Reunião com Vereador Miguel Gaspar (e equipa) de 10.03.2021

1 Grandes temas: Comércio Local, Estacionamento e Ciclovias no Areeiro

2 Propostas VA (apresentação)

  1. Em 2016 propusemos uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ 
  2. Propusemos em Março de 2020:
  1. Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:
    1. o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado
    2. o IRS de lojas arrendadas a longa duração (+ de 3 anos) seja reduzido
  2. A CML subsidie a 100% senhas para estacionar nos parques EMEL e EMPARK descontados, p. ex., em facturas ou senhas no comércio local
  3. Reforçar a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Pç de Londres que servem o comércio
  4. Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos).
  5. Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra
  6. A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.
  7. Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17

Consulta nos VA: Comércio Local

  1. Governo: Baixar fiscalidade sobre comércio local
  2. Campo Pequeno, Sacadura Cabral e um pouco por todo o lado, esplanadas vazias e fechadas. Agora que fechou o parque da Sacadura Cabral

  1. Ciclovia Afonso Costa
  1. Porque não foi construída no lado Norte da avenida?
  2. Sendo construída no lado Norte:
  1. Não iria eliminar qualquer estacionamento
  2. A avenida tem à mesma 3 faixas, sendo que a entrada na rotunda do Areeiro tem comparativamente menos trânsito devido à presença do túnel e ao desvio para a Av Gago Coutinho via Rua Alves Torgo
  3. Iria evitar o atravessamento da Av Afonso Costa para entrada no Parque da Quinta do Vale da Montanha, local de possível maior conflito com automobilistas.
  4. Serviria directamente o pavilhão desportivo do Casal Vistoso.
  1. Estas questões foram ponderadas? Foi decidido o lado Sul por razões importantes? Quais foram? Não sabemos as respostas a isto porque não houve qualquer forma de discussão do projecto, o que leva ao ponto seguinte.
  2. A forma da comunicação da CML fomenta guerras e polémicas, colocando parte da população em confronto com a outra parte.
  1. Anunciar obras com alterações relevantes aos moradores sem lugar a opinião ou crítica, como facto consumado e sem alternativa;
  2. Bons e extremamente necessários projectos como por exemplo a ciclovia da av de Berna são focos de polémica quando deveriam ser os mais fáceis de promover devido à sua óbvia necessidade como ciclovia de ligação;
  1. Para isso contribui a recusa de compensar os moradores pelo estacionamento perdido, por exemplo com a utilização dos parques subterrâneos para uso de moradores.
  2. O argumento utilizado por exemplo na av de Berna que os lugares de estacionamento são recuperados com as bolsas de estacionamento exclusivo para moradores nas ruas adjacentes é recebido com natural cepticismo e desconfiança devido aos precedentes de comunicação.
  1. A integração é fundamental, só pudemos empurrar as pessoas até um certo ponto até elas começarem a empurrar de volta. Consultar o Mikael Colville Anderson é bom, mas é apenas uma opinião, consultar os moradores e quem terá de conviver com as alterações é ainda melhor.
  2. De uma forma geral, por exemplo, onde estão os passeios contínuos como na rua Abade Faria? A subida da passadeira para o nível do passeio e não ao nível do asfalto é importantíssimo a nível de redução de velocidade no cruzamento, a nível psicológico porque é o automóvel que está a invadir o passeio e não o contrário. Vai ser replicado na avenida de Roma e Gago Coutinho sempre que possível? Isso leva-nos ao ponto 3.

Ciclovias na avenida de Roma e avenida Gago Coutinho.

  1. Poderemos consultar o projecto antes do anúncio público de forma a poder dar sugestões de melhoramento?
  2. Os projectos das ciclovias tendem a não ser aproveitados para melhoramentos na circulação pedonal. Estes projectos teriam mais apoio se fossem envolventes ao peão também e largasse a guerra bicicletas-automóveis.
  3. O projecto da Gago Coutinho pretende devolver o passeio aos peões? O estacionamento em cima do passeio legalizado pela CML vai finalmente acabar? Adivinhando o descontentamento dos moradores, está prevista a libertação para moradores de alguns lugares no parque de Estacionamento da Miguel Gouveia?
  4. No projecto da ciclovia da Av de Roma está previsto o aumento de passadeiras? De forma a, por exemplo, os peões que saiam da paragem de autocarro na esquina da Rua Edison não tenham de cruzar 3 passadeiras por não haver passadeira directa em direção Oeste.
  5. Da mesma forma quem sai da estação de comboios de Roma-Areeiro na avenida de Roma em direção Oeste também tem de cruzar 3 passadeiras para se deslocar em direção Oeste. Foram previstas novas passadeiras?
  6. Foram criadas condições para que nos cruzamentos onde o trânsito automóvel cruza a ciclovia existir boa visibilidade quando para o condutor evitando “ganchos” com perigo para os ciclistas? A ciclovia da rua Castilho tem várias armadilhas onde é impossível a um condutor conseguir ver a ciclovia. Não convém repetir os mesmos erros.
  7. As temporizações dos semáforos têm de ser drasticamente alteradas, tanto na av Roma como na Gago Coutinho. Para os automobilistas a sequência de verdes, a green-wave é apenas possível a velocidades altas, o que convida a passagem em vermelhos ou a maiores velocidades (https://vizinhosdoareeiro.org/semaforologia-no-areeiro/)
  8. As temporizações para os peões também, o tempo de passagem é muito baixo e reflecte uma prioridade errada na mobilidade.

Consulta nos VA: Ciclovias no Areeiro 

  1. Fiscalização a bicicletas que circulam nos passeios e não respeitam sinalização
  2. Ampliação de ciclovias
  3. Mais vias partilhadas
  4. Projecto Av Roma, Almirante Reis, Madrid e Manuel da Nóbrega?
  5. Projeto António José de Almeida?
  6. Ciclovia Av Roma: Ciclovia unidirecional em frente à igreja?
  7. Criar rede ciclável ininterrupta: Completar a ciclovia da Alm Reis, ciclovias, na João XXI e na Avenida de Roma, Av EUA e Gago Coutinho

Consulta nos VA: Estacionamento

  1. É necessário limitar a entrada de carros de não residentes
  2. PDS de negociações de reduções de preço nos Parques existentes?
  3. Fiscalização de sinais de reserva e retirada dos que já não se justificam
  4. Mais parques de estacionamento subterrâneos
  5. Estacionamento em espinha: onde 3 passam a 4: avaliar
  6. Retirar floreiras que estão a ocupar lugares no Bº Arco do Cego
  7. Rever zonas de estacionamento: uma zona passou a duas

Consulta nos VA: Mobilidade

  1. Limitar a velocidade em toda a cidade a 30 km/h, redesenhando os próprios arruamentos para desincentivar a aceleração
  2. Os semáforos para bicicletas na Praça de Londres junto à Av. de Paris são tantos que se tornam enganadores
  3. Muitos parquímetros avariados
  4. Recuperação do passeio da Manuel da Maia
  5. Lomba na João XXI frente à farmácia: pedido de reavaliação

