compras de casas nesta freguesia feitas por cidadãos estrangeiros (Vistos Gold e Residentes Não Habituais) o que parece estar a contribuir para o aumento generalizado dos preços.

A 20.03.2017:

O AL tem um efeito brutal na secagem da oferta de Arrendamento:

20 de Março:

221 em AL e 107 em Arrendamento

Fontes:

www.airdna.co/market-data/app/pt/lisboa/lisbon/alto-do-pina/overview

www.airdna.co/market-data/app/pt/lisboa/lisbon/sao-joao-de-deus/overview

www.idealista.pt/arrendar-casas/lisboa/lisboa/areeiro/

Dados:
https://docs.google.com/spreadsheets/d/11TTygYfqAyKnTlu0z88INbRVySND6zbKS5UvTwEMEAo/edit?usp=sharing

Estacionamento no Posto Clínico

Questionado a 2 de Outubro de 2018 à Junta de Freguesia do Areeiro:
 
“Gostaria de saber se a reserva de estacionamento no Posto Clínico da Junta de Freguesia se destina aos utentes do dito ou se é, pelo contrário, uma reserva de estacionamento para ser usada, como privilégio de função, pelos clínicos que trabalham neste estabelecimento, como se pode inferir pela presença regular de um veículo com este cartão de “médico”.
Resposta:
“1 – Este estacionamento destina-se aos médicos e técnicos do Posto Clinico.”
(discordo: este estacionamento deveria servir os utentes, não servir de “privilégio” aos funcionários do Posto Clínico. Mas concordo que é uma utilização legítima e que a Junta tem o direito de os preferir em relação aos utentes e moradores).”

Aquisição de blocos de cartões Empark pré-comprados pela Junta de Freguesia para apoio ao comércio na freguesia [Respondida]

Os Subscritores propõem que a Junta de Freguesia do Areeiro contacte a Empark por forma a adquirir blocos de cartões pré-comprados (100 unidades cada) que garantem um acesso a um preço muito baixo ao estacionamento (perto da Guerra Junqueiro temos o Parque Londres e o da Alameda) e agilize a sua distribuição aos comerciantes do Areeiro por forma a que estes os possam redistribuir- em troca de compras – aos seus clientes.
Esta medida permitiria – por um custo baixo – atrair mais actividade comercial e aumentar a quantidade de carros nos parques subterrâneos (subocupados!) reduzindo, consequentemente, os veículos em estacionamento de superfície para moradores.

Relacionado com
http://vizinhosdoareeiro.org/pedido-de-negociacao-de-descontos-nas-avencas-empark-no-areeiro/

Subscritores:
Rui Pedro Martins
Jorge Oliveira
Rodolfo Franco
Nuno Dinis Cortiços
Anabela Nunes
Elvina Maria Reis Rosa
Ana Benavente
Isabel Tomas Rodrigo
Zélia Brito
Maria Cortez Caetano
Pedro Tito de Morais
Leonilde Ferreira Viegas
Ana Sampedro
Bruno Beja Fonseca
Ana Coelho
Francisco Lopes da Fonseca
Dulce Amaral
Rosarinho Quina
Isabel Gameiro
Mariana Bettencourt
José Nini Oliveira
Irene Coelho
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Carla Caló
Fernando Anjos
Maria João Morgado
Daniel Portugal
Belicha Geraldes
Mafalda Toscano Rico
Ilda Cruz
Stela Correia
Eduardo Natividade
Lezíria Couchinho
Renato Calado Rosa
Teresa Aroso
Margarida Reis
Maria João Oliveira
Margarida Botelho
Lidia Monteiro
Luisa Cunha
João Ribafeita
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Martins da Silva
Maria Dulce Sousa
Manuela Melo
Ana Baptista
Neuza Carmo
Elsa Santos Alípio
Elisabete Carvalho
Patricia Saldanha da Gama
Filipe Aguilar
Mafalda Sequeira
Joao Pina Cardoso
António Gonçalves da Silva
Gonçalo Mil-Homens Pedreira
Ana Paula Magalhaes
Margarida Egea
Paulo Barbosa
Catarina Pereira
Cristina Leitao
Vítor Junqueira
Antonio Sequeira
Liliana Costa
Pedro Santos
Frederico Batista

Actualização de 27.11.2018:
“GAP/ 2747 /2018
Exmos. Senhores,
Em referência ao assunto em epígrafe, encarrega-me o Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro de acusar a receção do email de V. Exas. que nos mereceu a melhor atenção e informar que este assunto está a ser conduzido pela EMEL e tanto quanto nos foi informado, esta, irá reunir com a representante da Associação de Comerciantes.”

Reunião com Vereador Miguel Gaspar

A 14 de Novembro teve lugar uma reunião com o Vereador Miguel Gaspar (Mobilidade e Segurança ) e a Diretora Municipal Francisca Ramalhosa (Direção Municipal da Mobilidade).

Na reunião foi apresentada também a associação dos Vizinhos em Lisboa que integra vários núcleos de vizinhos em Lisboa, o modo de funcionamento do coletivo e passou-se a abordar as várias propostas e sugestões que os Vizinhos têm feito à autarquia nos últimos meses.

Proposta À CML: Tornar O Bairro Dos Actores Numa Zona 30

2018-10-30

Os subscritores propõem que a CML avalie a passagem do Bairro dos Actores a uma “Zona 30” dado que se trata de um bairro fortemente residencial, grande e sem avenidas a atravessá-lo.

Paralelamente, apelamos à autarquia que – independentemente da avaliação acima citada – aumente o número de passadeiras elevadas (como a que já existe na Abade Faria) assim como o reforço da sinalização vertical de sentido de trânsito e espelhos em alguns cruzamentos deste Bairro de pior visibilidade.”

http://vizinhosdoareeiro.org/proposta-a-cml-tornar-o-bairro-dos-actores-numa-zona-30/

> A proposta fui muito bem acolhida e será alvo de estudo. De ressalvar que no começo da Rua Abade Faria já existe uma passadeira elevada (como as que são instaladas nos bairros tornados em Zona 30) e que a proposta surgiu de moradores.

“Arrumadores” na Av Guerra Junqueiro: Dupla Tributação e Apelo à sua integração social

2018-07-02

https://vizinhosdoareeiro.org/arrumadores-na-av-guerra-junqueiro-dupla-tributacao-e-apelo-a-sua-integracao-social/

“Os Subscritores desta mensagem apelam à CML e, em particular, à Polícia Municipal que adoptem medidas nas zonas de estacionamento reguladas pela EMEL por forma impedir a “dupla tributação” que decorre da actividade dos arrumadores de carros que operam nestas zonas (p.ex. Na Av. Guerra Junqueiro).

Apelam ainda à CML que identifique eventuais carências sócio-económicas destas pessoas e actue em conformidade à sua integração social.”

