Resultados do Barómetro de Segurança Areeiro 2019

A freguesia do Areeiro tem (Censos 2011) 20131 habitantes mas o valor actual deverá ser inferior aos 19 dada a erosão demográfica dos últimos anos devido ao aumento dos preços na habitação, a despejos, à conversão de habitação em Alojamento Local e ao falecimento de moradores. Já em 2011, com efeito, 5101 moradores tinham mais de 65 anos (em 40,6% estavam em situação de dependência de serviços ou familiares) e este padrão demográfico tem um forte impacto no tipo de criminalidade e percepção de segurança dos moradores.

Em termos de leitura dos gráficos preferimos que cada qual tire as suas próprias conclusões mas gostaríamos de destacar que perto de 5% dos moradores que responderam ao inquérito tiveram o seu veículo furtado e que, muitos mais (19,4%) o tiveram vandalizado (o que é consiste com uma vaga recentes deste tipo de ocorrências) assim como de assaltos na rua, em percentagem idêntica e que, também, confere com casos semelhantes na zona das Olaias e da Padre Manuel da Nóbrega e Praça Francisco Sá Carneiro. Os relatos de casas assaltadas (que ocorrem em vagas em Lisboa) são ainda mais significativos o que reforça a necessidade de repetição da campanha dos Vizinhos com os autocolantes “feche a sua porta”. Em termos de quantidade de crimes, regista-se a percepção de que o Areeiro ainda é uma zona segura (a maioria dos crimes foram de baixo valor) mas registamos que perto de 10% dos respondentes já foram assaltados mais que uma vez e isso merece reflexão e parece traduzir-se num agravamento recente que decorre das alterações produzidas a partir de 2018 na actividade de consumo e venda de estupefacientes no Bairro Portugal Novo. Destacamos ainda que muitos moradores ainda não têm portas blindadas e que 41,1% não apresentou participação na PSP (o que é essencial para que se possa reclamar mais meios policiais) mas que, espantosamente, em 83,7% não houve qualquer retorno da queixa apresentada (o que pode explicar a baixa taxa de participação de crimes).

Remoção de cartazes PCP, BE, CDS e PDR depois das eleições

Agora que terminaram as campanhas eleitorais das Europeias e Legislativas os abaixo subscritos moradores da freguesia do Areeiro apelam aos partidos que instalaram cartazes e outdoors, na Praça Francisco Sá Carneiro e na Alameda Afonso Henriques que procedam – eles próprios – à sua retirada destes locais que, ademais, são monumentos nacionais e porque agora, além de inúteis, interferem com o “sistema de vistas” desses locais o que viola a Lei 97/88 que prescreve que a propaganda eleitoral não deve “prejudicar a beleza ou enquadramento de monumentos nacionais”.
Saudamos os partidos Aliança, Iniciativa Liberal e Livre por terem removido os seus cartazes na Alameda Afonso Henriques e Praça Francisco Sá Carneiro decorridas menos de 48H sobre as Eleições Legislativas: Bem Hajam por isso. Aguardamos agora que o seu exemplo seja seguido por CDS, PDR, BE e PCP.

Subscrevem:
Rodolfo Franco
Cláudia Casquilho
Ilda Cruz
Teresa Sarmento
Elvina Maria Reis Rosa
Teresa Raposo
Cristina Azambuja
Pedro Pinto
Stela Correia
Anabela Nunes
Pedro Gaurim Fernandes
Ana Benavente
Gabriela Lago
Zélia Pereira
Nuno Miguel Cabeçadas
Ana Costa
Irene Coelho
Zélia Brito
Maria Teresa Inglês Agostinho
Teresa Aroso
Carlos Matias
Duarte Amado
Joao Santos Silva
Maria João Morgado
Jacinto Manuel Apostolo
Leonor Duarte
Fátima Apolinario Monteiro
Pedro Gomez
Anabela Gouveia
Alexandra Maia Mendonça
Fatima Lammar
Bruno Beja Fonseca
José Vieira Mesquita
Isabel Gameiro
Luiza Cadaval de Sousa
Fernando Barroso de Moura
Alexandre Ferreira Lima Bastos
Dulce Amaral
Belicha Geraldes
Carla Caló
Mariana Bettencourt
Francisco Lopes da Fonseca
Rui Martins
Jean Ricardo
Jaime Amores
Carlos Alberto Vieira
Rute Rodrigues
Miguel Ângelo Santarém
Eduardo Santos Ferreira
Marco Jesus
Maria Luísa Lanita
Beca Guedes Da Silva
Clara Ribeiro
Margarida Sousa E Silva
Eulalia Justino
Maria Adelaide Nogueira
Margarida Ferreira da Silva
Margarida Reis
Paula Oliveira
Maria Cortez Caetano
Maria Claro Ribeiro
Daniel Fernandes
1 amigo em comum
Walter Perdigão
Lidia Monteiro
Ana Teresa Santos
João Maria Vilar
Paula Alvim
Ana Cerqueira
João Pedro Araújo
Maria Manuela Nobre
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Cristina Lacerda
Maria Teresa Castro
Ricardo Castro
Lourdes Walk
Jorge Fernandes
Manuela Melo
Paulo Silva
Margarida Agostinho
Susana Castanheira
Daniel Varela
Gonçalo Azevedo
Pedro André
Joana Ribeiro
Diogo Baptista
José Maia de Loureiro
Cláudia Maria
Amália Parente
Julieta Martins
Cristina Casaleiro
Isabel Martins
Rui Dias
Maria Lemos
Isabel Tomás
Amélia Marcos
Ana Vicente
Joaquim Fonseca
Ana Paula Bárcia
João A. R. Sovelas
Tiago Miranda
José Cabrita
Patricia Saldanha da Gama
Maria Yañez
Ana Cristina Martins
Paula Chilão
Leonor Santa Bárbara
Marta Moreira
Manuela Paixão
Sofia Rita Fernandes
Cristina Manuela Silva
Fernando De Sousa Ferreira
Maria Da Conceiçao Batista
Antonieta Soares Ribeiro
Miguel Cambão
Gonçalo Pousão
Rui Pedro da Ponte
Antonio Sequeira
Catarina Teixeira
Carolina Costa
Marta Filipe
Emanuel Genovevo Costa
Vítor Frade
Helder Miranda
Ruy Redin
Nuno Saraiva Rego
Pedro Santos
João Paulo Marto Pereira
Ines Pintado Maury

