Intervenção dos Vizinhos do Areeiro na audição dos Peticionários sobre a vaga de insegurança no Areeiro (em 2020) na Assembleia Municipal de Lisboa de 09.02.2021

Intervenção de Rui Mary:
“Bem, quanto à insegurança no Areeiro
e porque já passou muito tempo desde a apresentação da petição
(que foi em Junho de 2020)
por enquanto, para já, mas provavelmente não para sempre
a situação melhorou:
(de 37 casos totais em Maio de 2020

  • que foi o pico máximo de sempre desde Novembro de 2017 –
  • passámos a 9 em Janeiro)

Contudo é preciso não esquecer que a partir de fins de Janeiro e Fevereiro
já tornaram a ser vandalizados carros, alguns foram roubados e
há relatos continuados de roubos de bicicletas e peças.
Mas a verdade é que felizmente:
os roubos a lojas e os assaltos na rua
parecem ter parado desde Julho de 2020
Dito isto: Contudo:
Queria dizer – muito rapidamente – algumas coisas:

Gostava que soubessem que no decurso do processo de recolha das assinaturas em espaços comerciais no Areeiro nos disseram – mais que uma vez – que ninguém fala com eles
nem da Junta nem dos partidos
a não ser quando estão em campanha: dizem estes lojistas
e isto – com eleições autárquicas este ano – pode merecer reflexão…

Fico sempre surpreendido quando no relatório desta petição vejo eleitos locais a estabelecer uma relação directa entre Sem Abrigo e a vaga de Crime apesar de nada o demonstrar.
Pode ser Popular dizer isto: Mas não é Correcto.
Isto não quer dizer que alguns Sem Abrigo não sejam turbulentos
Mas daí a dizer que são criminosos: vai um grande salto…

Dizem-me moradores que em campanha se prometeu ou deu a entender que a freguesia iria pagar um Guarda Nocturno para vigiar a freguesia
mas, depois, negou-se tê-lo feito e alega-se que tal seria ilegal
mas não compreendo esta argumentação e não vejo quais seriam as suas bases.
Compreendo que em campanha às vezes se fala em excesso: mas é preciso ter cuidado para não criar falsas expectativas nos cidadãos.

Não estamos bem quando temos que lançar uma petição para que o Estado responda a uma vaga de insegurança e reforce (provisoriamente) o policiamento (que continua a não se ver: até neste período de confinamento)
Com a petição atraímos a atenção negativa para a freguesia: que, no fundo, até é injusta porque fora dos picos de insegurança: viver no Areeiro é seguro.
Também não estamos bem quando a esquadra das Olaias tem tão poucos meios humanos e más condições físicas e não há sinais de que isso mude a curto prazo. E há informações de que por vezes fica mesmo sem pessoal para enviar a ocorrências.

Não compreendo porque é que o MAI não responde aos cidadãos e à própria Assembleia Municipal (assim diz o relatório).
Por exemplo: não conseguia saber no IHRU nem na Secretaria de Estado como estava a situação do Bairro Portugal Novo (que é um foco de insegurança pela sua ligação ao consumo e tráfico de droga):
Sei agora – através da intervenção do Sr. Presidente da Câmara nesta Assembleia – que se está a identificar os antigos moradores – um processo complicado dado o conhecido historial de ocupação de casas – para, finalmente, normalizar a situação.
Espero que agora, finalmente, o processo se desbloqueie.
E estranho ninguém – no Estado Central – ter respondido: não é Normal.
É tudo o que queria dizer: Obrigado.”

Intervenção de Jorge Oliveira:
https://youtu.be/G8tMb-nTbJs?t=20161

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