> O Vereador indicou que seria feito um reforço do policiamento local mas concordou que era um problema de natureza social e que os serviços sociais iriam ser informados no sentido de se sinalizar o problema. O problema não ocorre apenas neste local (p.ex.ocorre também junto à capela da Igreja S. João de Deus e noutras zonas da cidade).

“Dia Verde” para a Carris: Sugestão à CML                

2018-03-05 14:47

http://vizinhosdoareeiro.org/dia-verde-para-a-carris-sugestao-a-cml/

“Os subscritores sugerem à CML (enquanto gestora da Carris) que esta avalie os modelos inovadores em ensaio, por exemplo, em Londres pela Citymapper e que, através de uma app de telemóvel permitirão reservar antecipadamente lugares nos miniautocarros de oito lugares para percursos urbanos e o modelo que a Uber está a experimentar nos EUA e que permite que veículos reservados numa app aguardem num dado local até à chegada de quem fizer a reserva e que se aplicaria, igualmente, a este tipo de miniautocarros.

Sugerimos ainda à Carris que esta empresa teste durante algum tempo um “Dia Verde”, por exemplo, a primeira segunda-feira de cada mês em que o transporte fosse gratuito por forma a aferir o impacto na cidade, poluição e circulação urbana de uma eventual gratuidade do transporte público em Lisboa”

> A primeira parte da proposta já é, em certa medida, cumprida pelo Areeiro Porta a Porta (embora a divulgação do serviço esteja longe de ser perfeita: mas este é um serviço da Junta não da CML)

> A proposta do “dia verde” foi já, ensaiada, na Semana da Mobilidade e não terá tido uma adesão significativa. A CML vai estudar a proposta na direcção do projecto, em estudo, de um “dia sem carros” mensal, estando a Avenida da Liberdade e Saldanha na lista de locais onde esse projecto poderá ser implementado. Está também a ser avaliada a hipótese de criar um dia “play on the street”, tendo o vereador desafiado a Associação para propor um local, que poderia ser no Bairro dos Actores com a reserva para trânsito pedonal e de meios ligeiros de mobilidade num dia (ao modelo ao que fazia a EGEAC junto ao Maria Matos). Outra opção seria uma rua perto de um estabelecimento de ensino na freguesia. Ambas as opções (e outras: ainda por identificar) estão em avaliação. A medida deverá ser ainda articulada com a junta, existindo interesse da população.

> O “Cartão Navegante Escola” pode ser pedido pelos colégios privados (alguns já aderiram) e procurou saber se o colectivo de moradores poderia divulgar a existência desta facilidade junto da rede de moradores.        

Estacionamento Selvagem Em Torno Do Pavilhão Do Casal Vistoso                

2018-07-23

https://vizinhosdoareeiro.org/estacionamento-selvagem-em-torno-do-pavilhao-do-casal-vistoso/

“É frequente – em eventos patrocinados pelo município – assistir ao estacionamento caótico na rua de acesso ao Pavilhão Municipal Casal Vistoso: os autocarros e carrinhas que transportam utentes a estes eventos estacionam em segunda fila, com motores ligados e usando e abusando da sinalização sonora

Porque é que estes veículos não utilizam o parque da Sarmento Beires para estacionar depois de largar as crianças?

Porque é que não desligam os motores, cujo ruído se propaga para dentro dos apartamentos?

De considerar, também, o desvio de tráfego não local para o descampado acima do pavilhão, sem entrar na João da Silva, que devia ter um só sentido, abrindo-se uma rua para permitir a circulação à volta do pavilhão com o sentido único e uma outra saída”

> A autarquia irá contactar a gestão do parque por forma a que esta reforce as instruções dadas aos motoristas para que não deixem os motores ligados enquanto esperam os seus passageiros evitando assim a criação de ruído e poluição desnecessária. As restantes partes da proposta serão analisadas

> Vai analisar a recomendação da AML também referente ao estacionamento e circulação nestes arruamentos.

Happy Hour EMEL Para Clientes De Zonas Comerciais (proposta)                

2018-09-06

http://vizinhosdoareeiro.org/happy-hour-emel-para-clientes-de-zonas-comerciais/

“Propomos que a EMEL entre as 1230 e as 1430 reserve uma certa quantidade de lugares de estacionamento gratuitos (claramente identificados) para estacionamentos junto a zonas comerciais ou de restauração por forma a incentivar a vida comercial local.

Estas zonas em “happy hour” seriam gratuitas para veículos com dístico da EMEL (de outras zonas): para não promover uma maior entrada de veículos na cidade.

Esta iniciativa poderia ter uma zona piloto na Av Guerra Junqueiro”

> A Empark tem uma opção que consiste na existência de cartões pré-comprados (em blocos de 100 unidades cada) que garantem um acesso gratuito na primeira hora e a um preço muito baixo nas seguintes ao estacionamento (perto da Guerra Junqueiro temos o Parque Londres e o da Alameda). A CML está a estudar formas de que essa distribuição e divulgação junto aos comerciantes possa ocorrer.

Pedido de recuperação de lugares de estacionamento no Areeiro        

2018-07-12

https://vizinhosdoareeiro.org/pedido-de-recuperacao-de-lugares-de-estacionamento-no-areeiro/

“Existem na freguesia do Areeiro vários lugares de estacionamento que carecem de revisão por parte da CML por forma a recuperar para moradores alguns lugares de estacionamento. Em particular:

a. Rua Augusto Gil: O novo bar “victor horta” tem reservado estacionamento nocturno pela colocação de pinos com corrente no que era uma antiga garagem. Esta reserva é legal?

b. Av Óscar Monteiro Torres: uma igreja tem aqui uma reserva de estacionamento permamente, mesmo nos horários em que não em funcionamento (pede-se limitação horária)

c. Loja de Móveis Universal da Sacadura Cabral (Nº27): Antiga garagem transformada em loja e com alerta (falso?) de reboque em caso de estacionamento

d. Av Marconi: Junto ao stand da Opel com lugares reservados com pinos por proprietário. É legal?

e. Antigo Colégio Paula Frassinetti na Av México, 7: Esta escola já fechou mas as reservas de estacionamento continuam no local

f. Antigos CTT das Olaias na Rua Sarmento de Beires

g. Lugares da AML reservados em frente ao fórum Lisboa. Já que a CML quer estimular políticas de mobilidade, pode começar por dar o exemplo e acabar com as reservas de estacionamento para si própria (há um parque de estacionamento no subsolo do Fernando Pessa)

Os Subscritores pedem à CML que reveja estas reservas e corrija qualquer situação menos regular.”

> Lista foi bem acolhida e será alvo de análise por parte da Direção Municipal da Mobilidade já que se poderá traduzir numa recuperação significativa de lugares de estacionamento para moradores.