Notas da Reunião

  1. Muito em breve (próximos dias) será reforçada a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Pç de Londres que servem o comércio local por forma a informar melhor os clientes desta zona desta possibilidade de estacionamento (o parque da Alameda tem um piso inteiro sempre vazio).
  2. Os lugares de Cargas e Descargas estão regulados no Código da Estrada: embora não possam ser usados como lugares de estacionamento de curta duração (como sugerimos) podem ser usados para cargas e descargas também por particulares desde que não saiam do carro (sairá outra pessoa) ou que saiam apenas para recolher um artigo já comprado (embora isso depende do critério e bom senso da fiscalização no local).
  3. CML vai responder brevemente a http://vizinhosdoareeiro.org/semaforologia-no-areeiro/ 
  4. A CML tem um programa ativo de monitorização da atividade comercial através do uso de MB e terminais de pagamentos. Nesta rede confirmou um aumento da atividade comercial até janeiro/fevereiro acima da média de 2019. Quebras de 60% em algumas zonas de Lisboa. Zonas e empresas ligadas ao turismo foram das mais afectadas. Zonas mais residenciais, como a Almirante Reis, Campo de Ourique e Alvalade (Av Igreja) resistiram melhor e são mais resilientes porque dependem menos dos serviços e do turismo do que outras.
  5. Efeito teletrabalho tirou muita atividade ao comércio local e isso explica porque é que no desconfinamento o comércio de Lisboa não recuperou tanto como o de outras zonas do país (onde há menos empresas de serviços e, logo, teletrabalho): 500 mil pessoas entravam e saiam todos os dias de Lisboa: agora muitas não o fazem (estão em teletrabalho) e faltam também os 50 mil turistas que alimentavam boa parte do comércio local.
  6. As questões de Fiscalidade não dependem da CML mas a CML está sensível aos argumentos que defendem o aumento dos estímulos que coloquem mais lojas no mercado por forma a baixar os preços do arrendamento comercial (IMI e IRS) como aquelas que os Vizinhos propuseram.
  7. CML isentou de Derrama todos os negócios locais até 1,2 milhões de euros de faturação
  8. Sobre IMI e Lojas vazias haverá conversas entre vereações na CML (nossa proposta mais acima) e vão avaliar fazer uma proposta concreta ao Governo.
  9. Sobre a proposta das senhas de estacionamento pagas a 100% pela CML: já existem pacotes de senhas de estacionamento na Empark: mas ser a CML a financiar a 100% parece desproporcionado à CML. Estes pacotes de senhas permitem estacionamento a 40 centimos por meia hora e a 60 por uma hora. Foram oferecidos como opção à associação local de comerciantes e à Junta de Freguesia do Areeiro mas ambos não mostraram (até agora) disponibilidade para apoiar essa distribuição de senhas. A Zara Home já as usou para dar a alguns clientes e a CML está disponível para comprar os lotes de 100 senhas redistribuindo-os depois por comerciantes mas precisa de uma entidade local que faça essa distribuição.
  10. A principal prioridade da CML é o andar a pé e o uso dos transportes públicos: não outras formas de mobilidade.
  11. A App de estacionamento da EMEL vai em breve ter um código promocional que pode ser usado para acesso a zonas comerciais
  12. Em https://www.2filanaoeopcao.pt/ pode ver-se quais e onde são os lugares de cargas e descargas e pedir novos lugares deste tipo.
  13. CML isentou de taxas para ocupação do espaço público e esplanadas sendo que estas últimas serão essenciais para a reabertura da economia.
  14. A CML vai promover a criação de zonas de estacionamento reservado para moradores nas ruas transversais à Sacadura Cabral
  15. Estamos numa das zonas de Lisboa com maior densidade e oferta de parques de estacionamento e nenhum destes parques está cheio: o da Alameda tem um piso fechado, o da Praça de Londres está a 70% e o do Forum Roma a 60% ocupado.
  16. A intenção da CML é ter cada vez mais zonas reservadas a moradores em torno dos parques por forma a que estes sejam mais usados por visitantes e trabalhadores nas freguesias.
  17. O primeiro dístico é agora gratuito para quem só tem um carro.
  18. CML está a negociar com a Empark melhores condições para o estacionamento por moradores e a 24 H
  19. CML vai rever os 15 lugares de estacionamento reservados pelo Ministério do Trabalho na Av de Roma (uma reclamação dos Vizinhos)
  20. Passagem da estação de camionagem para a zona do parque de estacionamento na Gago Coutinho. Mencionámos que era importante ter uma passagem pedonal directa para a Pd Manuel da Nóbrega
  21. Será criada um via mista/pedonal/automóvel na Rua Lucinda do Carmo sendo chamada a atenção para entrar em conta com a importante zona comercial da Rua Actriz Virgínia: CML apresentará projecto oportunamente.
  22. Foi mencionado de que há muitas lojas fechadas nos bairros Gebalis nas Olaias e que era importante ver se conseguem recuperar esses espaços comerciais.
  23. Em Lisboa entravam, antes da pandemia, 500 carros por mil habitante. Agora entram 350.
  24. A CML apoia a entrega em casa de produtos do comércio local.
  25. O comércio local deve ter em conta o mecanismo “apoiar rendas” do Governo: https://www.iapmei.pt/Paginas/Ficha-APOIAR-RENDAS.aspx  (6 meses de renda)
  26. Existe o Balcão Lisboa Empreende Mais: http://www.areadocomerciante.dgae.gov.pt/documentacao1/documentos/lisboaprotege–medidas-extraordinarias-de-apoio-a-economia-da-cidade-de-lisboa-pdf.aspx que apoia – com uma série de medidas – o comércio local. Este balcão centraliza todas as medidas de apoio existentes.
  27. Existe na CML um Fundo de Apoio à Instalação e Melhoramento de Esplanadas (parte do Lisboa Protege): https://apps.cm-lisboa.pt/LisboaProtegeEsplanadas/ 
  28. Não existe um plano para uma intervenção na António José de Almeida
  29. Manuel da Maia: não existe um plano de reparação da calçada mas isso será avaliado via CDC com a Junta de Freguesia ou com a própria.
  30. Os Vizinhos farão um levantamento/atualização dos Lugares de estacionamento reservados ou já desactualizados.
  31. Programa “Lisboa Protege” https://www.lisboa.pt/lisboaprotege da CML:
    1. apoio ao comércio de Lisboa
    2. é o maior programa de apoio ao comércio local que existe em Portugal
    3. lançada em Novembro uma 1ª geração de medidas e os pagamentos começaram a ser feitos em fins de Dezembro: dados a 3 mil empresas (com 10 mil empregos directos)
    4. 2ª geração de medidas com 16 milhões de euros a fundo perdido aumentou de 500 mil euros para 1 milhão o apoio máximo e cobre agora mais atividades económicas (cultura, pequena indústria, etc). Abertas as inscrições até 31 de Março.
    5. CML vai manter isenção de taxas e isenções a esplanadas e onde a CML é senhoria vai manter moratórias (p.ex. a quiosques)
    6. As candidaturas são simples e os pagamentos são rápidos tendo lugar alguns dias (cerca de uma semana) depois da apresentação da candidatura.
    7. Há escalões por volume de negócios (<100 mil, 100-300, 300-500, 500-1000)
    8. a perda de faturação mínima para que haja recebimento de apoios é de mais de 25% (versus a 2019)
    9. As empresas apoiadas têm que ter sede e domicílio fiscal em Lisboa
  32. O projecto de melhoramento na Avenida de Roma vai incluir ciclovia e melhoramento do passeio

Obras na Livraria Bertrand da Av de Roma

Os subscritores estão preocupados com a escala da intervenção das obras que agora decorrem na Livraria Bertrand da Avenida de Roma.
O seu interior datava na sua esmagadora maioria do projecto original anos 50, da construção do Plano de Alvalade sendo que as fotografias em anexo testemunham uma total remoção do interior, em madeira, uma intervenção profunda a nível do tecto e do piso e a total obliteração do mural da imprensa de Guttenberg.
Questionamos se
toda esta intervenção está a ser acompanhada pela CML,
qual é o projecto apresentado pelo proprietário e
se tudo está conforme ao estatuto de Loja com História e respectivos benefícios.
P.S.: A 19.02.2021 via ENT/266/GVRV/CML/2021 já havíamos pedido este projecto tendo sido o mesmo encaminhado para a DMU: mas ainda não obtivemos resposta.

