Reclamação Colectiva à EMEL enviada para Livro de Reclamações e com o registo ROR00000000000880060.

1
Crescem os relatos de moradores com dísticos EMEL que não conseguem renovar os mesmos: Indiferentes à situação os fiscais continuam a autuar os veículos. Quando confrontados com os problemas na renovação respondem (por vezes) para “colocar uma impressão do mail no carro (com o formulário juntamente com o dístico expirado)” apesar dessa indicação a multa continua e nada garante que não seja renovada.

2
A EMEL parou de enviar avisos alertando para a expiração dos dísticos: Contactada sobre a situação alegou que “é uma cortesia e não são obrigados a isso”. Como consequência, muitos moradores que se habituaram a receberem os avisos não vão renovar o dístico e serão multados. Há dúvidas quanto à legalidade desta suspensão de alertas.
Outros moradores, contudo, estão a receber estes alertas: não é claro porque há esta diferença de critérios.

3
Não está a haver atendimento presencial sem marcação e muitas mensagens enviadas para agendamentos@emel.pt não estão a ter qualquer resposta.

4
Há moradores que receberam marcação de agendamento para dia 22 e que haveria um contacto dentro de 72 Horas mas 8 dias volvidos não houve esse contacto e os dísticos entretando expiraram.

5
A EMEL parece estar a enviar os alertas para renovação (os que são enviados) para o carro “ principal “ os secundários ou de empresa tem que se agendara com antecedência.

6
Estão a ser reportados grandes atrasos no envio dos dísticos após pagamento: alguns estão a ser recepcionados quase no dia do prazo ou já mesmo depois dele.

7
Há carros a serem rebocados por causa do dístico expirado: num contexto de dificuldades de serviço e de prazos ultrapassados não faz sentido.

Apelo dos Vizinhos do Areeiro aos operadores com Lojas Online: Origem dos Produtos

s subscritores acreditam que, em resultado da crise COVID-19, foram adoptadas novas práticas a que a maior parte da população ainda não tinha aderido, nomeadamente a realização de compras de supermercado através da Internet.

No entanto, verificámos que nos sites dos diversos operadores (Continente, Pingo Doce, Auchan, Lidl, etc), não se encontra facilmente a proveniência dos produtos, não sendo claro se são nacionais ou de outros países.

Assim sendo, os subscritores propõem aos operadores com lojas online que:

  1. Adicionem de forma clara e visível a origem dos seus produtos;
  2. Promovam a visibilidade e a venda de produtos de origem nacional, nomeadamente nos frescos (vegetais, carne e peixe), em mercearia, de higiene e limpeza, de vestuário ou produtos para o lar.

Subscrevem:

Rui Martins
Ilda Cruz
Teresa Antunes
Rahyara De Sousa
Eduardo Júlio
Stela Correia
Henrique Ferro
Rui Ferreira Lopes
Rui Bras
Teresa Sotto Mayor Carvalho
Rita Pontes
Alexandra Dias
Maria Teresa Inglês Agostinho
Cristina Azambuja
Zélia Pereira
Duarte Silva Manuel
Zita Rosado Costa
Maria Claro Ribeiro
Teresa Correia
Carmen Padrão
Margarida Rodrigues
Teresa Clara Durão
Catarina Caetano
Jorge Oliveira
Pedro Marques
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Martins da Silva
Anabela Matos
Valter Martins
Margarida Agostinho
Ana Costa
Madalena Matambo Natividade
Pedro André
Rodolfo Franco
Lina Nathoo
Marisa Macedo
Nuno Dinis Cortiços
Julieta Martins
Cláudia Casquilho
Sami Capela
Teresa Peixoto
Paula Saragoça
Ana Amaro Fernandes
Rita Luis
Maria Duarte Silva
Anabela Nunes
Danuia Pereira Leite
Belicha Geraldes
Carmosinda Veloso
Vanessa Correia Marques
Susana Carmona
Ruy Redin
Sílvia Regina DiMarzio
Leonor Santa Bárbara
Mariana Bettencourt
António Gonçalves da Silva
Mário Jorge Ramos
Fatima Lammar
Antonio Luis da Bernarda
Antonieta Soares Ribeiro
Rute Pereira
Francisco Lopes da Fonseca
Eunice Sousa Patrício
Rita Dias Costa
Maria João Duarte

“Há uma onda de crime no Areeiro, em Lisboa. Agora, foi a Padaria Portuguesa que foi assaltada” [MAAG]

A zona do Areeiro pode estar a ser alvo de uma onda de crimes e de atos de vandalismo. Começou com os furtos nos carros em abril. Agora são as montras dos estabelecimentos de comércio local.