> De igual modo o autarquia mostrou disponibilidade para avaliar a passagem a estacionamento reservado a moradores de mais arruamentos do Bairro dos Actores se entendido necessário. Foi apresentada uma proposta para introdução de uma ciclovia na Rua Atriz Virgínia com vista a ligação da Praça de Londres a Marvila, ciclovia essa que pode ter um percurso alternativo pela Av. Afonso Costa. A Associação sugeriu que caso a opção fosse a Atriz Virginia, onde a ciclovia ficaria melhor integrada, instalar-se uma nova zona de estacionamento na Rua João Castilho para compensar, igualmente, essa perda de lugares (tal opção daria, em tese, inclusivamente um crescimento dos lugares de estacionamento disponíveis no Bairro dos Actores o Bairro na freguesia do Areeiro onde mais falta de lugares de estacionamento – especialmente de noite – se faz sentir junto dos moradores). De sublinhar que esta decisão ainda não está tomada sendo a Avenida Afonso Costa a outra opção.

Propostas De Melhoria Ao Sistema De Bicicletas GIRA                

2018-09-13

http://vizinhosdoareeiro.org/propostas-de-melhoria-ao-sistema-de-bicicletas-gira/

“Tendo em conta que se têm multiplicado os relatos de problemas com o reconhecimento do termo da viagem pelas docas, que se aproxima a entrada plena em funcionamento da rede e os impactos que estes erros poderão ter na confiança e, logo, na adesão ao sistema propomos que:

1. O fim da viagem seja realizado através da App, após a bicicleta ter sido colocada na doca apropriada, obtendo assim uma confirmação na aplicação de que foi concluída com sucesso. Caso a bicicleta não tenha sido colocada devidamente no local ou exista algum problema com a doca a aplicação não deixará realizar o fim de viagem, tendo assim o utilizador conhecimento imediato da existência de um problema (este procedimento será à semelhança de aplicações como a DriveNow que exige esse passo ao utilizador de forma a garantir o fim de viagem)

opcionalmente o sistema poderia enviar um SMS informando o utilizador de que a viagem foi concluída com sucesso.

2. A verificação da rotina que na App dá por concluído o percurso. Há relatos de que, por vezes, quando o percurso termina a App continua a contar o tempo. E há que desligar a app, voltar a ligar, clicar em mapa, para só aí terminar a viagem e pede a pontuação.

3. Propomos também a adição de um alerta ao utilizador que após uma utilização anormalmente longa (superior a, por exemplo, uma hora) envie um SMS de alerta.

4. A instalação de sensores de peso que alertem para a possível presença de dois utilizadores no equipamento

Bloquear o uso simultâneo, a partir da mesma conta e em telemóveis diferentes de uma bicicleta GIRA por forma a dificultar os abusos de utilização do sistema.”

> A proposta foi apresentada e será analisada.

> Foi abordada a actual carência de bicicletas GIRA e os problemas de disponibilidade de bicicletas e de manutenção junto do operador. A situação melhorou, nos últimos dias, tendo passado de menos de 290 para mais de 400 esperando-se um reforço significativo do parque em breve, até às 700 unidades e a satisfação do plano inicial de 1400 até fevereiro de 2019. Estes problemas têm ditado a suspensão de abertura de novas estações (como a da Av de Paris), que deverão alcançar as 140 apenas quanto as 1400 GIRA estiverem operacionais.

> Foram apresentadas sugestões como a inserção de um questionário avaliativo do regras e boas práticas de uso de bicicletas na app móvel e a afixação das mesmas nas estações, assim como a da colocação de um nº único identificativo das bicicletas nas mesmas por forma a facilitar utilizadores que não respeitem as regras e a trazer mais responsabilidade ao uso do sistema.

> A questões das trotinetes eléctricas foram abordadas, especialmente no que concerne à sua presença, em estacionamento, sobre o passeio. A CML confirmou que os hotspots sobre o passeio são da sua responsabilidade e que serão criados novos em breve para acolher os novos operadores que devem estar prestes a entrar no mercado sujeitando às mesmas regras já acordadas com a Lime.

> A CML vai reforçar o número de estacionamentos para bicicletas e motas e instalar barras de segurança em 800 dos já existentes (um pedido insistente dos moradores)

        

Sugestão sobre eventual alteração à circulação na Av de Paris                

2018-03-27

http://vizinhosdoareeiro.org/sugestao-sobre-eventual-alteracao-a-circulacao-na-av-de-paris/

“Caso se confirmem as alterações à circulação automóvel na Av. de Paris, nomeadamente a inversão do sentido entre Praças (Londres/Pasteur), os subscritores sugerem à CML que sejam eliminados os dois lugares de estacionamento na entrada, após o túnel, da Rua Presidente Wilson, um na sequência da Padaria Portuguesa (dir.) e o da Pastelaria Zurique (esq.), por forma a não impedir o trânsito automóvel, em especial de veículos pesados, afectos à recolha de “lixo”, Pingo Doce, colégios, bombeiros, ambulâncias, mudanças (etc).

A entrada deve apresentar-se desobstruída para garantir a fluidez de trânsito e o livre acesso dos veículos em socorro e marcha de urgência.

Relembramos, a estrutura dos edifícios da “Wilson”, “Paris” e “Pasteur”, possui pavimentos em vigamento de madeira, propagadores rápidos de fogo aos pisos superiores, com o perigo de um pequeno incêndio tomar por completo um edifício com dezenas de frações.

Sugerimos que a perda de lugares, pelo descrito e pelas ciclovias a instituir, seja compensada por um Protocolo, de baixa renda para residentes, com os operadores dos parques de estacionamento próximos, na garantia que a cidade é todos e para todos.”

> A sugestão foi bem acolhida, especialmente no ponto da Presidente Wilson. O ponto que refere os preços de estacionamento vai merecer uma abordagem numa escala maior já que todos reconhecem que há um problema de fraca optimização dos lugares em parque em Lisboa estando, nomeadamente, um piso inteiro do parque da Alameda encerrado, como é, aliás, do conhecimento público.

Túnel no Jardim Fernando Pessoa (sugestão de aumento de segurança pedonal)        

2018-06-15

https://vizinhosdoareeiro.org/tunel-no-jardim-fernando-pessa-sugestao-de-aumento-de-seguranca-pedonal

“Os Subscritores solicitam à CML a alteração do pavimento do acesso ao Jardim Fernando Pessa pela Rua Cervantes, por ‘calçada do tipo passeio’ — valorizando a circulação pedonal num percurso em túnel sem passeio, com reduzida iluminação e pavimento irregular — por forma a minimizar os riscos de circulação. Em conformidade, requerem que seja considerada a sinalização de “via partilhada (Artigo 78.º do Código da Estrada — A Zonas de Coexistência)”

> A proposta foi bem acolhida pela CML que desencadeará agora um estudo no sentido de estudar a sua viabilidade.


No termo da reunião, o Vereador e a Directora Municipal fizeram questão de valorizar o papel da Associação pelo seu papel ativo de cidadania.