Subscrevem 35 moradores

Lojas sem Uso no Areeiro


em 2018 contámos 292 lojas vazias
em 2019 contámos 241
em 2020 contámos 182

Desde 2018, quando começámos a contar anualmente as lojas vazias na área da Freguesia do Areeiro, até 2020, contámos sucessivamente 292, 241 e 182. Esta evolução aparenta ser positiva mas não inclui todos os fechos de lojas que terão ocorrido depois de dezembro de 2020 e onde já registámos vários encerramentos resultantes do impacto da COVID no pequeno comércio.

Na verdade (e actualizaremos este levantamento no fim do actual período de confinamento: talvez em fins de Março ou começos de Abril) já se registam alguns encerramentos de lojas associados ao impacto do confinamento e à incapacidade (ou falta de vontade) por parte de alguns senhorios em baixarem as rendas comerciais e assim, darem o seu contributo para a sobrevivência de muitos negócios locais nesta e noutras freguesias de Lisboa.

Alguns comentários mais genéricos:

1. Os levantamentos dos Vizinhos do Areeiro incorporam uma certa margem de erro (trata-se de um levantamento voluntário) mas estes números, que globalmente estarão correctos, parecem indicar uma grande flutuação da actividade comercial na freguesia, uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro e isto apesar de, pela metodologia seguida, não conseguirem detectar as numerosas que abrem e fecham num espaço de 2 ou 3 meses (o que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior).

2. Os números reflectem aquilo que se observa nas ruas mas, especialmente nas mais comerciais (Av. João XXI, Av. de Roma e Av. Guerra Junqueiro/Praça de Londres), a proporção de lojas vazias é relativamente pequena. Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como o Bairro dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto terá a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos Bairros existente nessas zonas e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado nessas zonas.

3. Em 2016 propusemos à Junta de Freguesia que, como faz a de Campolide, lançasse uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ um projecto deste tipo poderia ter um impacto significativo no regresso de muitas destas lojas à actividade comercial, gerando emprego e diversidade económica no Areeiro;

4. O facto de existirem menos lojas vazias será um efeito da melhoria da condição económica da maioria dos lisboetas e do reforço dos padrões de consumo desde 2017. Esta tendência, contudo, parece em nítida inversão desde agosto de 2020;

5. No site https://www.idealista.pt/arrendar-lojas_ou_armazens/lisboa/areeiro/ apenas constam 36 lojas ou armazéns por arrendar (no Areeiro a maioria dos “armazéns” são lojas ou garagens convertidas) (eram 71 em fevereiro de 2019). Isto significa que a maioria das lojas vazias não estão no mercado fazendo aumentar o preço das que estão por redução da oferta e explicando a inflação de preços que se regista actualmente (motivada, também, pelo fenómeno lateral do Turismo e do aumento explosivo e contagioso a todos os sectores dos preços da habitação);

6. Algumas destas lojas são conversões de antigas garagens mas continuam reservando estacionamento (que usam de forma possivelmente abusiva) conforme levantamento: http://vizinhosdoareeiro.org/falsas-garagens-e-estacionamento-no-areeiro/

7. Uma percentagem significativa de lojas continua a ser usada como sede de empresa e não como um estabelecimento comercial clássico. Eventualmente, esta utilização de garagens para fins comerciais em vez de estacionamento automóvel, contribuirá marginalmente para a sobrecarga de estacionamento na via pública;

8. O levantamento dos Vizinhos do Areeiro peca por algo que não está ao nosso alcance: a dimensão dos espaços vazios. Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura. Aliás, um levantamento desta escala deveria ser feito pela CML ou pela Junta de Freguesia, ser regular (trimestral), registar o tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia: Fica a sugestão aos nossos autarcas.

Recordamos ainda as nossas propostas enviadas à CML e Junta de Freguesia (que ficaram sem resposta):

Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:
1a) o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado por forma a estimular o seu regresso ao mercado e pelo aumento da oferta pressionar os preços;
1b) o IRS de lojas arrendadas a longa duração (mais de 3 anos) seja reduzido.

2
A CML subsidia a 100% as senhas para  estacionar nos parques e silos da EMEL e EMPARK descontados, por exemplo, em facturas ou senhas no comércio local, tal como fazem os grandes centros comerciais a partir de compras de determinado valor. Desta forma permite retirar automóveis da via pública, quer por opção urbanística quer como por efeito directo da instalação de ciclovias, sem retirar o acesso ao comércio local e transporte de compras.

3
Reforçar a sinalética de acesso aos parques da Alameda e Praça de Londres que servem o comércio do eixo Avenida Guerra Junqueiro e Praça de Londres de forma a fazer compreender a vantagem da simplicidade da utilização destes equipamentos..

4
Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos). Ponderar a possibilidade da adição de “estacionamento exclusivo a cliente da Av Guerra Junqueiro”.

5
Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra: medida com efeito retroactivos.

6
A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.

7
Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração para uso pelos clientes das superfícies comerciais: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17 (limitando a reserva entre as 09h00 e as 17h00); verificar a possibilidade de transferir alguns destes 15 lugares para o parque da Pr. de Londres, à distância de 2 min a pé, tal como os moradores, trabalhadores, comerciantes e clientes da zona são obrigados a fazer.8
Publicidade no Metro da Alameda e em conjunto com os vários hotéis da zona direcionado para o nosso comércio: O Comércio Tradicional ConVida (neste caso a Junta fez uma iniciativa que passou pela afixação de algumas faixas em postes de iluminação pública).