Os Vizinhos do Areeiro estiveram no Encontro do “LigAções” entre organizações da Grande Lisboa

18 pessoas, ligadas a 7 organizações da grande Lisboa, com diferentes âmbitos de intervenção, estiveram reunidas no terraço do Graal, ao fim da tarde do dia 8 de outubro, no âmbito do projeto “LigAções: organizações da sociedade civil em reflexão e ação sobre as assimetrias do território”.

Esteve em análise o fenómeno do “despovoamento” das zonas mais centrais da cidade e o “arrastamento” da população residente, sobretudo pessoas com menos recursos económicos, para zonas suburbanas onde a densidade populacional tem vindo a aumentar significativamente. 

Na exploração das causas na raiz deste problema foram identificadas questões como o aumento do preço da habitação nas zonas centrais de, o aumento do alojamento para fins turísticos, as mudanças na lei do arrendamento, os incentivos legais/fiscais a investimento estrangeiro no mercado da habitação, entre outros.

Foram ainda abordados outros problemas que concorrem para a redução da qualidade de vida das muitas pessoas que trabalham nas zonas centrais da cidade e vivem na periferia e problematizou-se também a situação de quem se mantém a viver no centro da cidade e se ressente da perda de laços sociais e comunitários.

Foi consensual o reconhecimento do caráter indispensável dos esforços coletivos no planeamento e “construção” da Cidade e do sentido de pararmos para pensar a Cidade, garantindo que as suas dinâmicas não sejam prioritariamente ditadas pelo mercado. Várias pessoas do grupo reconheceram, contudo, que nem sempre é fácil o diálogo com atores políticos e partilharam experiências e identificaram obstáculos concretos à participação cidadã nas decisões politicas com impacto na vida da Cidade.

Foi um encontro muito participado rico em contributos diversos partilhados por pessoas com diferentes experiências e pontos de vista, e um ponto de partida para o processo de construção conjunta que se pretende desenvolver em conjunto com este grupo.”

As Passadeiras mais Perigosas do Areeiro

A zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Praça Francisco Sá Carneiro
27 feridos ligeiros

A segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Alameda 18 feridos ligeiros
1 ferido grave

A terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente à Altice da Afonso Costa
17 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quarta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Cruzamento Av Roma com João XXI
16 feridos ligeiros

A quinta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Palácio Galveias e a Rua do Arco do Cego
14 feridos ligeiros

A sexta zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av João XXI (antes da Wilson)
9 feridos ligeiros e 2 mortos

A sétima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Av Roma junto a CP Roma-Areeiro 6 feridos ligeiros e 1 morto
A oitava zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Junto ao Oh Pereira
12 feridos ligeiros

A nona zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro: Zona do McDonalds
11 feridos ligeiros

A décima zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao C Com Olaias
12 feridos ligeiros

A décima primeira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Hotel da Arantes
10 feridos ligeiros

A décima segunda zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Frente ao Pavilhão do Casal Vistoso
1 ferido grave
9 feridos ligeiros

A décima terceira zona de #passadeiras mais perigosa do Areeiro:
Afonso Costa
9 feridos ligeiros