Quem faz parte da comunidade de Facebook Os Vizinhos do Areeiro já deve ter dado conta dos contínuos assaltos e atos de vandalismo que nos últimos meses têm vindo a acontecer nesta freguesia de Lisboa. Além dos vidros partidos em viaturas, são várias as lojas que têm sofrido com esta onda de crime. Só na noite de terça-feira, 27 de maio, houve duas vítimas: a famosa Padaria Portuguesa na Avenida João XXI e ainda um Laboratório de Análises Clínicas, na Avenida Sacadura Cabral, junto da Avenida de Roma. Dias antes, foi a vez de estabelecimento de estética na mesma rua.

Uma notícia do “Público” em janeiro já dava conta de um pico de criminalidade acima do normal nesta zona residencial. Apesar do crescimento face ao período homólogo, naquela altura do ano é costume haver mais ocorrências. É que, tal como nos meses de verão, em que também se registam mais crimes, há menos pessoas na cidade, como reflexo das viagens que os cidadãos fazem, ora para celebrar o fim do ano, ora para passar férias.

Por outro lado, nos meses de primavera não é costume estar a acontecer aquilo que se tem vindo a verificar. De acordo com os dados recolhidos por esta associação, referentes à criminalidade e insegurança nesta freguesia (ocorrências relatadas pelos vários vizinhos), em abril houve 17 furtos (ou atos de vandalismo) em viaturas, 14 furtos ou atos de vandalismo noturnos em lojas.

Em maio, a tendência é muito semelhante: apesar de terem decrescido as acções contra os carros, registam-se já 11 assaltos ou atos de vandalismo às lojas da freguesia. Aos lesados anteriores, somam-se também a Pastelaria Rosa Doce ou a Clínica Veterinária, ambas na Avenida João XXI, o mesmo local em que na noite passada houve um assalto à Padaria Portuguesa. Um dia antes, houve uma tentativa de assalto à loja Ópticas Gaspar na Avenida de Paris, junto à Praça de Londres.

“Isto não está a acontecer em Arroios ou nas Avenidas Novas. Isto está acontecer apenas aqui, numa média de 1 a 2 casos por noite”, diz à MAGG Rui Martins, presidente e membro do concelho dos Vizinhos em Lisboa e administrador do núcleo Vizinhos do Areeiro. “A época e duração desta vaga é atípica em relação às anteriores, assim como o tipo de crime, que tem uma tipologia muito característica [utilização de uma pedra da calçada], quase como se fosse um grupo específico a praticá-lo. O tipo de crime é o mesmo, a zona e sempre a mesma.”

Contrariamente àquilo que tem sido a interpretação de alguns residentes do bairro, Rui Martins não vê relação entre o aumento da criminalidade neste bairro e o aumento no número de pessoas sem-abrigo, na origem do alojamento temporário que foi criado no Pavilhão Casal Vistoso, para dar resposta a pessoas em situações de vulnerabilidade social e, em simultâneo, para dar resposta a problemas sociais desencadeados pela pandemia COVID-19.Cuidado se usa MB Way. Esquema de burlas já roubou mais de três milhões de euros em PortugalVer artigo

O presidente dos Vizinhos em Lisboa conhece bem a realidade deste centro de acolhimento, porque é um dos voluntários que trabalha no espaço. Sustenta em vários factos a crença de que o aumento dos sem-abrigo e o aumento da criminalidade são dois acontecimentos diferentes: primeiro, “esta vaga do crime começou duas semanas antes de o Casal Vistoso ter começado a receber os sem-abrigo”; depois, “nas detenções que já foram feitas, nenhum deles era do Casal Vistoso”; e, por último, a população deste centro de abrigo estar sempre a rodar, o que significa que tem sempre pessoas diferentes — enquanto que os assaltos e atos de vandalismo parecem ser sempre protagonizados pelos mesmos autores.