Cabaz de Natal

Todos os anos a Junta do Areeiro investe 6400€ em ajuste directo em Cabazes de Natal à Ruderal (Amadora). Questionada:”Qual é a origem dos produtos e onde são comprados os produtos que integram o cabaz de natal que a Junta distribui todos os anos? Como são seleccionados os seus beneficiários?” respondeu: “ainda não foram consultados fornecedores” e “a lista dos beneficiários é elaborada pelo núcleo de Ação Social“. A Junta não detalhou como vai decorrer o processo do Cabaz de Natal num ano tão atípico como este mas os Vizinhos do Areeiro gostariam de sugerir:
1. a verba disponível fosse ajustada por forma a prestar um apoio significativo ao Comércio Local e às famílias mais necessitadas no Areeiro
2. as compras fossem realizadas num leque extenso de lojas do comércio local no Areeiro de base familiar ou de pequena e média dimensão
3. a lista de empresas apoiadas fosse divulgada publicamente
4. as compras do Cabaz incluíssem artigos de cultura
5. a lista de beneficiários fosse alargada dentro do possível


Subscrevem 75 moradores:
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/permalink/2602826923363432/?cft[0]=AZV0cPdifc-7GtfrvdScODTPdbiuAGnRdmQw4bOoOWGyPartZnBuW6k540MXmWDzTojgEd43Fqw7QhogGTDBpNZoEEM-p2oK_ZDkd-vfM3Z9DFEm3ygDFA5Mhj2r5KvnTRzOwMU_ggw35dgZiDsplswn&tn=%2CO%2CP-R

Apelo dos Vizinhos do Areeiro aos operadores com Lojas Online: Origem dos Produtos

s subscritores acreditam que, em resultado da crise COVID-19, foram adoptadas novas práticas a que a maior parte da população ainda não tinha aderido, nomeadamente a realização de compras de supermercado através da Internet.

No entanto, verificámos que nos sites dos diversos operadores (Continente, Pingo Doce, Auchan, Lidl, etc), não se encontra facilmente a proveniência dos produtos, não sendo claro se são nacionais ou de outros países.

Assim sendo, os subscritores propõem aos operadores com lojas online que:

  1. Adicionem de forma clara e visível a origem dos seus produtos;
  2. Promovam a visibilidade e a venda de produtos de origem nacional, nomeadamente nos frescos (vegetais, carne e peixe), em mercearia, de higiene e limpeza, de vestuário ou produtos para o lar.

Subscrevem:

Rui Martins
Ilda Cruz
Teresa Antunes
Rahyara De Sousa
Eduardo Júlio
Stela Correia
Henrique Ferro
Rui Ferreira Lopes
Rui Bras
Teresa Sotto Mayor Carvalho
Rita Pontes
Alexandra Dias
Maria Teresa Inglês Agostinho
Cristina Azambuja
Zélia Pereira
Duarte Silva Manuel
Zita Rosado Costa
Maria Claro Ribeiro
Teresa Correia
Carmen Padrão
Margarida Rodrigues
Teresa Clara Durão
Catarina Caetano
Jorge Oliveira
Pedro Marques
Eugenia Maria Sobreiro
Maria Martins da Silva
Anabela Matos
Valter Martins
Margarida Agostinho
Ana Costa
Madalena Matambo Natividade
Pedro André
Rodolfo Franco
Lina Nathoo
Marisa Macedo
Nuno Dinis Cortiços
Julieta Martins
Cláudia Casquilho
Sami Capela
Teresa Peixoto
Paula Saragoça
Ana Amaro Fernandes
Rita Luis
Maria Duarte Silva
Anabela Nunes
Danuia Pereira Leite
Belicha Geraldes
Carmosinda Veloso
Vanessa Correia Marques
Susana Carmona
Ruy Redin
Sílvia Regina DiMarzio
Leonor Santa Bárbara
Mariana Bettencourt
António Gonçalves da Silva
Mário Jorge Ramos
Fatima Lammar
Antonio Luis da Bernarda
Antonieta Soares Ribeiro
Rute Pereira
Francisco Lopes da Fonseca
Eunice Sousa Patrício
Rita Dias Costa
Maria João Duarte

COVID-19: Propostas à CML para criar melhores condições para o Comércio no Areeiro

Enquanto moradores queremos ter Comércio Local porque o Comércio Local representa vida, alternativas, emprego e desenvolvimento para a economia local mas algumas das intervenções recentes na Av de Paris, Pç de Londres e Guerra Junqueiro vieram reforçar uma crise que já vinha de trás a explosão de preços no arrendamento urbano veio agravar.

(agora em especial contexto devido à pandemia COVID-19)

Assim sendo propomos:

1

Que a CML inste o Governo no sentido de legislar para que:

1a) o IMI em lojas vazias há mais de 1 ano seja agravado por forma a estimular o seu regresso ao mercado e pelo aumento da oferta pressionar os preços

1b) o IRS de lojas arrendadas a longa duração (mais de 3 anos) seja reduzido

2

A CML subsidiar a 100% as senhas para o parque da Empark com desconto para a 1.ª hora sendo que estas senhas seriam dadas como oferta (por escala de despesa) nas lojas nos arruamentos onde se constroem ciclovias como forma de atrair mais clientes a estas zonas.

3

Assinalar no chão, com pintura horizontal na Av. Guerra Junqueiro, a sinalização do parque da Alameda por forma a que os clientes dos espaços comerciais compreendam a facilidade de acesso ao parque a partir da Guerra Junqueiro.

4

Aumentar os lugares de cargas e descargas e permitir o estacionamento gratuito de muito curta duração (menos de 20 minutos). Ponderar a possibilidade da adição de “estacionamento exclusivo a cliente da Av Guerra Junqueiro”.

5

Anular as taxas pagas por comerciantes à CML e JFA durante um ano após o termo e durante a duração de qualquer obra: medida com efeito retroactivos

6

A CML deve avaliar propor ao Governo e à AR uma medida provisória de tecto máximo por m2 , como recentemente fez Berlim, aplicável ao arrendamento comercial.

7

Nos 15 (!) lugares de estacionamento reservados ao Ministério do Trabalho permitir o estacionamento de muito curta duração para uso pelos clientes das superfícies comerciais: sobretudo ao sábado de manhã e depois das 17 (limitando a reserva entre as 0900 e as 1700)

8

Publicidade no Metro da Alameda e em conjunto com os vários hotéis da zona direcionado para o nosso comércio: O Comércio Tradicional ConVida