“Criar mais estacionamento em Lisboa pode “convidar” ao uso do carro e desincentivar mobilidade sustentável” [O Corvo]

“Apesar dos constantes anúncios de mais lugares de estacionamento em Lisboa, eles parecem sempre ser insuficientes para a procura. Provam-no os protestos frequentes de quem mora ou trabalha na capital. Que acontecem agora com mais intensidade, quando a EMEL expande as zonas tarifadas para os bairros onde ainda não operava. Até 2022, deverá controlar mais 60 mil lugares na via pública. A empresa municipal e a câmara vão respondendo às queixas, prometendo “mais bolsas de estacionamento”. Prevêem-se 5.600 novos lugares em parques fechados, no mesmo período. Dinâmica que parece contraditória com o objectivo da autarquia de reduzir a dependência face ao automóvel, privilegiando os transportes públicos. Criar mais estacionamento não será, afinal,  o oposto da mobilidade sustentável? Há quem considere existir “falta de coragem política para mostrar os números”. Mas também quem enfatize o que de bom tem sido feito. Certo é que a nível internacional há cada vez mais cidades a suprimir o espaço dado aos carros.

Os próximos anos serão de crescimento para da EMEL (Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa), que passará a explorar mais 60 mil lugares na via pública, até 2022. Só no próximo ano, surgirão 20 mil. Valores a somar aos 78 mil lugares tarifados e de residentes que se estima estarem disponíveis até ao final de 2018. Ou seja, prevê-se que, daqui a quatro anos, a empresa controlará 138 mil lugares de estacionamento na via pública. Dinâmica que tem muito que ver com o alargar da malha de influência para as zonas da cidade onde ainda não operava, as quais deixarão progressivamente de existir – desde Agosto de 2016, aliás, todo o território da capital está sob sua jurisdição. Em paralelo, a empresa garante no último plano de actividades – em que prevê também o próximo quadriénio -, 5.600 novos lugares, disponíveis até ao final desse período, distribuídos por parques dissuasores e para residentes da cidade.

Parecem números relevantes, sem dúvida. Mas não será este crescimento da oferta de parqueamento regulado contraditório com a propalada menor dependência do automóvel, em favor da mobilidade sustentável? Há quem ache que sim. “Há uma grande falta de coragem política para mostrar os números e dizer às pessoas que não há possibilidade de oferecer mais lugares e para todos. Não está escrito em lado nenhum, na Constituição da República Portuguesa, que os poderes públicos têm de garantir lugares de estacionamento para os donos de automóveis particulares”, diz Mário Alves, consultor na área da mobilidade e dos transportes e, em simultâneo, dirigente da MUBI (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) – estando também vinculado à Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM). E se tem uma visão crítica em relação ao papel central desempenhado pelo automóvel na nossa sociedade, Mário acaba por ter uma apreciação bem menos negativa da entidade que regula o estacionamento na capital portuguesa – e que tão odiada parece ser por muita gente.

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Até 2022, serão criados 5.600 lugares em parque dissuasores e vocacionados para residentes

“Apesar de tudo, há quem perceba que a intervenção da EMEL é, provavelmente, a única forma de proteger o bairro. Mas a generalidade das pessoas vai estar sempre insatisfeita, vai sempre protestar. Até porque se criou a ideia de quem protesta consegue sempre uma cedência dos decisores políticos”, afirma o investigador e activista por um padrão de mobilidade mais ecológico, lamentando “os maus hábitos”  decorrentes da dependência generalizada em relação ao automóvel. Afinal, até os 12 euros anuais de emolumentos relativos à renovação o “selo da EMEL” – “quase o valor de uma bica por mês” – são contestados por muitos.

“É sempre impossível garantir a satisfação do desejo de estacionar à porta de casa, em zonas urbanas, e será sempre impossível garantir estacionamento no próprio bairro, no caso das zonas históricas”, diz Mário Alves, lembrando que, no caso da cidade holandesa de Amesterdão, as zonas históricas têm limite de emissão de cartões de residente e filas de espera de vários anos para a obtenção desses comprovativos. “Quem está à espera tem que estacionar na periferia da cidade e apanhar transporte público para casa”, explica.

Por isso, o especialista em mobilidade reconhece ser necessário distinguir entre áreas da cidade. Deve-se começar em zonas mais centrais e, “depois, gradualmente, entrar nas restantes”. No entanto, é sabido que tal tem consequências: “Faz sentido entrar numa freguesia por fases. É um dominó. Logo que uma zona seja controlada pela EMEL, não só os resultados positivos para os moradores serão óbvios, como a situação ficará pior nas zonas adjacentes não controladas”. Mário Alves salienta, contudo, que uma fragmentação muito grande de certas áreas, como em breve acontecerá nos Olivais, “pode causar problemas”. Embora tal partição possa funcionar como forma de penalizar o desejo de se usar o carro para ir a zonas próximas da habitação. Um “hábito que, por vezes, poderia ser substituído pelo andar mais a pé ou pela criação de sistemas de transporte público de bairro para idosos”, defende.

Da mesma forma, considera fazer sentido “estudar formas rigorosas de distribuir cartões de visitas de apoio para idosos”, os quais, muitas vezes, não têm carro e são dependentes da ajuda dos filhos. Tal como vê como positiva a criação de zonas exclusivas para residentes em ruas sem comércio, para assim se evitar a circulação de procura de lugares para arrumar o carro em arruamentos “que deveriam ter pouco tráfego”. A isso acrescenta a necessidade de se garantir a rotação dos veículos que vão estacionando nas zonas tarifadas, limitando o seu tempo de paragem num lugar. “Quando queremos transportar 20 litros num garrafão de 5 litros, temos que o encher e esvaziar várias vezes”, diz. Mas essa abordagem não pode servir para contornar o óbvio, avisa: a cidade não tem lugares para tantos carros. “Mesmo nas zonas mais periféricas, como Telheiras, não é possível fornecer lugares para todos”, afirma.

O mesmo acha Paulo Muacho, deputado independente na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que, em Setembro passado, no debate sobre a apresentação, por Fernando Medina (PS), do relatório trimestral das actividades da Câmara Municipal de Lisboa (CML), refreou o entusiasmo do presidente da autarquia pela anunciada criação de mais bolsas de estacionamento. “É contraciclo querer reduzir o número de carros que circulam dentro da cidade de Lisboa, aumentar a utilização do transporte público e de soluções de mobilidade partilhada e suave e, simultaneamente, aumentar o número de lugares de estacionamento em zonas como Entrecampos, Beato, Penha de França e Alto dos Moinhos”, disse eleito, naquele momento.

