Consulta aos Vizinhos do Areeiro sobre a intervenção (e ciclovia) na Av de Paris e Rua Edison

Comentários aos votos registados até 15 de Março de 2019:

  1. a opção mais votada (135+13) refere a transferência de circulação automóvel para a João XXI e cruzamento entre e Av de Roma e a João XXI e ligação desta com a Praça Sá Carneiro.
  2. há críticas ao custo total da intervenção na Av de Paris (29 mil euros) assim como ao seu prazo de execução (18 dias): considerados por 54 moradores como excessivos.
  3. 34 moradores entendem que as críticas às duas ciclovias são normais e decorrem de uma alteração de hábitos que irá inevitavelmente ocorrer (note-se que são cerca de 15% destas 3 primeiras respostas): isto pode indicar que a penetração da bicicleta como principal forma de mobilidade urbana no Areeiro é ainda muito fraca (será que esperar que aumente com o aumento de ciclovias).
  4. A largura da faixa na Av de Paris merece a crítica a 26 moradores: ela é patente mas encontra-se dentro dos limites legais. Poderá aumentar o número de colisões mas isso é algo a que apenas o tempo pode responder esperando que CML mantenha um registo deste tipo de ocorrências por forma a poder tomar medidas correctivas (se estas se justificarem)
  5. Todos os comerciantes contactados na Av de Paris e na Rua Cervantes concordam em dizerem que as alterações vão reduzir a atividade comercial: é certo que as ciclovias poderão atrair novo público (não há dados que isso aconteceu em resultado da intervenção na Guerra Junqueiro de 2018)
  6. Na Av de Paris não se perderam lugares de estacionamento, na Cervantes dois: o impacto nas perdas totais de lugares parecem displicientes.
  7. A intervenção na Av de Paris acabou com o estacionamento em segunda fila, o que permite regular melhor o trânsito mas que é apontado por comerciantes como um factor que está a afastar clientes (de qualquer recorde-se que é uma prática irregular e alvo de multa)

Em geral:

  1. Toda a intervenção na Av de Paris e na Rua Edison foi feita com a participação da Junta de Freguesia
  2. Muitos moradores sentem que não houve envolvimento nem procura da sua participação (útil e não meramente formal: embora esta – em boa verdade – também não tenha ocorrido)
  3. Não foram comentadas participações inflamatórias e estéreis como “a dependência dos carros mete dó”: é um exercício de maniqueísmo que não favorece ao diálogo nem à descoberta de soluções e propostas concretas para os problemas da mobilidade urbana em Lisboa.

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