Subscrevem:
Jorge Oliveira
Rodolfo Franco
Nuno Dinis Cortiços
Cláudia Casquilho
Elsa Felizardo
Ana Paula Araujo
Ilda Cruz
Patrícia Matos Palma
Madalena Matambo Natividade
Ana Costa
Stela Correia
Cristina Azambuja
Anabela Nunes
Gabriela Lago
Teresa Aroso
Ana Benavente
Maria Teresa Inglês Agostinho
Zélia Pereira
Maria Delfina Vasconcelos
Pedro Gaurim Fernandes
Anabela Gouveia
Maria João Morgado
Luisa Castro Correia
Herculano Rebordao
Cristina Milagre
Fernando Anjos
Ana Sampedro
Teresa Sotto Mayor Carvalho
Duarte Amado
Jacinto Manuel Apostolo
Dulce Amaral
Belicha Geraldes
Francisco Tellechea
Carla Caló
Carolina Veloso Martins
Bruno Beja Fonseca
Raquel Ferreira de Melo
Rui Martins
Ana Marques
Lailai Sales
Guida Costa
Dorota Lomba
Isabel Conceição
Ana Cristina Ribeiro
Augusta Presa
Jean Ricardo
Ana Marques
Maria Jerónimo Costa Zita
Eduardo Júlio
Rosa Maria Troufa Real
Rui Ferreira Lopes
Ana Castro
Carlos Alberto Vieira
Rute Rodrigues
Nitucha Jacques
Cristina Cardoso
Alberta Lopes
Maria Barbara Troni
Carlos Pinheiro
Anibal Santos
Ana Fernandes
Filomena Maria Aleixo
Sara Anjos
Grata Sombreireiro MC
Miguel André
Graciano Venâncio Morais
Alexandra Cardoso
Maria Rita Oliveira
Tomaz Alves Oliveira
Maria Jesus Pereira Gambino
Elsa Borges da Silva
Maria Odete Carmona
Maria Claro Ribeiro
Yolanda Palma
Nazare Miranda
Maria José Bernardo
Fernanda Santos
Sandra João Borges
Nuno Duarte
Ana Alcinda Lomba
Nazare Ferreira
Lidia Monteiro
Catarina Coelho
Luis Pina Amaro
Maria Margarida Silva
Maria Manuela Nobre
Maria Cristina Lacerda
Ricardo Castro
Ana Hipólito Pires
Pedro André
Alexandra André
Bruno Dias de Carvalho
Susana De Brito Dias
Joana Monteiro
Sandra Simas
Alda Salcedas
Isabel Barreto
Maria Luisa Ferreira
Cristina Inacio
Inês Luís
Joana Santos Patrocinio
Celina Gil
Ana Canha
Cristina Salvador
Maria Concepcion
Isabel Bastos
Isabel Tomás
Ana Vicente
Teresa Peixoto
Francine Côrte-Real
Teresa Braamcamp Mancellos
Andreia Cunha Dias
Maria João Serra
Sónia Maia
Maria Duarte Silva
Sofia Correia
Vera Roquette
Alexandra Costa
Maria Pissarra
Sérgio Manuel Cónim
Múri Kraft
Sofia Vale
Leonor Braz Teixeira
Graça Aníbal
Fátima Silva
Paulo Baptista
Fernando Barroso de Moura
Mariana Bettencourt
Manuela Paixão
Mafalda Alegria
Margarida Duarte Vinhas
Nanda Ruaz
Gonçalo Vitorino
Victor Ribeiro
Isabel Real
Necas Diniz
Maria João
Teresa Maria Braga Abecasis
Bruno Paradela De Oliveira
Sofia Pereira
André Quartin Santos
Ana Chau
Ana Filipa Gonçalves
Antonieta Soares Ribeiro
Francisco Lopes da Fonseca
Maria Lourdes Alves Gouveia
Rui Pedro da Ponte
Porfírio Sampaio
Vanessa Correia Marques
Antonio Sequeira
Sofia Silva
Catarina Rebelo
Luana Cunha Ferreira
Ana Sofia Freitas
Manuela Rodrigues
Helder Miranda

Resposta da CML

Exmos. Senhores

Vizinhos do Areeiro

Em resposta ao seu email de 16 de Março de 2020, somos a informar o seguinte.

De acordo com a informação disponível no sítio da Câmara Municipal de Lisboa, mais concretamente em https://www.lisboa.pt/atualidade/noticias/detalhe/pagamento-de-estacionamento-suspenso-e-e-gratuito-para-residentes-em-parques-emel, o pagamento de estacionamento na via pública está suspenso, devendo contudo ser respeitados os lugares reservados a funções específicas, tais como lugares exclusivos a residentes, lugares para operações de cargas e descargas, lugares para portadores de mobilidade reduzida, entre outros.

Assim, as equipas de fiscalização da EMEL e a divisão de trânsito da Polícia Municipal continuarão a assegurar a fiscalização do estacionamento da cidade. Os meios serão reforçados e alocados na manutenção de canais de circulação livres, incluindo veículos que limitem a circulação de outros veículos, em particular de emergência, acessos a propriedades incluindo garagens, ou qualquer infração que ponha em causa a segurança ou a livre circulação de pessoas e veículos, e zonas de estacionamento especial, como sejam locais de carga e descarga, paragens de autocarros, zonas de residentes, ou qualquer local de estacionamento privativo necessário para o normal funcionamento da entidade a que está atribuído.

Estas medidas serão monitorizadas e avaliadas em função da situação da cidade, podendo ser alteradas ou revogadas a qualquer momento, estimando-se, porém, a sua manutenção, em condições normais, até pelo menos dia 9 de abril.

Estas medidas visam reduzir as dificuldades de estacionamento para residentes em especial em zonas de maior pressão, e sobretudo melhorar a condição de quem cumpre situações de quarentena ou isolamento social, como recomendado, e de quem contribui com o seu trabalho para funções essenciais.

Com os melhores cumprimentos.

Gabinete do Vereador Miguel Gaspar

Câmara Municipal de Lisboa

A Petição “Ruído Festivo Recorrente na Alameda Afonso Henriques” foi enviada à Assembleia Municipal de Lisboa


No exercício do “direito de petição à Assembleia Municipal de Lisboa” que garante “às organizações de moradores relativamente a assuntos administrativos do seu interesse” foi enviada pelaAssociação Vizinhos em Lisboa:
(NIF 514697970) ao Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, a seguinte petição:

A Alameda Afonso Henriques tem sido usada para realizar, por vezes numa base semanal, eventos que produzem ruído, quer em horário diurno – o que não impede que os moradores se sintam justamente incomodados dentro nas suas próprias casas – quer em horário nocturno. A Alameda tem – não o esqueçamos – paredes meias com vários prédios de habitação nos limites das freguesias de Arroios, Penha de França e Areeiro: não é um “coliseu” em zona isolada, não dispõe de estruturas de insonorização em torno de um palco ou de mitigação de propagação de som à área circundante; é uma zona de habitação.

A repartição da responsabilidade pela autorização destes eventos por 4 autarquias (Junta de Freguesia de Arroios, Junta da Penha de França e a de Areeiro, mais a própria Câmara Municipal) pode estar a contribuir para uma arbitrariedade que resulta na excessiva quantidade de eventos que produzem ruído, a que se junta a possibilidade de isentar estes eventos da emissão das respectivas “Licenças Especiais de Ruído” (LER), quando um evento é patrocinado pela CML ou por alguma das três Juntas de Freguesia. Constatou-se ainda a ausência de qualquer possibilidade de apelo, visto que a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Municipal não dispõem de equipamentos de medição de ruído e afirmam não poder intervir no seguimento das reclamações e queixas dos cidadãos.

Assim, é importante começar a dotar a as autoridades de meios humanos e técnicos que permitam fiscalizar a boa aplicação da Lei do Ruído (sensores e pessoal capaz de operar fora das horas normais de serviço) para poderem responder de forma rápida e eficaz aos moradores e ponderar se é exequível haver quatro entidades diferentes a autorizarem eventos ruidosos para um mesmo espaço. Sublinhe-se que todos, no recato do nosso lar, temos direito ao descanso e que o excesso de ruído tem impacto conhecido na saúde dos cidadãos, assim como no seu rendimento escolar e profissional. É preciso que todos os intervenientes e responsáveis pelo licenciamento e autorização destas actividades tenham os legítimos interesses dos moradores da Alameda em consideração e que contenham, regulamentem e fiscalizem estas actividades de índole festiva, cuja frequência tem aumentado substancialmente neste local. Não basta cessar a produção de ruído depois das 24:00, uma vez que é difícil fiscalizar de forma eficiente quando a fiscalização ocorre – como tem acontecido – no dia seguinte e já depois do termo do evento, é preciso fazer mais e ir mais longe na defesa dos interesses dos moradores, que se vêem sistematicamente privados de sossego e da possibilidade de usufruir da sua vida doméstica normal.