E fundamentou tal argumento: “A lógica de que cada família tem direito a um, dois ou três carros e que esses carros devem ter lugares de estacionamento garantidos é insustentável e não é acessível a todos. O espaço público, cada vez mais um bem escasso, deve ser usufruído pelas pessoas e não servir para o estacionamento de veículos, que estão 95% do seu tempo parados e sem utilização”. Apesar de apontar os esforços feitos pela câmara municipal, nos últimos anos, na criação de “incentivos positivos” à utilização dos transportes públicos, de bicicletas e de outras formas de mobilidade menos poluente e partilhada, o deputado municipal salientava também a dificuldade de mudança de comportamentos “sem a existência de incentivos negativos”.

Ouvido agora por O Corvo, Paulo Muacho reafirma que considera como “muito positivo” o trabalho desenvolvido pela autarquia da capital na área da mobilidade. Mas reforça, porém, a sua discordância com os planos de criação de novos parqueamentos com dinheiros públicos. “O investimento de recursos da Câmara de Lisboa para esta área deveria concentrar-se, sobretudo, na coordenação dos transportes públicos e não em parques de estacionamento. Não faz sentido estar, agora, a construí-los em zonas tão centrais como Entrecampos ou Penha de França. Acabam por funcionar como incentivos para que as pessoas mantenham o seu carro e circulem com ele dentro da cidade”, afirma o eleito independente.

Uma perspectiva que, nessa reunião de há dois meses na assembleia municipal, até acabou, afinal, por ser, em parte, partilhada pelo presidente da câmara municipal. Respondendo à crítica feita pelo deputado municipal à criação de mais estacionamento em Lisboa, Fernando Medina admitiu que, “a partir de determinado momento, pode haver a ideia de existir incoerência relativamente aos objectivos de política”. Mas, logo de seguida, afirmou a sua descrença em tal percepção, tal “o nível em que estamos e nas zonas de que estamos a falar”. Apesar de considerar que o “modelo actual de utilização do veículo individual – em que, por dia, entram 375 mil veículos em Lisboa – é completamente insustentável”, Medina admitiu que a pressão sentida pela câmara para responder à escassez de parqueamento não vem só de fora da capital. “Em muitas zonas da cidade, não temos estacionamento para a primeira viatura. Não existe e temos que o criar”, disse, resignado.

Isto apesar de, como alguns notam, em nada a legislação nacional obrigar a administração pública a assegurar a criação de parqueamento para privados. Na verdade, se se olhar para as dinâmicas mais recentes a nível global, pelo menos nas sociedades mais afluentes, poder-se-á perceber que grande parte da opinião pública portuguesa – manifestamente arreigada ao uso do automóvel, muitas vezes encarado como direito inalianável – está em contracorrente com o correr dos tempos. O mesmo sucedendo também com parte do poder público, dela dependente eleitoralmente. “Na própria assembleia municipal, há forças que se dizem ecologistas e defendem, com unhas e dentes, o direito a usar o carro e a estacionar em qualquer lado”, nota Paulo Muacho, ao salientar o quão implantado na sociedade portuguesa continua a estar o uso do veículo individual.

Em diversos países, está-se já a trabalhar no sentido não apenas de suster o crescimento das áreas de circulação e de parqueamento de veículos particulares, mas também de as reduzir. É o caso de Oslo, capital norueguesa, onde a zona central está quase toda vedada ao automóvel, num exemplo dado, recentemente, pelo jornal The Guardian, no âmbito de uma reportagem sobre os problemas associados ao estacionamento em contexto urbano. Nele apontava-se a cidade inglesa de Nottingham como “uma das primeiras do mundo a aumentar o preço do estacionamento tarifado e a reinvestir as receitas daí provenientes em transportes públicos”. Operação que, notava-se, gerou enorme contestação, mas acabou por ser aceite pela maior parte da comunidade. Embora tenha havido grande resistência de quem sugeria que a cidade estava a tornar-se “inimiga dos condutores”, admitia Jane Urquhart, vereadora local, o maior desafio terá sido explicar às pessoas que, na verdade, o espaço público não é de quem estaciona. “Todos acham a rua um activo muito valioso, mas ninguém quer pagar por a ocupar”, assinala a responsável.

Nessa mesma investigação do diário britânico, referia-se que a cidade suíça de Zurique impôs uma quota máxima de parques de estacionamento. Isto significa que, se uma empresa quiser construir um novo, terá de pagar para que um dos existentes seja desactivado. Em igual sentido, na Cidade do México, até há pouco tempo, os novos empreendimentos imobiliários obrigavam os promotores a construir um número mínimo de lugares para estacionar carros. Mas o paradigma foi invertido. Agora, impôs-se um tecto para tais infra-estruturas, com penalizações financeiras agravadas a quanto mais espaço for dedicado a tal funcionalidade. Receitas essas que os responsáveis pela gestão da capital mexicana decidiram reinvestir na infra-estrutura de transportes públicos. Também Madrid se prepara para, a partir de 30 de Novembro, apenas permitir o acesso ao centro de veículos considerados “não poluentes”. O objectivo é reduzir a poluição em 40%, mas também o tráfego em 37%, permitindo dar mais espaço a peões, a bicicletas e a meios de transportes sustentáveis. Tudo em nome do ambiente.

Políticas que, no fundo, até se encontram em linha com o discurso oficial de Lisboa, cuja autarquia tem enfatizado a necessidade imperiosa de se apostar na mobilidade sustentável. Como parte dessa estratégia, a câmara municipal da capital portuguesa assumiu a gestão da Carris, a 1 de Fevereiro de 2017, cumprindo assim um objectivo há muito preconizado pela liderança socialista da autarquia. Dessa mesma estratégia fazem parte a EMEL, a nível concelhio, mas também os diversos operadores de transportes públicos, numa escala mais vasta, abarcando toda a Área Metropolitana de Lisboa. Após negociações com o Governo, foi recentemente anunciada criação da marca Carris Metropolitana, sob a qual passarão circular, a partir de Abril de 2019, todos os autocarros da Grande Lisboa, assistindo-se em simultâneo a uma redução significativa do preço dos passes. Medidas elogiadas pela generalidade dos observadores.

 

Então, porquê continuar a apostar no aumento da oferta de lugares de estacionamento? Não será essa uma medida contraproducente, tendo em conta o objectivo de retirar automóveis das zonas centrais de Lisboa? “Em todos os inquéritos à utilização do veículo individual, é assumido que, se houver estacionamento, as pessoas vão aproveitar”, refere a O Corvo Luís Picado dos Santos, professor catedrático da área dos transportes no Instituto Superior Técnico (IST), não deixando de notar que, sem surpresa, “cobrar pelo estacionamento pode cortar esse impulso”. A existência de estacionamento público pago e controlado disponível, como é o caso do gerido pela EMEL, pode ser o mal menor para muita gente, nota o académico. “Não podemos diabolizar o transporte individual. Para muita gente que tem filhos ter de usar, em exclusivo, o sistema de transportes públicos actual seria um pesadelo. Se, na mesma casa, duas pessoas vão mais ou menos para a mesma zona, e tendo em conta o que existe, naturalmente vão escolher o carro”, analisa.