A isto soma-se o facto de os números de pessoas ali alojadas serem muito variáveis. “A população do casal vistoso, as pessoas que estavam em março, não está lá hoje”, diz. “Começou por haver 101 sem-abrigo e agora são 70. Já o crime a mantém-se na mesma intensidade.”

Fernando Braancamp, presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, já tinha falado sobre os problemas associados à vinda dos sem-abrigo para esta zona da cidade. “Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP”, disse, em declarações à Agência Lusa, acrescentando que “a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso – onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de COVID-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência”.

À MAGG, Fernando Braancamp reitera aquilo que disse nesta altura. “Ao virem quase 100 pessoas em situação de sem-abrigo espalhados pela cidade [para o Casal Vistoso] arrastaram-se também os outros, à procura dessas mesmas condições, à procura de uma cama para dormir, de banhos, de comida. É natural”, diz o Presidente da Junta de Freguesia “A Câmara Municipal de Lisboa arranjou uma solução para parte do problema. Ficou a faltar o resto: os sem-abrigo que não entraram no pavilhão. Agora há barracas espalhadas à volta dos pavilhão, há pessoas a dormir à porta de prédios e nos vãos de escada da freguesia.”

Sobre a onda de criminalidade, o Fernando Braancamp avança que, com base em conversas que tem tido com outros autarcas e com as forças de segurança pública, esta não está circunscrita ao Areeiro, estando a afetar outras zonas da cidade. “Na cidade toda, têm vindo a aparecer casos de violência maior.  Os reclusos que foram colocados cá fora, os sem-abrigo aumentaram, há os desempregados que estão numa situação desesperada, há várias hipóteses”, diz. “Eu tenho de me preocupar com o Areeiro. E é preocupante.”

Rui Martins considera que o aumento no tráfico e consumo de droga são causas mais plausíveis e lógicas para o aumento da insegurança no bairro, até pelo agravamento da situação do Bairro de Portugal, desde março de 2018. “Na Afonso Costa há pessoas a injetarem-se às 19 horas. Junto ao Parque do Rock in Rio [Parque da Bela Vista] há uma sala de chuto improvisada”, conta. “O consumo e tráfico de droga podem explicar parte do surto de criminalidade que está a acontecer aqui.”

Por outro lado, Rui Martins identifica um problema no fraco policiamento, que torna a zona mais susceptível à criminalidade. “Pode haver uma percepção do fraco policiamento”, diz, realçando que, apesar de ainda estar aquém do necessário, houve agora um reforço no número de agentes, quer visíveis, quer invisíveis. Mesmo assim, não deixa de referir que a freguesia é servida pela Esquadra das Olaias, que tem também de servir a zona do Beato. Rui Martins fala num número de agentes muito reduzidos e disponíveis em cada turno, que torna impossível a concretização de um trabalho que seja eficaz e rápido.

Para ajudar as forças policiais e as freguesias que delas dependem, a Junta de Freguesia do Areeiro orçamentou um carro elétrico para a esquadra das Olaias. A PSP ainda não o foi buscar. “Porquê? É um mistério”, considera Rui Martins, que destaca o facto de que a esquadra fica no limite da freguesia, no lado oposto às zonas onde estão a ocorrer os crimes, o que dificulta operações de segurança eficazes.

Reconhecendo as fragilidades no policiamento, Fernando Brancaamp chama também a atenção para a importância de os crimes serem reportados à polícia. “Se não houver participação, não conseguem resolver os problemas”, diz. “Já uma vez os alertei [PSP] para a vaga de assaltos a carro que houve na freguesia e eles só tinham tido uma ocorrência.”

A MAGG entrou em contacto com a Polícia de Segurança Pública e não obteve resposta a tempo à data da publicação do artigo.

https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/ha-uma-onda-de-crime-no-areeiro-em-lisboa-agora-foi-a-padaria-portuguesa-que-foi-assaltada

Onde estão os azulejos do edifício da Rua Abade Faria?

Recentemente registámos que nas intervenção reconstrutiva ocorrida no prédio sito no número 16 da Rua Abade Faria (Bairro dos Actores) e aprovado em junho de 2017 os azulejos de começos do século XX que existiam no nível térreo do dito edifício e que eram únicos no Bairro e raros em toda a freguesia do Areeiro foram removidos e substituídos por azulejos brancos.
Ora se o projecto foi aprovado depois da lei de 2012 isso obrigava o construtor a repor os azulejos originais e a reparar as falhas que – antes da obra – estes já apresentavam.
Apelamos assim ao Exmo. Sr. Vereador Ricardo Veludo com conhecimento da Assembleia Municipal de Lisboa que intervenham no sentido de repor os azulejos originais.