Assim, os abaixo-assinados vêm por este meio solicitar o seguinte:
1. Limitar o número de eventos de duração limitada em que é permitido ruído (com som amplificado) a um total de 5 por ano
2. Impor limites de intensidade sonora para esses eventos compatíveis com zona sensível
3. Restrições de duração, limitando a duração do período de ruído a um máximo de uma hora contínua, ou quatro horas interpoladas
4. Condicionar a realização de eventos ruidosos à aplicação de medidas para mitigação do impacto sonoro nas residências próximas, incluindo todos os casos onde não houver emissão de LER
5. Obrigar à presença de elementos da PSP ou da PM durante a duração dos períodos em que é autorizado ruído, munidos de medidores de intensidade sonora e condicionar a autorização para instalação de palcos e som amplificado à existência de limitadores automáticos de intensidade sonora nos equipamentos de emissão sonora
6. Comunicar aos moradores das imediações e publicar em página de Internet centralizada (CML) e em todos os meios das Juntas de Freguesia que rodeiam a Alameda, com antecedência mínima de 15 dias, as LER e todos os eventos ruidosos.”

Assinado
Rui Martins
(na qualidade de presidente da associação)

Consulta aos Vizinhos do Areeiro sobre a intervenção (e ciclovia) na Av de Paris e Rua Edison

Comentários aos votos registados até 15 de Março de 2019:

  1. a opção mais votada (135+13) refere a transferência de circulação automóvel para a João XXI e cruzamento entre e Av de Roma e a João XXI e ligação desta com a Praça Sá Carneiro.
  2. há críticas ao custo total da intervenção na Av de Paris (29 mil euros) assim como ao seu prazo de execução (18 dias): considerados por 54 moradores como excessivos.
  3. 34 moradores entendem que as críticas às duas ciclovias são normais e decorrem de uma alteração de hábitos que irá inevitavelmente ocorrer (note-se que são cerca de 15% destas 3 primeiras respostas): isto pode indicar que a penetração da bicicleta como principal forma de mobilidade urbana no Areeiro é ainda muito fraca (será que esperar que aumente com o aumento de ciclovias).
  4. A largura da faixa na Av de Paris merece a crítica a 26 moradores: ela é patente mas encontra-se dentro dos limites legais. Poderá aumentar o número de colisões mas isso é algo a que apenas o tempo pode responder esperando que CML mantenha um registo deste tipo de ocorrências por forma a poder tomar medidas correctivas (se estas se justificarem)
  5. Todos os comerciantes contactados na Av de Paris e na Rua Cervantes concordam em dizerem que as alterações vão reduzir a atividade comercial: é certo que as ciclovias poderão atrair novo público (não há dados que isso aconteceu em resultado da intervenção na Guerra Junqueiro de 2018)
  6. Na Av de Paris não se perderam lugares de estacionamento, na Cervantes dois: o impacto nas perdas totais de lugares parecem displicientes.
  7. A intervenção na Av de Paris acabou com o estacionamento em segunda fila, o que permite regular melhor o trânsito mas que é apontado por comerciantes como um factor que está a afastar clientes (de qualquer recorde-se que é uma prática irregular e alvo de multa)

Em geral:

  1. Toda a intervenção na Av de Paris e na Rua Edison foi feita com a participação da Junta de Freguesia
  2. Muitos moradores sentem que não houve envolvimento nem procura da sua participação (útil e não meramente formal: embora esta – em boa verdade – também não tenha ocorrido)
  3. Não foram comentadas participações inflamatórias e estéreis como “a dependência dos carros mete dó”: é um exercício de maniqueísmo que não favorece ao diálogo nem à descoberta de soluções e propostas concretas para os problemas da mobilidade urbana em Lisboa.

“No Areeiro, abrem e fecham lojas em poucos meses, mas nas avenidas principais o comércio consolida-se” [O Corvo]

“Alguns comerciantes da freguesia dizem que nunca assistiram a uma volatilidade “tão grande” das lojas. Em poucos meses, abrem e fecham espaços comerciais, por não conseguirem suportar as rendas – que, no último ano, subiram nas zonas históricas e no centro de Lisboa. Os valores pedidos naquele bairro terão aumentado “consideravelmente”, queixam-se vários lojistas. Diversos edifícios foram recentemente vendidos e muitos comerciantes já saíram ou terão de o fazer em breve. Apesar disso, a associação Vizinhos do Areeiro contabilizou menos seis dezenas de lojas vazias em relação a 2018. Uma dinâmica insuficiente, porém, para afastar receios sobre o futuro do comércio na zona, porque os espaços vazios “não geram riqueza económica”. Mas a associação de comerciantes do Areeiro, representativa das avenidas principais, assegura que o panorama até estará a melhorar. A freguesia está a receber mais estrangeiros, que ajudam ao aumento do volume de negócios de alguns estabelecimentos.”

“Maria Custódia Silva, 74 anos, proprietária de uma loja de roupa para crianças, já perdeu a conta de quantas lojas abriram e fecharam, no último ano, na Avenida João XXI, na freguesia do Areeiro. O bairro está em transformação e, segundo quem lá trabalha, assiste-se a uma enorme volatilidade dos espaços comerciais. “No período de três anos, esta já é a quarta loja a instalar-se aqui”, diz Maria, apontando para uma agência de viagens, ao lado do seu estabelecimento. Antes, funcionaram ali uma loja de decoração de interiores e outras duas de vestuário. A lojista não consegue precisar o período de funcionamento de cada espaço comercial, mas garante que foi “muito curto”. E arrisca uma explicação. “Ninguém aguenta as rendas altíssimas desta avenida, que subiram muito, nos últimos três anos. Eu só me mantenho porque tenho outras fontes de rendimento, se não também já teria fechado”, diz.”

“Segundo um estudo recente da consultora JLL, as rendas das lojas de rua, em Lisboa, subiram entre 3,8% e 20%, em 2018. Nas zonas históricas e no centro da cidade, a falta de oferta de imóveis pode pressionar ainda mais os preços e a tendência é as rendas subirem. Paula Santiago, consultora imobiliária da Remax Time, instalada na João XXI, ouvida por O Corvo, corrobora estes números e diz que os valores aumentaram “consideravelmente”. Além destes indicadores referentes ao arrendamento comercial, os dados mais recentes do INE (Instituto Nacional de Estatística) sobre o preço dos imóveis de habitação, no terceiro trimestre de 2018, divulgados há duas semanas, confirmam a manutenção da expressiva dinâmica de valorização imobiliária registada na capital, nos últimos anos. O Areeiro não foi excepção, com a média do metro quadrado vendido a fixar-se nos 2.729 euros, quando no terceiro trimestre de 2017 se havia transaccionado 2.333 euros por metros quadrado. Ainda assim, a freguesia foi uma das cinco em que os preços medianos e as taxas de variação face ao período homólogo foram inferiores aos da cidade de Lisboa (2.877 €/m2). Estes valores, se bem que relativos à habitação, deixam algumas pistas sobre os custos associados a uma loja naquela zona.”