O professor defende, contudo, que tal opção terá de deixar de ser vista como natural, através de uma clara aposta política na “mobilidade como serviço de qualidade” e, ao mesmo tempo, valorizando “uma vida ambiental mais limpa”. Apesar de reconhecer que há ainda muito a fazer na melhoria dos transportes públicos, Luís Picado dos Santos entende que, ao contrário do que é muitas vezes referido, “Lisboa até é servida com uma densidade razoável de transporte de massas”. “Aquilo em que se tem de apostar, sobretudo, é na mudança de paradigma, em que as pessoas percebam claramente a diferença entre ser dono de um veículo e o ser dono da possibilidade de se mover”, diz. Essa alteração do padrão da mobilidade pressupõe resistências, leva tempo. “Isto tem uma evolução. A minha geração tinha como objectivo ter um carro ou dois. As novas gerações têm outra visão”, assinala o investigador, que tem 58 anos.

Se se passar a verificar – e só quando isso suceder – uma percepção generalizada da melhoria dos sistemas de transportes públicos, poder-se-á então começar a pensar em eliminar lugares de estacionamento. “Se tivermos um sistema de transportes públicos que funcione, os poderes públicos ganham legitimidade para suprimir o estacionamento ou, pelo menos, não serem tão permissivos com o mesmo”, diz o deputado municipal Paulo Muacho, admitindo, todavia, não estarem ainda reunidas as condições para se dar tal passo em Lisboa. Mas, sugere, poderia suspender-se, a partir de agora, a construção de novos parques. “Para já, dever-se-ia canalizar esses recursos para soluções partilhadas de mobilidade, não investindo em mais estacionamento. A médio e longo prazo, pode-se pensar em começar a penalizar o uso do carro. Neste momento, não é exequível”, considera. “Estas mudanças têm de ser feitas com as pessoas”.

Algo que outros observadores consideram não estar, todavia, a acontecer. Suprimir lugares de estacionamento? “Isso já tem estado a ser feito, de uma forma gradual. Veja-se o que aconteceu nas obras de requalificação do Eixo Central ou da Avenida Guerra Junqueiro. Cortou-se no espaço disponível para arrumar o carro”, comenta Rui Martins, porta-voz do movimento de residentes Vizinhos do Areeiro, criticando o que avalia ser a forma pouco criteriosa como a EMEL e o município têm gerido a ocupação do espaço público por um parque automóvel com uma dimensão superior ao número de lugares existentes. “Esses lugares que a EMEL agora diz criar são, no fundo, os que já existiam, mas estavam desregulados. Não estavam sob a sua alçada. Isso muda e eles anunciam-nos como sendo novos”, critica, sugerindo que, na verdade, o que se está a verificar é apenas o alargamento do universo das zonas tarifadas, sem que se aumente a oferta de parqueamento.

Mas o activista urbano não se fica por aqui nos reparos. “Existem vários parques que estão concessionados e se encontram vazios. Só na zona de Alvalade e Areeiro, durante a noite, devem existir cerca de dois mil lugares sem utilização, os quais poderiam bem ser ocupados por residentes. O Bairro dos Actores, por exemplo, é dos mais mal servidos de estacionamento. Durante a noite, vêem-se ali muitos carros mal estacionados, uns em cima do passeio, outros em cima de passadeiras, e não existe qualquer fiscalização”, descreve, salientando que os parques concessionados poderiam ajudar a resolver o problema. Mas tal não acontece, diz, porque “são caros”.

Outra das situações que os Vizinhos do Areeiro consideram contribuir para a escassez de soluções para arrumar o carro tem que ver com o fenómeno das “falsas garagens”. Naquela freguesia, e um pouco por toda a cidade, existem estabelecimentos comerciais e escritórios que funcionam em antigos acessos de garagem e continuam a ostentar a placa relativa ao “artigo 50” – segundo o qual não se pode estacionar nessas zonas, devido à suposta serventia de acesso a um parque automóvel. “Perdem-se assim lugares que poderiam existir e estar ao serviço de todos”, comenta. Numa recente contabilização, Rui Martins encontrou 23 casos destes na freguesia do Areeiro. Uma questão relevante, é certo, mas que terá dificuldade em entrar no topo da lista das prioridades dos responsáveis pela gestão da mobilidade de uma cidade onde, por dia, circulam cerca de 750 mil veículos.”

(O Corvo)

Criar mais estacionamento em Lisboa pode “convidar” ao uso do carro e desincentivar mobilidade sustentável

“Moradores contestam construção de muro com azulejos em jardim junto à Assembleia Municipal de Lisboa” [O Corvo]

Num canteiro relvado do Jardim Fernando Pessa, na freguesia do Areeiro, começou a ser construído um muro de azulejos. Moradores e trabalhadores na zona acham o mural “totalmente desnecessário”. Poderá afectar a fruição do espaço público, dizem, considerando ainda que havia outras opções para colocar o monumento. O mural é alusivo à Carta de Lisboa, um documento que define os deveres e os direitos dos cidadãos da capital, e os moradores queixam-se de um dos princípios da carta – o dever da câmara em divulgar os seus planos – não ter sido cumprido. A obra custou 30 mil euros à Câmara de Lisboa, valor considerado excessivo por alguns. Há quem note ainda que o vandalismo tem aumentado naquela parte da cidade, temendo que a construção seja afectada. A Junta de Freguesia do Areeiro sugeriu outro local para a edificação do muro, mas a Câmara de Lisboa terá preferido um sítio “com maior visibilidade”.

Quando Miguel Correia, 26 anos, chegou ao quiosque do jardim Fernando Pessa, no final de Outubro, para trabalhar, ficou incrédulo. “Cheguei aqui, de manhã, e a esplanada estava ocupada por um estaleiro de obras. Ninguém nos disse o que ia acontecer, foi uma surpresa”, conta o funcionário daquele espaço. Quase uma semana depois, Miguel Correia soube, através do engenheiro civil responsável pela empreitada, o plano para uma parte do espaço verde, situado nas traseiras da Assembleia Municipal de Lisboa (AML). A obra, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa (CML), consiste na construção de um mural azulejar comemorativo da primeira Carta de Lisboa, um documento que define os deveres e os direitos dos cidadãos da capital. A localização do muro, no meio de um canteiro relvado, e os valores da empreitada –  custará 30 mil euros à CML – estão a gerar polémica junto dos moradores e de quem trabalha naquela parte da cidade.