Obrigado

Enviado a Vereador Ricardo Veludo com CC da AML

Resposta da CML a 28.05.2020:
“ENT/353/GVRV/CML/2020
Encarrega-me o Senhor Vereador Ricardo Veludo de acusar a receção do e-mail abaixo, que desde já agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção.
Atendendo ao assunto em causa, foi a mesma encaminhada para o Departamento de Apoio à Gestão Urbanística (Tel. 21798 8403 /9112 /8983; e-mail: dmu.dagu@cm-lisboa.pt), para verificação/fiscalização, e resposta”

Propostas à CML para o Parque Urbano do Vale da Montanha: Cuidadores, Cobertura Verde e Rede de Parcerias

Enviada a 18 de Maio de 2020:

Propostas à Direcção de Espaços Verdes da CML: Cuidadores, Cobertura Verde e Rede de Parcerias

Gostaríamos de solicitar o apoio da Direção de Espaços Verdes (DEV) da CML para as seguintes áreas de atuação:

  • apoio na dinamização de um grupo de moradores do Areeiro que se interesse por cuidar dos Espaços Verdes da Freguesia nomeadamente das diversas árvores recém-plantadas no novo Parque Urbano do Vale da Montanha,
  • agilização do processo de replantação de árvores em caldeiras que se encontram desocupadas nas nossas ruas, existindo para tal um meio próprio para contacto de forma a evitar a demora que se tem verificado
  • definição conjunta (com a DEV) de manuais de “boas práticas” para cuidar dos Espaços Verdes e que poderá ser utilizado pelos moradores, mas também pelos funcionários da CML e das Juntas de Freguesia e pelas empresas contratadas pela CML
  • alguns exemplos de boas práticas poderão ser a utilização de “cobertura verde” (“mulching”) junto às árvores recém-plantadas, a rega de algumas árvores e o ser seletivo em relação ao corte das ervas do parque (por exemplo, procurar deixar ficar as plantas com bastantes flores)
  • vigilância de alguns aspectos de tutoragem a precisar de manutenção e pedindo a respectiva intervenção;
  • poder-se-á também pedir o apoio de algumas Universidades e empresas de consultadoria (em agricultura biológica, permacultura, etc) para dar algum apoio na elaboração dos manuais de “boas práticas” e, também, para realizar alguns ensaios científicos, por forma a compreender melhor quais as práticas mais eficazes (ou seja, que produzem melhores resultados).

Proposta elaborada a partir de sugestão de um residente do Areeiro e frequentador regular do Parque do Vale da Montanha

Subscrevem este pedido de reunião:
Rui Martins
Ilda Cruz
Stela Correia
Nico Lion
Aruna Nathoo
Maria Helena Rino Moraes
Cristina Azambuja
Zélia Pereira
Marilia Pedro
Duarte Silva Manuel
Amélia Maria Ribeiro
Sandra Henriques
Isabel Gameiro
Teresa Correia
Carmen Padrão
Maria Saraiva
Adelina Bibe
Jorge Oliveira
Maria Saramago
David Greer
Manuela Melo
Ana Costa
Madalena Matambo Natividade
Pedro André
Isabel Petronilho Almeida
Teresa Raposo
Lina Nathoo
Jorge Zúniga Almeida Santo
Gonçalo Peres
Sofia Carvalho Coelho
Elvina Maria Reis Rosa
Carla Camara
Anabela Nunes
Patricia Saldanha da Gama
Teresa De Almeida Pires
Sousa Ilda
Margarida Boto
Teresa Sarmento
João Firmino

Vamos ajudar a Livraria Barata !

Livraria Barata está em dificuldades e precisa da nossa ajuda:

Não deixe morrer uma Lojas com História Lisboa.

Pelas nossas memórias na luta contra a censura e o Antigo Regime e pela dinamização cultural no Areeiro:

1. Participe na Campanha de Financiamento Colectivo: https://ppl.pt/causas/barata

2. Compre jornais, revistas, livros e artigos de papelaria na Barata

3. Antecipe as suas prendas de Natal e compre um “cheque surpresa” (oferta)

Obrigado!