“Recentemente, um concessionário de automóveis e uma papelaria, instalados na João XXI há dezenas de anos, também fecharam por não conseguirem pagar o valor da renda. “A renda do stand subiu de 800 para 1600 euros. A papelaria foi uma situação mais dramática. A dona da loja fez obras de remodelação e, uma semana depois, recebeu uma carta de não renovação do contrato, não foram correctos”, conta. Uma loja de roupa em segunda mão, relata ainda, chegou a estar instalada, no espaço de pouco tempo, em três sítios diferentes – Praça de Londres, João XXI e noutro arruamento no centro do bairro -, mas também já fechou pelos mesmos motivos. “Quem não tem outro suporte financeiro, não aguenta aqui. Muitos comerciantes vêm na ilusão de que esta avenida é uma boa aposta, e depois desiludem-se. Sabemos que vai abrir um espaço novo e que a renda é de 1400 euros. Para suportar este valor, tem de se vender muito por dia. Esperemos que tenham sorte, mas acho que vão fechar”, antecipa Maria Custódia Silva.”

“Nos arruamentos adjacentes às avenidas principais, também se teme pelo futuro. Na Rua Cervantes, que liga as avenidas João XXI e de Madrid, Fernando Gameiro, 57 anos, vende vários tipos de peixe e marisco, no rés-do-chão de um prédio, há quase duas décadas. Mas poderá ter de sair em breve. “O edifício foi todo vendido, em 2014, e fizeram-me um contrato novo de cinco anos, que vai terminar no próximo mês de Maio. Se me propuserem uma renda muito elevada, tenho de fechar. Trabalho com mais desmotivação”, lamenta. Atento à dinâmica do bairro, Fernando Gameiro diz que as transformações são “enormes”. “O comércio do Areeiro está de rastos, desde 2012 tem assistido a uma queda vertiginosa. Quem abre aqui não se aguenta três meses”, lamenta. No período de quatro anos, abriu e fechou uma loja de produtos dietéticos e negócios mais antigos encerraram para darem origem a churrasqueiras, “que ainda vão tendo muita clientela” e restaurantes de tapas e petiscos, explica Fernando.”

“Na Avenida de Paris, o encerramento de vários espaços comerciais, no último ano, como a pastelaria S. João e outros cafés, poderá explicar a pouca movimentação ali sentida. “Um café ou um restaurante atraem sempre mais pessoas, e ajudam aos outros negócios. Chegámos a estar cheios, durante o dia, e, agora, há dias que nem entra ninguém aqui”, diz Vera Ricardo, 38 anos, funcionária de uma loja de produtos de medicina alternativa. O espaço mantém-se, explica, porque ainda recebe muitos clientes de outros bairros, e até de fora de Lisboa. “Há um médico que vem aqui dar consultas, e ainda há muitas pessoas a procurarem-no”, acrescenta.”

“No número quatro desta avenida, André Santos, 37 anos, é o único a dar continuidade a um negócio familiar, provavelmente o mais antigo daquela artéria.  “Sempre existiu uma grande flutuação dos negócios nesta zona, mas nos últimos anos sentiu-se mais. Apesar de a mim não me afectar, porque não vivo do comércio de rua, prejudica muitos dos meus colegas. Muitas pessoas deixam de ir a uma rua quando sabem que fechou lá a loja onde costumavam ir. É péssimo estarem sempre a abrir e a fechar”, diz o dono da La Ferrovie de Paris, uma loja especializada em modelismo ferroviário, a funcionar ali há mais de trinta anos. Já Vildana, costureira, chegou apenas há dois anos, e está feliz com a escolha daquela parte da cidade para trabalhar. “Vou tendo clientes, tenho é mais dificuldade em encontrar quem queira trabalhar comigo”, diz, apressada, enquanto prega botões a uma camisa. “Ninguém quer costurar, hoje em dia, e é pena”, afirma.”

“O bairro residencial, constituído maioritariamente por uma classe média-alta, tem assistido a uma transformação da malha social, nos últimos anos. Apesar da mudança não ser tão gritante como noutras zonas da capital, há mais estrangeiros a escolherem aquela parte da cidade para viverem. Mafalda Maria, 46 anos, confirma esta realidade, todas as semanas, na sua loja de vinhos, na Avenida de Madrid. “Tenho uma cliente americana, de Washington, que compra dezenas de garrafas. Agora está fora, mas tem casa aqui no Areeiro. Tenho imensos clientes italianos, brasileiros e chineses, e são moradores no bairro. Não me posso queixar, o volume de negócios até tem melhorado”, conta. Mafalda Maria reconhece, porém, que não é fácil manter uma loja ali. “O vinho bebe-se sempre, em período de crise ou em festa. Há aqui muitas lojas, cabeleireiros e restaurantes principalmente, que não resistem muito tempo. Além do tipo de negócio, que tem muita concorrência, queixam-se do valor das rendas”, explica.

Na Avenida de Madrid, vários comerciantes corroboram este cenário. Rosário Marques, 48 anos, trabalha há uma dúzia de anos nesta artéria e deita as mãos à cabeça quando se fala no aumento do valor das rendas. “Por este espaço aqui ao lado, minúsculo, estão a pedir 500 euros. A partir daí, é sempre a galopar. Isto é normal?”, questiona, acelerada. A dona da lavandaria e engomadoria, que também presta outros serviços de limpeza, queixa-se ainda da falta de segurança na zona. “Somos uma rua secundária, muitos só vêm aqui de passagem. Há uns dias, assaltaram-me e levaram dinheiro da caixa. A polícia nunca anda aqui e, se houvesse mais movimentação e comércio, talvez não nos tentassem assaltar”, critica.”

“A poucos metros, uma padaria quase centenária, testemunha uma Lisboa mais antiga, quase em extinção. “Já há poucas deste género”, diz Laurinda Fialho, 59 anos, empoleirada na bancada de mármore. “Os salários são baixos, não é fácil subsistirmos, mas ainda temos muitos clientes antigos com os quais mantemos uma boa ligação. Esse é o segredo”, explica. A comerciante ainda paga uma renda acessível, mas já assistiu ao encerramento de várias lojas à sua volta. “Há dois anos, as rendas subiram a pique, os valores são exorbitantes. Perdemos, também, muitos moradores, que voltaram para a terra-natal”, conta. O prolongamento das obras das estações de metro do Areeiro e de Arroios e o encerramento de algumas empresas também poderão ajudar a explicar o esmorecimento do comércio da zona. “Na Morais Soares, esbarrávamos uns nos outros. De um momento para o outro, a rua ficou moribunda”, diz, sobre a actual situação nas obras de Arroios. “O fecho das saídas do metro do Areeiro é vergonhoso, nunca mais abrem”, critica.”

“A associação de moradores Vizinhos do Areeiro tornou público, no passado dia 10 de Fevereiro, um levantamento das lojas vazias da freguesia. Segundo o grupo cívico, “a percentagem de lojas vazias é relativamente pequena”. “Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como os bairros dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto tem a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos bairros, existente nessas zonas, e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado”, lê-se. A análise só peca, explicam, por algo que não está ao alcance do grupo de cidadãos: “a dimensão dos espaços vazios”. “Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura”, escrevem. Um levantamento desta dimensão, assim como o registo do tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia, sugerem, deveria ser feito pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pela Junta de Freguesia.”