“Não se justifica, é um valor excessivo e o dinheiro seria melhor empregue noutras zonas da cidade. É uma obra completamente desnecessária, construída num sítio escondido da cidade, que poucos conhecem”, critica o empregado do quiosque, que lida com as queixas dos habitantes da freguesia todos os dias.  “Os moradores estão muito insatisfeitos, os que vivem nos prédios mesmo atrás do futuro muro estão preocupados com a obstrução da visão. Ainda não vi ninguém contente”, conta ainda. António Rodrigues, 28 anos, também a trabalhar ali, tece críticas mais duras. “Construíram aqui porque é ao lado da Assembleia Municipal de Lisboa, mas não é um sítio de passagem, a maioria dos habitantes de Lisboa não vai ver. A maioria nem sabia o que era a Carta de Lisboa”, diz.

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Há quem ache que o local é pouco frequentado, não justificando por isso o investimento

O sítio escolhido para a edificação do mural, junto ao parque canino, também não está a agradar os moradores e trabalhadores na zona, que temem perder espaço de fruição pública. “Ao fim-de-semana, o jardim está sempre cheio de famílias e crianças e, à noite, há muitos cães. O muro vai retirar espaço, podia não estar no meio do jardim”, critica Guilherme Santos, 22 anos, a tomar café na zona. Elísio Mendes, 52 anos, frequenta aquele espaço público com regularidade, há vários anos, e também está descontente. “O muro não fica nada bem ali, vai estragar o jardim. Um muro simboliza sempre separação, não queremos muralhas”, critica o morador.

No mural, que terá a assinatura dos artistas Júlio Pomar, Graça Morais, Eduardo Batarda, Sofia Areal, entre outros, estarão representadas artisticamente algumas das palavras-chave do documento em azulejos doados pela Galeria Ratton. A Carta de Lisboa foi elaborada pelos próprios habitantes da cidade, no quarto Fórum da Cidadania, tendo sido aprovada em Julho de 2017, e aguarda aprovação oficial pela Assembleia Municipal de Lisboa (AML). A iniciativa, do pelouro dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, realiza-se, anualmente, desde 2014, sendo criados e aprovados novos documentos todos os anos. Segundo a declaração, a cidade de Lisboa “garante o direito de participação através de mecanismos apropriados e acessíveis de consulta e deliberação”, “o direito a audição e participação na definição das políticas autárquicas”. O documento estipula ainda que “as cidadãs e os cidadãos devem ter acesso a informação atempada da tramitação dos processos e dos resultados da sua participação”.

Algo que não estará a acontecer. “Isto até é irónico. Um dos princípios estipulados na carta é precisamente o dever da câmara em divulgar, de forma clara, os seus planos e, não só não fomos avisados, como o projecto nem sequer esteve em consulta pública”, critica Rui Martins, que contribui para a elaboração da carta e mora na freguesia. A informação acabaria por ser disponibilizada pelos trabalhadores no local da obra e, só depois de várias tentativas de contacto da associação de moradores Vizinhos do Areeiro, com a Junta de Freguesia do Areeiro e a Câmara de Lisboa, é que houve uma resposta oficial. “Depois de enviarmos vários emails é que nos responderam. O mural já estava planeado há um ano, havia tempo para reflexão e discussão, podíamos ter sugerido outros locais”, diz Rui Martins.

 

Apesar de já terem recebido uma explicação da Junta de Freguesia do Areeiro, continua a faltar uma placa identificativa, exigida por lei, com a informação da natureza, custo e o prazo da obra. “Após um pedido de informação à Junta, sem resposta, surgiu uma placa incompleta, apenas com indicação da natureza da obra. Continua sem se saber a empresa de construção civil responsável, a data de início e conclusão da empreitada”, conta Rui Martins. A associação de moradores Vizinhos do Areeiro, assim que teve conhecimento da obra, prontificou-se a contestar a construção do mural revestido a azulejos. Num abaixo-assinado redigido por um grupo de moradores liderado pelo Vizinhos do Areeiro, visível no site da associação, criticam a localização da obra e o facto do projecto não ter sido divulgado por qualquer meio oficial. “Uma vez que o espaço tem vida funcional e espontânea, a freguesia poderia ter optado por requalificar outros, sem função ou abandonados”, lê-se no texto que conta, para já, com o apoio de 57 habitantes de Lisboa.

Os moradores do Areeiro temem que a fruição do espaço público, com uma densa área relvada, seja afectada. Dizem que as dimensões do muro “são excessivas” num espaço dedicado ao lazer em pequenos canteiros relvados, e que a baixa altura daquele “poderá provocar acidentes a crianças de tenra idade ao cruzarem o pórtico de betão”. Os materiais utilizados – betão armado e painel em mosaico de azulejo – também não são do agrado da maioria. “A experiência que temos na zona é que os monumentos em azulejo, quando sujeitos a exposição solar prolongada, acabam por desagregar-se rapidamente. Requerem mais manutenção e conhecimentos técnicos, fica mais caro”, diz o também fundador da associação de moradores Vizinhos do Areeiro.

Além disso, o vandalismo tem aumentado naquela zona verde. “De noite, o jardim é muito mal frequentado, há miúdos a consumirem álcool e drogas todos os dias, e deixam muito lixo. Poderemos passar a conviver com uma obra em permanente estado de ruína”, alerta Rui Martins.  Os moradores dizem que o mural deveria ter sido construído numa das paredes exteriores do Fórum de Lisboa, uma forma de evitar a danificação da estrutura. “Há muitas paredes a serem grafitadas, recorrentemente, e a colocação dos azulejos nas paredes da Assembleia Municipal de Lisboa até era uma forma de dissuadir a pintura e o graffiti. É uma sugestão que podia ter sido feita em consulta pública, mas não houve”, lembra ainda Rui Martins.

Entretanto, no passado dia 11 de Novembro, a Junta de Freguesia do Areeiro informou os moradores de que deu “parecer favorável” ao local escolhido pela CML e de que o prazo para a conclusão do mural será entre os dias 21 e 22 de Novembro.  Miguel Correia, que todos os dias fala com os trabalhadores da obra, avança outra data – 22 de Dezembro. Rui Martins também tem dúvidas quanto à data de conclusão. “Disseram-nos que o betão demora um mês a secar, portanto isto deverá estar concluído mais perto do início de Dezembro”, prevê.

De acordo com a Junta de Freguesia do Areeiro, este projecto foi aprovado em Julho de 2017, no Fórum Cidadania, tendo sido apresentado na íntegra na Galeria Ratton, a 22 de Outubro de 2017, sendo já conhecido há um ano. A Junta de Freguesia terá sugerido que o mural fosse colocado no relvado do lado esquerdo do edifício da Assembleia Municipal de Lisboa (AML). No entanto, a Câmara Municipal de Lisboa e a AML terão discordado. “Consideraram que o mural devia estar num local com maior visibilidade e escolheram o espaço onde está a ser construído neste momento”, explica o gabinete de comunicação da Junta de Freguesia do Areeiro, em depoimento escrito a O Corvo. Quando questionada sobre o motivo porque o projecto não foi alvo de discussão pública, a Junta de Freguesia diz que a responsabilidade da obra é da Câmara de Lisboa.