A histórica “Livraria Barata” de Lisboa

Doação de Livros a Sem Abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso

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Alguns dos muitos livros e revistas em russo doados pela Embaixada aos Sem Abrigo de língua russa no Pavilhão do Casal Vistoso.

Paralelamente recolhemos e entregámos também muitas outras dezenas de livros e revistas em português doados por moradores e houve ainda outros que entregaram essas doações directamente no Pavilhão.

Obrigado a todos e, em particular, à Embaixada da Rússia em Portugal!

“Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa” [Notícias ao Minuto]

Um aumento da atividade criminosa tem vindo a ser registado na freguesia do Areeiro, em Lisboa, durante o período de pandemia da covid-19, verificando-se vandalismo e assaltos a carros e a lojas, através da quebra de vidros.

Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa

© Getty Images

18:09 – 07/05/20 POR LUSA

De acordo com o presidente da Associação Vizinhos de Lisboa, Rui Martins, o pico de criminalidade naquela freguesia é o mais alto desde 2017.

O que está a acontecer aqui é o mesmo tipo de crime repetido várias vezes: vidros partidos. Partem vidros de carros para terem acesso ao interior e, outras vezes, partem os vidros apenas por vandalismo gratuito“, realçou o também fundador do núcleo Vizinhos do Areeiro, que pertence à Associação Vizinhos de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins disse que todos os dias há lojas com vidros partidos e roubos. Acontecem sobretudo de madrugada, quando a freguesia “se torna numa selva”.

Há furtos de lojas, desde caixas roubadas até produtos com exposição, como tabaco. Noutros casos, parece haver apenas o intuito de destruir – como vidros partidos – e não furto aparente“, referiu o dirigente.

“De dia paz, à noite guerra. Não há memória de uma coisa tão intensa aqui”, acrescentou, adiantando que também “há casos de pedintes agressivos”, tendo sido já chamada a polícia para os conter.

A associação acredita que o bairro Portugal Novo é um foco de insegurança na freguesia, já que em torno dele “há uma presença de tráfico de droga que é evidente para toda a gente”.

Consciente da situação encontra-se o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Braamcamp (PSD), que tem feito “todos os esforços” para resolvê-la.

Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP, mas nada disso aconteceu“, referiu.

Para Fernando Braamcamp, a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso — onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de covid-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência.

“Houve um surto de assaltos a carros, inclusive a pessoas, e um consumo de droga à descarada. Em qualquer sítio se drogam, sem pudor nenhum. E há alguns atos violentos contra os cidadãos”, realçou.

Em resposta enviada à agência Lusa, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP informou que “tem conhecimento das situações relatadas”, mas referiu que “são desconhecidas as causas para o aumento das ocorrências”.

“O aumento da circulação da população sem-abrigo na freguesia do Areeiro tem levado à existência de algumas queixas relacionadas com situações de ameaças para obtenção de dinheiro”, indicou, defendendo, contudo, que não existe “necessariamente uma relação direta entre estes dois fatores”.

De acordo com o Cometlis, o aumento da criminalidade pode estar “a servir como meio de financiamento ao consumo de produtos estupefacientes e bebidas alcoólicas, dependências amplamente conectadas com a população sem-abrigo”.

O comando acrescentou que foram adotadas medidas preventivas, tendo sido direcionado policiamento, através da esquadra responsável pela área da freguesia do Areeiro (a das Olaias) e de outras “valências mais específicas da Polícia de Segurança Pública”.

“O policiamento levado a cabo, o qual tem por objetivo ser o mais integral possível, absorve um conjunto de diversas valências da Polícia de Segurança Pública, para as quais concorrem todos os recursos humanos e logísticos necessários e considerados adequados”, concluiu.

Em abril, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, Manuel Grilo (BE), propôs que as pessoas em situação de sem-abrigo acolhidas em centros de emergência, devido à pandemia da covid-19, continuem a ter respostas e não regressem à rua.