A associação de moradores diz ainda que haverá “uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro” e lamenta não conseguir detectar “as numerosas lojas que abrem e fecham num espaço de dois ou três meses. “O que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior”, avaliam. Em 2018, segundo a análise da associação Vizinhos do Areeiro, haveria 236 lojas vazias no bairro e, em 2019, existirão 170, o que “reflecte aquilo que se observa nas ruas, mas especialmente nas mais comerciais (avenidas João XXI, Roma, Guerra Junqueiro e Praça de Londres)”.

Segundo Rui Martins, da associação dos Vizinhos do Areeiro, este fenómeno “é muito preocupante”. “Encerraram três repartições dos correios, vários balcões de bancos e continua a existir uma grande rotatividade de espaços comerciais, principalmente nas ruas secundárias. As lojas vazias não geram riqueza económica, e perdem-se muitos postos de trabalho”, lamenta. Outro fenómeno que estará a preocupar o colectivo de moradores é o aumento de espaços comerciais do mesmo ramo de negócio. “Florescem imobiliárias como ‘cogumelos’, nunca se viram tantas lojas de cigarros eléctrónicos e há imensas lavandarias self-service”, observa ainda.”

“Em 2016, o movimento cívico propôs à Junta de Freguesia do Areeiro que, à semelhança do que já se passa em Campolide, as compras no bairro fossem feitas através de uma moeda local. Esta poderia ser adquirida na junta, nos bancos, ou obtida de forma gratuita, sob a forma de um prémio por reciclarem o lixo, por exemplo. Algo que, acreditam, poderia ajudar à instalação de mais comércio no Areeiro. Desde 2013, todos os anos, os comerciantes das principais avenidas da freguesia aderem ao Areeiro Open Night, iniciativa da Junta de Freguesia do Areeiro para dinamizar o comércio local. De acordo com os comerciantes ouvidos por O Corvo, este evento é, todavia, insuficiente para as necessidades do bairro. “É apenas pontual, e muitas lojas ficam de fora. Precisamos de uma revolução no comércio e na forma como os senhorios e os arrendatários se relacionam”, sugere a lojista Maria Custódia Silva.”

“O dirigente da associação de comerciantes do Areeiro, Carlos Carvalho, tem, porém, uma perspectiva mais optimista. “Na zona que represento – Praça de Londres e avenidas Guerra Junqueiro, João XXI e Roma – há seis anos, tínhamos vinte lojas vazias. Hoje, temos seis. A procura subiu brutalmente e as lojas fecham porque abrem-se negócios desfasados da realidade. Não concordo que a subida das rendas seja a explicação para a rotatividade”, considera. O interesse dos lojistas por uma zona que esteve, durante algum tempo, “decrépita”, explica ainda, aumentou muito nos últimos anos e há vários “casos de sucesso”. “O panorama comercial está a melhorar. Na Avenida de Roma, há quatro lojas com história, com um grande dinamismo. Muitas vezes, as pessoas abrem lojas e não percebem que manter um negócio exige comunicação com o cliente, e que nenhuma loja nasce consolidada”, explica.

Carlos Carvalho, que é proprietário de uma mercearia no Areeiro, salienta que o aumento das rendas é “um problema de toda a cidade” e que muitos lojistas, que não conseguem pagar o valor das rendas, reposicionam-se noutras ruas da freguesia. Segundo o comerciante, a rotatividade das lojas “sempre foi um problema” da daquela área da cidade, principalmente na João XXI, porque as pessoas alteraram os seus trajectos e rotinas, nos últimos anos, e deixaram de passar nesta artéria.”

https://ocorvo.pt/no-areeiro-abrem-e-fecham-lojas-em-poucos-meses-mas-nas-avenidas-principais-o-comercio-consolida-se/

Conclusões possíveis do Levantamento de Lojas Vazias de 2019 (actualizado)

(a vermelho as lojas vazias de 2018, a azul as de 2019)

1. Os levantamentos de 2018 e de 2019 incorporam uma certa margem de erro (trata-se de um levantamento voluntário) mas estes números, que globalmente estarão correctos, parecem indicar uma grande flutuação da actividade comercial na freguesia, uma extrema volatilidade nos negócios comerciais no Areeiro e isto apesar de, pela metodologia seguida, não conseguirem detectar as numerosas que abrem em fecham num espaço de 2 ou 3 meses (o que revelaria uma volatilidade que, estimamos, ainda seria maior)

2. Os números de 2018 (236) e agora os de 2019 (170) reflectem aquilo que se observa nas ruas mas especialmente nas mais comerciais (João XXI, Roma e Guerra Junqueiro/Praça de Londres): a percentagem de lojas vazias é relativamente pequena. Onde estas existem em maior número é nos bairros mais residenciais, como o Bairro dos Aviadores, Actores e Olaias. Isto tem a ver com a fraca capacidade de atracção de clientes de fora dos Bairros existente nessas zonas e com os preços irrealistas do arrendamento cobrado nessas zonas.

3. Em 2016 propusemos à Junta de Freguesia que, como faz a de Campolide, lançasse uma Moeda Local: https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/2016/09/19/proposta-uma-moeda-local-para-o-areeiro/ um projecto deste tipo poderia ter um impacto significativo no regresso de muitas destas lojas à actividade comercial, gerando emprego e diversidade económica no Areeiro.

4. O facto de existirem menos lojas vazias é um efeito da melhoria da condição económica da maioria dos lisboetas e do reforço dos padrões de consumos desde 2017.

5. no site https://www.idealista.pt/arrendar-lojas_ou_armazens/lisboa/areeiro/ apenas constam 71 lojas ou armazéns por arrendar (no Areeiro a maioria dos “armazéns” são lojas ou garagens convertidas). Isto significa que a maioria das lojas vazias não estão no mercado fazendo aumentar o preço das que estão por redução da oferta e explicando a inflação de preços que se regista actualmente (motivada, também, pelo fenómeno lateral do Turismo e do aumento explosivo e contagioso a todos os sectores dos preços da habitação).

6. Algumas destas lojas são conversões de antigas garagens mas continuam reservando estacionamento (que usam de forma possivelmente abusiva) conforme levantamento: http://vizinhosdoareeiro.org/falsas-garagens-e-estacionamento-no-areeiro/

7. Uma percentagem significativa de lojas continua a ser usada como sede de empresa e não como um estabelecimento comercial clássico

8. O levantamento dos Vizinhos do Areeiro peca por algo que não está ao nosso alcance: a dimensão dos espaços vazios. Este dado poderia revelar quais os espaços com maior procura. Aliás, um levantamento desta escala deveria ser feito pela CML ou pela Junta de Freguesia, ser regular (trimestral), registar o tipo de actividade comercial e os preços médios do arrendamento por freguesia: Fica a sugestão aos nossos autarcas.

9. A procura tende para lojas de reduzida dimensão/renda: situação mais favorável em Campo de Ourique. No Areeiro existem demasiados espaços de dimensão/renda média e grande/elevada para arriscar um qualquer negócio.

10. Vamos actualizar esta contagem, provavelmente, com mais métricas, em 2020.

Levantamento de Abril de 2018:
http://vizinhosdoareeiro.org/lojas-sem-uso-abandonadas-devolutas-ou-a-venda-ou-por-arrendar-no-areeiro/