O Corvo confrontou a Câmara de Lisboa com as acusações dos moradores, mas, até ao momento da publicação deste artigo, não obteve resposta. Tentou, ainda, entrar em contacto com a Assembleia Municipal de Lisboa, mas esta não mostrou disponibilidade em responder em tempo útil.”

Fonte:

Moradores contestam construção de muro com azulejos em jardim junto à Assembleia Municipal de Lisboa

Reunião dos Vizinhos do Areeiro (com temas dos Vizinhos das Avenidas Novas) com a equipa do Vereador Manuel Grilo

Teve lugar a 9 de Novembro de 2018 uma reunião entre membros dos Vizinhos do Areeiro e da República universitária Santo Condestável e a equipa do Vereador Manuel Grilo.

Levámos três temas:

1. A proposta para a criação de um regulamento e plano de apoio a Repúblicas de estudantes
http://vizinhosdoareeiro.org/proposta-de-criacao-de-um-plano-de-apoio-a-republicas-estudantis/

2. O pedido para criação de mais creches e jardins de infância no Areeiro
http://vizinhosdoareeiro.org/pedido-a-cml-de-criacao-de-creches-e-jardins-de-infancia/
http://vizinhosdoareeiro.org/encerramento-de-jardins-de-infancia-e-creches-no-areeiro-e-como-espera-a-cml-compensar-estas-perdas

3. O estado do andamento da revisão da Carta Educativa de Lisboa
http://vizinhosdoareeiro.org/os-vizinhos-do-areeiro-e-a-revisao-da-carta-educativa-de-lisboa/

A conversa decorreu em torno da grave situação com a habitação e os preços do imobiliário em Lisboa, da necessária mudança da Lei do arrendamento urbano, do impacto do Alojamento Local no mercado imobiliário e na recente contenção que está a ser promovida pela CML em alguns bairros de Lisboa (com zonamento diferenciado). Quanto à proposta dos Vizinhos do Areeiro para a criação de um regulamento que possa servir para agilizar situações de crise como as vividas pela maioria das repúblicas lisboetas e permita, até, promover o surgimento de mais, num modelo auto-organizado mas apoiado pelo munícipio, a equipa do vereador mostrou-se disponível para explorar este desafio. Este modelo de República como alojamento de estudantes tem provas dadas, com repúblicas que contam com mais de 60 anos de existência e que ajudaram a formar milhares de profissionais. As Repúblicas devem ser vistas como uma iniciativa complementar ao alojamento proporcionando pelas universidades que, neste momento e mesmo com as construções já anunciadas para 2021, não permitem acomudar mais de 6% da população estudantil.

Sobre a carência de creches e jardins de infância no Areeiro e a evaporação de mais de 300 lugares nos últimos 5 anos a equipa da vereação listou os obstáculo criados pela alteração legislativa de 2011/5 e que levou a que deixasse de haver oferta pública directa e que, actualmente, é mais dispendioso manter uma criança numa creche do que um jovem numa universidade. Foi referida a existência de um plano (que resulta do compromisso PS-BE para o actual mandato) para a construção de de mil vagas em creche até 2021 através de creches de projecto pré-aprovado (por forma a agilizar a construção) e a reabilitação de fogos camarários para contribuirem para esse objectivo tendo sido já lançados 9 concursos.

Quanto ao Areeiro, em particular, foi reportado que se encontra em estado avançado a identificação de um local para acolher o Arquivo Municipal de Lisboa sito, hoje, no Bº do Arco do Cego e que este espaço (que terá em torno de 40 vagas) deverá estar operacional em menos de 2 anos. Foi-nos também comunicado que em breve seria submetido a Consulta Pública um plano de distribuição das mil vagas a criar nos próximos anos.

Por fim, quanto à revisão da Carta Educativa foi comunicado pela equipa do vereador Manuel Grilo que este estudo decorria em duas vertentes: o plano estratégico e a revisão da carta educativa e que ambos exigiam mais elementos numéricos do que os estavam disponíveis os quais estão actualmente a serem recolhidos e analisados. Todo o processo é prioritário e, apesar de muito complexo e de elevado impacto na população, estará concluído até ao fim do actual mandato autárquico.

Participação dos “Vizinhos do Areeiro” em Debate na Rádio Renascença

Audio da intervenção no debate na Rádio Renascença
sobre “As Bicicletas em Lisboa”:
https://amsrr.streaming.mediaservices.windows.net/3d70bc7b-9311-42e2-8de2-51bc9c0ac1d8/sab_em_nome_da_lei_3_de_novembro_118259d09.mp3

“As bicicletas em Lisboa. As virtudes e os abusos

03 nov, 2018 – 15:06 • Marina Pimentel

Moradores queixam-se que a Polícia é demasido tolerante com os ciclistas, mas a PSP desmente.

 

É uma violação do Código da Estrada, mas em Lisboa há ciclistas que circulam nos passeios. Por vezes, isso acontece a alta velocidade.

A denúncia é feita por associações de moradores das Avenidas Novas, no programa em Nome da Lei da Renascença. Rui Martins, presidente da associação dos vizinhos do Areeiro, recebe muitas queixas, sobretudo de pessoas de idade.

E defende que é pelo facto de circularem nos passeios, em vez de seguirem pela estrada, que originam tantas colisões.

Rui Martins reconhece que as bicicletas são úteis para reduzir o número de carros que circulam nas cidades, mas diz que assiste a muitas manifestações de falta de civismo.

Não é apenas circularem nos passeios, o que só é permitido até aos 10 anos de idade. Em causa estão outras infrações graves, como não respeitar semáforos ou andar em contramão.

A polícia é muito tolerante com as novas formas de mobilidade, acusa Rui Martins.

O comissário da PSP Pedro Pereira diz que não é verdade, e garante que a Polícia fiscaliza e multa, quando é caso disso. Mas assume que prefere sempre apostar na prevenção.

O comissário Pedro Pereira afirma que que há muitos condutores de bicicletas que não conhecem o Código da Estrada.

Rui Martins, da Associação dos Vizinhos do Areeiro, diz que era muito importante que as bicicletas tivessem matrícula, para que os seus condutores pudessem ser responsabilizados quando cometem infrações e causam acidentes.

E propõe também que seja obrigatório uma prova de aptidão, ou mesmo uma carta de bicicleta.

Já José Manuel Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas, argumenta que as pessoas adotam comportamentos diferentes, consoante o meio de transporte que usam, e diz que esse um fenómeno que a sociologia devia estudar.

O Secretário Geral da Associação Nacional dos Industriais de Bicicletas diz que uma das medidas que importa adotar é que o seguro escolar abranja também o percurso que o jovem faz de bicicleta até ao seu estabelecimento de ensino, como já acontece quando se desloca a pé.”

https://rr.sapo.pt/area/65/