O propôs também um reforço das respostas nas áreas do consumo de álcool e drogas e da saúde mental, e a manutenção dos projetos de animação e intervenção nestes espaços de acolhimento e nos que possam vir a ser criados.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1473994/assaltos-e-vandalismo-aumentam-na-freguesia-do-areeiro-em-lisboa

“Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa” [Sapo 24]

“Um aumento da atividade criminosa tem vindo a ser registado na freguesia do Areeiro, em Lisboa, durante o período de pandemia da covid-19, verificando-se vandalismo e assaltos a carros e a lojas, através da quebra de vidros.

Assaltos e vandalismo aumentam na freguesia do Areeiro em Lisboa
24

De acordo com o presidente da Associação Vizinhos de Lisboa, Rui Martins, o pico de criminalidade naquela freguesia é o mais alto desde 2017.

“O que está a acontecer aqui é o mesmo tipo de crime repetido várias vezes: vidros partidos. Partem vidros de carros para terem acesso ao interior e, outras vezes, partem os vidros apenas por vandalismo gratuito”, realçou o também fundador do núcleo Vizinhos do Areeiro, que pertence à Associação Vizinhos de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins disse que todos os dias há lojas com vidros partidos e roubos. Acontecem sobretudo de madrugada, quando a freguesia “se torna numa selva”.

“Há furtos de lojas, desde caixas roubadas até produtos com exposição, como tabaco. Noutros casos, parece haver apenas o intuito de destruir – como vidros partidos – e não furto aparente”, referiu o dirigente.

“De dia paz, à noite guerra. Não há memória de uma coisa tão intensa aqui”, acrescentou, adiantando que também “há casos de pedintes agressivos”, tendo sido já chamada a polícia para os conter.

A associação acredita que o bairro Portugal Novo é um foco de insegurança na freguesia, já que em torno dele “há uma presença de tráfico de droga que é evidente para toda a gente”.

Consciente da situação encontra-se o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Braamcamp (PSD), que tem feito “todos os esforços” para resolvê-la.

“Eu tinha advertido para o facto de terem trazido os sem-abrigo para ali e que confiná-los naquele espaço [Pavilhão do Casal Vistoso] iria trazer-nos problemas. Garantiram que não, porque iriam ficar sob vigilância da Polícia Municipal e da PSP, mas nada disso aconteceu”, referiu.

Para Fernando Braamcamp, a concentração dos sem-abrigo no Pavilhão do Casal Vistoso – onde foi instalado um centro de acolhido provisório devido à pandemia de covid-19 – também fez aumentar o consumo de droga e a violência.

“Houve um surto de assaltos a carros, inclusive a pessoas, e um consumo de droga à descarada. Em qualquer sítio se drogam, sem pudor nenhum. E há alguns atos violentos contra os cidadãos”, realçou.

Em resposta enviada à agência Lusa, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP informou que “tem conhecimento das situações relatadas”, mas referiu que “são desconhecidas as causas para o aumento das ocorrências”.

“O aumento da circulação da população sem-abrigo na freguesia do Areeiro tem levado à existência de algumas queixas relacionadas com situações de ameaças para obtenção de dinheiro”, indicou, defendendo, contudo, que não existe “necessariamente uma relação direta entre estes dois fatores”.

De acordo com o Cometlis, o aumento da criminalidade pode estar “a servir como meio de financiamento ao consumo de produtos estupefacientes e bebidas alcoólicas, dependências amplamente conectadas com a população sem-abrigo”.

O comando acrescentou que foram adotadas medidas preventivas, tendo sido direcionado policiamento, através da esquadra responsável pela área da freguesia do Areeiro (a das Olaias) e de outras “valências mais específicas da Polícia de Segurança Pública”.

“O policiamento levado a cabo, o qual tem por objetivo ser o mais integral possível, absorve um conjunto de diversas valências da Polícia de Segurança Pública, para as quais concorrem todos os recursos humanos e logísticos necessários e considerados adequados”, concluiu.

Em abril, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, Manuel Grilo (BE), propôs que as pessoas em situação de sem-abrigo acolhidas em centros de emergência, devido à pandemia da covid-19, continuem a ter respostas e não regressem à rua.

O propôs também um reforço das respostas nas áreas do consumo de álcool e drogas e da saúde mental, e a manutenção dos projetos de animação e intervenção nestes espaços de acolhimento e nos que possam vir a ser criados.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/assaltos-e-vandalismo-aumentam-na-freguesia-do-areeiro-em-lisboa